Trinta por cento do dinheiro gasto em obra pública alimentam a corrupção
A Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União realizaram uma investigação que retrata o tamanho da corrupção no Brasil.
De cada 100 reais aplicados em obras públicas, 29 reais são desviados para atender a fome dos corruptos. A conclusão é da Polícia Federal e do TCU.
O dado é chocante mas nem de longe é surpreendente, não é novidade. Nós estamos acostumados a ver no horário nobre da TV cenas de puro descaramento, falta de vergonha, protagonizadas por agentes públicos de todos os níveis e de todos os poderes.
É dinheiro na cueca, na bolsa, nas meias, nas malas, em qualquer lugar em que a grana caiba. Isso sem falar nos paraísos fiscais, coisa para corrupto rico, de primeiro escalão, viajante de primeira classe.
Ao ver esse dado da Polícia Federal e do TCU, eu lembrei de uma conversa com o deputado João Maia, que é economista, ex-secretário executivo do Ministério da Economia (hoje, Fazenda).
E ele me dizia que de 30 a 40% do Orçamento da União são desperdiçados em esquemas de corrupção e má gestão. É o tal custo Brasil, me dizia o deputado.
Você já imaginou quantas escolas, hospitais, estradas e casas populares poderiam ser construídas com essa dinheirama que vai para o bolso de gente desonesta, safada, pilantra?
Pois é. Dava pra fazer muita coisa. Mas, não. Vamos continuar assistindo os mensalões, os cuecões e os os propinodutos.
Um advogado amigo meu me contava dia desses que um prefeito apareceu no escritório dele e foi logo dizendo:
- Doutor, na minha Prefeitura não tem essa de roubo, não. Eu só quero meus dez por cento e pronto. Só quero meus dez por cento - disse o prefeito.
Dá até vontade rir, mas ninguém deve achar graça, não. O negócio é sério e não é coisa apenas de prefeito. O buraco é mais em cima. Há tubarões de todos os tamanhos.
Precisamos nos informar sobre trabalhos como esse da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União. Afinal, quem paga essa farra toda somos nós em forma de impostos, taxas e contribuições. Sem medo de errar dá para dizer: o desperdício e a corrupção são os principais entraves para que possamos reduzir nossa carga tributária, uma das maiores do mundo.
Folha revela neste domingo: Governo acha dinheiro de filho de Sarney no exterior
Governo acha dinheiro de filho de Sarney no exterior
Autoridades chinesas detectam conta em paraíso fiscal operada por Fernando Sarney Empresário, que cuida dos negócios da família, enviou US$ 1 milhão em 2008 para agência do HSBC na China sem declará-lo à Receita.
LEONARDO SOUZA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo brasileiro obteve documentos que comprovam que o filho do presidente do Senado, José Sarney, movimentou dinheiro no exterior sem declará-lo à Receita Federal. Autoridades da China informaram ao Ministério da Justiça que o empresário Fernando Sarney opera pessoalmente uma conta num paraíso fiscal, em nome de uma empresa "offshore" com sede no Caribe.
No começo de 2008, Fernando usou esse canal financeiro para transferir US$ 1 milhão para uma agência do banco HSBC em Qingdao, na China. A autorização da transação contém a assinatura dele. Recursos no exterior não informados ao fisco podem ser fruto de sonegação de tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Empresas da família Sarney, que vão de emissoras de rádio e TV a shopping center, são investigadas pela Receita e pela Polícia Federal sob acusação desses crimes. A operação policial, que levava o nome de Boi Barrica e depois foi rebatizada de Faktor, já indiciou Fernando Sarney sob acusação de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele nega as irregularidades.
A remessa para a China é alvo da Faktor. Em 2009, Fernando negou a movimentação em entrevista à Folha. Laudo enviado pelo governo chinês para o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça contradiz a versão do empresário. A partir de autorização assinada por Fernando, autoridades chinesas rastrearam a origem do dinheiro e confirmaram que os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (pelo nome, uma empresa de acessórios de bicicleta), conforme ordem bancária.
Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito. Acordos multilaterais permitem ao governo solicitar bloqueio e a repatriação de recursos enviados ilegalmente para fora do país.
Procurado pela reportagem, Fernando disse que não se pronunciaria sobre o assunto por orientação de seus advogados, alegando que o inquérito policial está sob segredo de Justiça. Conforme a Folha publicou em 2009, as empresas da família Sarney passam por uma devassa feita pela Receita, iniciada a partir do trabalho da PF.
Os auditores detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro. Segundo a reportagem apurou, não há nas declarações à Receita das pessoas físicas e jurídicas ligadas à família a menção a nenhuma conta corrente em paraíso fiscal no Caribe.
Durante a Faktor, a PF interceptou com autorização judicial e-mails de Fernando, seus familiares e amigos. Em várias dessas mensagens havia referências ao envio de US$ 1 milhão para a China. Foi numa delas, entre Ana Clara e Teresa Sarney, filha e mulher de Fernando, que a PF capturou a autorização assinada por ele.
Os policiais levantaram também indícios de que Fernando contava com a ajuda do empresário Gianfranco Perasso (chamado por ele de "China" ou "Chinaboy") para operar contas no exterior em seu nome. Perasso é apontado pela Polícia Federal como integrante do esquema comandado por Fernando que teria desviado dinheiro de obras e projetos do governo federal.
Arruda pode servir de exemplo para políticos que misturam o público com o privado
Meus olhos de jornalista e de curioso do direito se voltaram ontem para o plenário do Supremo Tribunal Federal. Os dez ministros presentes (a corte suprema é formada por 11 deles) decidia a permanência ou não de José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal, na prisão.
Ao acompanhar o voto da cada um dos ministros do STF (a maioria decidiu negar o habeas corpus que libertaria o governador), passou um filme na minha cabeça.
Tentei lembrar os escândalos de corrupção envolvendo os políticos nacionais e aqui do Estado. E rapidamente passei em revista o collorgate, que acabou no impeachment do então presidente Collor; os anões do Orçamento da União; o escândalo dos precatórios de São Paulo e de outros lugares da federação; o dinheiro do Maluf nos paraísos fiscais; a pasta rosa do Fernando Henrique; a dinheirama da privatação das empresas de telefonia; o mensalão do PT; as estripulias do Zé Dirceu; e agora o mensalão do Democratas.
Também passou um filme local: o rabo de palha de José Agripino; o escândalo do leite e o caso Guson na era Garibaldi; o Ouro Negro, o Foliaduto e a Operação Hígia dos tempos de Wilma; a Operação Impacto na Câmara Municipal de Natal.
Não quero parecer ingênuo aqui, mas todos estes casos que busquei na memória são episódios deploráveis que merecem o repúdio do cidadão de bem. E todos eles serviram, de alguma forma, para que as sociedades brasileira e norte-rio-grandense avançassem e aperfeiçoassem os instrumentos de fiscalização da atividade pública.
E uma arma eficaz contra a corrupção é a informação. Quanto mais informação, melhor. Teremos mais transparência e condições para reagir contra aqueles que misturam o público com o privado.
A prisão de José Roberto Arruda no exercício do cargo de governador é um sinal claro que as coisas etão mudando. E mudando para melhor.
Projetos de lei como o do político ficha suja também contribuem para fechar o cerco contra os agentes que sagram os cofres públicos ou tentam tirar vantagem deste ou daquele poder, seja ele do Executivo, Legislativo ou Judiciário.
Aproveite a eleição deste ano para melhorar a nossa representação política. Tem muita gente que sequer lembra em quem votou na última eleição. Se o voto foi bom, repita. Se o cara ou a cara lhe decepcionou, mande ele plantar batatas.
Parte da base de Lula no RN pode pular a cerca nesta eleição
PSB, PT e parte do PMDB estão de casamento marcado com Iberê Ferreira de Sousa (PSB) nesta eleição, mas não perdem de vista a outra noiva, Carlos Euardo Alves.
O compromisso da base de Lula, tirando o PCdoB, é com o vice-governador, mas tem muita gente com vontade de traí-lo mais adiante, caso Carlos Eduardo cresça nas pesquisas, isolando Iberê e aproximando-se de Rosalba Ciarlini (DEM), a líder na corrida sucessória estadual.
Fátima Bezerra me dizia esta semana que o PT vai cumprir o acordo já firmado antes com o PSB. Mas torce para que Iberê Ferreira de Sousa mantenha uma boa convivência política com Carlos Eduardo.
Fátima aposta num segundo turno - seja com Iberê ou com Carlos Eduardo - e a união dos dois será fundamental para os planos da base de Lula aqui no Estado.
Carlos Eduardo acredita que vai superar Iberê Ferreira de Sousa e conquistar o apoio dos aliados de Lula até a data das convenções partidárias.
O ex-prefeito aposta num cenário em que o vice de Wilma patina nas pesquisas e ele cresce. Para Carlos Eduardo, se isso ocorrer, haverá uma debandada dos que têm compromisso com Iberê Ferreira hoje.
Há quem diga que Iberê Ferreira ainda pode ser uma dúvida para o pleito. Diante das dificuldades, Iberê pode optar por tocar seus nove meses de gestão e garantir espaços para o seu grupo político.
Eu não acredito nisso. Eu acho que Iberê Ferreira é candidato até o fim, independente do êxito da empreitada.
E ninguém deve subestimar aquela velha máxima: candidato de governo tem de saída de 20% a 25% das intenções de voto em qualquer eleição.
Mas Carlos Eduardo não quer saber disso. O ex-prefeito desempenhará o papel da "amante" no casamento da base de Lula com Iberê Ferreira de Sousa.
Se o amor esfriar, se a relação balançar, muitos lulistas vão pular a cerca e correr pros braços de Carlos Eduardo Alves.
Wilma de Faria e assessores têm dialogado muito com Carlos Eduardo nos últimos dias. Em jogo está o apoio do ex-prefeito a Wilma ao Senado. Mas nada impede que as juras de amor deixem a porta aberta para o futuro próximo.
Outro que se reuniu com Carlos Euardo recentemente foi Henrique Eduardo Alves. Conversa S. F.T. - sem futuro total - segundo palavras do próprio ex-prefeito, mas que deixou um canal de comunicação aberto para um eventual segundo turno.
Carlos Eduardo anda comendo Iberê Ferreira - comendo os apoios, claro - pelas beiradas, como diz o matuto.
Respeito ao contraditório, mas questionando as prioridades de Micarla
O secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Natal, jornalista Jean Valério, nos encaminhou uma mensagem contestando alguns pontos do meu comentário sobre a transferência das secretarias de saúde e de educação para um hotel da Ladeira do Sol.
Por ser extensa e não querer abusar da paciência de nosso leitor, destaco aqui (a carta está na íntegra em post anterior) alguns trechos que achei mais importante, sempre levando em conta o princípio do contraditório.
Vamos lá. Diz o secretário:
Você diz que não haverá economia para os cofres públicos com a contratação do prédio do Novotel, em Petrópolis. Esta informação não é correta. Haverá sim economia.
A Secretaria de Saúde, por exemplo, que pagava R$ 52 mil pelo aluguel do edifício Ducal, pagará R$ 56 mil pelo novo prédio. Em compensação, a Secretaria não terá mais custo com: aluguel de ar condicionado, aluguel de computadores, TVs, estacionamento (que eram pagos pelos servidores), aluguel de auditório para a realização dos treinamentos e eventos, utilização da internet, funcionários para manutenção do prédio.
Tudo isso - diz o secretário - representará uma grande economia para os sofres do município. Já a Secretaria de Educação, além de dispor de todas estas vantagens, dobrará sua capacidade e espaço para os servidores.
Segundo ponto:
Sobre o processo de contratação, ao contrário do que foi publicado no seu comentário, o Hotel não "foi agraciado" com um contrato. A Prefeitura realizou uma concorrência, chamada pública, divulgada com total transparência no Diário Oficial do Município, a qual foi vencida pela empresa dona do prédio que hoje abriga o Novotel Ladeira do Sol.
Olha que bonitinho, bem no estilo Micarla:
A atual gestão acredita que os servidores da saúde e da educação, bem como os cidadãos de Natal, merecem um atendimento digno, de qualidade.
O secretário Jean Valério ainda responde duas perguntas que fiz ontem:
"O que fazer para melhorar a rede básica de atendimento da saúde em Natal?"
Ele diz que nas próximas 10 semanas, a prefeita Micarla vai inaugurar 14 postos de saúde, totalmente reformados e alguns duplicados; que a prefeita entregou o Hospital da Mulher, implantando o Centro de Referência Infantil Sandra Celeste; diz que Micarla vai inaugurar a primeira UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Zona Norte, no próximo mês de abril. Depois disso, ainda este ano, serão inauguradas mais três UPAs.
A outra pergunta que fiz:
"O que fazer para resolver a greve dos professores?"
O secretário Jean Valério informa que em apenas 1 ano e 2 meses, a atual gestão melhorou o salário dos professores em 21,5%. O fato é inédito no município. Em 2009, os professores conquistaram 12% de melhoria salarial. Em janeiro deste ano, ganharam 4,5% de reajuste. Para abril, a Prefeitura garantiu mais 5%. Em 2010, mais de R$ 20 milhões serão investidos em obras, reformas e equipamentos das escolas.
Em seguida, o secretário enumera uma extensa lista de pleitos atendidos pela Prefeitura de Natal, que vão desde 1/3 de férias a progressões horizontais, repasses para creches e a promessa de um plano de cargos e salários.
O secretário Jean Valério, por dever de ofício e por acreditar na administração que assessora, reafirma o compromisso da prefeita Micarla de Sousa com a melhoria da saúde e daeducação.
Nota deste editor e repórter:
A minha crítica à falta de sensibilidade de Micarla de Sousa na escolha de prioridades em sua administraçao continua inalterada, continua a mesma: em vez de alugar prédios modernos e localizados em cartões postais da cidade, a prefeita deveria avançar na solução de problemas da saúde e da educação.
O sistema de saúde em Natal continua péssimo e longe de um atendimento digno à população. Não é pintando a fachada das unidades de verde, cor do partido da prefeita, que a saúde está melhorando. O problema vem de longe, é complexo, mas a prefeita vendeu a doce ilusão de que resolveria a questão num piscar de olhos, nos primeiros meses de gestão.
E quanto à educação, os estudantes da rede municipal de ensino ainda não tiveram aulas este ano. Não preciso comentar mais nada.
Sinto o cheiro de muita maquiagem no ar. E pouca eficácia nas ações da Prefeitura de Natal. As prioridades da prefeita não estão claras para o conjunto da população.
Micarla de Sousa ainda precisa mostrar a que veio quando elegeu-se prefeita de Natal. Mas ela ainda tem três anos de gestão neste mandato. A esperança é a última que morre.
Secretário da Prefeitura defende aluguel de hotel para abrigar secretarias
Por dever de ofício e por acreditar na gestão que assessora, o secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Natal, Jean Valério, nos encaminha o seguinte texto que transcrevo na íntegra em respeito ao contraditório.
Veja:
CARO DIÓGENES, Venho contestar algumas informações publicadas no seu comentário, nesta terça-feira, analisando a atual gestão da Prefeitura do Natal.
A primeira delas é a seguinte. Você diz que não haverá economia para os cofres públicos com a contratação do prédio do Novotel, em Petrópolis. Esta informação não é correta. Haverá sim economia.
A Secretaria de Saúde, por exemplo, que pagava R$ 52 mil pelo aluguel do edifício Ducal, pagará R$ 56 mil pelo novo prédio. Em compensação, a Secretaria não terá mais custo com: - aluguel de ar condicionado, - aluguel de computadores, - TVs, - estacionamento (que eram pagos pelos servidores), - aluguel de auditório para a realização dos treinamentos e eventos, - utilização da internet, - funcionários para manutenção do prédio.
Tudo isso representará uma grande economia para os sofres do município. Já a Secretaria de Educação, além de dispor de todas estas vantagens, dobrará sua capacidade e espaço para os servidores, o que é avaliado e orçado pela metragem, daí a diferença de preço no seu contrato.
Sobre o processo de contratação, ao contrário do que foi publicado no seu comentário, o Hotel não "foi agraciado" com um contrato. A Prefeitura realizou uma concorrência, chamada pública, divulgada com total transparência no Diário Oficial do Município, a qual foi vencida pela empresa dona do prédio que hoje abriga o Novotel Ladeira do Sol.
A atual gestão acredita que os servidores da saúde e da educação, bem como os cidadãos de Natal, merecem um atendimento digno, de qualidade. Para sediar as secretarias de Saúde e Educação, o hotel se habilitou e participou de concorrência aberta a todos. Além da empresa vencedora, o edifício Ducal também participou da chamada mas, pelas informações que tivemos, não apresentou documentação exigida para o certame.
Para finalizar, gostaria de responder a duas perguntas formuladas em seu comentário na rádio 96 FM e no seu site nominuto.com.
A primeira delas: "O que fazer para melhorar a rede básica de atendimento da saúde em Natal?"
A Prefeitura tem trabalhado bastante. Sabemos das dificuldades, mas estamos avançando. Nas próximas 10 semanas, a prefeita Micarla de Sousa vai inaugurar 14 postos de saúde, totalmente reformados e alguns duplicados. Entregamos o Hospital da Mulher, implantamos o Centro de Referência Infantil Sandra Celeste, um exemplo de como a atual gestão lida com a saúde. Vamos inaugurar a primeira UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Zona Norte, no próximo mês de abril. Depois disso, ainda este ano, vamos inaugurar mais três UPAs. Tudo isso significa melhoria.
Respondendo à sua segunda pergunta: "O que fazer para resolver a greve dos professores?"
Em apenas 1 ano e 2 meses, a atual gestão melhorou o salário dos professores em 21,5%. O fato é inédito no município. Em 2009, os professores conquistaram 12% de melhoria salarial. Em janeiro deste ano, ganharam 4,5% de reajuste. Para abril, a Prefeitura garantiu mais 5%. Em 2010, mais de R$ 20 milhões serão investidos em obras, reformas e equipamentos das escolas. Está claro o esforço da Prefeitura, mesmo diante das dificuldades financeiras, para que pleitos da categoria sejam honrados. Acho então que esta pergunta deve ser transferida aos sindicalistas.
Para provar o que digo, enumero os pleitos atendidos pela Prefeitura, como: - Pagamento de 1/3 de férias dos educadores infantis. - Asseguramos pagamento da carga suplementar referente aos meses de outubro, novembro e dezembro na folha de março. - Garantimos pagamento das progressões horizontais e verticais dos professores, de maio a dezembro de 2009, na folha do mês de março. - Asseguramos percentual de 5% referente às perdas salariais de 1995 a 2003, na folha do mês de abril, a exemplo do que ocorreu no ano passado. - Com referência ao repasse financeiro para as escolas e CMEI's (ROM e PDE), informamos que todos estes recursos já foram pagos às escolas. - A Prefeitura encaminhará esta semana o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Educadores Infantis para apreciação da Câmara Municipal. Trata-se de uma conquista histórica da categoria. - Estão mantidas eleições diretas para diretores e vice de escolas municipais. Em nenhum momento a atual gestão cogitou modificar o processo democrático de escolha nas escolas, que continuará garantido e regido pelo Artigo 159, parágrafo 2º, da Lei Orgânica do Município. - A Prefeitura assegura o direito adquirido pelos professores da correção salarial anual, em conformidade com a nova Lei Federal de nº. 11.738 de 16 de julho de 2008, agregada ao município na modificação da lei 5.827/07, através do texto legal publicado em 28/12/2009 de nº. 6.022/2009, que garante o direito, nos parâmetros da lei federal. - Ao contrário do que foi divulgado através de boatos direcionados, não há por parte da Prefeitura, qualquer projeto de centralização financeira da merenda. Esta continuará sendo adquirida diretamente por cada escola. - Os salários dos professores do Projovem e da Revisão da Prova Brasil já foram pagos, ao contrário do que foi divulgado equivocadamente. Tudo isso reflete o compromisso da atual gestão em continuar trabalhando muito para melhorar a realidade da saúde e da educação da cidade do Natal.
Atenciosamente Jean Valério Secretário de Comunicação Social da Prefeitura do Natal
A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, tem se superado. Depois de um ano difícil nas contas do município, sem resultados consistentes na solução de problemas da saúde, no meio de uma greve dos professores da rede de ensino, Micarla de Sousa anuncia que vai abrigar as secretarias de saúde e de educação num hotel localizado num dos cartões postais da cidade, pertinho da praia dos Artistas.
É uma artista mesmo!
A possibilidade de a Prefeitura de Natal transferir as secretarias do antigo Hotel Ducal para o Novotel, na Ladeira do Sol, foi notícia no portal Nominuto.com em meados do ano passado.
O Novotel foi o bunker de Micarla durante a transição de governo logo depois que foi eleita prefeita de Natal. Foi lá que a prefeita anunciou todo seu secretariado.
Coincidentemente, este estabelecimento comercial está sendo agraciado com o contrato numa dispensa de licitação onde concorreram o próprio Novotel e o antigo Ducal.
Não haverá economia alguma. Segundo o contrato anunciado, a Prefeitura vai pagar 20 mil reais a mais do que pagava nas instalações anteriores.
As duas secretarias - a de saúde e educação - estavam abrigadas no hotel Ducal desde 2002. Agora, estarão à beira-mar.
A pergunta que fica é uma só: esta é a prioridade da prefeita Micarla de Sousa?
O que fazer para melhorar a rede básica de atendimento da saúde em Natal? O que fazer para resolver a greve dos professores?
A prefeita Micarla de Sousa pode ter sido tomada de boas intenções ao transferir as duas secretarias mais problemáticas de sua gestão para o hotel da Ladeira do Sol. A transferência pode ser defensável do ponto de vista legal. Mas o gestor público deve tomar cuidado com os símbolos.
Em vez de estar passando a imagem de uma gestora preocupada com as dificuldades enfrentadas nas áreas da saúde e educação, a decisão de Micarla de Sousa nos deixa uma sensação de escárnio, menosprezo em relação aos reais problemas da administração pública em Natal.
E imagem é tudo. A prefeita sabe disso.
Deve ser por isso que a administração dela é tão mal avaliada.
Antes da Mega-Sena, a Loteria Esportiva da Caixa Econômica Federal era a aposta oficial mais popular do povo brasileiro. O apostador dava palpite em 13 jogos do final de semana. E para espantar a zebra, o jogador podia fazer um duplo e até um triplo.
Inspirados, talvez, pela saudosa Loteria Esportiva muitos políticos brasileiros passaram a jogar duplo ou triplo para fugir do risco de perder as eleições.
Lembro-me do episódio do colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves à Presidência da República depois da ditadura militar e da maravilhosa campanha das Diretas Já.
Aqui no Estado, os Maias, que estavam de plantão no Poder Executivo, se dividiram para não haver erro. Lavoisier, Tarcísio e José Agripino ficaram com candidatos diferentes - escolheram entre Paulo Maluf, Mário Andreazza e Aureliano Chavez.
Agora, a gente acompanha o jogo duplo do PMDB no âmbito estadual. Henrique Eduardo Alves vai apoiar Iberê Ferreira, do PSB, candidato de um grupo de partidos da base do presidente Lula. E Garibaldi Alves Filho ficará com a colega de Senado, Rosalba Ciarlini, do Democratas, um adversário histórico do PMDB que transformou-se num aliado estratégico e do peito do senador peemedebista.
Isso ocorre pela primeira vez. Henrique e Garibaldi sempre estiveram juntos nas disputas majoritárias da política potiguar. Eles nunca subiram em palanques opostos em se tratando de governo. Dessa vez, não deu.
Henrique ficou com Wilma e o PT por compromissos assumidos pelo PMDB governista em Brasília. E Garibaldi ficou com Rosalba por afinidade e por acreditar que a senadora do DEM será a próxima governadora do Rio Grande do Norte.
E como os primos são unidos, um deverá puxar o outro em caso de derrota para o Governo do Estado. Não há menor dúvida.
Henrique Alves já está com sua chapa pronta - Iberê para o governo, Wilma e Garibaldi para o Senado.
Garibaldi também: - Rosalba para o governo, José Agripino e ele próprio para o Senado.
Só não há jogo duplo dos peemedebistas para presidente da República. Puxado por Henrique Alves, Garibaldi Filho vai apoiar Dilma Rousseff, do PT.
Custo a crer que o apoio de Garibaldi Filho gere algum interesse na candidata do PT, porque o senador do PMDB fará campanha para o Democratas, partido que faz oposição a Lula.
Mas Henrique Alves é obstinado e dirá a Dilma que Garibaldi Filho é prioridade do PMDB no Estado do Rio Grande do Norte.
Governo e Assembleia se enfrentam no primeiro round da luta eleitoral
A sociedade do Rio Grande do Norte assistiu ontem (25) o primeiro round da luta política travada entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa, presididida por Robinson Faria, ex-aliado de Wilma, tendo como pano de fundo a guerra eleitoral de 2010.
Desde o ano passao, quando teve a certeza que Wilma iria descartá-lo para o governo em favor de Ibere Ferreira, Robinson vem dando demonstração que vai dificultar a vida dos governistas na Assembleia. E isso começou com a votação tumultuada do Orçamento do Estado. Naquela ocasião, o governo já sinalizava com vetos de boa parte das emendas aprovadas pelos parlamentares.
Foi o que aconteceu. Wilma de Faria vetou uma dezena de emendas que mexe com recursos destinados à algumas instituições.
Ontem, a bomba estourou no colo da governadora. Policiais Militares, bombeiros, promotores e servidores da Fundação Djalma Marinho, da própria Assembleia Legislativa, ficaram sem pagamento de salários. Foi um alvoroço danado.
Falou-se em soldados e bombeiros aquartelados esperando o soldo e ameaçando greve se o dinheiro não saísse.
Enquanto isso, a área econômica do governo responsabilizava os deputados que transferiram recursos dos royalties do petróleo para pagar salários dessas categorias, que seria ilegal. Por outro lado, deputados acusavam o governo de querer transferir responsabilidades do Executivo para o Legislativo.
Pura politicagem. Governo e Assembleia Legislativa estão em pé de guerra por conta das eleições deste ano. Robinson Faria é presidente da Assembleia, agora está na oposição e como dirigente da casa dita os rumos do legislativo estadual, exercendo seu poder de fogo. Wilma de Faria sente o peso de sua decisão política e amarga desgastes no final da gestão.
Aliás, de olho no desgaste político, Wilma de Faria determinou que a área econômica do governo encontrasse uma forma para garantir hoje o pagamento dos salários de polícias e promotores. Com ou sem orçamento.
Esse foi o primeiro round de uma luta eleitoral que será travada entre os poderes Executivo e Legislativo.
Os atores políticos precisam separar as coisas. Uma coisa é a instituição que representam seja no Governo ou na Assembleia Legislativa. Outra coisa é a eleição onde são adversários e lutam para vencer o pleito.
O cidadão comum, o servidor público e os trabalhadores em geral, seus eleitores, não podem ser penalizados por esta briga que só interessa a eles, os políticos.
É bom que a população acompanhe essa refrega e dê seu veredicto nas urnas, penalizando quem defendeu apenas os próprios interesses.
Sistema de saúde pública do RN vive em permanente estado de greve
Governo em final de mandato é um desastre. Todo mundo aproveita para tirar uma casquinha. A greve dos médicos é um exemplo disso.
No apagar das luzes da gestão Wilma de Faria, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte volta à carga e paralisa as principais unidades hospitalares da capital, incluindo, o Hospital Walfredo Gurgel.
As cenas são lamentáveis. Piquetes, triagens, pessoas em estado grave aguardando atendimento dentro das ambulâncias, filas enormes diante de unidades fechadas sem médicos e funcionários. Um verdadeiro caos.
E esse tipo de cena tem sido recorrente. O sistema de saúde pública do estado vive em permanente estado de greve. Uma hora se discute contrato de cooperativas. Outra hora se discute piso salarial. A questão sempre é a mesma: salário.
E os profissionais tem lá suas razões. Os salários são baixos mesmo. O governo, sempre obeso, pressionado de todos os lados, sangrado, marcado pela ineficiência e pelo desperdício, também tem suas razões de caráter orçamentário. O problema é de gestão, mas ninguém sabe ou tem condições de resolvê-lo.
Toda vez que eu vejo uma greve dessas, e elas são recorrentes como eu já disse, lembro-me de uma conversa que tive com médico Paulo Davim.
Numa entrevista, Paulo Davim falava da importância de os governos - federal, estadual e municipal - criarem a carreira médica, a exemplo do que ocorre com o Judiciário.
Os médicos deveriam ganhar salários dignos, condizentes com a responsabilidade de preservar vidas, de atender às populações carentes. Salários que pudessem motivá-los, estimulá-los e fazê-los trabalhar - porque muitos hoje fazem de conta que trabalham para os governos.
Médico é para ganhar bem. Agora, tem de trabalhar. Não pode fazer greve a toda hora, pois presta um serviço essencial à sociedade. Serviço que tem a ver com a vida das pessoas.
Com a carreira médica, os governos deveriam pagar bons salários - do nível pago no judiciário - e cobrar exclusividade. E há exemplos disso na rede pública: a rede Sarah Kubistcheck em Brasília, criada pelo doutor Aloísio Campos da Paz. Lá, os médicos ganham bem e têm dedicação exclusiva. Não podem trabalhar na rede privada. Podem apenas ensinar nas universidades e faculdades.
A carreira médica não seria a panacéia da saúde, mas seria um bom começo. Porque a greve na saúde, geralmente, tem a mesma motivação: salário.
Vejam a de agora: os médicos querem um piso de 7 mil reais e o governo só aceita 1,5 mil reais.
Governo e grevistas ficam dando voltas como o cachorro que quer morder o próprio rabo. Enquanto isso a população padece, sofre de dor e corre risco de morte. É lamentável. E a gente espera que a política eleitoral não seja o pano de fundo de mais uma crise na saúde, porque há notícias de líderes grevistas que desejam se candidatar.
Agripino foge do escândalo de Brasília como o diabo foge da cruz
O senador José Agripino Maia, líder do Democratas no Senado da República e principal líder do partido aqui no Estado, tem desprendido muito esforço para afastar do DEM as acusações e suspeitas de atos criminosos atribuídos ao governador José Roberto Arruda e uma penca de filiados ao partido no Distrito Federal.
Não tem sido fácil. Afinal, o mensalão de Arruda está colado ao DEM do mesmo jeito que o mensalão do Delúbio e do Zé Dirceu colou-se à imagem do Partido dos Trabalhadores em 2005, ocasião em que José Agripino deitou e rolou contra os petistas no plenário do Senado.
Para marcar uma diferença em relação ao PT e outros partidos que amargaram acusações de corrupção, José Agripino tem dito que o Democratas agiu de maneira diferente com os seus filiados caídos em desgraça. Desde o início da crise, Agripino tem defendido o afastamento, a expulsão e, agora no caso de Paulo Octávio, a renúncia dos que estão envolvidos no escândalo.
José Agripino faz isso de maneira corajosa porque ninguém sabe o que José Roberto Arruda pode revelar na relação que o governo do Distrito Federal teve com o Democratas nos anos em que tudo corria bem.
Nessa época, Arruda chegou a desembarcar em Natal como a principal estrela do Democratas na festa dos 30 anos de vida pública de José Agripino.
O senador potiguar parece não temer qualquer tipo de declaração constrangedora do ainda governador do Distrito Federal. Agripino tem se mostrado firme e contundente no posicionamento da legenda.
E aí prevalece o institinto de sobrevivência do senador potiguar, candidato à reeleição numa disputa dura contra Garibaldi Filho e Wilma de Faria, e tendo que coordenar a campanha da colega Rosalba Ciarlini ao Governo do Estado.
O medo da contaminação no rastro do mensalão do DEM é o que move José Agripino nessa estratégia política de afastar seu partido do epicentro da crise institucional que paralisa Brasília, ameaçada por uma intervenção federal.
De norte a sul do país, políticos do Democratas são questionados pela ação da quadrilha comandada por Arruda no DIstrito Federal. Isso tira votos em ano de eleição.
Deve ser por isso que a senadora Rosalba Ciarlini tem se mostrado calada, longe das câmeras e microfones, para não sofrer desgastes políticos com o mensalão do DEM.
José Agripino foge do escândalo na capital federal como o diabo foge da cruz. E conviver com o capeta, nas suas diversas formas, é fogo. O cara costuma sair bastante queimado.
Por enquanto, o capeta do Distrito Federal está preso na "garrafa" da Polícia Federal. Fica a expectativa para saber quais serão suas estripulias quando for liberado. Muitos no DEM devem rezar para Arruda segurar a língua. Senão, vai ser um inferno.
Pesquisa qualitativa acaba com a auto-estima de qualquer político
Nesta fase de pré-campanha, a modalidade de pesquisa mais importante é a qualitativa. É nela que o eleitor comum, em várias faixas sociais, por meio de grupos de entrevistados, revela o que pensa dos políticos-candidatos. E o resultado, muitas vezes, ganha requintes de crueldade. Mas serve para o político mudar alguns aspectos negativos que podem lhe tirar votos ou comprometer a eleição.
Eu tive acesso aos dados de uma recente pesquisa qualitativa realizada em todo o Estado. E vou compartilhar algumas informações com vocês hoje. Todos os políticos daqui têm algo a preocupar. Vejamos:
O presidente Lula é amado pelos potiguares e terá forte influência na eleição por aqui.
A governadora Wilma de Farias tem sérios problemas na avaliação do seu governo em áreas como a saúde e a segurança. O segundo mandato dela é mal avaliado.
José Agripino Maia é visto como anti-Lula. Portanto, terá problemas. Muitas pessoas não aceitam a posição radical de Agripino contra Lula. Os que aceitam são os que já são anti-Lula e representam a minoria do eleitorado, em torno de 25%.
Agripino deve ter tomado conhecimento disso, pois já começou a aliviar com o governo Lula. Numa entrevista recente a um jornal local o senador do DEM disse que o "o governo Lula teve poucos avanços". Veja que Agripino admite "avanços no governo Lula".
As pessoas gostam de Garibaldi Alves Filho, do jeito dele, mas, acham que o senador do PMDB é um político cansado. Alguns, na pesquisa qualitativa, o consideram ultrapassado.
Hoje não dá para dizer qual dos três líderes - Wilma, Agripino e Garibaldi - vai ganhar uma vaga no Senado. É briga de foice no escuro.
Para o governo, com a entrada de Carlos Eduardo Alves, o jogo endurece e sinaliza o segundo turno.
Rosalba Ciarlini, que vinha nadando de braçada em Natal, deve estancar. O eleitor de Natal reconhece Carlos Eduardo como um bom prefeito. Além do mais, a administração de Micarla de Sousa é muito mal avaliada e isso beneficia o antecessor Carlos Eduardo.
Rosalba, além de passar a ter esse problema (Carlos Eduardo na disputa e a má administração de Micarla) em Natal, tem também a administração de Fafá Rosado muito mal avaliada em Mossoró. Deve ser por isso que intensificam-se notícias de afastamento das duas.
Há quem veja Carlos Eduardo Alves como um político de difícil relacionamento.
Iberê Ferreira de Sousa é pouco conhecido como uma personalidade política forte no estado. O papel dele como político não tem tido destaque. A pesquisa qualitativa o apresenta como um candidato inodoro, sem cor, sem cheiro. É candidato porque Wilma lançou. E só.
A pergunta que fica é: Iberê nos próximos 90 dias fará um governo que revolucione o RN e mostre que ele é o cara que o povo quer?
O que você acha? Vamos assistir uma revolução administrativa que mude a cara do Rio Grande do Norte em três meses?
Micarla não tem tido sucesso nas negociações com Agripino
A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, reassume hoje suas funções após um período de férias longe do carnaval da capital.
Além das questões administrativas, Micarla desembarca envolta em grande expectativa política. Qual o rumo do Partido Verde, que ela lidera, nas eleições deste ano?
Antes de viajar, Micarla deixou no ar que pretende estar ao lado dos partidos que estiveram em seu palanque em 2008 - DEM, PMN e PSDB.
Mas a conversa não está muito boa, não. Uma fonte muito ligada ao senador José Agripino Maia me disse que ele tem rechaçado qualquer tentativa de Micarla para emplacar um nome da sua família na primeira suplência de Agripino para o Senado.
Micarla tentou garantir o espaço para o marido, radialista Miguel Weber. Agripino não deixou que ela sequer formalizasse o nome.
Depois, a prefeita de Natal disse que o sonho do saudoso Carlos Alberto de Sousa, pai de Micarla, era ver Dona Miriam, a mãe, no Senado da República. José Agripino não topou.
Por último, Micarla apresentou o nome da irmã, Rose Sousa. Nova negativa de José Agripino.
O senador do DEM só aceita o nome do médico Paulo Davim como indicação do PV para sua primeira suplência. E sugeriu a Micarla que tentasse emplacar um nome da família na suplência de Garibaldi Filho em troca do apoio dela a ele para o segundo voto de senador.
Parece que Micarla fez a tentativa com Garibaldi Filho, pois Agnelo Alves informa na sua coluna dominical que a prefeita de Natal exigiu o apoio da Tribuna do Norte e da Intertv Cabugi - como se pudesse pois o grupo controlador é de Minas Gerais - às suas trapalhadas na Prefeitura - grifo de Anelo. O ex-prefeito de Parnamirim, chega a considerar a proposta de sandice do estaparfúdio.
Micarla disse a José Agripino que o outro lado - leia-se Iberê e Wilma - lhe oferece a vaga de vice-governador para Miguel Weber.
Segundo minha fonte, José Agripino deixou-a à vontade para negociar com os adversários.
E mais: Agripino tem analisado se vale a pena ter Micarla no palanque de 2010. O desgaste dela na administração da capital, aferido nas últimas pesquisas de opinião, coloca em dúvida a necessidade deste apoio. José Agripino não sabe se Micarla puxa pra cima ou pra baixo.
Na dúvida, o senador pretende manter certa distância da prefeita. E quanto menor a visibilidade do PV e dela na campanha de Rosalba e dele, melhor para o DEM.
Wilma e Robinson conseguiram conter os ânimos num encontro marcado pela frieza
Quem desejava ver sangue, troca de acusações, ameaças, xingamentos ou barraco ficou frustrado na tarde de ontem.
A leitura da mensagem anual da governadora Wilma de Faria - a última de seus sete anos de mandato - transcorreu de maneira protocolar. A sessão foi marcada pela frieza.
Um deputado de cara fechada, tenso, mas ciente do papel que tinha de representar - o de presidente da Assembleia Legislativa - recebeu a ex-aliada com um rápido aperto de mão na condução dos trabalhos.
Robinson Faria parecia o "surfista prateado", chegou a comentar pelo twitter alguém que assistia a cena, era um bloco de gelo da cabeça aos pés.
Alguém deve ter sentido a falta de calor humano de outras sessões, a troca de palavras, gracejos, sorrisos e tapinhas nas costas. O clima não estava propício.
Apenas uma cadeira separava Robinson do vice-governador Iberê Ferreira, justamente a de Wilma, e em nenhum momento os dois se cumprimentaram no plenário da Assembleia. Se olhasse de lado, Robinson iria encontrar Iberê Ferreira olhando pra frente.
Bastante abatida, a governadora fez uma leitura sofrida de sua última mensagem. Tropeçou diversas vezes nas palavras de um texto que listou suas principais obras ao longo dos últimos anos. Como sempre faz nas entrevistas, falou nos investimentos em habitação, saneamento, turismo, adutoras - nesse momento alfinetou o antecessor Garibaldi Filho - estradas, pontes, principalmente, a de Todos em Natal.
Wilma não conteve a emoção ao lembrar o auxiliar Ruy Pereira, morto na semana passada num acidente automobilístico.
Aproveitou o momento de grande emoção para dizer que Ruy era um amigo, um bom político e LEAL.
O leal soou em voz alta como se Wilma mandasse um recado para a mesa presidida por Robinson Faria.
Já nos agradecimentos, Wilma fez uma pequena e potocolar referência ao voto dos deputados em vários projetos e leis importantes de interesse do governo ao longo dos sete anos.
A Robinson, um reles obrigado. A Iberê, um caloroso agradecimento pela parceria e pelo empenho durante os anos de governo.
Este ano não teve réplica de Robinson Faria após a mensagem da governadora. As críticas, a troca de farpas, as palavras mais duras ficarão para as entrevistas de rádio, TV, jornal e portais. Afinal, a campanha apenas está começando.
...
Um pequeno esclarecimento: ao comentar a falta de divulgação de pesquisas ontem pensei num título que exemplificasse o óbvio em se tratando de pesquisa eleitoral nessa fase de pré-campanha: a liderança de Rosalba Ciarlini, fato inconteste, na corrida sucessória estadual.
Em nenhum momento, duvidei deste fato. E pelo que ouvi dizer, a senadora ainda lidera, com bastante folga, o processo.
O problema é que pessoas apaixonadas por esta ou aquela candidatura ficam cegas e confundem, propositadamente ou não, as coisas que são ditas. Nessas horas vale o interesse próprio de cada um.
Nada disso me preocupa. Já estou calejado em matéria de campanha eleitoral. Já trabalhei e participei de inúmeras campanhas locais e nacionais.
Uma das coisa que me orgulha muito é não ter tido uma multa sequer ao longo das últimas campanhas eleitorais aqui no Rio Grande do Norte desde que retornei de Brasília, onde vivia e era feliz e não sabia.
Nunca fui multado pela Justiça Eleitoral. E olha que ao longo destes anos apresento programas de rádio, TV, escrevo para impressos e dirijo um portal de notícias.
Esse orgulho ninguém me tira. Para mim, é o que me norteia.
Você tem certeza que Rosalba lidera as pesquisas de opinião?
Ontem à noite, eu pude ver os números da última pesquisa do Ibope para presidente da República.
Nesta edição, José Serra lidera com 36%, Dilma Rousseff tem 25%, Ciro Gomes ficou com 11% e Marina Silva pontuou 8% das intenções de voto.
Segundo o Ibope, Dilma diminuiu a diferença para Serra em relação à última pesquisa divulgada em dezembro. A ministra pulou de 17% para 25%; Serra perdeu dois pontos (estava com 38%); Ciro também perdeu dois por cento; e Marina subiu 2%.
É lamentável que o eleitor potiguar não possa fazer esse acompanhamento sobre a sucessão estadual. Ninguém sabe certamente o que vem apontando os institutos de pesquisas locais e nacionais.
Aqui impera a pesquisa do "ouvi dizer". Fulano me disse que Rosalba está com 45%. Sicrano me disse que Robinson estava com 15%. Beltrano garantiu que Iberê só tem 8%. Fulaninho disse que Carlos Eduardo tem chances na disputa com Rosalba, porque só perde pra ela na Grande Natal.
Ora, ora, minha gente. Alguém tem certeza de alguma coisa num ambiente obscuro desses, onde reina a dissimulação e o disse-me-disse?
Por estratégia dos marqueteiros locais e das principais lideranças políticas que bancam a festa, muitas vezes com dinheiro público, a ordem é esconder os números da fase de pré-campanha eleitoral.
E as pesquisas da campanha, propriamente dita, só serão divulgadas se houver interesse de turbinar esta ou aquela candidatura. Ou detonar a do adversário. É uma verdadeira guerra. E a manipulação dos dados é a arma mais usada.
Geralmente, esta ou aquela campanha escolhe um veículo amigo para dar publicidade aos números que lhe interessam.
O correto seria o seguinte: uma empresa ou instituição de grande credibilidade na nossa sociedade deveria contratar um instituto local ou nacional de renome para fazer uma série histórica do processo, com levantamentos mensais e devidamente registrados no Tribunal Regional Eleitoral, como manda a lei. A divulgação dos números pelos veículos de comunicação proporcionaria a tão sonhada transparência nas coisas de interesse público.
E melhor seria é a disponibilização de várias pesquisas, como ocorre com a corrida presidencial onde atuam o Sensus, o Ibope, o Datafolha e o Vox Populi, para ficarmos nos mais conhecidos.
É uma pena que isso não ocorra aqui no Rio Grande do Norte. Isso dá a impressão de certo atraso no debate político. Precisamos avançar e tornar o processo mais transparente.
Aí fica aquela pergunta no ar: você tem certeza que Rosalba Ciarlini lidera as pesquisas de opinião pública?
José Roberto Arruda é o exemplo vivo de que ninguém pode tudo
Eu estava prestes a propor uma campanha nacional de perdão ao governador do Distrito Federal. Pensei até num slogan: "Arruda, nós te perdoamos!".
Pelo que estava acompanhando na imprensa, eu pensei que sairia mais barato perdoar o homem.
Veja só: o cara foi flagrado pegando dinheiro das mãos de outro criminoso. O mesmo criminoso gravou aliados do Arruda recebendo propina, entre eles, o presidente da Câmara Distrital que guardou a grana na meia.
Para manter-se no cargo, José Roberto Arrusa estava disposto a tudo. O jornalsta Ricardo Noblat, no seu blogue, noticiou que os deputados da base do governador estavam pedindo quatro milhões de reais para livrar a cara dele.
Era gasto com advogados, reforço da segurança, cooptação de testemunhas, suborno. Uma dinheirama minha gente. E advinha quem estava pagando essa conta? O cidadão comum. O que paga imposto no DF e no restante do país.
Por conta disso, eu havia chegado à conclusão que sairia mais barato perdoar esse senhor que nem o partido dele, o Democratas, quis sustentar e defender temendo prejuízos em ano de eleição.
Mas eis que surge uma luz no fim do túnel: na sanha louca de sobreiver no poder, pessoas ligadas e, talvez, a mando de José Roberto Arruda são flagradas tentando subornar um comunicador que tem o nome de sombra.
O tal sombra, ligado ao criminoso que gravou o Arruda, não topou a grana que ofereceram - mais de um milhão de reais - e denunciou tudo.
Pobre Arruda. Teve que passar a noite na cadeia por ordem quase unânime do STJ e sofre agora a ameaça de intervenção federal.
Brasília está podre. Precisa de uma faxina geral. A posse do vice de Arruda, Paulo Octavio, também envolvido nas denúncias do mensalão do DEM não resolve nada. Só adia uma solução mais digna em se tratando de poder público.
Por enquanto, retiro minha sugestão de perdão geral e irrestrito ao Arruda. Mas se o homem for solto e voltar ao governo do DF, a campanha "Arruda, nós te perdoamos!" está de pé. Vai sair mais barato, gente!
Secretário vê atitude firme e corajosa de Micarla no episódio dos espigões
Vlademir Alexandre
O secretário de Comunicação da Prefeitura de Natal, Jean Valério, nos encaminha um texto para contestar alguns argumentos que apresentei em comentários sobre recente decisão da prefeita Micarla de Sousa no episódio dos espigões de Ponta Negra.
Eis a mensagem na íntegra:
Caro Diógenes,
Gostaria de estabelecer o contraditório sobre opinião recorrente externada em dois artigos e comentários seus desta semana. Respeito o seu ponto de vista, mas permita-me discordar. A decisão de revogar decreto que permitia a construção dos chamados "espigões" em Ponta Negra foi uma atitude firme e corajosa por parte da prefeita de Natal Micarla de Sousa.
Acompanhei todo o processo e posso lhe afirmar categoricamente que:
- A prefeita de Natal não foi pressionada por qualquer instituição, não voltou atrás em nenhum momento, tomou uma decisão rápida e segura, alicerçada por um estudo de impacto visual que lhe foi apresentado e que lhe deu bastante convicção;
- A prefeita Micarla de Sousa nunca declarou ser a favor de construções em Ponta Negra. Sempre afirmou que respeitaria a lei. Neste caso específico, continua respeitando a lei, quando toma uma decisão de preservar a paisagem de um dos maiores patrimônios da nossa cidade, que é o Morro do Careca;
- Ninguém conseguirá associar a decisão da atual gestão a qualquer tipo de insegurança jurídica suscitada, quando todos sabem que tal problema foi causado por um decreto da administração anterior;
Em um ano, a Prefeitura já lançou mão de ações importantes com objetivo de desenvolver o segmento produtivo em Natal. Antes da decisão de proibir construções no entorno do Morro do Careca, críticos mais exacerbados chegaram a dizer que a Prefeitura de Natal tinha "rabo preso" e estava "vendendo a cidade".
Após a medida, toda a massa crítica se dissipou. O que dizem agora? A prefeita demonstrou coragem ao anunciar, com convicção, que enquanto for gestora da cidade, não permitirá a construção de empreendimentos que venham ameaçar a paisagem do Morro do Careca.
A Prefeitura mantém viva a política de incentivo permanente ao segmento da construção civil e imobiliário de Natal. Quer um exemplo? A Semurb autorizou, em 2009, sem prejuízo aos empreendedores, modificação da tipologia de projetos já licenciados.
A medida (questionada pelo Ministério Público e defendida intransigentemente pela Prefeitura) proporcionou a retomada de projetos que estavam há mais de dois anos engavetados. Para manter tal regra em vigor, a Prefeitura enfrentou disputa judicial com o Ministério Público. E a justiça deu ganho de causa ao município.
Portanto, a decisão da prefeita Micarla de Sousa de revogar decreto que causou toda esta estapafúrdia situação em Ponta Negra deve ser encarada como medida essencial para defender de verdade o meio ambiente, estabelecer critérios rígidos e não deixar margem para casos futuros que suscitem o debate sobre a possibilidade do retorno da instabilidade jurídica em Natal. Isso é coisa do passado.
Baseado nesse princípio, o gesto da prefeita de Natal é um grande benefício para a nossa cidade e para as gerações futuras.
Ano eleitoral é bom demais, minha gente! Eu adoro. Sempre sobra um recurso para obras importantes, muitas vezes, reivindicadas há tempos pela população.
E o bom deste ano é que a eleição é geral. Pode pintar obra em todos os níveis, principalmente nos planos federal e estadual.
Não sei se é o caso do futuro pronto socorro de natal, anunciado ontem pelo governo.
A unidade hospitalar será construída ainda este ano, em 180 dias. São 60 leitos e de uti e 60 de enfermaria.
O pronto socorro estará localizado na avenida mor gouveia, na cidade da esperança, facilitando o atendimento aos moradores das zonas oeste e norte da capital. A governadora wilma de faria vai começar a obra e ela deverá ser entregue na gestão do iberê ferreira.
Que bacana! E já era em tempo, hein! Nunca é demais lembrar que a saúde em natal é um caos. A rede de atendimento básica, sob a responsabilidade do município, simplesmente, não funciona.
Os hospitais de trauma - walfredo gurgel e o santa catarina - vivem superlotados. O dos pescadores, nas rocas, nem merece ser chamado de hospital.
Por isso, fico feliz ao saber que teremos um novo pronto socorro em natal.
Que venham outras obras importantes. Quem sabe o lula e a dilma não aparecem aqui para anunciar coisas importantes do tal pac - programa de aceleração do crescimento.
Deus queira! Obrigado nossa senhora das causas perdidas, impossíveis e eleitorais! A senhora é jóia!
O Conplan foi atropelado, eu diria também, desmoralizado pela prefeita Micarla de Sousa
O Conplan - Conselho Municipal de Planejamento e Meio Ambiente de Natal - foi atropelado - eu diria até desmoralizado - pela prefeita da cidade Micarla de Sousa nesse episódio dos espigões de Ponta Negra.
Órgão consultivo da administração da capital, formado por representantes de quase 20 entidades da sociedade civil, além das Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica -, o Conplan é responsável pelas análises de licenças para obras e projetos de todo o tipo na capital.
Respaldada por uma decisão unânime deste conselho, Micarla de Sousa liberou uma das quatro licenças para obras próximas ao Morro do Careca. E se preparava para capitanear a revisão do Plano Diretor da Cidade a partir deste ano.
Pressionada por instituições importantes como o Ministério Público, que apresentou um novo estudo para contestar o entendimento do Conplan, a prefeita recuou, voltou atrás, e, sem levar o assunto para o conselho, decidiu sozinha suspender a licença e revogar um decreto do antecessor Carlos Eduardo Alves que permitia as liberações dos documentos.
Para muita gente, inclusive os membros do Conplan, a prefeita Micarla de Sousa agiu de maneira débil, fraca, hesitante e medrosa, ao acatar, sem uma discussão mais aprofundada, os argumentos apresentados pelos promotores, por mais corretos que estejam, baseados no estudo de técnicos da UFRN.
Não vamos entrar no mérito de quem tem razão - o Conplan ou o Ministério Público. O que estou discutindo aqui é o procedimento da prefeita de Natal que, a meu ver, foi incorreto. Ela poderia ter esperado alguns dias para ouvir o Conplan, já que a decisão anterior foi unânime e foi acatada por ela própria, para, aí sim, decidir sobre a obra de Ponta Negra.
Está na cara que o Conplan foi atropelado num claro desrespeito aos técnicos e representantes de entidades importantes da nossa sociedade civil e forças militares.
O episódio protagonizado por Micarla de Sousa só aumentou o clima de insegurança jurídica em Natal surgido desde a administração de Carlos Eduardo que liberou licenças para construção de empreendimentos e depois suspendeu.
É preciso esclarecer o que pode e o que não pode fazer na nossa cidade. Nossas autoridades precisam promover um amplo debate e assumir uma postura mais condizente com o interesse público. Mas o que se vê é um grande jogo de cena para defender interesses privados.
Não é desrespeitando órgãos como o Conplan que a prefeita Micarla de Sousa vai colocar um ponto final na insegurança jurídica que reina no município de Natal. Agindo de maneira hesitante, Micarla só contribui para aumentar a confusão.
PT caminha para Iberê mas não fecha a porta para Carlos Eduardo
Não há dúvida que o Partido dos Trabalhadores está dividido entre as candidaturas de Iberê Ferreira de Souza e Carlos Eduardo Alves para o Governo do Estado.
O vice-governador e o ex-prefeito de Natal transitam na base de apoio a Lula no Rio Grande do Norte. Iberê é do PSB e Carlos Eduardo lidera o PDT.
O PT não vai abrir mão do apoio dos dois a Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula à Presidência da República. Se for o caso, Dilma terá dois palanques - o de Iberê e o de Carlos Eduardo.
O PT só não vai ter duas candidaturas ao governo, como o PMDB potiguar - Henrique apoia Iberê e Garibaldi fechou com Rosalba.
A deputada Fátima Bezerra me dizia ontem que o PT analisa as duas candidaturas da base governista. A tendência é o apoio a Iberê Ferreira por conta da resolução, já aprovada no partido, de aliança preferencial com o PSB de Wilma.
Mas não encerra conversas com Carlos Eduardo Alves, que tem um perfil mais próximo do ideario petista.
Fátima Bezerra não esconde a simpatia pela candidatura legítima de Carlos Eduardo, que a apoiou para prefeita de Natal. Mas há o compromisso com o PSB firmado na fase de pré-campanha.
O melhor para o PT, diz Fátima, seria a união dos dois - Iberê e Carlos Eduardo - ainda no primeiro turno da eleição. Mas os petistas acredtiam que a presença de Carlos Eduardo no pleito pode garantir o segundo turno da eleição para o governo, que tem hoje uma favorita: Rosalba Ciarlini. A senadora do DEM pode ganhar no primeiro turno se o ex-prefeito estiver fora da disputa.
E o PT quer manter o diálogo com Carlos Eduardo. O partido de Fátima acredita que é o único a manter um canal de comunicação com o ex-prefeito.
Resumo da ópera: o PT terá um candidato ao governo - Iberê ou Carlos Eduardo - e dois palanques para Dilma caso os dois políticos não se entendam e toquem seus projetos separadamente.
O PT acredita que tudo se ajeita num eventual segundo turno.