Espaço MPB
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Poetinha é reverenciado, in memoriam, como embaixador

O diplomata brasileiro Marcus Vinícius da Cruz de Mello de Moraes recebe in memoriam sua promoção ao maior posto de sua carreira, chegando ao cargo de ministro de Primeira Classe, ou seja, a embaixador. Quem é ele? Ninguém menos que o poeta,dramaturgo, jornalista e diplomata e compositor da MPB, Vinicius de Moraes, morto aos 66 anos, em julho de 1980.

A promoção post mortem de Vinícius de Moraes, mais conhecido carinhosamente no meio musical como "poetinha", estava prevista em projeto da Câmara (PLC 5/10), aprovado pelo Plenário do Senado no último dia 2 de junho. Relatado pelo senador Marco Maciel (DEM-PE), o projeto foi transformado na Lei 12.265, de 21 de junho de 2010, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Presidente Lula entrega placa da promoção pós-mortem de embaixador à  filha de Vinicius de Moraes, Luciana   O Correio Braziliense deu destaque ao fato sobre a cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty e que, além do presidente Lula, do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, contou com a presença das filhas de Vinicius, Luciana (foto de Ricardo Sutckert) e Georgiana, da neta Mariana e da bisneta Maria Luiza, além da cantora Miúcha, irmã de Chico Buarque de Holanda e sua grande intérprete.Confira aqui

O jornal O Estado de S.Paulo também deu destaque ao assunto. Acompanhe aqui.

A Agência e a Rádio Senado também fizeram questão de registrar este importante e histórico momento, mesmo in memoriam, de um de nossos maiores compositores da história da música popular brasileira. Ouça aqui o programa especial realizado pela Rádio Senado (em Natal, ainda em caráter experimental, sintonize no dial da FM 106,9).

Para conhecer a vida e a obra de Vinicius de Moraes acesse o seu site oficial aqui.

Com informações da Agência e Rádio Senado, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e site oficial de Vinicius de Moraes
 
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Choro 'n' roll com Diogo Guanabara e o Macaxeira Jazz

O grupo instrumental potiguar "Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz" acaba de lançar esta semana o seu terceiro CD com um foco bem original:  tocando músicas do The Beatles. O lançamento foi nos dois shows que realizaram no palco do Teatro de Cultura Popular (TCP) da Fundação José Augusto, em Natal,  nos dias 12 e 13 de agosto último.

Capa do terceiro CD dos MacaxeirasConvidado pelo quarteto musical assisti a primeira apresentação, quando gravaram algumas músicas para o CD, com canções da banda inglesa. O público lotou as duas primeiras apresentações (18 horas e 20 horas). Dá gosto ver os rapazes tocarem. Eles tocam com alma. Colocam vida nas letras e nas composições que interpretam. E o melhor, colocam aquele molho pessoal que dá um sabor especial quando a gente tem o prazer de ouvi-los.

Foi assim que na sexta-feira (13, olha só como dão sorte!), depois de se apresentarem no segundo show (na verdade foi o quarto show) no TCP, a moçada "deu uma canja" depois da posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn). Na área de lazer do Sindicato se apresentaram e todos vibraram.  
                                                                                   
Diogo e Macaxeira Jazz dando uma canja na posse da nova diretoria do Sindjorn

Concordo com o comentário de sua Assessoria de Imprensa, que tem à frente a jovem e talentosa jornalista Gladis Vivane (diretora e editora da revista Salto e Agulha), quando afirma que  "quando tocando Beatles os rapazes de Natal redesenham com maestria o repertório dos rapazes de Liverpool. Clássicos do rock, num casamento perfeito com ritmos tipicamente brasileiros. Blackbird por exemplo, ganhou uma versão junto com Assum Preto, o “blackbird” brasileiro, de Luiz Gonzaga. Michelle faz par com Fado Tropical, de Chico Buarque, e assim seguem as versões de outros clássicos como Here Come The Sun, Strawberry Fields Forever, Help! e Eleanor Rigby, entre outros."

Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tiveram seu primeiro encontro musical no projeto Som da Mata. De lá para cá, a fusão do choro e do samba com o jazz e o rock 'n' roll resultou num trabalho consistente que já rendeu dois CDs, um DVD e duas turnês para fora do país (Europa e Ásia). Atualmente os músicos estão se preparando para mais uma viagem internacional. Em novembro eles embarcam para o Japão, para uma série de shows em várias cidades japonesas.

As canções dos Beatles fazem parte do repertório do grupo desde o início. As possibilidades sonoras oferecidas pela obra da dupla Lennon / McCartney, sem esquecer o genial George Harrison, são talentosamente aproveitadas por Diogo e o Macaxeira (Ticiano DAmore, Raphael Bender e Henrique Pacheco) que criam um novo gênero, o choro 'n' roll.

Deixo a dica para que você internauta do "Espaço MPB" adquira o CD "Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tocando Beatles" e também conheça mais de perto o trabalho e o esforço desses jovens no site oficial do grupo, clicando aqui.

Fiquem com este vídeo produzido por um de seus integrantes, o baterista e percussionista Raphael Bender sobre o lançamento desse terceiro CD.  
/>Com informações de Gladis Vivane
 
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O poeta do Bixiga, Adoniran Barbosa

Com o seu sotaque típico do interior paulista, sua gravatinha borboleta, sua voz rouca, o bigodinho característico e o chapéu de aba quebrada, ele marcou a história do samba de São Paulo, transformando seus versos e músicas em sucesso garantido até os dias de hoje. Seu nome não tem nada de artista ou de poeta, como ele sempre dizia: João Rubinato. Mas todos ficaram conhecendo-o como o poeta do Bixiga, o grande e irreverente compositor, músico, comediante e ator Adoniran Barbosa.

O compositor, músico, ator e comediante paulista Adoniran BarbosaAdoniran completaria nesta sexta-feira (6) o seu centenário de nascimento (1910-2010). De origem estrangeira - era filho de imigrantes italianos - ele nasceu em Valinhos (SP), demonstrando desde cedo o gosto pela música.

Seu sonho era ser ator e galã de cinema, mas nunca encontrou um ambiente favorável para tal, até mesmo pelos seus dotes físicos, como ele mesmo afirmava: "Nunca ninguém quis nada comigo. NInguém me chamava para nada,eu é que ia atrás. Até para tomar café um chamava o outro, e eu tinha é que segui-los.", conforme afirma Carlos Calado na edição nº 7 do livro/CD, dedicado a Adoniran, na Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira, editada pela Folha de S. Paulo.

O auge de sua carreira artística só chegou quarenta anos depois, nos anos 50."Se eu soubesse que ia ser radioator, teleator e artista de cinema, não mudava meu nome. Ficava João Rubinato mesmo. Mas, cantar samba com nome italiano não dá!", comentou mais tarde, segundo a mesma publicação sobre o compositor paulista.

Adoniran tinha um estilo próprio, que deixou marcas profundas de simplicidade e de linguagem popular do típico paulistano que hoje se pode contar nos dedos. Isso fica bem claro em músicas como "Saudosa maloca" (1955), "O samba do Arnesto" (com Alocin - Nicola de trás prá diante - 1955) e o histórico "Trem das Onze" (1990), tão bem interpretados pelo conjunto "Os Demônios da Garoa". A cantora Clementina de Jesus gravou com Adoniran outro clássico, "Torresmo à milaneza" (1980), de sua autoria com Carlinhos Vergueiro. Sua veia italiana também ficou registrada em músicas como "Samba Italiano". Mas, é inesquecível sua canção "As mariposas", gravada e sucesso na interpretação do conjunto "Os Originais do Samba" (1975), principalmente quando ele canta "lâmpida" no lugar de lâmpada! Sensacional! Nesta música Adoniran superou tudo em poesia e crônica sobre a cidade de São Paulo à época.

Carlos Calado conta um fato interessante na vida de Adoniran. "Vale lembrar que Vinicius (de Moraes) fora também autor do infeliz epíteto "São Paulo é o túmulo do samba", uma espécie de desabafo, do qual parece ter se arrependido posteriormente. O compositor paulista aceitou o convite de Aracy de Almeida - grande intérprete de Noel Rosa - de fazer a música dos versos "Bom Dia, Tristeza", poema inédito de Vinicius que havia confiado à cantora com a permissão de fazer o que quisesse com eles. Adoniran criou uma bela melodia, que soa sob medida para os versos tristes de Vinicius. Aracy gravou em 1957 o samba-canção "Bom Dia, Tristeza", gravado depois por Maysa, Sylvinha Telles, Elizeth Cardoso, Elis Regina e o cantor paulista Mauricy Moura."

Conheça um pouco mais a vida e a obra de Adoniran Barbosa, acessando o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Clique aqui.

Esta semana a Rádio Senado levou ao ar um programa especial homenageando o centenário de nascimento de Adoniran Barbosa. Vale a pena conferir, acessando aqui.

Para você, internauta "matar a saudade" daqueles tempos ou conhecer um pouco mais sobre este autêntico sambista paulistano, reservei este vídeo abaixo, em um encontro histórico que aconteceu por iniciativa de Adoniran, quando convidou a cantora Elis Regina para conhecer as raízes do samba da cidade de São Paulo. Tudo começou em um barzinho no bairro do Bixiga, território marcado do samba de Adoniran Barbosa. Confira!

Com informações da Coleção Raízes da Música Popular Brasileira (Livro/CD Número 7), Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e Youtube,
 
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MPB em 300 Discos

Este artigo foi publicado hoje no blog do jornalista Luís Nassif  e reproduz artigo de Luiz Eduardo Brandão sobre o livro "300 Discos Importantes da Música Brasileira", produzido pelo músico e ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin.

"Produzido pelo músico Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs, o livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira, patrocinado pela Petrobras, pode ser considerado um guia de consulta obrigatório para pesquisadores, DJs e amantes da música em geral. Com resenhas dos jornalistas Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve, o projeto foi concebido com o objetivo de promover o resgate e a preservação da memória musical do país no campo popular.

Em vídeo da série Petrobras de Perto, Gavin fala sobre o trabalho, que teve parte da renda revertida para o Instituto Sou da Paz.

"Numa era em que o culto do imediato, novo e superficial é a tônica, projetos culturais que busquem recuperar, promover, divulgar, apresentar, resgatar a memória da cultura brasileira ganham importância fundamental", ressalta o músico. Assista!


No vídeo abaixo, também incluído no Luis Nassif Online, o músico Charles Gavin fala sobre o seu livro '300 discos importantes da música brasileira', patrocinado pela Petrobras.
 

Saiba mais sobre os projetos culturais patrocinados pela Petrobras clicando aqui 

Com informações de Luis Nassif Online
 
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Uma noite memorável de MPB no TAM

A semana anterior foi uma semana dedicada à MPB e no palco do Teatro Alberto Maranhão (TAM),em Natal/RN. No "Seis e Meia", na terça (20) a cantora potiguar Tânia Soares interpretando magistralmente músicas de Hianto de Almeida, compositor potiguar de Macau, antecedendo o excelente show do músico, cantor e produtor musical Danilo Caymmi. Na quarta (21), o lançamento em Natal do MPB Petrobrás, trazendo a cantora potiguar Valéria Oliveira e o consagrado cantor e compositor mineiro João Bosco.

Cantora potiguar Tânia SoaresA convite do produtor cultural José Dias fui prestigiar o show de Tânia Soares. Magistral a sua interpretação de um dos precurssores da bossa nova no Brasil: Hianto de Almeida. Tânia consegue captar o sentimento do compositor potiguar de forma tal que você parece embalado por sua voz, uma voz suave, mas ao mesmo tempo firme e afinada. Até parece que Tânia conhecia pessoalmente Hianto, tal a maneira que ela transmite a melodia e a letra das canções que interpretou no palco do TAM. E o público presente agradeceu e reconheceu o seu trabalho e dedicação de pé e com aplausos ao final de sua apresentação.

Flávio Mendes, no Seis e Meia, Natal, Julho 2010O convidado nacional do "Seis e Meia", Danilo Caymmi honrou a tradição de sua família. O responsável pelo acompanhamento musical dispensa maiores comentários. Trata-se de Flávio Mendes, mais conhecido como Flavinho do conjunto musical "Bossacucanova". Flávio é músico, maestro e acompanhou grandes nomes de nossa MPB, além de ser um dos fiéis escudeiros musicais da atriz, cantora e produtora Bibi Ferreira.

Danilo se sentiu à vontade no palco do TAM. Não é a tôa que completa este ano 45 anos de vida artística, dos quais dez deles na companhia do saudoso maestro, músico e compositor Tom Jobim. O irmão de Nana e Dori Caymmi também é produtor e compositor musical e fez diversas trilhas sonoras para novelas da Rede Globo de Televisão, como Gabriela. Danilo interpretou músicas de autoria de seu pai,Danilo Caymmi, no Seis e Meia, em Natal, Julho 2010 Dorival Caymmi, levando a platéia ao delírio em músicas como "Peguei um ita no norte", "Minha jangada.. ", quando pediu que todos cantassem com ele. Sua empatia com o público é impressionante. Parece que ele se transforma no palco e frente ao público. Sua voz lembra em muito o vozeirão do mestre Caymmi.

A cumplicidade em sua apresentação teve uma participação especial do violonista Flávio Mendes. Seu repertório incluiu diversas canções que vão desde o início de sya carreira até os dias atuais. Danilo fez questão de explicar e enfatizar o que cada música lhe tocava no interior.

Danilo Caymmi gentilmente, após fazer o Seis e Meia em Natal, abriu seu camarim e concedeu uma entrevista exclusiva ao Espaço MPB deste portal Nominuto.com:

Espaço MPB - Danilo, embora você seja filho de Dorival Caymmi, houve alguma vez confusão das pessoas entre você e o seu irmão Dori?

Dorival Caymmi - Claro. Eu vou contar até uma história curiosa que aconteceu comigo dias atrás, antes de vir para Natal. Eu estava num cartório no Rio, para reconhecer minha firma. De repente uma senhora começou a gritar: "Amado, amado!Ele é filho do Jorge Amado!". Não
preciso dizer mais nada ... (risos)

Espaço MPB - A respeito de sua relação musical com a flauta doce. Sabe-se que desde os sete anos de idade você tem esse gosto por este instrumento. Conte para gente como é essa relação nos seus 45 anos de carreira artística.

Dorival Caymmi - Meu pai tinha uma loja na cidade, na Rua do Ouvidor e vivia trazendo para nossa casa instrumentos musicais. Um deles era a flautinha doce. E eu fui gostando das flautinhas e pedindo mais. Fui crescendo e comecei a gostar dela. Aliás, as flautas de madeira que eu usei neste show aqui (acabava de fazer sua apresentação no Seis e Meia) estão todas nas novelas da Globo,como Gabriela. Eu toco todas as duas flautinhas ao mesmo tempo em minhas composições. As pessoas que não viram o show, podem constatar isso nas gravações da trilha sonora da novela.

Espaço MPB - Danilo, o Espaço MPB gostaria de receber uma mensagem sua aos internautas do portal Nominuto.com.

Danilo Caymmi - Claro, isso aí é louvável (sobre o blog Espaço MPB) e muito iimportante para todos nós.A música popular brasileira tem uma visibilidade no mundo, embora ainda careça de uma maior difusão, talvez uma maior intervençao do Estado em relação à educação. Eu acho que é isso que está faltando. Mas é uma música muito rica. E o que eu posso dizer é que viva a música popular brasileira
.

Espaço MPB - Você quer dizer que falta uma política de divulgação da música popular brasileira nas escolas? Falta incluí-la no curriculum escolar? É isso?
Danilo Caymmi - Sim. É isso. Exatamente. É divulgar os grandes compositores nacionais, como Pixinguinha, Tom Jobim, Ari Barroso e outros. As pessoas não tem conhecimento deles.

Espaço MPB - Neste sentido o Instituto Cultural Cravo Albin tem conseguido alguma coisa, não?
Danilo Caymmi - Com certeza. Tem o o Instituto Tom Jobim, tem o Acervo Dorival Caymmi, patrocinado pela Natura e com muita coisa sobre a obra e a vida dele.

Acabo de receber um e-mail do produtor cultural potiguar José Dias, que aproveito para divulgar neste "Espaço MPB", pois se trata de assunto de interesse da MPB:
"Esta minha vida de PRODUTOR CHATO, me dá algumas alegrias. Os aperreiros são grandes, mais um email como o que recebi hoje, lava a alma. Tenho dito aqui que o novo CD CORES E FLORES da cantora TANIA SOARES, que será lançado em OUTUBRO, dos que ouvi, é dos melhores do ano.
Tenho algumas pessoas que escuto para ter uma referência maior ao que afirmo: TARIK DE SOUZA(CRITICO DE MÚSICA RENOMADO NO BRASIL), CARLOS PERU (MÈDICO), IVAN JUNIOR(OFF SET)OLAVO QUEIROZ(PROFISSIONAL LIBERAL)JANIO ALCANTARA (Ceara) e DAMIÃO NOBRE (Médico), quando encontro, entre outros. De vez em quando incomodo alguns amigos mais famosos para saber a opinião deles sobre trabalhos do RN, preferêncialmente, trabalhos que faço a
PRODUÇÃO EXECUTIVA. Ontem incomodei IVAN LINS e TARIK DE SOUZA mandando um samba que TANIA SOARES GRAVOU e não disse quem era cantando, nem quem tinha feito. Agora recebi um email de IVAN LINS afirmando ter ADORADO a canção e fazendo as seguintes perguntas, que vou responder logo a voces, antes dele:
Zé,o nome da CANÇÃO? UFA;
Zé,o nome do AUTOR(A)? KHRYSTAL;
Zé, quem é a INTERPRETE? TANIA SOARES;
Zé, de quem são os ARRANJOS? EDUARDO TAUFIC;
Zé, quem toca? Wallinson Santos (Guitarra e violões),Darlan (Bateria), Paulo Milton (BAIXO),
João Paulo (Clarinete) Antônio de Padua (Cavaquinho).
Zé,qual o estúdio? PROMIDIA.
Zé,a cantora e o estudio são de onde? A cantora,de PARELHAS/RN e o estúdio, de Natal.
Feliz como estou agora divulgando este encontro virtual para voces, mais feliz fico em saber que um dos 10 maiores nomes da MPB de 1970 até os dias de hoje, aos poucos, vai reconhecendo o trabalho dos músicos, cantores e produtores do RN. FALTA O COMENTÁRIO DE TARIK DE SOUZA.
Quando ele comentar, aviso a voces. RN NELES. Abraço. Zé Dias
"

Com informações de José Dias Júnior, Danilo Caymmi e Dicionário Cravo Albin da MPB. Fotos de Evaldo Gomes. 
 
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Baterista potiguar participa de festival internacional

O baterista da banda da cantora Khrystal, o músico potiguar Darlan Marley, logo que encerrar a segunda apresentação da cantora neste sábado (17), em São Luis, no Maranhão, segue para São Paulo. É que neste domingo (18), ele participa do Batuka!Brasil International Drum Fest 2010, às 17h, no auditório do Ibirapuera.

Baterista potiguar Darlan Marley em apresentação

Darlan começou a estudar música aos 13 anos por intermédio de seus irmãos;aos 14 anos ganhou sua primeira bateria e passou a estudar como autodidata.Lecionou em várias escolas e institutos de música. Em 2001 estudou teoria, caixa clara e instrumentos eruditos de percussão na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Gravou e tocou com diversos artistas dos mais variados estilos,acumulando experiência e originalidade, entre eles: Sérgio Groove,Roberto Taufic,Celso Pixinga, Tomati (sexteto Jô Soares),Isaque Galvão,Krhystal,Banda Camba,Luiz Airão,Maria Creuza,Gilson (casinha branca), Benito di Paula,Isaac Negrene,Eduardo Taufic,Jubileu Filho,Márcio Rezende,Manasés Campos,Sérgio Farias,Gilberto cabral,Sueldo Soares,Antônio de Pádua,Bossa 4 entre outros.

Tocou na seletiva do Cascavel Jazz Festival em 2004 e 2005, no 1º Festival de Música Instrumental do Rio Grande do Norte, Festival Cosern Musical, Campina Jazz festival, I Batera e Percussão Caruaru, Festival de Cinema de Natal, Papary Jazzy Festival, Projeto Seis e Meia (vários), projeto instrumental Som da Mata (vários), Quinta Instrumental do Banco do Nordeste/CE com Sérgio Groove, Eduardo Taufic e Trio Sun, shows na Feira da
Música de Fortaleza (vários), Festival Cover Baixo (vários), Bossa Jazz Fest 2010, foi finalista do Batuka! International Drum Fest 2009 e atuou em vários espetáculos com a Companhia de Teatro "Alegria Alegria" (reconhecida internacionalmente).

Darlan Integra a diversidade rítmica do Brasil à linguagem jazzística de tocar bateria. Atualmente é free lancer, acompanha o pianista Eduardo Taufic em divulgação do Cd "Gestos", está lançando junto com Taufic Um DVD em Trio juntamente com o Contra-baixista Airton Guimarães.

Darlan Marley leciona aulas particulares no seu proprio estúdio, acompanha a cantora potiguar Krhystal e está em fase de gravaçao do seu trabalho solo!

Conheça mais sobre este jovem e talentoso músico potiguar, clicando aqui

Com informações de José Dias Júnior e Darlan Marley
 
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Hoje é Dia de Rock!

No Dia Mundial do Rock (13 de julho) nossa homenagem ao maior roqueiro dessas terras de Cabral. Ele, que completa este ano os seus 50 anos de carreira artística e até no apelido tem Rock: Erasmo Carlos, o "Tremendão"!

"Rock não é coisa para maricas. Erasmo está aí que não me deixa mentir. Ao ouvir esse último trabalho imagino o “gentle giant” cantando no palco vestido de couro preto da cabeça aos pés enquanto marca o beat da música com a mão na coxa. Desde Marlon Brando e James Dean sou chegada num bad boy. Erasmo era o bad boy da Jovem Guarda, o que para mim significa ser ele o verdadeiro pai do rock brasileiro. E no meio dos trocentos clones que poluem as atuais paradas de sucesso com suas mesmices, eis que nosso Tiranossaurus Rex abre alas só com inéditas."

Quem assim fala é a cantora Rita Lee na apresentação do cantor, músico e compositor Erasmo Carlos em seu último CD "Erasmo Rock 'n' roll Carlos", que ganhou até um site especial. Clique aqui.

Erasmo Carlos em seu estúdio


Em seu estilo o "Tremendão" Erasmo Carlos mostra que ainda "não pendurou as chuteiras". Prova disso é a turnê que ele iniciou em agosto de 2009 e continua este ano pelo Brasil e exterior para divulgar aquilo que ele mais gosta: o rock n'rool. O álbum, produzido por Liminha, traz 12 canções inéditas em quem as guitarras voltam ao primeiro plano. As músicas foram compostas por Erasmo sozinho ou com parceiros como o letrista do Skank, Chico Amaral. O "Tremendão" dá uma aula sobre rock'n'roll! Confira aqui!

Erasmo Carlos também não foi esquecido no hotsite Jovem Guarda que o Itaú Cultural e o ItaúBrasil lançaram na Internet para celebrar os 50 anos da carreira de Roberto Carlos em 2009. Você pode ouvir programas de rádio narrados por Zeca Baleiro, ler reportagens e artigos sobre o movimento, biografias dos personagens mais importantes, ver imagens da época e assistir a entrevistas com artistas como Jerry Adriani e Martinha. Clique aqui e ouça o que o cantor Zeca Baleiro fala sobre a participação do "Tremendão" neste movimento de nossa MPB que revolucionou os hábitos e os costumes da geração dos anos 60!

Emocionante foi ver dias atrás, como sempre na madrugada de domingo, no "Altas horas" de Serginho Groisman, a sua homenagem a Erasmo Carlos, não faltando nem mesmo a cantora Maria Betânia. Nosso Erasmo Carlos, portanto, continua firme e forte. Aos 69 anos de idade e comemorando suas Bodas de Ouro de carreira artística, o cantor e compositor conversa sobre o lançamento do CD "Rock 'n' Roll". Confira neste vídeo a íntegra de sua participação no Bate-Papo UOL e conheça mais sobre a sua vida artística, seu modo de encarar a vida, sua extensa obra discográfica, sua convivência com o parceiro Roberto Carlos e seus projetos para o futuro.


Aqui na terrinha o Guia Cultural "Solto na cidade", editado pela jornalista Anne Caroline Medeiros e sua jovem equipe, dedica a capa da edição desta primeira quinzena de julho "Eu quero é Rock!". Vale a pena conferir aqui mais informações e dicas sobre festivais e eventos de rock "n" roll na cidade, principalmente sobre a festa Rock'n Roll all Night, no dia 17 (sábado), a partir das 22h, no Castelo Pub. 

Com informações do UOL, myspace, Coqueiro Verde Records e Itau Cultural
 
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Craques na música ...com a bola

Eles são e foram grandes craques de nossa MPB. Com um detalhe: em suas composições musicais eles levantaram, literalmente falando, a bola do esporte nacional. Como dizem os cronistas esportivos,"amaciaram a redonda" e suas letras deixam em todos nós a lembrança de duas verdadeiras "paixões nacionais": a música e o futebol!

Contando as horas e os minutos para a estréia da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo de Futebol - África 2010, recorro à tônica da reportagem de capa da edição comemorativa aos 10 anos do Almanaque Brasil de Cultura Popular, "Com a bola, 11 craques da música".

Capa da Edição Comemorativa aos 10 anos do Almanaque Brasil
É uma publicação mensal editada pela Andreato Comunicação & Cultura, que tem à frente o artista gráfico Elifas Andreato e uma equipe criativa, experiente e profissional da qual o
Brasil deve se orgulhar.

Sou um leitor assíduo do Almanaque Brasil. É uma leitura obrigatória quando viajo pela Tam, parceira principal do Andreato nessa sua viagem pela cultura brasileira.

E olhe que as trinta e quatro páginas dessa publicação na série "Tam nas nuvens" tem muito mais informação. São diversas seções, que vão desde uma Carta Enigmática, curiosidades do Você sabia, Jogos e brincadeiras até o Teco-Teco (diversões para pequenos e grandalhões) e outros assuntos interessantes e populares.

Tudo com a marca da arte, da criatividade e da inteligência e da perspicácia do Andreato e
de sua troupe. Quem não conhece o Almanaque Brasil, sugiro a leitura a bordo ou a sua
assinatura.

Quanto à reportagem da edição comemorativa dos 10 anos, ela fala de nossos craques
compositores nacionais e de seu amor e paixão pelo esporte da bola de futebol. O texto é do jornalista Bruno Hoffmann e a arte de Guilherme Resende, ambos da equipe da Andreato Comunicação & Cultura.

Lá a gente vai saber quais os clubes preferidos de nossos grandes compositores: o Flamengo de Wilson Batista e Jorge Ben Jor; o Grêmio de Lupicínio Rodrigues; o Vasco da Gama de Noel Rosa, João Gilberto, Aldir Blanc e Roberto Carlos; o Fluminense de Tom Jobim, Cartola e Chico Buarque; o Corinthians de Paulinho Nogueira, Adoniran Barbosa e Tom Zé; o Botafogo de Vinicius de Moraes e Moacir Franco; o Sport Clube de Renato Barros (Renato e seus Blue Caps), o Bahia Esporte de Gilberto Gil; o Santa Cruz de Chico Science; o Santos de Mano Brown; o Atlético Mineiro de Cássia Eller; e o América do Rio de Lamartine Babo, autor de hinos de diversos clubes cariocas.

E tem muito mais. Os autores da reportagem especial reservaram "histórias inusitadas,
emotivas e saborosas" de nossos grandes compositores. Mas, o bom mesmo é folhear e ler a edição comemorativa do Almanaque Brasil (Março 2009). É só acessar aqui. Boa leitura.

Veja também a relação neste  vídeo do Youtube a relação do cantor e compositor baiano Gilberto Gil com o futebol e como ele traduz essa sua paixão, uma verdadeira paixão nacional.



Com informações do Almanaque Brasil de Cultura Popular - Andreato Comunicação & Cultura, YiuTube e Gilberto Gil Music
 
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Entrevista exclusiva com Pery Ribeiro

Ultimamente a telinha da Globo reviveu a vida de seus pais, a cantora Dalva de Oliveira e o compositor Herivelto Martins, considerados grandes personalidades de nossa MPB, entre as quais também se incluem Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Emilinha Borba, Marlene, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Ademar Dutra, Carmen Miranda e tantos outros mais. Estou falando de Pery Ribeiro, músico (toca flauta e violão), que esteve em Natal, fazendo o show nacional do projeto "Seis & Meia" desta semana, no Teatro Alberto Maranhão.

Pery Ribeiro, cantor e músico"Pery Ribeiro nasceu em 27 de outubro de 1937, no Rio de Janeiro. O nome artístico foi sugerido e adotado pelo apresentador César de Alencar nos anos cinqüenta. O primeiro disco foi gravado em 1960. Em 1961 foi o intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria. Com Luiz Bonfá gravou o LP "Pery  Ribeiro e Seu Mundo de Canções Românticas", um estilo sempre presente em sua carreira. ", informa o site Alma Carioca , um cantinho na Web onde se encontra tudo sobre músicas, compositores e cantores que marcaram e marcam a nossa música popular brasileira e relata a vida cultural e artística do carioca.

Ainda segundo "Alma Carioca", "Em 2003 Pery Ribeiro foi homenageado pela Fundação Relief for Life Foundation, de Miami Beach - Florida, que tem como missão doar equipamentos médicos e Cadeiras de Rodas aos deficientes fisicos pobres na América Latina. Com o intuito de arrecadar fundos para as próximas viagens humanitárias, a Fundação realizou no dia 11 de Maio, Dia das Mães, um concerto com o cantor Pery Ribeiro, o primeiro intérprete no mundo a gravar a música "Garota de Ipanema", tendo como convidados Helo Pinheiro, o quarteto Clube do Choro e o Coral da Escola Nautilus. Na ocasião, o prefeito de Miami Beach, David Dermer, proclamou o dia 11 de Maio como o Dia da "Garota de Ipanema" e entregou as chaves da cidade a Pery Ribeiro e à eterna "Garota", Helo Pinheiro."  Hoje, Pery vive na ponte aérea entre Miami e Rio de Janeiro.

No intervalo entre a "passagem da música" e a sua apresentação no "Seis & Meia", na noite da terça-feira (8) no Teatro Alberto Maranhão, Pery Ribeiro concedeu esta entrevista exclusiva ao portal Nominuto.com para o "Espaço MPB":

Espaço MPB: Pery, Rui Castro em seu livro "Chega de Saudade" conta um fato que aconteceu em sua vida,dizendo que foi você, ainda na sua adolescência, no início de sua carreira, quem "roubou a Garota de Ipanema". Conte essa história para nossos internautas.

Pery Ribeiro: É ....não sei se poderia considerar um "roubo", mas foi uma maldade, talvez! O Tom Jobim fazia um show em uma boite no Rio, chamada Bom Gourmet. Era Tom Jobim, Vinicius (de Moraes),João Gilberto, Os Cariocas e Milton Banana.Eu sempre ia por lá para ver todos eles, principalmente o João Gilberto, a quem eu tinha uma grande admiração. Uma noite eu fui lá e o Tom me disse: "olha, nós acabamos de fazer uma música aqui, agora ..." E ele perguntou ao Vinicius: "Vinicius, cadê aquela música, o papel prá gente ver a letra da música...." e coisa e tal. Ele cantou naquele momento ("Garota de Ipanema") e repetiu nos outros dias. Eu voltei lá no dia seguinte e ele fez a mesma coisa. Então eu levei um gravadorzinho e gravei aquela música. Sai correndo e levei para o estúdio de gravação. Eu estava gravando um disco (na Odeon) com o maestro Lyrio Panicali. Ele ouviu aquela música e disse: "Que maravilha que é esta música ... vamos gravar isso, já!" Três a quatro dias depois ele fez o arranjo. Mais tres a cinco dias, gravamos; ele soltou o disco. Foi um sucesso danado e o Tom teve que ser chamado para autorizar a música, porque a música ainda não tinha sido autorizada para a saída do disco. Foi assim ...

Espaço MPB: Na sua vida você teve uma participação importante na vida de Carmen Miranda. Você poderia contar esse episódio, que inclusive você narra muito bem no seu livro, em co-autoria com Ana Duarte,"Minhas Duas Estrelas"?

Pery Ribeiro: No nosso começo de vida, começo de vida da minha mãe e do meu pai, minha mãe era uma grande amiga da Carmen ... grande amiga, conselheira. Conversavam muito. A Carmen vivia muito lá em casa.. ela morava também na Urca. Eu era menino, sei lá, tinha dois a três anos de idade. A Carmen foi para a Broadway cumprir um contrato e voltou. Mas o sonho da Carmen era Hollywood, era Los Angeles. Ela voltou da Broadway com a promessa de um contrato de que ela iria para a Califórnia para fazer um filme. E ela veio para o Brasil e ficou esperando o contrato e nada do contrato chegar. Então ela fez uma promessa e falou para minha mãe: "Olha, eu fiz uma promessa de que se um dia uma criança fizer xixi em minha cama eu vou receber a carta!" Essas coisas de gente antiga. E ela botava a criançada, dava Coca-Cola, dava leite, dava água e nada de acontecer. Um dia ela fala para minha mãe:"Dalva, você me empresta o Pery um pouco?" Ela gostava muito de mim e eu fui com ela, nos seus braços, aquela coisa ... e eu sei lá, aconteceu ..."carimbou" e de repente ela voltou correndo lá para minha mãe: "Ele fez ... ele fez...". Eu tinha
feito xixi na cama da Carmen Miranda. Não sei se por uma grande coincidência, graças a Deus veio o contrato para ela ir para a Califórnia e aí se tornou a grande Carmen!


Espaço MPB: Pery, a sua experiência internacional é um fato e um sucesso. Conte-nos um pouco sobre sua carreira no exterior.

Pery Ribeiro: Na época nós saimos do Brasil e fomos trabalhar no México. Eu, Leny Andrade, Luis Carlos Vinhas, João Gilberto, Os Cariocas, Trio Tamba, Carlinhos Lyra e uma quantidade de brasileiros! Trabalhamos por lá um ano e pouco. Naquela época houve um êxodo do Brasil. Terminando o contrato eu fiquei mais um pouquinho por lá e fui embora para a América (América do Norte). Eu quis construir minha carreira nos Estados Unidos. Foi quando eu encontrei lá em Los Angeles com o Sérgio Mendes. Ele tava "estourado" ... eu estou falando em 1966 prá 1967.Ele então me convidou: "Quer montar um outro grupo prá gente trabalhar juntos?" Então nós montamos o Bossa Rio. Começamos a trabalhar com o Sérgio Mendes, abrindo shows para outros artistas, como Burt Bacharah, Johnny Mattis, Joe Coker e tanta gente mais. E foi assim que eu comecei a minha carreira toda nos Estados Unidos ao lado do Sérgio Mendes.

Espaço MPB: Pery, nós do portal Nominuto.com agradecemos muito a sua gentileza em nos atender nesta entrevista exclusiva e fique à vontade para uma mensagem aos internautas.

Pery Ribeiro: Eu quero agradecer muito a você por saber que através de seu blog a gente vai estar se comunicando com uma quantidade gigantesca de pessoas. Isso me honra muito, principalmente voltar a Natal. É sempre um prazer voltar a esta cidade que eu vim há muitos anos atrás. Encontro uma cidade bonita, progressista, gostosa de estar, diferente completamente, uma cidade ma-ra-vi-lho-sa! Parabéns aos potiguares, um grande abraço, um beijo no coração. E a você, obrigado!

Pery está fazendo uma tournée pelo Nordeste. Nesta quarta (9) ele se apresenta em João Pessoa; na quinta (10), em Campina Grande e na sexta-feira (10) encerra em Mossoró.

Deixo aqui os meus agradecimentos à cordialidade e gentileza com as quais fui tratado pelas equipes de produção do Teatro Alberto Maranhão, do projeto "Seis & Meia" e de Pery Ribeiro, tornando possível esta entrevista exclusiva.

Conheça mais sobre a vida e a discografia de Pery Ribeiro acessando o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, clicando aqui

Fique com este autêntico e fenomenal cantor brasileiro que é Pery Ribeiro nesta sua interpretação de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes



Com informações do portal Alma Carioca, da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova e do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
 
 
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Não dê adeus aos seus discos de vinil

O quê fazer com os meus "long-plays", mais conhecido como "bolachões" ou discos de vinil, nesta era digital. Sim, porque eles são analógicos e não digitais, embora tenham um som stereo!

Pois esta era a minha grande dúvida. Agora já não é mais. Com a ajuda de meu filho, Ricardo, engenheiro de computação, consegui resolver a contento o meu problema.

Pesquisando na Internet, descobrimos uma geringonça que converte os "bolachões" em MP3. Daí para o CD é "sopa no mel". Mas se você quiser armazenar as músicas em seu PC, notebook ou netbook, também pode. Assim como é possível deixá-las no formato MP3
no seu Ipod. Toca discos de vinil digital

Para saber mais sobre este assunto clique aqui e aproveite a dica. E o melhor é que já está à sua disposição aqui mesmo no Brasil, mais especificamente em São Paulo.

Se você é também um "fã de carteirinha" do disco de vinil, tenho outra dica para você. Saiba como cuidar desses "bolachões", visitando o blog "Outras bossas". É só clicar aqui. Bom proveito.

Uma última dica para esta semana: visite a "Rádio Web Armazém da Saudade" e conviva com uma boa música.

Com informações de Google e do blog Outras Bossas
 
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Cravo Albin: MPB, a alma do Brasil

Se existe um brasileiro que busca a cada dia valorizar nossa MPB este é o historiador e crítico musical Ricardo Cravo Albin. Não contente apenas com a criação do Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA) na cidade do Rio e Janeiro, no bairro da Urca, ele acaba de lançar neste final de semana o livro bilingue "MPB, a alma do Brasil". Em sua obra a gente vai conhecer e rever histórias de compositores e músicos brasileiros como Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha, Erivelton Martins, Clara Nunes, Tom Jobim.

O mais recente lançamento editorial do ICCA ,“MPB a alma do Brasil”, é resultado da parceria construída com a FINEP, a Faperj e a Fundação Alexandre Gusmão (MRE). O retrato dos 40 anos essenciais da Música Popular Brasileira (dos anos 60 aos iniciais de 2000) foi escrito por estrelas do jornalismo especializado como Antonio Carlos Miguel, Artur Xexéo, João Máximo e Luiz Antonio Giron. Capa do livro MPB, a alma do Brasil, de Cravo Albin

A organização e a belíssima introdução, que abraça um período mais extenso para melhor situar as raízes históricas da MPB, couberam a Ricardo Cravo Albin, que “traça o nascimento dos gêneros e dos compositores, desde as primeiras manifestações de miscigenação, de transculturação, e de evolução que fundamentaram nosso swing, numa caminhada poética pelas casas da ‘tias’, pela época de ouro do rádio, marcada não apenas pelo choro como também pelo jongo”, segundo as palavras de Luis Manuel Rebelo Fernandes, Presidente da FINEP.

Muitas histórias da MPB, segundo Ruy Garcia, Diretor Presidente da Faperj, “precisam ser contadas, fatos esclarecidos, para que possamos entender a profundidade de seu enraizamento em nossa cultura”. A publicação de “MPB a alma do Brasil” busca, justamente, esse novo olhar sobre a mais sedutora manifestação da alma brasileira.

Para conhecer melhor o pensamento desse amante de nossa MPB, que é Ricardo Cravo Albin, confira você mesmo a entrevista que ele concedeu ao portal IG, clicando aqui

Com informações do Instituto Cultural Cravo Albin e do portal IG
 
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Noel é 100: a homenagem de Cravo Albin

O centenário de nascimento do compositor e poeta da vila, Noel Rosa, é também homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA).

Coletânea de Cds "Noel é 100", com o selo fonográfico do Instituto Cultural Cravo Albin"Noel é 100", uma coletânea de CDs com a sua obra, foi a maneira encontrada pelo pesquisador e musicólogo Ricardo Cravo Albin de homenageá-lo com o selo fonográfico do ICCA.

A dica foi passada pela professora e blogueira, Laura Macedo, de Teresina/PI, que me enviou o seguinte e-mail: "Sou assinante da Bravo! e ontem ao iniciar a leitura fui direto à matéria com o fotógrafo Edu Simões e, na hora pensei o mesmo que você, mas por falta de tempo não reproduzi a mesma.Que bom que você fez isso! Empatamos, também, na Coleção Folha Raízes da MPB e na anterior 50 Anos de Bossa Nova. O Instituto Cultural Cravo Albin produziu uma coletânea de CDs com a obra de Noel Rosa em homenagem ao centenário do poeta da Vila.Eu tenho aquela anterior "Noel Pela Primeira Vez", 229 Gravações de Noel Rosa em versões originais. É uma inesgotável fonte de pesquisa."

Fui conferir e descobri que a coletânea reedita gravações históricas de suas músicas nas vozes de Mário Reis, Sylvio Caldas, Dalva de Oliveira, Francisco Alves, e muitos outros astros da chamada “Era de Ouro da MPB”, além de gravações do próprio Noel e de intérpretes como Elizeth Cardoso, João Nogueira e Miltinho.

Mas você deve mesmo é conferir o registro sonoro da música "Cem mil reis" (1936), de autoria de Noel Rosa, interpretada por ele, com participação especial Marília Batista e que está no site oficial do ICCA. Clique aqui e acompanhe.

Com informações de Laura Macedo e Instituto Cultural Cravo Albin
 
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Noel Rosa, a homenagem do Prêmio Bravo! 2010

A revista Bravo!, como faz todos os anos, escolheu um dos maiores sambistas brasileiros para ser o homenageado do Prêmio Bravo!Prime de Cultura 2010: Noel Rosa, cujo centenário de nascimento é comemorado este ano.

A edição de abril da revista de cultura da Editora Abril inicia uma série de reportagens como introdução ao Prêmio Bravo! que será entregue no dia 25 de outubro.

Inovando, a direção da revista convidou artistas de diversas áreas para interpretarem à sua maneira a grande obra do poeta e compositor de nossa MPB.

O primeiro artista escolhido para reinterpretar Noel Rosa foi o fotógrafo Edu Simões, a quem foi pedido que "tratasse o poeta da Vila como um escritor". O resultado do ensaio fotográfico você pode conferir na edição de abril da revista Bravo! (já nas bancas) ou clicando aqui

Falando em Noel Rosa, ele também é o primeiro da Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira. A Folha de S.Paulo pretende repetir o sucesso da Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova, editada em 2008 pela MEDIAfashion, com textos do jornalista Ruy Castro. Agora são 25 livros/CDs com as biografias e as músicas dos grandes compositores que influenciaram a história de nossa MPB nas vozes de seus grandes intérpretes. Imperdível para quem gosta de MPB!  Veja aqui

Com informações da revista Bravo! e da Coleção Folha Raizes da MPB
 
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Hianto de Almeida, precursor da bossa nova

Abro este "Espaço MPB" nesta semana para a mensagem que recebi no 1º de abril último do produtor cultural e um dos maiores divulgadores potiguares de nossa MPB, o estimado e batalhador José Dias, que finalmente conseguiu uma prova cabal de que o potiguar Hianto de Almeida é de fato um dos precursores da bossa nova: 

"Amigos e Amigas,

Quando se fala em Bossa Nova, eu no afã de ver meu estado ser respeitado também como polo produtor de música popular brasileira, sempre me referia a Hianto de Almeida, macauense, falecido em 1964, como um dos precursores da Bossa Nova.

Mesmo com minha empolgação, mais ou menos convincente, não tinha um depoimento público que avalizasse minha informação. Tárik de Souza, genial, sempre comentava comigo em conversas particulares, mas faltava um documento para que eu pudesse ratificar tal afirmação.

Ao longo da minha vida, produzi em meados dos anos 90 um Festival de Bossa Nova em homenagem a Hianto, onde trouxe de uma vez só: Carlos Lyra, Roberto Menescal, Johnny Alf, Os Cariocas, Wanda Sá e Alaíde Costa e, exceção de Menescal e Carlos Lyra, publicamente durante os shows, nenhum deles confirmava minha tese e de alguns poucos gatos pingados. Confesso que à época, não tinha muita convicção da importância de que Hianto de Almeida "era o cara".

Quando Khrystal foi gravar o programa
Sr Brasil, de Rolando Boldrin, no hotel Melia, em Higienópolis, na capital paulista, onde estavamos hospedados, junto com Os Cariocas, no café da manhã, Severino Filho, um dos últimos remanescentes do grupo, olhou para mim e perguntou: - Zé como vai sua luta em prol da obra de Hianto de Almeida? - Afirmei a ele que continuava a lutar pelo reconhecimento de Hianto como precursor da Bossa Nova, mas a falta de dados e minha aversão da internet, impedia minha pesquisa.

Um dos novos componentes do grupo, Neil Teixeira, pede meu e-mail e dias depois, manda uma postagem cheia de anexos, que eu, idiota, só fiz achar bonito, mas não sabia abrir. Desafiei Khrystal, viciada em internet, a procurar a canção "Meia-Luz", de Hianto, que diziam à boca pequena, que João Gilberto em 1952, seis anos antes do "Chega de Saudade", tinha gravado.

Khrystal, genial como sempre, encontrou um maracatu teitei nos EEUU que disponibilizou a música. Me emocionei e disponibilizei um disco para amigos, com vários fonogramas de expoentes da MPB cantando Hianto de Almeida. Me senti o máximo! O meu disco tinha o selo do compacto da gravação de João Gilberto, mas um documento nacional (capa de um disco) que confirmasse o universo de Hianto no meio dos craques da Bossa Nova, eu não tinha.

Capa do disco Precursores da Bossa Nova 1948-1957Apesar de hoje ser primeiro de Abril, Júlio César Pimenta, amigo querido, e bom pesquisador da MPB em nosso estado, manda este e-mail para mim onde encontrou um disco chamado "Os Precursores da Bossa Nova - 1948 A 1957" onde, em um álbum duplo, que não foi vendido e sim distribuido por alguma empresa, a gravação de J
oão Gilberto cantando Hianto de Almeida, (veja na faixa 17 do disco 2 a música "Meia Luz") entre tantos precursores do movimento musical que fez o Brasil ser repeitado no mundo. Lavei a alma!

Contra-capa do disco Os Precursores da Bossa Nova - 1948-1957Quero agora que um louco por internet e por música, tipo meu amigo cearense Jânio Alcântara, fuçe o computador e veja se encontra o encarte do disco que deverá ter algum pesquisador de vergonha falando nacionalmente da importância de Hianto de Almeida e não um maracatu como eu!
Grato,
Zé Dias"

Está lançado aqui o desafio de Zé Dias. Quem se habilita?
 
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Festival MPB 67 chega às telas do cinema

Entre os dias 8 a 18 de abril próximo as telas dos cinemas no circuito São Paulo e Rio de Janeiro vão receber o mais novo documentário sobre a MPB. "Uma noite em 67", sob a direção de Renato Terra e Ricardo Calil, rememora o 3º Festival da Música Popular Brasileira, realizado em 1967 pela TV Record, ainda sob a direção da família Machado de Carvalho.

Em julho de 2009 este Espaço MPB comentava sobre os festivais da MPB promovidos pela Tv Record e lembrava que "Além de Elis Regina, já uma estrela de primeira grandeza, os festivais da Record revelaram e consagraram compositores como Chico Buarque de Holanda, Edu Lobo, Capinan, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Dori Caymmi, Nelson Motta, Gonzaguinha, Martinho da Vila e Tom Zé. Também por lá passaram e deixaram o seu nome cantores como Nara Leão, Jair Rodrigues, Elizeth Cardoso, Ronnie Von, Rita Lee, Maria Medalha e Gal Costa. Os festivais da MPB da Record revelaram também músicos como Toquinho e conjuntos vocais e instrumentais como o MPB 4 e os Mutantes, além do surgimento de um novo instrumento musical que faria grande sucesso entre os jovens da geração dos anos 60: a guitarra elétrica! Estes  festivais também tiveram seus momentos polêmicos, como a revolta do músico, compositor e cantor Sérgio Ricardo. Não satisfeito com as vaias à sua canção Beto Bom de Bola, quebrou seu violão e o atirou para a platéia presente no festival de 1967."

Historicamente, depois desta terceira edição do Festival surgiu em nossa MPB o movimento tropicalista, no qual se revelaram artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa. Na outra ala, mais ligada ao samba e ao samba-canção, surgiram Roberto Carlos, Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo. Este último, inclusive, foi o vencedor desta edição do festival com a música "Ponteio", em parceria com Capinan e interpretada por Edu Lobo e Marília Medalha. Mas as músicas que marcaram época foram "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, interpretada por ele e o conjunto "Os Mutantes"; "Roda Viva", de Chico Buarque, na sua interpretação com o conjunto vocal MPB4; e "Domingo no Parque", de Gilberto Gil.

Pois bem, agora chega às telas dos cinemas o documentário "Uma noite em 67", com depoimentos importantes dos personagens daquele festival, que marcou uma era de nossa MPB, como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Edu Lobo, Sérgio Ricardo e críticos e produtores musicais como os jornalistas Nelson Motta e Sérgio Cabral.

O documentário foi escolhido para a abertura da mostra de cinema É tudo verdade em São Paulo, que será realizado nas duas capitais entre os dias 8 e 18 de abril. Para você acompanhar mais detalhes da produção de "Uma noite em 67", visite o site oficial, clicando aqui 

Por enquanto, fique com o trailer do filme.




Com informações do Território da Música e site oficial da produção Uma noite em 67
 
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MPB 4 de volta ao Teatro Rival

Um dos grupos vocais mais conhecidos do público que gosta da boa música brasileira, o MPB 4, retorna neste final de semana, depois de nove anos de sua última apresentação, ao Teatro Rival da Petrobrás, no Rio de Janeiro. Serão duas apresentações; uma neste sábado e uma segunda, no domingo, sempre às 19h30.

Foto: Marcos Hermes/Divulgação
Grupo vocal MPB4Formado por Magro Waghabi (diretor musical, arranjador, voz, teclado e percussão), Dalmo Medeiros (voz e percussão), Milton Santos Filho (voz e violão) e Aquiles Rique Reis (voz e percussão), o grupo apresenta o repertório dos DVDs Toquinho e MPB 4 – 40 Anos de Música, MPB 4 40 Anos, além de algumas canções gravadas no Programa Ensaio, da TV Cultura, de 1973, reúnidas em um DVD recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino. O quarteto será acompanhado por Leandro Braga (teclado), Pedro Reis (guitarra e bandolim), João Faria (baixo) e Marcos Feijão (bateria e percussão).

Toda uma geração cresceu ouvindo seu canto, que transformou algumas interpretações em marcos da música brasileira contemporânea. E desde os anos 1960, esteve sempre presente em todos os movimentos culturais e políticos, enfrentando com sua voz a censura e a repressão política. Seus shows, que percorrem o Brasil de ponta a ponta em turnês anuais que se repetem ininterruptamente há mais de quatro décadas, são sempre um grande sucesso.

No exterior, o MPB 4 já se apresentou em Portugal, Argentina, Uruguai, Cuba, Itália e Estados Unidos, muitas vezes dividindo o palco com o amigo Chico Buarque de Hollanda – que certa vez declarou sentir-se como o “MPB-quinto”. Suas apresentações sempre renderam prestígio e reconhecimento. Recentemente, os Swingle Singers vieram ao Brasil e convidaram o MPB 4 para cantar com eles nas duas récitas realizadas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Eles estão gravando o CD “Boleros, Uma Antologia” com novas versões dos mais bonitos boleros feitas pelos grandes letristas da MPB (Caetano Veloso, Celso Viáfora, Fernando Brant, Paulo César Pinheiro, Vítor Ramil, Zélia Duncan e outros), com lançamento previsto para este ano.

O MPB 4 desde 2004 está com um novo integrante. Um dos pioneiros da grupo, Ruy Faria, desligou-se do grupo, sendo substituído pelo cantor Dalmo Medeiros, sobrinho do cantor Cauby Peixoto.

Fique com esta sensacional gravação do programa "Vozes Brasileiras", que o Magro Waghabi, do MPB 4, produz semanalmente. Veja que singela homenagem ele presta ao grande e inesquecível Johnny Alf, morto semanas atrás. Preste atenção nas interpretações vocais do MPB 4 e do Quarteto em Cy. Clique aqui

SERVIÇO
MPB 4
Endereço: Teatro Rival Petrobras – r. Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ) - (21) 2240-4469
Horário: sábado (20) e domingo (21) às 19h30

Com informações do site oficial do grupo vocal MPB 4 e CB Vocal Groups
 
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Carlinhos Lyra nas ondas da Universitária FM

Neste final de semana o Programa Vozes do Brasil, da Universitária FM , traz o talento e a história de um dos maiores melodistas do país e ícone da Bossa Nova: o cantor, compositor e violinista Carlos Lyra.

Divulgação
Carlinhos Lyra
Compositor de inúmeras canções lembradas até hoje, como “Minha namorada”, “Lobo bobo”, “Maria ninguém” e tantas outras, Carlinhos Lyra é um presente da Bossa Nova à música brasileira, e uma homenagem do Vozes do Brasil ao dia da poesia.

No dia 1º de agosto de 2008, na série "Bossa Nova, 50 anos", eu publiquei neste Espaço MPB uma entrevista exclusiva com Carlinhos Lyra, cuja matéria reproduzo a seguir:

À porta do teatro em Copacabana, o cartaz prometia: “O grupo universitário hebraico-brasileiro apresenta hoje reunião bossa-nova”. Sem saber, Moisés Fulks, o estudante que organizava o espetáculo, estava criando o nome para aquele movimento de renovação que começava a nascer na música popular brasileira. Os bossa nova eram Carlos Lyra, a cantora estreante Nara Leão, o baterista João Mário, o cantor Chico Feitosa (Chico Fim de Noite) e outros.”

Assim começa o texto de apresentação do Volume 28 da “História da Música Popular Brasileira” (fascículo quinzenal da Abril Cultural, distribuído em 1971) e que leva o nome de “Carlos Lyra”.

Quem não se lembra dos versos “Acabou o nosso carnaval .... E no entanto é preciso cantar/mais que nunca é preciso cantar/É preciso cantar/E alegrar a cidade ...”. Pois é, é de sua autoria em parceria com o saudoso e inesquecível poetinha Vinicius de Moraes.

Carlos Eduardo Lyra Barbosa é carioca, nascido no bairro de Botafogo e herdou de sua família o dom da música – seu pai tocava flauta e era oficial da Marinha e sua mãe estudou violino e piano (segundo a publicação da Editora Abril, já citada). Ao lado de Roberto Menescal, João Gilberto, Ronaldo Bôscoli, Luizinho Eça, Tom Jobim e da cantora Nara Leão, o músico, compositor e Carlos Lyra forma o verdadeiro escrete da Bossa-Nova.

Dêle, o jornalista e crítico musical Sérgio Cabral já dizia no verso da publicação da Abril Cultural: “Quando se diz que a Bossa-Nova foi o movimento mais importante verificado em nossa música popular nos últimos anos, o que se leva em conta não é apenas a modificação que ela provocou nos rumos da MPB, mas a possibilidade que abriu para que aparecessem alguns dos nossos melhores compositores de todos os tempos. Carlos Lyra, sem dúvida nenhuma, é um deles.”

Gentilmente, ele nos concedeu a entrevista que ocupa a segunda página da série “Bossa-Nova: 50 anos” neste espaço virtual.
Nicolau - Quando foi que você iniciou-se na música? Foi algum acaso ou foi por sua própria vontade e consciência?
Carlinhos Lyra - Sempre gostei de música, mas o que me deu ensejo de participar foi ter ouvido Dick Farney cantando sambas-canções, já com harmonia, melodia e letras sofisticadas.
Nicolau – Carlinhos, você era daqueles que tocavam de ouvido - como se dizia antigamente - ou já buscava entender a teoria musical ou algum curso específico ou mesmo alguém que dominasse o assunto?
Carlinhos Lyra - Tocava totalmente de ouvido até ouvir Johny Alf, que tocava por cifras, o que me levou a estudar violão com o músico Bandeirante e depois com Anibal Augusto Sardinha, o Garoto.
Nicolau - Quando foi e qual foi a primeira composição musical de sua autoria ou em parceria - e com quem? Como você se sentiu quando ouviu alguém tocá-la ou cantá-la?
.Carlinhos Lyra – A primeira música de minha autoria (letra e música) em 1954 foi “Quando chegares”. Mas a primeira música gravada foi outra também de 1954, “Menina”, gravada em 1955 por Silvinha Teles. Senti o que sente um pai ou uma mãe quando vê o seu primeiro bebê nascer
Nicolau - Naqueles encontros no final de década de 60, quando começou o ritmo da Bossa Nova, quem de fato participava e como começou? Você foi convidado por quem? Como ficou sabendo desses encontros para buscar este novo ritmo?
Carlinhos Lyra - Esses encontros se davam no final dos anos 50 e deles participavam a princípio, e além de mim, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão e João Gilberto, principalmente. Eu conheci Roberto Menescal no tempo de Colégio Mallet Soares e ele me apresentou a Ronaldo Bôscoli e a Nara Leão, que era sua namorada na época. João Gilberto, que era namorado de Silvinha Teles, eu conheci no bar do Plaza, onde tocava Johny Alf. Como a Bossa Nova nunca foi movimento, as reuniões também não eram planejadas e sim espontâneas, onde nos reuníamos não para fumar, beber ou namorar, mas para tocar violão e trocar informações musicais.
Nicolau - Na sua família, parece que a nova geração também gosta da boa música popular brasileira. Você teve alguma influência ou foi o exemplo do pai que seguiram? Alguém de sua família você acha que seguirá os seus passos?
Carlinhos Lyra - Foi tudo isso. Minha filha, Kay Lyra e meu sobrinho, Claudio Lyra, têm se manifestados com muita propriedade.
Nicolau - O que está achando dessa nova geração de músicos, cantores e compositores da MPB? Você citaria algum deles ou delas que tem lhe chamado a atenção? Por quê?
Carlinhos Lyra - Eu não posso achar muita coisa, apesar de procurar muito. Claro que conheço jovens como minha filha e meu sobrinho, além de outros, com muito talento. Só que, no Brasil pós ditadura, não há mais espaço para cultura e arte.
Fica o convite para você visitar o site oficial do nosso entrevistado –  clique aqui  – e conhecer mais de perto sua vida, suas músicas e sua vitoriosa carreira, que o fizeram um dos nomes mais importantes de nossa música popular brasileira.

Serviço

O QUÊ: Programa Vozes do Brasil - Carlos Lyra
ONDE: Universitária FM | 88,9
QUANDO: Sábado (13/03) e Domingo (14/03) às 19h.
CONTATO: vozes@fmu.ufrn.br | www.fmu.ufrn.br

 
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Morre Johnny Alf, o verdadeiro pai da Bossa Nova

A notícia chega por e-mail do produtor cultural potiguar José Dias: " Noticia triste estampada em alguns sites brasileiros, informa: morreu Johnny Alf. Na minha humilde opinião O PAPA DA BOSSA NOVA que o Brasil não percebeu. Trabalhei com ele quando fiz UM FESTIVAL DE BOSSA NOVA em HOMENAGEM A HIANTO DE ALMEIDA. EMOCIONANTE. Quando a emoção der, colocarei um disco na vitrola e só EU E A BRISA, relatarei um grande momento vivido com ele e que considero com muito orgulho o MAIOR FORA DE MINHA CARREIRA DE PRODUTOR MUSICAL. Que honra!"

No dia 11 de novembro de 2008, na série que publicava neste Espaço MPB sobre os 50 anos da Bossa Nova, prestei uma homenagem a este músico, cantor e compositor brasileiro, considerado o “verdadeiro pai da Bossa Nova”, pelo jornalista e editor Ruy Castro. Clique aqui e confira!

Seu verdadeiro nome era Alfredo José da Silva, carioca, nasceu em 19 de maio de 1929, na cidade do Rio de Janeiro. Era compositor, cantor e músico (pianista). Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira era “filho de um cabo do Exército, que faleceu em 1932. Sua mãe, viúva, foi trabalhar em uma casa de família na Tijuca e o criou sozinha. Começou a estudar piano aos nove anos, com a professora Geni Borges (amiga da família com a qual sua mãe trabalhava). Após o início na música erudita, começou a mostrar também interesse pela música popular, principalmente ligada ao cinema. Seus compositores preferidos eram Cole Porter, George Gershwin e Nat King Cole. Estudou no Colégio Pedro II até a época do serviço militar. Aos 14 anos, formou o seu primeiro grupo e, através do CPII, entrou em contato com o Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU) para estudar inglês. Nessa instituição, adquiriu o seu pseudônimo, quando de sua apresentação no programa de jazz de Paulo Santos, na Rádio MEC”.

Veja mais informações sobre a morte de Johnny Alf na FolhaOnLine

Reservei para você, internauta de Nominuto.com, um vídeo especial de Johnny Alf, gravado em junho de 2005 no Rio de Janeiro, com sua excelente interpretação (voz e piano) de “Rapaz de bem”, de sua autoria e que sobrevive até hoje, sempre atual.

(com informações da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e Enciclopédia da Música Popular Brasileira)
 
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CD raro de Tom Jobim brinda virada do ano

Na virada do ano a gravadora Biscoito Fino e o selo Jobim Music nos brindam com o relançamento de um CD raro: "Minha alma canta". Tom Jobim cantando os clássicos de nossa MPB: Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Chico Buarque.
Capa CD Minha alma canta
A feliz sugestão partiu de Ana e Paulo Jobim a Almir Chediak, produtor de vários songbooks do saudoso maestro. A pergunta deles era o por quê não juntar num CD as gravações de Tom para esses trabalhos? Sugestão aceita, foi só editar um CD, que ganhou o nome de "Minha Alma Canta".

Em algumas faixas o intérprete Tom Jobim tem a companhia de Paula e Jaques Morelenbaum, Chico Buarque, Leila Pinheiro e Gal Costa. Paulo e Ana Jobim perceberam que em nenhuma outra fonte havia tantas gravações com a participação de Tom interpretando músicas de outros autores.

Na verdade, gravando como intérprete por mais de 30 anos, raras vezes Tom incluiu músicas alheias em seus discos. Como escreveu Almir Chediak na época do lançamento do CD em 2001 pela Lumiar Discos do próprio Chediak,“é desnecessário ressaltar a importância deste "Minha Alma Canta". Aqui estão as 14 gravações feitas por Tom Jobim para os nossos songbooks, começando pelo primeiro deles, em que cantou "Três apitos" e "João Ninguém", de Noel  Rosa. No songbook seguinte, o do velho parceiro Vinicius de Moraes, Tom gravou cinco músicas: "Chega de Saudade", "Sem Você (que dividiu com Chico Buarque), "Janelas Abertas" e "É Preciso Dizer Adeus" (em ambas na companhia de Gal Costa) e "Por Toda Minha Vida" (agora com Paula e Jaques Morelenbaum)”.

Chediak continua explicando como se deu a gravação: “É claro que Tom não poderia faltar no songbook do velho amigo Dorival Caymmi. Lá está ele interpretando "Milagre" e "O Bem do Mar" com Ana Jobim. No songbook de Carlos Lyra escolheu "O Samba do Carioca". No quinto songbook, o de Edu Lobo, gravou "Choro Bandido" (com Chico Buarque) e "Valsa Brasileira" (com Leila Pinheiro)".

E finaliza Chediak, "A sua sexta e última participação nos songbooks ocorreu em um de seus ícones, o compositor Ary Barroso. Cantou "Na Batucada da Vida", uma das suas músicas preferidas, e dividiu com Edu Lobo a faixa "Pra Machucar Meu Coração". Foi esta a última vez em que entrou num estúdio de gravação. Ele me disse que, na volta dos Estados Unidos, gostaria de gravar "Caco Velho", outra música de que gostava muito. Infelizmente, morreu antes de voltar. Apesar de ter sido o artista que mais participou dos songbooks, Antonio Carlos Jobim me confessou que gostaria de ter gravado muitas outras músicas de outros autores”.

Presentão de virada de ano para os fãs de Tom Jobim! Vale a pena conferir!

Feliz 2010! Que chegue novinho, em paz, amor e prosperidade a todos! tim ... tim ...

Com informações da Biscoito Fino e da Jobim Music
 
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"Dalva & Herivelto", o casal da era de ouro do rádio

Janeiro reserva uma agradável surpresa para aqueles que gostam da MPB. E desta vez na telinha. O ator Fábio Assunção, que deu a volta por cima e mostrou grande superação em sua vida, vai viver o protagonista da minisérie "Dalva & Herivelto" que a TV Globo leva ao ar em janeiro próximo.

Fábio Assunção e Adriana Esteves em Dalva e HeriveltoA atriz Adriana Esteves viverá a cantora Dalva de Oliveira. Herivelto Martins foi um dos principais compositores e cantores de nossa MPB. Ao lado de Dalva de Oliveira, deixaram profundas marcas de suas atuações não são na discografia, mas também nos shows, nos programas de rádio, na televisão e filmes nacionais da época.

O historiador Ricardo Cravo Albin afirma que a paulista Vicentina de Paula Oliveira, que ficou conhecida como Dalva de Oliveira, foi "uma das grandes estrelas dos anos 1940, 1950 e 1960, sendo considerada uma das mais importantes cantoras do Brasil."

Sobre seu marido, o compositor e cantor fluminense Herivelto Martins, ele reconhece que foi "um dos grandes personagens de nossa música popular, compôs vários clássicos do gênero samba, eternizados nas vozes do Trio de Ouro e de inúmeros intérpretes da MPB como Francisco Alves, Aracy de Almeida, Sílvio Caldas, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Nelson Gonçalves e muitos outros."

A revista Bravo! (Editora Abril) deste mes publica os bastidores da mini-série de apenas 5 capítulos que a Rede Globo de Televisão transmite em janeiro próximo. Lá você vai conhecer a reconstituição no Projac do auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com todos os detalhes da época. Até mesmo "o microfone RCA RX44, que pertenceu às rádios Mayrink Veiga e Nacional, integra o cenário da minissérie. O equipamento é original de 1936.", afirma a reportagem de Heloiza Gomes. Confira aqui.

A minisérie "Dalva & Herivelto" é mais uma obra da escritora Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e direção de Cristiano Marques, contando a história do casal que marcou a era de ouro do rádio brasileiro.O programa irá relembrar em cinco episódios a vida pessoal do casal e a conturbada relação profissional, segundo a reportagem da revista Bravo!.

Já está no site oficial da Rede Globo de Televisão (G1) informações detalhadas sobre "Dalva & Herivelto". Clique aqui .

Assista a um dos  "clipping" oficiais da micro-série que marca o início dos 45 anos da Rede Globo de Televisão em 2010, nesta homenagem mais do que justa a "Dalva & Herivelto", no vídeo abaixo do portal G1

Com informações da revista Bravo!, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira  e Rede Globo de Televisão


 
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