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PT caminha para Iberê mas não fecha a porta para Carlos Eduardo



Não há dúvida que o Partido dos Trabalhadores está dividido entre as candidaturas de Iberê Ferreira de Souza e Carlos Eduardo Alves para o Governo do Estado.

O vice-governador e o ex-prefeito de Natal transitam na base de apoio a Lula no Rio Grande do Norte. Iberê é do PSB e Carlos Eduardo lidera o PDT.

O PT não vai abrir mão do apoio dos dois a Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula à Presidência da República. Se for o caso, Dilma terá dois palanques - o de Iberê e o de Carlos Eduardo.

O PT só não vai ter duas candidaturas ao governo, como o PMDB potiguar - Henrique apoia Iberê e Garibaldi fechou com Rosalba.

A deputada Fátima Bezerra me dizia ontem que o PT analisa as duas candidaturas da base governista. A tendência é o apoio a Iberê Ferreira por conta da resolução, já aprovada no partido, de aliança preferencial com o PSB de Wilma.

Mas não encerra conversas com Carlos Eduardo Alves, que tem um perfil mais próximo do ideario petista.

Fátima Bezerra não esconde a simpatia pela candidatura legítima de Carlos Eduardo, que a apoiou para prefeita de Natal. Mas há o compromisso com o PSB firmado na fase de pré-campanha.

O melhor para o PT, diz Fátima, seria a união dos dois - Iberê e Carlos Eduardo - ainda no primeiro turno da eleição. Mas os petistas acredtiam que a presença de Carlos Eduardo no pleito pode garantir o segundo turno da eleição para o governo, que tem hoje uma favorita: Rosalba Ciarlini. A senadora do DEM pode ganhar no primeiro turno se o ex-prefeito estiver fora da disputa.

E o PT quer manter o diálogo com Carlos Eduardo. O partido de Fátima acredita que é o único a manter um canal de comunicação com o ex-prefeito.

Resumo da ópera: o PT terá um candidato ao governo - Iberê ou Carlos Eduardo - e dois palanques para Dilma caso os dois políticos não se entendam e toquem seus projetos separadamente.

O PT acredita que tudo se ajeita num eventual segundo turno.
 
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Pouca gente confia no Congresso Nacional



Um dado me chamou a atenção na última pesquisa da CNT/Sensus divulgada na semana passada: a baixa credibilidade de nossos congressistas.

Segundo os números da Sensus, 45,5% da população nunca confia no legislativo federal. Outros 32,4% dos entrevistados poucas vezes têm confiança.

Apenas 7,6% das pessoas pesquisadas pela Sensus acreditam na palavra dos nossos parlamentares que integram o Congresso Nacional.

Isso não é novidade. Aliás, são dados recorrentes. O Congresso Nacional tem a pior avaliação nesse tipo de pesquisa. E isso ocorre há anos.

O Ibope, outro instituto de pesquisa de renome nacional, aponta ese quadro de desconfiança e de falta de credibilidade de nosso parlamento há mais de uma década.

A credibilidade de nossos deputados e senadores está no rabo da fila das instituições nacionais.

E a gente pode aqui desfiar uma série de motivos para esse descrédito da população. Mas vou listar apenas dois: o crônico convívio dos parlamentares com esquemas de corrupção - uma crise acaba quando começa outra e o mau exemplo vem de cima - e falta de reformas importantes para o avanço de nossa sociedade - como as tributária, trabalhista e política.

A cada legislatura, a gente acompanha os mesmos costumes, marcados fortemente pelos vícios - apadrianhamentos e fisiologismo - e minimamente pelas virtudes - o interesse público.

Esse é o triste retrato da política brasileira.
 
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Ações de Micarla de Sousa são marcadas pela falta de firmeza



Talvez pela inexperiência, ansiedade, desconhecimento ou vontade de acertar, a prefeita Micarla de Sousa tem demonstrado falta de firmeza em decisões importantes de sua gestão.

A dos espigões de Ponta Negra é uma delas. Respaldada por uma decisão do Complan (Conselho Municipal de Planejamento), a prefeita se preparava para liberar as edificações que estão inconclusas próximas ao Morro do Careca, em Ponta Negra.

Segundo informações que chegaram a mim, Micarla também caminhava para resolver a situação de outro elefante branco localizado na Via Costeira: o hotel da falecida BRA.



Pois bem. Diante da reação de ecologistas, de políticos e do Ministério Público, que ameaçava entrar  com ações na Justiça, Micarla adiou a viagem de férias que estava programada para rever a liberação das licenças, alegando que há aspectos mais importantes que a legalidade: o acesso da população à praia de Ponta Negra.

A justificativa da prefeita é louvável, mas é pura retórica. Discurso de político. Jogo de cena. Na verdade, Micarla teve medo de comprar briga com a parcela da sociedade e com algumas instituições que são contrárias à liberação das licenças.

Ou seja, ela quis fazer uma coisa e acabou sendo obrigada a fazer outra. Demonstrou fragilidade.

Foi assim que Micarla agiu na tarifa do ônibus. Em abril do ano passado, Micarla convocou a imprensa para dizer que não iria aumentar a passagem dos ônibus. Três meses depois ela queimou a língua e, na surdina, na véspera de um feriado, aumentou a tarifa.

Micarla ainda não conseguiu dar um rumo à sua gestão, marcada por idas e vindas nas decisões importantes, na perda de auxiliares (nove secretários deixaram a administração. Isso sem falar nos adjuntos) e na falta de foco.

Sob os holofotes do início de gestão, Micarla caiu na besteira de eleger a saúde como meta principal do seu primeiro ano de gestão. Ela prometeu mudanças significativas e uma solução para os problemas mais urgentes do setor. Não deu em nada. E a popularidade dela foi ao chão.

Micarla ainda precisa dizer a que veio. E demonstrar firmeza a todos os natalenses.

O vôo de Micarla tem sido errático como o das borboletas.
 
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Qual o tamanho da base do governo após o rompimento de Robinson Faria?

É hora de fazer as contas. Qual o tamanho da bancada do governo após o rompimento de Robinson Faria, que trocou a sombra governista pelos encantos de Rosalba e José Agripino Maia?

De acordo com a líder do governo, deputada Larissa Rosado, são doze parlamentares de situação e doze de oposição. Há quem diga que o governo ficou com dez ou nove - os votos de Poti Cavalcanti, Gilson Moura e Luiz Almir seriam incógnitas, incertezas.

Mas vamos lá: que sejam 12 deputados na base do governo como aponta Larissa Rosado!

Se temos 24 deputados na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, surge mais uma pergunta:

Quem vai desempatar o jogo nas votações importantes?

Larissa Rosado, uma jovem parlamentar, mulher de fé em Deus e nos homens, acredita que o desempate virá do espírito público dos senhores parlamentares que não vão deixar de votar as matérias e as leis de interesse da população do Estado.

Isso é muito bonito nos discursos, nas solenidades de posse e colações de grau. Mas eu não acredito no altruísmo, abnegação, dos políticos, principalmente, em ano eleitoral.

A história é pródiga em nos ensinar que os vícios superam as virtudes nos legislativos. Estamos mais próximos da realidade se considerarmos a política do toma-lá-dá-cá. Ou da oração de São Francisco: - É dando que se recebe.

O governo levou um baque com a saída de Robinson Faria. Sua base na Assembleia Legislativa será instável nesse ano eleitoral. E o vice-governador Iberê Ferreira, que assumirá o governo em abril terá de usar de toda sua habilidade política para fazer valer os desejos de sua gestão na casa legislativa.

Uma informação interessante: o primeiro encontro oficial de Wilma de Faria e Robinson Faria já tem data marcada. Será dia 18, na reabertura dos trabalhos legislativos. Nessa ocasião, a governadora vai ler a última mensagem anual do seu governo.

No último encontro, no ano passado, deu barraco. Wilma cutucou Robinson e o presidente da Assembleia, quebrando o protocolo, não deixou a governadora sem resposta, numa troca de farpas que beirou o rompimento. O constrangimento foi geral.

A leitura da mensagem de Wilma este ano na Assembleia promete! Imperdível!


 
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Quem vai sobrar na disputa para deputado federal?



Quem vai sobrar na disputa para deputado federal? Essa pergunta - recorrente nas rodas políticas - deve estar mexendo com a cabeça e tirando o sono de muita gente.

Na eleição passada, o placar ficou cinco a três para o governo - João Maia (PR), Rogério Marinho (no PSB naquela ocasião), Sandra Rosado (PSB), Fábio Faria (PMN) e Fátima Bezerra (PT) se elegeram com Wilma; e Henrique Eduardo (PMDB), Nélio Dias (PP) e Felipe Maia (DEM) estavam aliados a Garibaldi Filho.

Passados três anos, o cenário mudou com a morte de Nélio Dias, com a saída de Rogério Marinho do PSB e, agora com a dissidência do deputado Fábio Faria da base do governo.

Nélio foi substituído por Betinho Rosado (DEM), Rogério filiou-se ao PSDB oposicionista e Fábio Faria cerra fileira agora no projeto do Democratas. Se levarmos em conta o placar atual, são quatro deputados federais governistas e quatro de oposição. O jogo está empatado.

Mas a base de Wilma faz algumas contas para afirmar que poderá repetir em 2010 o placar de 2006, ou seja, cino a três.

Rogério Marinho elegeu-se com a força e a boa vontade da máquina do governo, a qual servia naquela eleição. Além do mais, recebia de bom grado os redutos do deputado Lavoisier Maia.

Betinho Rosado só assumiu a cadeira de Nélio em Brasília. Não levou as bases do deputado que estão no PP - Partido Progressista - que hoje vive o dilema de ser governo ou de unir-se ao bloco de Rosalba Ciarlini. O partido sofre influência do presidente da Assembleia, Robinson Faria.

E Fábio Faria, campeão de votos em 2006, recebeu uma ajuda considerável do então deputado Iberê Ferreira que passou a ser vice de Wilma. Aolongo dos últimos anos, Fábio consolidou uma tendência eleitoral e virou celebridade, ganhando potencial de votos para renovar o mandato.

São três variáveis que podem mudar o jogo do poder na representação federal do Rio Grande do Norte.

Em tese, cinco deputados federais têm grandes chances de renovar o mandato, na minha opinião, não nessa ordem, claro:

Henrique Eduardo Alves, João Maia, Fatima Bezerra, Felipe Maia e Fábio Faria.

Os demais terão de suar a camisa, articular bons acordos e ganhar as ruas.

Gente como Geraldo Melo (PPS), Carlos Eduardo Alves (PDT) e Miguel Weber (PV), marido da prefeita de Natal, Micarla de Sousa, podem entrar na disputa e complicar mais ainda a vida dos detentores de mandato na Câmara dos Deputados.


 
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Wilma assume ar saudosista e Iberê de conselheiro no adeus a Robinson



A estratégia da governadora Wilma de Faria e do vice-governador Iberê Ferreira de Souza no adeus a Robinson Faria foi a de minimizar os estragos políticos causados pelas declarações do deputado que assumiu a condição de vice de Rosalba e rompeu com sisema governista.

Foram duas notas lacônicas. A de Wilma veio cheia de saudade.

A governadora preferiu lembrar das inúmeras declarações de Robinson Faria reconhecendo o trabalho do governo dela. E do tempo em que Robinson a considerava líder, sua líder.

Também curtinha, a nota de Iberê foi mais contundente.

Iberê Ferreira lamentou a forma encontrada pelo deputado Robinson Faria para deixar o governo do qual ele fez parte durante sete anos. O vice-governador disse que respeita o direito de Robinson optar por outro caminho, mas aconselhou: política se faz com coerência, trabalho e com lealdade, nunca com ódio.

Iberê disse ainda que a população não quer saber de desafetos entre políticos e, sim, dos projetos e ações que tragam resultados.

Foi assim, em duas notinhas lacônicas, que Wilma e Iberê reagiram à decisão de Robinson Faria de se unir ao bloco da oposição. Decisão que, de tão esperada, não causou furor nos meios políticos. Era um rompimento anunciado há bastante tempo.

A expectativa se volta agora para os espaços ocupados por Robinson Faria no governo ao longo dos últimos anos de gestão de Wilma de Faria. Ao anunciar o rompimento em entrevista à Tribuna do Norte, o presidente da Assembleia Legislativa liberou geral.

Outra expectativa é a atitude dos deputados em relação ao governo neste ano eleitoral.  dissidência de Robinson vai refletir nas votações nos projetos de interesse do governo na casa?

Qual o tamanho agora da bancada do governo na Assembleia Legislativa? Ninguém sabe o certo.

Será um bom momento para a barganha, o toma-lá-dá-cá.
 
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A chapa da oposição está fechada



Acabou a novela. O deputado Robinson Faria disse o que todo mundo já sabia e aguardava: será vice de Rosalba Ciarlini e não votará em Wilma para o Senado da República.

Com essa decisão do presidente da Assembleia, a oposição fecha sua chapa majoritária dez meses antes do pleito. Falta muito tempo para votação.

Talvez por ironia do destino, era o DEM, por meio de seu líder José Agripino Maia, quem dizia não ter pressa, que ainda é cedo, quando era indagado pela imprensa sobre os acordos e nomes para 2010.

O time principal da candidata Rosalba Ciarlini está escalado e tem gente de peso, bom de bola, nesse caso, boa de votos: Rosalba para o governo, Robinson de vice, José Agripino Maia e Garibaldi Filho concorem ao Senado.

Robinson já disse ontem que vai votar na chapa fechada. Não é político-cobra-de-duas-cabeças.

Quero ver o mesmo com Garibaldi e Agripino. Estou curioso para ver José Agripino pedindo voto para Garibaldi Filho. E Garibaldi pedindo voto para Agripino.

Acho pouco provável porque os dois estão de olho no seugndo voto e desejam ser votados por todos os segmentos da sociedade. Inclusive pelo eleitor de Wilma, a principal adversária deles.

A chapa da situação - encabeçada por Iberê Ferreira de Souza - terá alguns meses para consolidar o arco de alianças e, em tese, terá maior margem de manobra para atrair aliados potenciais como a prefeita de Natal, Micarla de Sousa.

O tempo dirá se essa vantagem será aproveitada ou não. Afinal, dos quatro candidatos ao governo que existiam na base de Wilma dois pularam fora - Carlos Eduardo e Robinson Faria - e apenas um se acomodou - João Maia.

Iberê Ferreira terá de se contentar com um vice de segundo escalão. Porque os de primeiro time se juntaram no palanque do Democratas.
 
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A mágoa de Robinson Faria agora é com João Maia

A mágoa de Robinson Faria agora é com João Maia. O presidente da Assembleia Legislativa atribui a João a falta de condições hoje para lançar uma candidatura alternativa ao Governo do Estado.

Segundo Robinson Faria, por diversas vezes João Maia garantiu que lançaria o então aliado ao governo, custe o que custasse, sozinhos, se fosse o caso.

Robinson diz que não foi uma, duas ou três vezes que João Maia reafirmou o apoio a ele. Foram várias vezes.

Robinson Faria contava com isso para manter-se na disputa. Segundo ele, Henrique Eduardo e Iberê Ferreira de Souza agiram pesado para afastar João Maia dos compromissos assumidos com ele. Ofereceram o "céu e a terra".

Robinson também diz que prometeram o "céu e a terra" para ele mas não quis.

Preterido por Wilma, abandonado por Henrique Eduardo (seu amigo), sentindo-se prejudicado por Iberê e largado por João Maia, Robinson Faria ficou pendurado na brocha, isolado, sozinho, na intenção de disputar a sucessão de Wilma de Faria.

Robinson Faria se mostra magoado com todos eles. Essa mágoa vai aflorar nas entrevistas se dispõe a dar a partir de hoje.

O apoio a Rosalba Ciarlini é dado como certo. E as conversas com Wilma e os demais da base governista estão encerradas.

...

Robinson Faria se dizia surpreso ontem com as declarações do amigo-irmão Pepeu Lisboa, prefeito de Passa e Fica e presidente estadual do PP por sua indicação.

Pepeu disse a mim que vai votar em Iberê Ferreira de Souza e avisou a Robinson.

Robinson disse que em nenhum momento Pepeu afirmou o voto no vice-governador.

Para o lugar de Pepeu no PP irá Benes Leocádio, prefeito de Lajes e presidente da Femurn.

Aliás, eu lia ontem que Benes também vai coordenar a campanha de Garibaldi ao Senado. Benes me lembra o Bombril: mil e uma utilidades.


 
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João Maia vai ajudar Iberê a conquistar apoio de Micarla

João Maia e Iberê Ferreira de Souza acertaram os ponteiros do relógio. O deputado selou o apoio do Partido da Repúblico ao projeto do vice-governador.

Não poderia ser diferente. O PR tem compromissos com a base política do presidente Lula. Tem um ministro forte no governo, o Alfredo Nascimento, dos Transportes. E João Maia é muito ligado a ele.

Esse é o motivo principal do entendimento de Joao Maia com Iberê Ferreira. Com essa decisão, João Maia desiste formalmente da pré-candidatura ao governo, sonho que alimentou até os últimos meses do ano passado.

João Maia não será vice de Iberê, como se cogitou na imprensa. Mas o PR poderá indicar o nome. Isso só será definido mais adiante.

O projeto de João Maia é a reeleição. Ele vai disputar, a contrgosto, mais um mandato de deputado federal. E o foco dele será o plano nacional. Comenta-se que o Alfredo Nascimento, favorito às eleições para o governo do Amazonas, quer fazê-lo ministro no próximo Governo Federal. Seja com Dilma ou com José Serra.

A ideia é colocar João Maia no banco dos ministeriáveis pelo conhecimento dele como economista e como homem público, já que João Maia ocupou cargos como o de secretário executivo do Ministério da Economia, segundo cargo mais importante da área econômica do então Governo Collor.

João Maia poderá representar papel importante para tentar o apoio de Micarla de Souza a Iberê Ferreira. O deputado e a prefeita de Natal são aliados próximos e, fala-se, que o PR poderia abrir mão da vice em favor do PV, abrindo caminho para Micarla indicar Miguel Weber para o lugar na chapa majoritária situacionista. As negociações estão em curso.

João Maia vai reunir os 17 prefeitos do PR em fevereiro e apresentar Iberê Ferreira como opção da legenda para o governo.

Um lembrete: em política nada é definitivo. As palavras dos políticos são jogadas ao vento. João Maia e Robinson Faria passaram três anos viajando o Estado e dando declarações conjuntas de apoio recíproco até 2010. E no discurso cabia coisas do tipo "onde Robinson estiver, João Maia estará ao lado dele".

Nesse início de 2010, os dois queimaram a língua. Robinson estará com Rosalba. João Maia com Iberê.


 
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Caciques que disputam o Senado desejam ficar livres e soltos

Com essa história de segundo voto para o Senado nas eleições deste ano, vai prevalecer um comportamento que denomino de Tribalista - eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem.

Independentemente dos compromissos políticos para o governo, José Agripino, Wilma de Faria e Garibaldi Filho desejam ser votados por todos os segmentos, sejam de situação ou de oposição.

Se não for a opção para o primeiro voto, cada um deles tentará conquistar a simpatia para o seguno voto do eleitorado.

A estratégia é clara: nenhum partido lançará o segundo candidato ao Senado. O PSB só terá Wilma, o PMDB só lançará Garibaldi e o DEM só terá José Agripino.

Cada eleição tem suas peculiaridades. Vejamos o caso de José Agripino Maia, do DEM. Na eleição de 2002, no antigo PFL, ele precisou da presença de Augusto Carlos Viveiros na disputa para o Senado para enfrentar a chapa de Garibaldi e Geraldo Melo - PMDB e PSDB - naquela eleição.

Em 2010, essa estratégia não será adotada. O DEM repete a aliança com o PMDB de Garibaldi e, em tese, José Agripino é o companheiro do senador peemedebista na próxima votação.

Eu digo em tese porque os dois vão querer arrancar um naco das intenções de voto em Wilma. E a governadora tentará conquistar votos nos terreiros de Agripino e de Garibaldi.

A situação mais complicada é de Garibaldi. Ao definir-se formalmente por Rosalba, o senador do PMDB colou no Democratas e restringiu sua movimentação eleitoral em setores que poderiam votar nele como o PT de Fátima Bezerra e de Fernando MIneiro.

Mas todos não querem saber de dificuldades. Se não der o primeiro, vão disputar o segundo voto para o Senado.

Portanto, entre os caciques da política potiguar impera o movimento TRIBALISTA - eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem.

Pelo menos esse é desejo deles.

 
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A peleja de Carlos Eduardo com setores do PT só atrapalha os planos do ex-prefeito

A troca de declarações entre Carlos Eduardo Alves e o ainda presidente do PT, Geraldo Pinto, o Geraldão, é prejudicial ao ex-prefeito da capital.

Disposto a manter a candidatura ao governo, pontuando bem nas pesquisas mas sem apoio político-partidário significante, Carlos Eduardo Alves deveria estar mais preocupado em somar, agregar, e não dvidir.

Boa parte do PT deseja ver Carlos Eduardo no palanque dos partidos da base de apoio a Dilma Rousseff no Rio Grande do Norte. Por isso alimenta a ideia de Carlos Eduardo manter a candidatura ao governo. Isso está no campo das possibilidades.

E no âmbito do PT, ao meu ver, está sendo tratado mais como uma forma de continuar dialogando com o ex-prefeito da capital.

A abertura de conversas com o PV de Micarla irritou Carlos Eduardo. O ex-prefeito deixou claro que não quer negócio com a Boboleta por ela ter assumido com a ideia fixa de desconstruir a gestão de Carlos Eduardo. Nesse caso, o figado fala mais alto.

Mas os setores mais pragmáticos do PT vêem nisso uma bobagem e torcem para Carlos Eduardo engolir o rancor e aceitar um entendimento com a líder do PV em favor da candidatura de Iberê Ferreira.

Poderia ser o mais lógico na base de Lula e de Wilma, mas Carlos Eduardo não quer saber disso. Ele deseja se candidatar ao governo e alimenta o apoio de parte do PT e de pequenos partidos como o PRB, PCdoB, PSDC e o PHS.

Carlos Eduardo anda cobrando o compromisso do PT firmado na eleição da capital, quando ele levou o PSB e o PMDB para apoiar Fátima Bezerra.

Geraldão, falando pelo PT, diz que não há compromisso. Esse debate não é bom para Carlos Eduardo.

O PT está longe de abraçar uma candidatura alternativa ou de terceira via no Rio Grande do Norte. A orientação da executiva nacional do partido é dar preferência às alianças com o PMDB e com o PSB.

O trio de ferro do PT - José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha - foi escalado para garantir os arranjos nos estados.

Isso favorece Iberê Ferreira de Sousa com o aval da banda do PMDB liderada por Henrique Eduardo Alves.

Carlos Eduardo Alves terá de ter muito peito para enfrentar tudo isso e levar adiante o projeto da candidatura à sucessão de Wilma. Esse é o diferencial de ser ou não ser líder.


 
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Robinson se diz surpreso com reação positiva de sua base em favor de Rosalba

O deputado estadual Robinson Faria, presidente da Assembleia Legislativa, já está de malas prontas, afiveladas, para embarcar na chapa de Rosalba Ciarlini ao Governo do Estado.

O parlamentar do PMN ainda mantém o discurso oficial de que não há nada decidido e que continua ouvindo suas bases políticas, principalmente no Agreste.

Mas os sucessivos almoços e encontros com políticos do DEM, do PMDB, do PSDB e, agora, com os do PV, são o sinal claro que Robinson Faria já está de compromisso assumido com a senadora do DEM. Só falta oficializar a união.

Robinson tem dito a correligionários que se tiver de ser vice será de quem tem maiores chances de vitória. Ou seja, na opinião dele, Rosalba Ciarlini.

O presidente da AL não acredita que o vice-governador Iberê Ferreira de Sousa possa crescer nas intenções de voto e virar o jogo hoje bastante favorável a Rosalba.

A outra coisa que estimula Robinson Faria a fechar com Rosalba é a conversa de líderes como José Agripino Maia garantindo o fim da reeleição. Sendo assim, Robinson seria o candidato preferencial do grupo ao governo em 2014 ou 2015 (diziam que a reeleição iria acabar antes de 2010).

Por último, Robinson Faria demonstra ressentimento em relação a Wilma de Faria que teria se rendido a Iberê Ferreira e colocado todo o seu governo à disposição do projeto político do vice-governador.

Nesse ponto, Robinson se sente traído por Wilma, porque a governadora teria assumido o compromisso de fazê-lo sucessor dela ainda na campanha eleitoral de 2006, quando ele abriu mão de ser o vice de Garibaldi Filho, tido como governador de férias e imabatível naquele pleito.

Robinson Faria diz que foi fundamental para a vitória de Wilma. E a governadora diz hoje que ele foi apenas importante, fundamental, não.

O presidente da AL diz que vai mostrar a Wilma a diferença entre fundamental e importante nas eleições deste ano.

Robinson Faria me dizia sábado que esperava uma reação mais negativa de suas lideranças sobre o apoio a Rosalba Ciarlini. Não é o que tem encontrado. Ele se diz surpreso com o apoio que vem recebendo de suas lideranças, dos prefeitos e de colaboradores.

O parlamentar do PMN pretende formalizar sua posição nos próximos dias. Ao lado de Fábio Faria, o presidente da AL cumpre agenda em São Paulo até quarta-feira. Quando voltar promete falar aos jornalistas.


 
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Se Temer for descartado por Lula, Henrique fica livre para abraçar o projeto de Garibaldi

Um movimento de peças do jogo eleitoral em Brasília poderá promover mudanças na disputa local.

Se o presidente Lula e a candidata do PT, Dilma Rousseff, descartarem o nome de Michel Temer para vice na sucessão presidencial, o deputado Henrique Eduardo Alves poderá rever sua posição nas eleições aqui no Rio Grande do Norte.

Líder do PMDB e um dos principais interlocutores do Palácio do Planalto no Congresso Nacional, Henrique Eduardo tem sido o maior defensor da candidatura de Dilma e um alinhado com a base de Lula no Estado.

Por conta disso, é Henrique para um lado e Garibldi para o outro. Enquanto Henrique se junta ao bloco de Wilma em favor de Iberê Ferreira, Garibaldi joga com Rosalba Ciarlini, do Democratas, para renovar o mandato de senador.

A divisão do PMDB é histórica. Mas necessária, na avaliação do grupo de Henrique. Afinal, como líder do PMDB, partido aliado a Lula, com seis ministros de estado, o deputado potiguar não teria como justificar um acordo com o DEM no Rio Grande do Norte.

Mas se Temer for descartado esse cenário muda. Henrique estaria desobrigado de cumprir o acordo político com o Planalto.

Henrique Eduardo Alves tem um projeto político: quer eleger-se presidente da Câmara dos Deputados na próxima legislatura. E para isso, ele precisa que Temer, seu líder na casa, desocupe a cadeira na condição de candidato a vice-presidente da República.

O descarte de Michel Temer nesse jogo político seria o pior dos mundos para Henrique Eduardo Alves.

Políticos aqui do Estado acreditam que Henrique largará Dilma se Temer for jogado para escanteio.

Eu tenho cá minhas dúvidas. Há muitos interesses políticos e econômicos em jogo. Henrique Eduardo Alves transformou-se no principal caminho de prefeitos e até do governo estadual rumo a verbas federais.

Henrique cuidou do pré-sal e é tido como homem forte dos projetos estruturantes do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - e da COPA em 2014 no RN.

É pouco provável que, aos 60 anos de vida e mais de 40 como deputado federal, ele abra mão da influência política e econômica que exerce hoje junto ao Palácio do Planalto.

O mais sensato para Henrique é continuar aliado a Lula e a Dilma. Se José Serra vencer a eleição presidencial, Henrique terá a oportunidade de operar com o governo tucano via Aécio Neves, seu amigo do peito.

E ser influente em Brasília vale tudo para qualquer político provinciano.

Com Temer ou sem Temer na chapa de Dilma, eu aposto que Henrique continuará governista.


 
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Micarla abre negociação com os dois lados da disputa ao Governo

Por enquanto é só pantim. A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, eleita em primeiro turno numa coligação que juntou PV, DEM, PMN, PP, PTB e PR, reuniu ontem seus liderados para unificar o discurso e definir rumos com vistas às eleições de outubro.

A primeira coisa que a Borboleta deixou claro foi que pelo PV quem fala é ela. Deve ter sido um recado para José Agripino que, segundo o noticiário, teria garantido o apoio dela e do PV num pacote para atrair aliados.

A segunda coisa importante foi que o PV, depois de ter sido ignorado pela cúpula do DEM, do PMDB e do PMN, está aberto para negociar com qualquer um dos candidatos ao governo, seja Rosalba Ciarlini ou seja Iberê Ferreira de Souza.

Isso pode ser considerada uma mudança porque Micarla foi uma das primeiras políticas a defender a manutenção da aliança que a elegeu em Natal. E já declarou voto em José Agripino para o Senado.

A terceira coisa que podemos destacar dos encontro dos “verdes”, segundo noticiou o Nominuto, é a insatisfação do grupo com a oferta de José Agripino para ter o PV na chapa majoritária: uma suplência para o Senado. Os “verdes” acham pouco. Querem a vice de qualquer um dos candidatos ao governo.

A quarta coisa importante foi que Micarla anunciou que o marido dela, radialista Miguel Weber, é candidato a deputado estadual- o PV deseja eleger de 3 a 4 deputados; que Paulo Wagner deixará de ser candidato a senador para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Por último, é bom lembrar que não será fácil para o PV se acomodar na chapa do governo nestas eleições. Um acordo entre o PV e o PSB pode afastar PT, PCdoB e o PDT do palanque de Iberê Ferreira.

Carlos Eduardo Alves, do PDT, ainda na condição de pré-candidato ao governo, já disse que não quer conversa com a Borboleta. Afirmou para o Nominuto, durante a Sabatina, que não sobe no palanque que ela estiver. Veremos.

O outro nó pode ser dado pelo PT, caso o grupo de Fátima Bezerra ainda não esteja refeito da última derrota eleitoral.

São turbulências que podem atrapalhar o vôo da Borboleta.

 
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Qual o menu da Borboleta no almoço do Partido Verde?

Em política, os gestos valem mais que as palavras ou ações. A falta de um convite para Micarla de Sousa participar do rega-bofe político de Robinson Faria oferecido à cúpula do DEM e ao senador Garibaldi Filho na semana passada provocou uma crise política entre o PV e os aliados da última campanha.

Na visão dos pevistas, a Borboleta, prefeita de Natal, foi ignorada. Tratada como uma liderança política de segundo escalão. De segunda categoria.

E olha que a mulher é prefeita de Natal, a capital do Estado!

Até as mucamas de Micarla ficaram encafifadas e indagaram:

- Ué?! O apoio da prefeita não vale nada? Estão pensando que Micarla é pau-mandado de algum cacique? Oxente, Micarla é piolho (para seguir pela cabeça de qualquer um)? Micarla é menina, é?

Pois é. Esse é o sentimento no Partido Verde. Aliás, ressentimento.

O almoço da semana passada na casa de praia de Robinson Faria está sendo entendido como o fechamento da chapa de oposição ao Governo Wilma de Faria. Pelas conversas que ocorreram naquele momento, o presidente da AL teria aceitado o convite para ser o vice de Rosalba Ciarlini.

Estavam lá, além do anfitrião, claro, Rosalba, José Agripino Maia, Garibaldi Filho (esse pegou um jatinho no Paiuí para não perder o convescote) e João Maia.

Mas Micarla foi esquecida. Será que tinha algo a ver com o pleito do PV de indicar o vice de Rosalba? O partido quer ver Miguel Weber, marido da prefeita, na chapa majoritária. Será que foi isso?

Ninguém sabe.

Para dar uma demonstração de força e de unidade, Micarla de Sousa vai reunir os parlamentares e lideranças do Partido Verde em sua casa na manhã desta quarta-feira, na praia de Búzios.

Coincidentemente, seus liderados já começaram a declarar na imprensa que existe a possibilidade real de o PV fechar aliança com Wilma e com Iberê.

E mais: Wilma já sonda Micarla para indicar Miguel Weber como vice de Iberê.

Pode ser apenas pantim. Mas que a turma do PV está desgostosa com o DEM e com o deputado Robinson Faria, ah, isso está.

Agora, justiça seja feita: Micarla foi uma das primeiras políticas a defender a manutenção da aliança que a elegeu prefeita da capital. Só por isso merecia ter sido convidada para o almoço na casa de Robinson. E eu soube que o cardápio lá estava ótimo.

Caprichadérrimo!

 
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Nomes, nomes, nomes...cadê as propostas para um salto na economia do RN?

Nomes, nomes, nomes...

Nas rodas políticas desse Estado, nos alpendres das casas de veraneio, nos restaurantes, mesinhas de pôquer só falam nos nomes que vão disputar as eleições de 2010.

Depois da exaustiva discussão sobre quem teria o apoio de Wilma, sobre quem ameaçava deixar a base do governo, sobre quando José Agripino iria assumir a candidatura deRosalba, sobre quem será o vice de Rosalba, quem será o vice de Iberê, se Calos Eduardo mantém a candidatura ao governo, eis que surge nova discussão sobre os nomes da campanha:

- Quem serão os suplentes dos candidatos ao Senado - José Agripino Maia, Garibaldi Filho e Wilma de Faria? - Para ficarmos entre os caciques.

Ora, minha gente. Já passou da hora essa lenga-lenga de nomes. Cadê as propostas que podem dar um salto na economia do Rio Grande do Norte?

Não vejo nenhum político discutindo seriamente um plano de ação para desenvolver o Estado.

Quando alguém fala, fica no raso da discussão. Vomitando dados e números de propostas genéricas para programas bem elaborados de TV e de rádio na propaganda política.

Os políticos do Estado são experts da política do "pires na mão". São eleitos para assumirem o papel de "pedintes" de luxo em Brasília. Do deputado ao governador ou governadora, todos são treinados e forçados a pedir verbas na capital federal para todo tipo de projeto. Não esqueci dos prefeitos, não. Osprefeitos hoje são "indigentes". São os miseráveis da administração pública.

Não vejo aqui uma discussão séria sobre as obras estruturantes que o Estado precisa. Cadê o tão falado aeroporto de São Gonçalo do Amarante? Cadê o novo porto do Estado para navios de grande porte? Cadê o gasoduto na regiao do Seridó? Cadê a duplicação da BR 304? Cadê um ramal ferroviário que escoe nossa produção de frutas, sal, minério?
Cadê o metrô de Natal? Cadê as novas vias para desafogar o trânsito na capital? Cadê a melhoria do abastecimento d'água em Mossoró? Cadê a água em Currais Novos? Cadê o reforço na segurança pública, principalmente, nas cidades que fazem divisa com a Paraíba e o Ceará? Cadê? Cadê?

Ah,minha gente. Mas a gente tem os nomes! Os nomes...
 
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Carlos Eduardo manterá suspense sobre candidatura ao goveno até abril ou maio

Vlademir Alexandre
Não adianta apressar o homem. O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, sabe que a candidatura ao governo ainda é um sonho, cada dia mais difícil de se realizar, mas está disposto a manter o suspense até abril ou maio deste ano.

É o que ele tem dito a partidos e políticos que o cortejam - como a banda do PT ligada a Fátima Bezerra e o PCdoB.

Se quisesse, o ex-prefeito poderia fechar acordos hoje com o grupo da governadora Wilma de Faria ou com o outro lado da disputa, o do senador José Agripino Maia.

A imprensa local tem sido pródiga em lançar Carlos Eduardo ora vice de Iberê Ferreira, ora vice de Rosalba Ciarlini.

Fala-se que Agnelo Alves, pai e mentor de Carlos Eduardo, poderia assumir o papel de vice enquanto Carlos Eduardo disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa.

Mas Carlos Eduardo mantém a candidatura ao governo argumentando que esse é um dos planos de vôo do PDT nacional, ao lado de candidaturas como a de Osmar Dias, no Paraná, um outro Carlos Eduardo no Rio Grande do Sul, e a de Jakcson Lago no Maranhão.

Carlos Eduardo tem dito que não tem nada a perder se esperar um pouco. Se fechasse com Iberê, por exemplo, seria mais um apoio para o vice-governador candidato ao governo.

Já com o DEM, Carlos Eduardo não teria como iniciar conversar por causa dos compromissos do PDT nacional com o presidente Lula, que tem até um ministro, o do trabalho, Carlos Luppi.

O ex-prefeito sabe, que politicamente, não tem chances de viabilizar a candidatura majoritária mas alimenta a ideia de que Iberê Ferreira poderá patinar nas pesquisas e ele surgir como opção da base do governo para barrar Rosalba Ciarlini na grande Natal.

Essa é a aposta de Carlos Eduardo Alves.

 
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Te cuida, Henrique Eduardo!

O deputado federal Henrique Eduardo Alves foi reconduzido à presidência do diretório estadual do PMDB esta semana, mas está longe de exercer o comando unificado da legenda.

Desde a morte do ex-ministro Aluizio Alves, pai de Henrique, o PMDB do Rio Grande do Norte convive com as divergências pessoais e políticas das duas principais figuras do partido: o próprio Henrique e o senador Garibaldi Alves Filho. Os dois têm projetos distintos hoje e tratam de tocá-los cada um no seu "quadrado".

Fenômeno parecido ocorreu com a morte de doutor Ulisses Guimarães, o senhor diretas. Até a morte do deputado paulista, havia certa unidade no PMDB nacional. Depois que perdeu o doutor Ulisses, o PMDB virou um mosaico político marcado por diversas lideranças regionais.

No microcosmo da política potiguar, o PMDB está rachado no meio. Existe o PMDB de Henrique. E existe o de Garibaldi.

Garibaldi Alves me dizia esta semana que o clima de divergência política entre ele e o primo Henrique não será levado à convenção partidária que homologará os apoios e as alianças na eleição de 2010. Pode ter dito isso da boca para fora.

Henrique Eduardo Alves é líder do PMDB - foi reconduzido à função pela quarta vez consecutiva. Como tal, apóia o projeto político do Palácio do Planalto e faz parte da base de Lula aqui no estado.

Garibaldi morre de amores por Rosalba e deixou claro que está aliado ao Democratas de José Agripino Maia.

Pois bem. Segundo a informação que obtive recentemente, Garibaldi poderá passar por cima do primo Henrique se for preciso homologar o apoio oficial do PMDB à candidatura de Rosalba Ciarlini ao Governo do Estado.

Em entrevista recente, o senador do PMDB nos dizia que o partido irá apenas oficializar a candidatura ao Senado e liberar seus líderes e filiados quanto ao governo. Pelo menos é o que está sendo estudado juridicamente pela assessoria de Garibaldi Filho, como ele bem frisou ontem.

Mas o senador admitiu que o cenário pode mudar. E eu fiquei sabendo que há uma pressão do DEM para a formalização da aliança. E o ideal seria ver todo o PMDB junto. O esforço do Democratas nos próximos meses será no intuito de atrair Henrique Alves para apoiar Rosalba, fato dificílimo de ocorrer por conta dos compromissos de Henrique com o presidente Lula.

Se não der, Garibaldi Filho poderá, sim, levar a divergência com o primo à convenção do partido, em junho. Poderá bater chapa, sim senhor. E Henrique poderá passar o constrangimento de perder para Garibaldi na convenção.

Coragem para isso Garibaldi já demonstrou ao dizer ao presidente Lula, cara a cara, que não apóia sua base no RN e, sim, a candidata do Democratas. Quem age assim pode fazer o que quiser. E Garibaldi Filho já demonstrou que o que está em jogo é a eleição dele, a eleição do pai Garibaldi Alves (suplente de Rosalba) e a do filho, deputado Walter Alves.

O projeto de Henrique Eduardo, incluindo o sonho de eleger-se presidente da Câmara dos Deputados, está em segundo plano para o garibaldismo.


Sai pra lá...

O vice-governador Iberê Ferreira não quer nem ouvir falar na candidatura de Ciro Gomes (PSB). Segundo ele, a candidatura de Ciro está sendo monitorada pelo Planalto e Eduardo Campos tem garantido que o projeto da legenda é o mesmo de Lula, a eleição de Dilma Rousseff. Será?

Não saio

Mas Ciro sustenta que vai disputar a Presidência da República no próximo ano, e com a saída de Aécio Neves (PSDB), que desistiu de disputar, agora é que ele ganhou fôlego para se manter firme no propósito.

Cadê?

Alguém dá notícia do Orçamento Geral do Estado? Depois da votação tumultuada na última terça-feira (15), virou caso para investigação.

Pelas beiradas

O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves ficou animadinho com as declarações de políticos do PT e do PCdoB com vistas a 2010. Hugo Manso (PT) e Antenor Roberto (PCdoB) colocaram Carlos Eduardo como opção dos partidos de esquerda como contraponto às candidaturas de Iberê Ferreira e de Rosalba Ciarlini.

Tudo aberto

Falando em Carlos Eduardo, ele declarou em entrevista ao nosso programa na TV Nominuto, na sexta-feira (18), que não tem candidato ao Senado. Disse que está tudo em aberto. Nem Wilma, que lhe deu apoio em passado recente, conta hoje com o seu voto. Carlos Eduardo ressaltou que não vai votar em quem tem candidato ao governo. E Wilma já optou por Iberê.

União dos Rosados

Rosalba Ciarlini não confirmou, mas também não negou que estaria se aproximando da deputada federal Sandra Rosado (PSB), em Mossoró. Provocada pelos jornalistas da Sabatina, ela disse: "Eu vou bater todas as portas".

É zero!

Que nota daria à gestão de Fafá em Mossoró, senadora?
- Não vou dar nota. Ainda é cedo - disse Rosalba na Sabatina.
Fafá governa há seis anos.

Fotos: Vlademir Alexandre



Vapt-Vupt

• Por falar no ministro Lupi, a Polícia Civil prendeu a quadrilha que roubou a mãe dele, dona Carmelita, qua fazia parte de um grupo de turistas em visita ao RN, em outubro passado.

• João Maia (PR) guarda silêncio sobre os rumos de 2010, mas já marcou conversa com Iberê Ferreira para depois da viagem que faz a Alemanha. O deputado é esperado no dia 26.

• A votação do OGE na AL azedou de vez a relação da governadora Wilma de Faria com o deputado Robinson Faria. O wilmismo já trata o parlamentar do PMN como dissidente.

• Wilma de Faria será entrevistada no Jornal 96 desta segunda-feira (21). O programa começa às 7h30, na 96 FM.

• Feliz Natal a todos!
 
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Nasemana: Carlos Eduardo é o coringa da esquerda

Reprodução
Confira os outros destaques da edição 86 do Nasemana:

Diógenes Dantas destaca Henrique Eduardo e Garibaldi Filho, com projetos distintos, tratam de tocá-los cada um no seu "quadrado".

Napolítica: Carlos Eduardo é o coringa da esquerda;

Nasabatina: Rosalba Ciarlini;

Napolítica: OGE: a arapuca armada para Iberê;

Marcos Alexandre: Rosalba garante que quem tomas as decisões é ela, e não o ex-deputado Carlos Augusto Rosado.

Georgia Nery: Armação Propaganda completa 25 anos de trabalho desenvolvido no mercado potiguar;

Nacidade: Walfredo realiza duas amputações por dia;

Nacidade: CDL confia que este será o melhor Natal dos últimos dez anos;

Nageral: Um potiguar na elite do vale-tudo;

Zenaide Castro destaca a Corrida Natalina;

Napolícia: Justiça abre 526 vagas nos presídios do Estado;

Roberto Guedes: Natal precisa ir procurar água;

Nodois: Sáude e qualidade de vida a passos largos;

Noseridó: Desertificação: alternativas para se combater o avanço da degradação;

Mazilton Galvão destaca o avanço das muriçocas em Currais Novos;

20 perguntas: Caminho da mina eólica;

Getúlio Soares destaca os babados potiguares;

Noesporte: Novos tempos no Verdão;

Edmo Sinedino destaca: Deixem o Machadão em Paz;

Noesporte: Juliana Felisberta e Alecrim, as estrelas do Prêmio Dez;

Alan Oliveira: Esporte amador que nada, é profissional;

Gastronomia: Tender ao molho de frutas vermelhas com cuscuz marroquino;

Coluna Estar Bem: O poder dos cítricos;

Para assinar o Nasemana, Clique Aqui.


Confira a lista de bancas nas quais você pode adquirir seu exemplar:


• 1º de Abril - Av. Rio Branco/Centro
• Tio Patinhas - Av. Rio Branco/Centro
• Mensageiro da Paz - Av. Rio Branco/Centro
• Cia. - Rua Floriano Peixoto/Palácio dos Esportes
• Revistaria Atheneu - Av. Campos Sales
• Banca Atheneu - Av. Campos Sales
• Banca Cidade do Sol - Av. Afonso Pena
• Banca Prática - Av. Afonso Pena
• Banca Atual - Rua Apodi
• Banca Virtual - Nordestão do Alecrim
• Revistão do Super - Av. Prudente de Morais/Próximo ao Hiper
• Hiper Banca - Av. Nascimento de Castro
• Boa Leitura - Nordestão da Salgado Filho
• Banca Globo - Próximo ao Ded de Candelária
• Banca Souza e Silva - Praça de Candelária
• O Garrafão - Candelária
• Revistaria Atheneu Hiper - Ponta Negra
• Revistaria Cidade do Sol - Av. Eng. Roberto Freire/Ponta Negra
• Banca Veja - Av. Deodoro/Próximo ao Nordestão
• Banca da Diva - Rocas
• Banca Natal I - Rua Vigário Bartolomeu/Centro
• Banca J. B. da Cunha - Rua Princesa Isabel/Centro
• Cigarreira Canaã - Av. Rio Branco/Próximo ao Banespa
• Briza Conveniência - Praia do Meio

 
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Ciro Gomes ganha força com a desistência de Aécio Neves

A desistência do governador Aécio Neves (MG) de disputar a Presidência da República pelo PSDB dá novo fôlego ao projeto eleitoral de Ciro Gomes, do PSB.

Amigo do político mineiro, Ciro já dizia ontem que vai manter a candidatura presidencial até o fim, custe o que custar.

Os últimos acontecimentos produzem efeitos aqui no plano local. Como agirá o PSB de Wilma e de Iberê diante da candidatura nacional de Ciro Gomes?

Partidos como o PT e o PCdoB, ardorosos defensores do projeto de Dilma Roussef, admitem a possibilidade de um novo arranjo local caso o PSB mantenha a candidatura de Ciro. Afinal, o que une petistas e comunistas a Wilma é a eleição de Dilma.

A candidatura de Ciro Gomes só atrapalha o grupo de Wilma, agora, de candidato escolhido - Iberê Ferreira de Souza.

As definições nacionais também podem modificar outros arranjos. Como ficará o PMDB potiguar caso seja escolhido outro vice, e não Michel Temer, para Dilma Roussef?

A saída de Temer para ser vice irá pavimentar o caminho de Henrique Eduardo Alves à Presidência da Câmara dos Deputados. Se Lula escolher outro nome, Henrique ficará com o Planalto ou se juntará a Garibaldi Filho na campanha de Rosalba Ciarlini, do Democratas?

Outra dúvida: a candidatura de Marina Silva, do PV, vai atrapalhar as escolhas de Micarla no plano local, ela que já vota em José Agripino para senador e que pode indicar o vice de Rosalba?

São perguntas sem resposta neste momento. É bom ficar de olho no cenário nacional, porque alguns arranjos locais dependerão das composições da corrida presidencial.
 
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