Um dado me chamou a atenção na última pesquisa da CNT/Sensus divulgada na semana passada: a baixa credibilidade de nossos congressistas.
Segundo os números da Sensus, 45,5% da população nunca confia no legislativo federal. Outros 32,4% dos entrevistados poucas vezes têm confiança.
Apenas 7,6% das pessoas pesquisadas pela Sensus acreditam na palavra dos nossos parlamentares que integram o Congresso Nacional.
Isso não é novidade. Aliás, são dados recorrentes. O Congresso Nacional tem a pior avaliação nesse tipo de pesquisa. E isso ocorre há anos.
O Ibope, outro instituto de pesquisa de renome nacional, aponta ese quadro de desconfiança e de falta de credibilidade de nosso parlamento há mais de uma década.
A credibilidade de nossos deputados e senadores está no rabo da fila das instituições nacionais.
E a gente pode aqui desfiar uma série de motivos para esse descrédito da população. Mas vou listar apenas dois: o crônico convívio dos parlamentares com esquemas de corrupção - uma crise acaba quando começa outra e o mau exemplo vem de cima - e falta de reformas importantes para o avanço de nossa sociedade - como as tributária, trabalhista e política.
A cada legislatura, a gente acompanha os mesmos costumes, marcados fortemente pelos vícios - apadrianhamentos e fisiologismo - e minimamente pelas virtudes - o interesse público.