Sabia você leitor que abastecer o automóvel com gasolina em Nova York é mais barato do que em São Paulo? Pois saiba que é. Isso apesar do Brasil se dizer "auto-suficiente" na produção de petróleo. No entanto, veja você, a carga tributária que incide sobre o valor do litro do combustível no Brasil, representa 52%. Ou seja, o imposto é o componente de maior peso no valor do combustível por aqui.
Agora outro dado interessante: em fevereiro último (2011) o nosso país importou, segundo a Folha de São Paulo, 1,8 milhões de barris (cada barril contem 160 litros) de petróleo, apesar da nossa tão decantada "auto-suficiência" de petróleo e refino. Em 2010, já havíamos importado mais de 3 milhões de barris. A nossa "auto-suficiência" continua espantosa, apesar da Petrobrás já ter 57 anos. Se fosse do Funrural já estaria em vias de se aposentar, não só pela idade, mas principalmente pela eficiência.
Agora o que chama atenção nos grandes exportadores de Petróleo do mundo, é que quase todos eles são países marcados por regimes autoritários, dirigidos por reis ou por teocratas como é o caso do Irã. Cabe a pergunta: seria o petróleo uma riqueza que só pode ser administrada por regimes de exceção? A Venezuela é um exemplo emblemático. Às vezes quando leio algo sobre o pré-sal já fico com a pulga atrás da orelha, ainda mais sabendo que será administrada por uma empresa estatal que sempre vem a ser o ovo da serpente.
Em compensação, países como o Japão que não produz uma gota sequer de petróleo (importa 100% do petróleo consumido) é a segunda maior economia do mundo. Será que o petróleo é mesmo um gerador de riqueza com beneficio para toda a sociedade?
A miséria, o atraso e o autoritarismo devem fazer parte do DNA dos principais países produtores de petróleo. Deve ser a velha maldição do petróleo. Parece mesmo que Deus dá o petróleo ao povo que merece. Mas outra conclusão parece ser clara: quem faz a riqueza de um país é o conhecimento organizado em beneficio da sociedade. Se fosse apenas o petróleo o gerador de riqueza ou o grande gerador de riqueza, as sociedades dos países produtores de petróleo teriam um nível de vida igual ou superior ao do Japão. E não tem. Ao contrário, entre eles, até a liberdade é racionada. E o agravante é que o petróleo é finito, já o conhecimento não. Seria o caso de perguntar: estariam os principais produtores de petróleo sem futuro? Parece, pois o petróleo além de não enriquecer um povo, ainda o escraviza. Que o diga a Venezuela.
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