A notícia chega por e-mail do produtor cultural potiguar José Dias: " Noticia triste estampada em alguns sites brasileiros, informa: morreu Johnny Alf. Na minha humilde opinião O PAPA DA BOSSA NOVA que o Brasil não percebeu. Trabalhei com ele quando fiz UM FESTIVAL DE BOSSA NOVA em HOMENAGEM A HIANTO DE ALMEIDA. EMOCIONANTE. Quando a emoção der, colocarei um disco na vitrola e só EU E A BRISA, relatarei um grande momento vivido com ele e que considero com muito orgulho o MAIOR FORA DE MINHA CARREIRA DE PRODUTOR MUSICAL. Que honra!"
No dia 11 de novembro de 2008, na série que publicava neste Espaço MPB sobre os 50 anos da Bossa Nova, prestei uma homenagem a este músico, cantor e compositor brasileiro, considerado o “verdadeiro pai da Bossa Nova”, pelo jornalista e editor Ruy Castro. Clique aqui e confira!
Seu verdadeiro nome era Alfredo José da Silva, carioca, nasceu em 19 de maio de 1929, na cidade do Rio de Janeiro. Era compositor, cantor e músico (pianista). Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira era “filho de um cabo do Exército, que faleceu em 1932. Sua mãe, viúva, foi trabalhar em uma casa de família na Tijuca e o criou sozinha. Começou a estudar piano aos nove anos, com a professora Geni Borges (amiga da família com a qual sua mãe trabalhava). Após o início na música erudita, começou a mostrar também interesse pela música popular, principalmente ligada ao cinema. Seus compositores preferidos eram Cole Porter, George Gershwin e Nat King Cole. Estudou no Colégio Pedro II até a época do serviço militar. Aos 14 anos, formou o seu primeiro grupo e, através do CPII, entrou em contato com o Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU) para estudar inglês. Nessa instituição, adquiriu o seu pseudônimo, quando de sua apresentação no programa de jazz de Paulo Santos, na Rádio MEC”.
Veja mais informações sobre a morte de Johnny Alf na FolhaOnLine
Reservei para você, internauta de Nominuto.com, um vídeo especial de Johnny Alf, gravado em junho de 2005 no Rio de Janeiro, com sua excelente interpretação (voz e piano) de “Rapaz de bem”, de sua autoria e que sobrevive até hoje, sempre atual.
(com informações da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e Enciclopédia da Música Popular Brasileira)
Na virada do ano a gravadora Biscoito Fino e o selo Jobim Music nos brindam com o relançamento de um CD raro: "Minha alma canta". Tom Jobim cantando os clássicos de nossa MPB: Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Chico Buarque. A feliz sugestão partiu de Ana e Paulo Jobim a Almir Chediak, produtor de vários songbooks do saudoso maestro. A pergunta deles era o por quê não juntar num CD as gravações de Tom para esses trabalhos? Sugestão aceita, foi só editar um CD, que ganhou o nome de "Minha Alma Canta".
Em algumas faixas o intérprete Tom Jobim tem a companhia de Paula e Jaques Morelenbaum, Chico Buarque, Leila Pinheiro e Gal Costa. Paulo e Ana Jobim perceberam que em nenhuma outra fonte havia tantas gravações com a participação de Tom interpretando músicas de outros autores.
Na verdade, gravando como intérprete por mais de 30 anos, raras vezes Tom incluiu músicas alheias em seus discos. Como escreveu Almir Chediak na época do lançamento do CD em 2001 pela Lumiar Discos do próprio Chediak,“é desnecessário ressaltar a importância deste "Minha Alma Canta". Aqui estão as 14 gravações feitas por Tom Jobim para os nossos songbooks, começando pelo primeiro deles, em que cantou "Três apitos" e "João Ninguém", de Noel Rosa. No songbook seguinte, o do velho parceiro Vinicius de Moraes, Tom gravou cinco músicas: "Chega de Saudade", "Sem Você (que dividiu com Chico Buarque), "Janelas Abertas" e "É Preciso Dizer Adeus" (em ambas na companhia de Gal Costa) e "Por Toda Minha Vida" (agora com Paula e Jaques Morelenbaum)”.
Chediak continua explicando como se deu a gravação: “É claro que Tom não poderia faltar no songbook do velho amigo Dorival Caymmi. Lá está ele interpretando "Milagre" e "O Bem do Mar" com Ana Jobim. No songbook de Carlos Lyra escolheu "O Samba do Carioca". No quinto songbook, o de Edu Lobo, gravou "Choro Bandido" (com Chico Buarque) e "Valsa Brasileira" (com Leila Pinheiro)".
E finaliza Chediak, "A sua sexta e última participação nos songbooks ocorreu em um de seus ícones, o compositor Ary Barroso. Cantou "Na Batucada da Vida", uma das suas músicas preferidas, e dividiu com Edu Lobo a faixa "Pra Machucar Meu Coração". Foi esta a última vez em que entrou num estúdio de gravação. Ele me disse que, na volta dos Estados Unidos, gostaria de gravar "Caco Velho", outra música de que gostava muito. Infelizmente, morreu antes de voltar. Apesar de ter sido o artista que mais participou dos songbooks, Antonio Carlos Jobim me confessou que gostaria de ter gravado muitas outras músicas de outros autores”.
Presentão de virada de ano para os fãs de Tom Jobim! Vale a pena conferir!
Feliz 2010! Que chegue novinho, em paz, amor e prosperidade a todos! tim ... tim ...
"Dalva & Herivelto", o casal da era de ouro do rádio
Janeiro reserva uma agradável surpresa para aqueles que gostam da MPB. E desta vez na telinha. O ator Fábio Assunção, que deu a volta por cima e mostrou grande superação em sua vida, vai viver o protagonista da minisérie "Dalva & Herivelto" que a TV Globo leva ao ar em janeiro próximo.
A atriz Adriana Esteves viverá a cantora Dalva de Oliveira. Herivelto Martins foi um dos principais compositores e cantores de nossa MPB. Ao lado de Dalva de Oliveira, deixaram profundas marcas de suas atuações não são na discografia, mas também nos shows, nos programas de rádio, na televisão e filmes nacionais da época.
O historiador Ricardo Cravo Albin afirma que a paulista Vicentina de Paula Oliveira, que ficou conhecida como Dalva de Oliveira, foi "uma das grandes estrelas dos anos 1940, 1950 e 1960, sendo considerada uma das mais importantes cantoras do Brasil."
Sobre seu marido, o compositor e cantor fluminense Herivelto Martins, ele reconhece que foi "um dos grandes personagens de nossa música popular, compôs vários clássicos do gênero samba, eternizados nas vozes do Trio de Ouro e de inúmeros intérpretes da MPB como Francisco Alves, Aracy de Almeida, Sílvio Caldas, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Nelson Gonçalves e muitos outros."
A revista Bravo! (Editora Abril) deste mes publica os bastidores da mini-série de apenas 5 capítulos que a Rede Globo de Televisão transmite em janeiro próximo. Lá você vai conhecer a reconstituição no Projac do auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com todos os detalhes da época. Até mesmo "o microfone RCA RX44, que pertenceu às rádios Mayrink Veiga e Nacional, integra o cenário da minissérie. O equipamento é original de 1936.", afirma a reportagem de Heloiza Gomes. Confira aqui.
A minisérie "Dalva & Herivelto" é mais uma obra da escritora Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e direção de Cristiano Marques, contando a história do casal que marcou a era de ouro do rádio brasileiro.O programa irá relembrar em cinco episódios a vida pessoal do casal e a conturbada relação profissional, segundo a reportagem da revista Bravo!.
Já está no site oficial da Rede Globo de Televisão (G1) informações detalhadas sobre "Dalva & Herivelto". Clique aqui .
Assista a um dos "clipping" oficiais da micro-série que marca o início dos 45 anos da Rede Globo de Televisão em 2010, nesta homenagem mais do que justa a "Dalva & Herivelto", no vídeo abaixo do portal G1
Com informações da revista Bravo!, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e Rede Globo de Televisão
"Espetacular! Uma grande cantora que está se revelando agora. Todo mundo tem que ouvir a Khrystal, porque realmente é uma renovação da música nordestina. É o revigor que está sendo lançado aqui. Não percam a Khrystal!"
Estas foram as primeiras palavras do jornalista e crítico musical da MPB, Tárik de Souza, após assistir a jovem cantora potiguar Khrystal Saraivaem ação no palco do Teatro Rival, no Rio de Janeiro, ao lançar este ano o seu primeiro CD "Coisa de Preto", acompanhada por seis competentes músicos, capitaneados pelo excelente guitarrista Ricardo Baia.
Como sempre, na platéia ou na coxia do palco, lá estava o produtor da cantora, José Dias Júnior, o grande e incansável incentivador potiguar da MPB, Zé Dias. A informação e o comentário não é deste bloguista, mas do cearense Jânio Alcântara em seu blog "Dusbons". Confira aqui!
Khrystal gentilmente concedeu uma entrevista exclusiva ao Espaço MPB neste Nominuto.com. Ela fala sobre os nove anos de sua carreira, o seu primeiro CD "Coisa de Preto", os seus shows pelo Brasil a fora e como não poderia deixar de ser, diz em poucas palavras o que significa seu produtor musical e admirador Zé Dias. Espaço MPB - Khrystal conte um pouco sobre como a música entrou em sua vida. Khrystal - A música sempre foi um elemento presente dentro da minha casa. Meu pai tocava violão e cantava. Minha mãe e minhas irmãs(todas) tem talento para o canto.Com meu pai aprendia gostar de Dorival Caymmi, Adoniran Barbosa, Pedro Caetano e todo aquele repertório boêmio de boleros e, finalmente, a gostar do violão. Com minhas irmãs aprendi a gostar de Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Djavan e Geraldo Vandré. Ouvia minha mãe cantarolar “Construção” do Chico Buarque de Holanda pela casa, então,não foi nada difícil me envolver com a música.
Espaço MPB - Sua carreira como cantora, começou quando? O que a levou à carreira de cantora, algum(a) cantor(a), compositor(a) ou mesmo algum estilo musical? Khrystal - Comecei muito nova. Lembro de fazer shows com amigos aos 17 anos de idade; se for contar dalí, tenho 12 anos com a música.Mas, conto de 2000 pra cá. Quatro anos depois (2004) comecei a trabalhar com um produtor que está comigo até hoje. Então é isso: nove anos lidando com a coisa e cinco com uma caráter mais profissional. O impulso que eu tinha pra cantar era fundamentalmente MPB. Ainda peguei os resquícios do tempo em que se ouvia muita coisa bacana no rádio. Ele me apresentava ao mundo e eu gostava muito.
Espaço MPB - Na MPB como você se situa? Qual gênero mais lhe agrada: samba, bossa-nova, regional, etc? Khrystal - Acho que sou um dos tantos frutos da MPB. Adoro todos os gêneros musicais, não saberia dizer o que mais me agrada ou em qual me encaixo.Ouço música brasileira da boa e minha estrada é longa. Um disco é muito pouco prá dizer a que um artista se propõe.
Espaço MPB - Fale sobre os seus shows por este Brasil afora. Como é esta experiência de fazer shows em Natal e em outras cidades e capitais? Você poderia destacar algum desses shows que ficou marcado para você? Khrystal - Fazer shows é o grande lance prá mim nessa coisa toda de fazer música. Acho muito íntimo cantar para as pessoas e tocar fora de Natal é divino; é sempre uma novidade. Mas, em geral, é sempre muito bom e as pessoas nos recebem com muito interesse. O show que fiz no Rio foi um show bacana. Tocar para "ouvintes profissionais” pela relação fortíssima que o Rio tem com a Música Brasileira, foi importante pra mim. Em Nova Olinda/CE o público gritava pedindo músicas que só quem acompanha realmente o que faço pediria. Na Paraíba, o negócio também é forte; chamo de shows estritamente emocionais. O show de abertura do São João deste ano em João Pessoa foi demais. Éramos Chico César, Silvério Pessoa e eu. Muita gente, muito bonito. Cantar na terra de Jacinto Silva (Maceió/AL) talvez tenha sido o mais emocionante. O lugar cabia 500 pessoas e tinham 400 pagantes, envolvidas com o show e isso ficou muito forte em nós. Em 45 minutos de show,vendi 60 discos. Hoje em dia quando isso acontece, dá susto.
Espaço MPB - E os seus CDs? Fale um pouco sobre esta vivência no mercado e na sua discografia. Khrystal - Um disco nunca foi prioridade no meu trabalho, por isso gravo pouco para uma vida discográfica clássica. Na verdade minha vivência no mercado se dá estritamente pelo contato que o público tem com o show. Motivado pelo que presencia, na paixão, ele leva o disco pra casa. Claro, tem a demanda que gosta de procurar na loja (e acho que vendo muito bem na loja), mas acho esse dado muito interessante e significativo para mim. No momento estou gravando dois discos e um filme que serão lançados em momentos diferentes entre 2010 e 2011.
Espaço MPB - O que é para você esta figura incomparável para a cultura e a música potiguar: Zé Dias! Khrystal - José é um profissional exemplar e apaixonado pelo seu ofício. É responsável por muitas mudanças e surpresas na minha vida.Acredita mais em mim do que eu.
Reservei para você que acompanha este Espaço MPB este vídeo no Youtube com uma entrevista concedida pela cantora potiguar Khrystal à equipe do Panz&Pimba.com, feita durante o 2o Festival de Cultura da UFC.
Com informações de Jânio Alcântara, Youtube e site oficial de Khrystal. Foto de Alex Hermes.
Paraibano de Brejo da Cruz, José Ramalho Neto (Zé Ramalho), cantor e compositor, com seu vozeirão característico completa neste 3 de outubro seus 60 anos de idade.
Foto: Wilton Júnior/Agência Estado
Dele nos diz o historiador e especialista em MPB, Ricardo Cravo Albin: "Seu pai faleceu quando ele tinha dois anos de idade, sendo então entregue pela mãe ao avô, José Alves Ramalho. Foi criado por ele e pela avó Soledade, com quem aprendeu o amor pela natureza. Seu avô lhe possibilitou estudar nos melhores colégios da cidade natal. Quando estava no segundo grau, começou a ter contato com os violeiros e a familiarizar-se com o cordel, ensaiando as primeiras composições." Confira aqui mais informações do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira sobre Zé Ramalho.
Esta semana O Diário do Grande ABC entrevistou nosso homenageado neste "Espaço MPB" e uma das perguntas da entrevista foi interessante. Ela retrata fielmente a vida desse grande cantor e compositor paraibano nos seus 60 anos de vida e mais de 40 de carreira artística. Confira a pergunta de O Diário do Grande ABC: "Se você fosse fazer uma trilha sonora que resumisse musicalmente esses 60 anos de vida, quais músicas escolheria?"
Veja a resposta de Zé Ramalho: "- Começaria por Disparada, do Vandré. Meu autoretrato é uma música que o Mautner fez para mim e que deu título ao meu quinto disco, Orquídea Negra. É como se ele me dissesse: "Zé, você é a orquídea negra, que brotou da máquina selvagem, e o anjo do impossível plantou como nova paisagem"... Tem uma música minha, Beira-Mar, que diz: "E até que a morte eu sinta chegando, prossigo cantando." É o começo, o meio e o fim. Vou parafrasear Bob Dylan: "Me sinto como se estivesse no meio do caminho. Vamos para os próximos 60 anos!"
A música mais pedida entre as dez mais nos bares de Brasília, segundo pesquisa do jornalista Irlan Lima, do Correio Braziliense, é de autoria de Zé Ramalho e se chama "Chão de Giz". Veja aquia reportagem do repórter e especialista em MPB do CB.
Acompanhe abaixo a letra da música "Chão de giz" de autoria de Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão Espalho coisas sobre um chão de giz Ah, meros devaneios tolos a me torturar! Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde… Eu vou te guardar num pano de jogar confetes Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão É inútil pois existe um grão-vizir Há tantas violetas velhas sem um colibri Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar Meus vinte anos de boy, that’s over baby! Freud explica Não vou me sujar fumando apenas um cigarro Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval E isso explica por que o sexo é assunto popular. No mais estou indo embora, no mais estou indo embora No mais
E para você deixo este vídeo com nossa "orquídea negra" Zé Ramalho interpretando a canção "Chão de giz", de sua autoria. Divirta-se e veja o vozeirão desse grande compositor e cantor de nossa MPB fincado em raízes nordestinas.
E você que acessa este "Espaço MPB", não gostaria de divulgar aqui o seu artista preferido? Só tem uma exigência: deve ser um(a) artista da MPB, que seja cantor e/ou compositor. Mande sua sugestão ou colaboração, preenchendo o comentário abaixo e terei o prazer de atender a seu pedido.
E lembre-se: de 7 a 9 de outubro (quarta a sexta-feira), no Teatro Alberto Maranhão, o sensacional show de lançamento do DVD "Prá se ter alegria" da cantora e compositora potiguar Roberta Sá. Não perca!
Valéria Oliveira está lançando "No ar", o sétimo álbum de sua carreira, integrando o Prêmio Produção Projeto Pixinguinha promovido pela Funarte - Ministério da Cultura. O álbum tem 12 faixas autorais. São composições próprias e em parceria com Luiz Gadelha, Simona Talma, Khrystal, Sueldo Soaress e Romildo Soares.
A artista potiguar lançou nesta quarta-feira (23) um clipe e um remix desse seu novo álbum. O lançamento oficial do CD "No ar" está marcado para o dia 16 de outubro próximo, às 21 horas, na Casa da Ribeira. A turnê de "No ar" terá shows em Mossoró, no Teatro Dix-Huit Rosado; e em Caicó, no Centro Cultural Adjuto Dias. Aguardem!
O jornalista e escritor Sebastião Vicente fala sobre o novo CD de Valéria: “No ar” tem a profundidade especulativa dos melhores estudos. Enquanto o anterior era um disco de descoberta, este é um exercício para muitas e muitas audições exploratórias. Respire fundo e o aprecie como quem escala um penhasco belo e arriscado, por isso mesmo, fascinante!". Dizer o quê mais depois deste depoimento?
A banda base é formada por Rogério 'Pitomba' na bateria, Paulo de Oliveira no baixo, Jubileu Filho na guitarra, violão aço e nos vocais e Wagner Tsé na percussão. O CD "No ar" conta com as participações especialíssimas do japonês Tetsuo Sakurai (ex-Casiopea) e do carioca Pedro Amorim. Gravado no estúdio Megafone, o álbum foi produzido por Valéria Oliveira e co-produzido por Eduardo Pinheiro, responsável pela mixagem e masterização e que também gravou a guitarra de algumas faixas.
O naipe de metais é composto pelo pernambucano Gilberto Cabral no trombone, que também assina os arranjos executados pelo quarteto; Antônio de Pádua no trompete; Jotapê no clarinete e Lobo na trompa.
A roteirização musical e consultoria artística do CD e dos shows estão a cargo de Claudio Olivotto, que conheceu o trabalho de Valéria Oliveira em São Paulo, na turnê no CD "Leve só as pedras" (2007). Olivotto é jornalista, pesquisador, roteirista e diretor musical que trabalhou com nomes como Maria Betânia e Edson Cordeiro.
Conheça mais sobre esta artista potiguar no seu site oficial. Clique aqui.
Confira uma mostra do seu talento interpretando a música "À segunda vista", de sua autoria em parceria com Luiz Gadelha. Este clipe foi gravado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, sob a direção de Wilberto Amaral e a iluminação de Rogério Ferraz.
Poucos leitores sabem, alguns talvez se lembram, mas muitos ainda desconhecem, principalmente os jovens de hoje. Falo dos festivais da música popular brasileira que aconteceram no Brasil nas décadas de 60 e 70 nas emissoras de televisão daquela época: a Excelsior, a Record, a Globo e a Tupi. Cada uma dessas emissoras marcou época na MPB.
A revista de cultura Bravo! (editora Abril), já nas bancas, nos últimos meses três divulga o encarte especial “Festivais”, com texto da jornalista Maria Dolores, uma profunda conhecedora dos bastidores desses festivais. Clique aqui e confira
Este blog “Espaço MPB” do portal Nominuto.com acompanha de perto essa série, que este mês chega a sua quarta edição: “Festivais da TV Tupi”.
Se ainda estivesse no ar, a Rede Tupi de Televisão, liderada por Assis Chateaubriand, dos Diários e Emissoras Associadas, faria neste 18 de setembro os seus 59 anos de existência.
Foi a primeira emissora de televisão brasileira. Embora embalada na audiência nos seus primeiros anos pelas telenovelas, a Tupi também teve seus momentos de festivais.
O primeiro deles foi em 1967, com o I Concurso de Música para o Carnaval, com a grande revelação de Zé Keti com a marchinha “Máscara Negra”, sucesso absoluto depois na voz de Dalva de Oliveira.
De 1968 a 1971 a rede Associada organizou e promoveu uma série de quatro edições do Festival Universitário da Canção Popular.
Enquanto isso, as emissoras concorrentes, Record e Globo, promoviam os seus festivais da MPB: o Festival da Música Popular Brasileira (Record) e o Festival Internacional da Canção (Globo).
Ao lado de cantores desconhecidos como Ruy Maurity e Ivan Lins, estavam os já famosos Cyro Monteiro, Jair Rodrigues e Taiguara e as cantoras Elis Regina e Claudete Soares.
Em 1979, um ano antes de encerrar suas atividades e dar um novo espaço na televisão brasileira para o empresário Silvio Santos e o seu Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a TV Tupi realizou aquele que foi o seu festival de maior audiência nacional: o Festival 79 de Música Popular.
Uma das grandes revelações desse último festival da TV Tupi foi o cantor Oswaldo Montenegro (foto), intérprete de sua própria música "Bandolins". Outro grande destaque foi o cearense Fagner, com a música de autoria de Dominguinhos e Manduka “Quem me levará sou seu”.
Os dois cantores vinham de Brasília, onde já eram conhecidos nos festivais de música popular realizados entre os estudantes secundaristas e universitários.
Como é bom reviver aqueles tempos áureos de nossa MPB! Era o surgimento de novos valores que despontavam como compositores e grandes intérpretes de nossa cultura popular, alguns em cena ainda nos dias de hoje.
Para você matar as saudades ou mesmo conhecer mais sobre esse festival da TV Tupi, reservei neste "Espaço MPB" um vídeo sobre a apresentação do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, interpretando sua música "Bandolins". Confira!
A cantora e compositora potiguar Roberta Sá lançou o seu DVD "Prá se ter alegria - ao vivo" (Universal / MPB Discos), na quinta-feira (3), às 21h30, no Canecão, na cidade do Rio de Janeiro.
No dia seguinte, repetiu a dose, às 22h.Um de seus convidados é Chico Buarque de Holanda. Roberta Sá e Chico cantam "Mambembe" (1972), de autoria do famoso compositor.Quem filmou os dois para o DVD foi Dora Jobim.
Nossa conterrânea mereceu dois elogios, que considero da maior importância para a carreira de uma jovem artista. A primeira faço questão de destacar é de um dos grandes conhecedores da história da MPB e que possui diversos livros publicados.
Trata-se do jornalista e escritor Ruy Castro. O seu texto é também destaque no site oficial de Roberta Sá. Olha só o que Ruy Castro diz de nossa cantora: "Roberta Sá transita sem o menor temor entre o material já consagrado pelos grandes nomes e o que cabe só a ela consagrar. E por que consegue isto? Porque, em tempo recorde, cristalizou um estilo a que qualquer canção, por mais nobre ou vadia, se amolda – venha esta de Chico Buarque, Cartola ou Janet de Almeida, ou dos novos talentos que parecem se realizar ao escrever para ela. Cantora canônica é isso aí."
Não contente, o jornalista ainda deixa um "pos scriptum": "P.S.: Entre os extras do DVD, a prova do compromisso de Roberta Sá com a qualidade: as participações de Chico Buarque e do violonista Marcello Gonçalves em “Mambembe”, do próprio Chico Buarque; de Ney Matogrosso e do Trio Madeira Brasil em “Peito vazio”, de Cartola e Elton Medeiros; e de Yamandú Costa, Antônio Zambujo e Ricardo Cruz em “Eu já não sei”, de Domingos Gonçalves e Carlos Gonçalves. O prazer de Roberta em se apresentar com essa turma é quase imoral, de tão evidente – prazer que é nitidamente retribuído por eles,porque os muito musicais se reconhecem quando se encontram."
O segundo elogio veio do Caderno B do Jornal do Brasil (JB), quando Ricardo Shott afirma que " É impossível que agora Roberta Sá não se confirme de vez no primeiro time da MPB. Pra se ter alegria traz o (ótimo) show da cantora para ser assistido em casa, com interpretações que se destacam em boas novas como Agora sim!, dela (Pedro Luís e Carlos Rennó), Redescobertas, Pelas tabelas (Chico Buarque) e Interessa? (Carvalhinho), além da beleza tropicalista de Mais alguém (Moreno Veloso e Quito Ribeiro)."
Precisa mais? Eu, logo logo, vou buscar o meu DVD de Roberta Sá e curtir esse verdadeiro show! E você?
Por enquanto, fique com alguns trechos do show de lançamento no Canecão do DVD "Prá se ter alegria - ao vivo", de Roberta Sá, produzido pela TV UOL.
Os momentos de lazer e da boa música voltaram ao GGbar. A Velha Guarda retornou à Praça Augusto Leite, depois de algumas semanas ausente daquele local. Com a interveniência de alguns de seus frequentadores, o GGbar voltou a reunir a turma de seresteiros, boêmios e amantes da MPB nas tardes de sábados.
A Velha Guarda foi por duas vezes assunto deste blog de Nominuto.com ("A Velha Guarda no GGbar", 25 abril e "O silêncio na Velha Guarda do GGbar",1º agosto). É que os fiscais da Semurb da Prefeitura do Natal apareceram um dia por lá e acabaram levando umas mesas e cadeiras, sob a alegação de uso indevido do espaço público da calçada.
Por este motivo e alertado pelo líder da turma, violonista Rubens Rocha Guedes (63), paraibano de Campina Grande, mais conhecido como “Rubão”, procurei uma forma de ajudar neste imbróglio.
Não só eu, mas também um dos frequentadores do GGbar, o engenheiro Augusto Leal (Guga) buscamos um diálogo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) da Prefeitura do Natal. Guga conseguiu um termo de acordo para a utilização das calçadas do GGbar. Pelo acordo, fica estabelecido um espaço de 1,5 metros para a passagem de pedestres naquele local.
Na sexta-feira (28), convidado pelo vereador Hermano Morais, que já fora alertado do problema, compareci a uma audiência com o secretário municipal da Semurb, Kalazans Bezerra, que confirmou o termo do acordo feito com o proprietário do GGbar, José Avelino da Silva.
Indagado sobre o motivo da fiscalização da Semurb nos espaços públicos dos bares de Natal, Kalazans informou que a exigência atende a determinação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, com vistas a disciplinar e a respeitar a utilização de espaços destinados aos cidadãos.
O secretário municipal da Semurb acrescentou que, com o acordo feito com o proprietário do GGbar, buscou o princípio da razoabilidade na utilização desses espaços públicos. "Que deixem 1,50 metros para a circulação das pessoas nas calçadas!", afirmou Kalazans.
Kalazans Bezerra aproveitou a oportunidade para informar que a Semurb está lançando dois novos programas relacionados a preservar os espaços públicos na capital potiguar.
Um deles é o Programa Publicidade Legal que visa promover, divulgar e ampliar a normatização sobre o uso de meios de anúncios, garantindo e preservando a paisagem natural, histórica e turística. O outro Programa é o Endereço da Gente que visa identificar todos os logradouros públicos da cidade, principalmente aqueles que não possuem sinalização adequada.
Bom, pelo que a gente vê, o caminho é este mesmo. Antes de punir, buscar o entendimento e a aplicação da legislação, sempre preservando o espaço destinado ao cidadão.
A turma da Velha Guarda já foi comunicada sobre a decisão da Semurb e pede que, através desse "Espaço MPB", seja feito o convite ao secretário municipal Kalazans Bezerra para que apareça por lá em uma tarde de sábado. Claro, se ele gostar de ouvir uma boa MPB!
Na sexta-feira (21) comemora-se 20 anos sem a presença no cenário da MPB do cantor e compositor baiano Raul Seixas. Ele, na década de 70, revolucionou os costumes e as idéias daquela época com suas canções, seus pensamentos e, principalmente, seus costumes e modo de vida.
A revista "Rolling Stone Brasil", edição de agosto, traz reportagem com depoimentos dos seus primeiros colaboradores, artigo especial de seu amigo e parceiro, o escritor Paulo Coelho e fotos inéditas desde a década de 70. Clique aqui e confira.
Em agosto, a Rolling Stone Brasil sai mais uma vez com duas capas, Raul Seixas e Michael Jackson. Nas matérias internas, os últimos dias do rei do pop e os primeiros do mito do rock brasileiro. Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, 20 anos atrás. "Ao contrário do que manda o figurino, eu senti uma profunda alegria. Parecia que, naquele momento, Raul estava livre, bem, contente. Tinha vivido a lenda da vida dele, feito tudo o que achava que tinha que fazer", afirma Paulo Coelho, o escritor mais lido do mundo, o artigo exclusivo "Uma relação complicada" para a revista. Veja aqui
No texto, o autor conta sua conturbada relação com Raul. "Era uma competição acirrada. Eu era o intelectual que sonhava em morrer imcompreendido, e Raul tinha esse poder de comunicação muito grande". Coelho afirma que foi ele quem apresentou as drogas e as sociedades secretas ao músico. "Será que fiz bem? Raul entrou de cabeça nisso tudo. Em dado momento, eu disse: 'Chega, parei'. Mas Raul continuou, uma escolha absolutamente consciente, e ninguém pode julgá-lo por isso", escreve.
"Nunca o vejo como uma vítima do sistema ou um cara que entrou num processo de autodestruição. Eu sempre demonstrei certo receio, mas ele dizia que eu não me preocupasse: estava fazendo exatamente o que queria". Coelho finaliza dizendo que só chorou a morte do amigo seis meses depois, e que hoje, enfim, Raul recebe o respeito que merece.
A reportagem sobre as origens de Raul narra o início de sua trajetória, na década de 60, com o grupo "Os Panteras" (que voltou à ativa em 2009), a fase como produtor da gravadora CBS e o recomeço da carreira de músico, com o disco Sessão das 10. "Esse sou eu. Não sou produtor porra nenhuma!; sou artista", confessou Raul ao produtor Mauro Motta sobre seu retorno.
A matéria conta também o episódio em que o produtor Carlos Imperial rejeitou "Os Panteras". "Entrem no primeiro ônibus de volta para a Bahia. Esse tipo de música tem 14 mil conjuntos fazendo igual. Raulzito, ainda por cima, é nome de cantor de bolero", afirmou Imperial na época.
O site da Rolling Stone Brasil traz uma galeria de fotos exclusivas de Raul Seixas. As imagens são de autoria de Conceição Almeida, fotógrafa histórica da música brasileira na década de 70.
Outras homenagens
O portal UOL (Música) também dedica esta semana um espaço ao cantor e compositor baiano sob o título de "Morto há 20 anos, Raul Seixas continua fazendo barulho com seu legado". Veja aqui.
A Universitária FM também faz uma bela homenagem ao "maluco beleza". O programa "Vozes do Brasil" está ao som dos seus maiores sucessos. Ouça pelo dial em 88,9 MHz, neste final de semana, às 19h, o "Especial Raul Seixas".
A banda "Ilegais & Clandestinos" promovem no dia 15 de setembro próximo, às 20h, no Saloon 79, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, "Outro Baú - Um tributo a Raul".Para isso divulgam o clipe abaixo, ao som de uma interpretação da música de autoria de Raul Seixas, "Eu também vou reclamar".
Com informações de Flávia Ragazzo (Linhas&Laudas Comunicação), UOL/Música e Tributo a Raul Seixas
"Espaço MPB" estará a partir do próximo sábado (29) também na edição impressa do NaSemana, no caderno Cultura.
Na história de nossa música popular brasileira um dos festivais que ficou marcado como o mais longo foi o Festival Internacional da Canção Popular - FIC.
Por seis longos anos ele permaneceu na pauta da mídia brasileira. O I FIC foi realizado em parceria com a TV Rio, em 1966, enquanto os demais foram produzidos pela Rede Globo de Televisão.
Mais uma vez a revista mensal de cultura Bravo! (editora Abril) traz em sua edição de agosto uma reportagem especial sobre a série dos sete FIC. Quem assina a reportagem é Maria Dolores e traz fotos e ilustrações históricas. Clique aqui e veja a edição especial. Preste atenção na ilustração "Linha do tempo", que apresenta as canções vencedoras, os seus autores e intérpretes.
Segundo o especialista e historiador da MPB, Ricardo Cravo Albin, "O evento era dividido em duas fases, nacional e internacional. A canção classificada em 1º lugar na fase nacional representava o Brasil na fase internacional do festival, disputando com representantes de outros países o Prêmio Galo de Ouro, desenhado por Ziraldo e confeccionado pela joalheria H. Stern."
O maestro Erlon Chaves compôs, em parceria com Ronaldo Bôscoli, o "Hino do FIC", tema de abertura do festival. Veja mais sobre o FIC no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira clicando aqui.
Foto: Revista Bravo! Ago/2009
O FIC revelou grandes compositores e cantores de nossa MPB. Milton Nascimento, por exemplo, teve três de suas composições classificadas para o II FIC: Maria, Minha Fé e Travessia, de sua autoria em parceria com Fernando Brant. Travessia ficou em segundo lugar, mas o compositor e cantor mineiro levou o troféu como melhor intérprete. E melhor, iniciou sua vitoriosa carreira na MPB, no Brasil e no exterior.
Outros artistas que também se revelaram nos FIC foram o "maluco beleza" Raul Seixas, Geraldo Vandré, Nana Caymmi, Cynara e Cybele, Evinha, Trio Ternura, Raimundo Fagner, Tony Tornado, Alceu Valença, Belchior e Osvaldo Montenegro. Além dos já famosos Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Jorge Ben, Elis Regina, Maysa, Claudete Soares, Maria Bethânia, Tuca, Gal Costa.
Não se pode falar na série de apresentações do Festival Internacional da Canção sem se referir ao seu criador e idealizador, Augusto Marzagão. Foi ele que lutou contra tudo e contra todos para o lançamento do FIC. Com sua perspicácia, persistência e inteligência, Marzagão conseguiu colocar o Brasil no circuito internacional da música. Só não ficou para acompanhar a sétima e última edição, em 1972, pois saiu antes da organização do FIC por sua própria decisão.
O FIC marcou também a presença de diversos profissionais do rádio e da televisão brasileira, como o apresentador Hilton Gomes como o seu "Boa noite, maestro!" e "Atenção, Rio! Atenção, Brasil! Atenção países participantes do I Festival Internacional da Canção Popular!", frases que ficaram na memória de todos os telespectadores que acompanharam a série do FIC.
Esse e outros detalhes você pode encontrar no blog "Festivais da Canção", de autoria da carioca Márcia Weber. Clique aqui e veja.
Aproveitando o lançamento do filme "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", fique com este video da participação de Wilson Simonal no Festival Internacional da Canção. Ela foi antológica. Ele fez todo mundo no Maracanãzinho acompanhar suas canções como um verdadeiro maestro. Confira!
Vencedora da II Mostra de Talentos do Carioca da Gema, referência entre as casas de show da Lapa, no Rio de Janeiro, a cantora e compositora carioca Manu Santos tem em seu repertório diferentes estilos de samba, baião e côco, além de interpretar clássicos de Noel Rosa, Cartola, Nei Lopes, Dona Ivone Lara, Zé Kéti e Ivan Lins. Já dividiu o palco com artistas como Oswaldo Montenegro, João Roberto Kelly, Moacyr Luz, Edu Krieger, Cambada Mineira, Ana Costa, João Pinheiro entre muitos outros...
Com apenas 23 anos, abusa de emotividade e energia em suas interpretações. Possui canções inéditas de sua autoria e músicas de George Israel com Marcelo Camelo, João Roberto Kelly, Roberto França e Luis Oliva. Segundo Paulo César Figueiredo, produtor musical e criador do concurso, a intensidade de Manu ao soltar a voz foi o que a diferenciou dos concorrentes na Mostra de Talentos.
Seu canto é forte, expressivo, feminino e com um delicioso e discreto suíngue. A cantora possui uma tremenda presença de palco. A alegria e carisma com que canta são indescritíveis.
Pois bem, esta artista da nova geração da MPB aceitou nosso convite e esta semana narra o sensacional show realizado pelo grupo vocal BeBossa com Roberto Menescal e Vanda Sá em "uma das casas mais charmosas do Rio de Janeiro", segundo nossa convidada especial:o Centro de Referência da Música Carioca (CMRMC), no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Com vocês, nossa convidada especial, Manu Santos! "O grupo BeBossa é um sexteto vocal, criado no ano 2000, de sonoridade sofisticada e contemporânea, com influências que vêm tanto da Música Brasileira, como do Jazz e do Blues, de grupos como Boca Livre, Os Cariocas, MPB4, Quarteto Em Cy, Manhatan Transfer, Take6. As principais características do trabalho são a fusão da rítmica brasileira com uma harmonia jazzística e, sobretudo, o fato dos sons serem produzidos apenas pelas vozes, sem nenhum instrumento, ou seja, a capela.
As vozes soam como instrumentos, proporcionando ao público a sensação de estarem ouvindo uma banda, com sons de trumpetes, baixos, guitarras e percussões. Em seu primeiro CD, com lançamento confirmado para outubro de 2008 pelo selo SaladeSom, o grupo celebra os 50 anos da Bossa Nova com arrojados arranjos vocais de canções como Só Tinha de Ser Com Você, Luísa, Passarim, Samba de Verão e Capim." (da apresentação do grupo BeBossa)
Com vocês, Manu Santos!
"Em uma sexta-feira à noite do dia 31/07/09, me preparo pra assistir mais um show que aconteceu em uma das casas mais charmosas do Rio de Janeiro. Acredito que seja a melhor casa de espetáculos chamada Centro de Referência da Música Carioca (CMRMC) na Tijuca.
Fiz uma apresentação por lá em maio de 2008. Fiquei encantada! A acústica, o palco, o camarim, tudo de primeira. Todos os funcionários de lá são fantásticos! Voltando. Chegando lá revejo alguns amigos que foram conferir a apresentação do BeBossa (clique aqui e saiba mais) com Menescal e Wanda Sá.
Conheço o grupo, mas nunca havia tido a oportunidade de assisti-los anteriormente. Ficamos ali, esperando os menestréis adentrarem o palco, eu e o meu noivo, o blogueiro e compositor Rodrigo Santiago (clique aqui e visite o seu site). Detalhe: ingressos esgotados.
Casa lotada. Toca o 1º sinal e os burburinhos começam a diminuir. Toca o 2º e pronto, começa o show. O Zeca deu o primeiro acorde e as vozes entoaram a música "Benção Bossa Nova" de Roberto Menescal, Carlos Lyra e Paulo César Pinheiro. Linda homenagem aos 50 anos da Bossa Nova.
Cada música, uma inspiração. Os arranjos, os "causos" que o Menescal contou. O público se empolga! Esse show foi de iluminar o espírito! O BeBossa, deu um banho de afinação e sintonia.
BeBossa é um grupo vocal formado por Cauê Nardi, Carol Assad, Cissa de Luna, Marcela Velon, Matias Corrêa e Zeca Rodrigues. Todos cantam lindo demais. O Zeca é o "cabeça" do grupo, ele fica com direção musical e arranjos. Aliás, um excelente arranjador vocal. Que precisão!
No meio do show acontece o belíssimo dueto de Wanda Sá e Roberto Menescal da música "Você" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). A Wanda continua encantadora no palco - e que voz! O Menescal sempre carinhoso com o público - ele arrasou.
O auge do show foi a música "Japa" composição de Roberto Menescal e Paulo César Feital - uma homenagem aos japoneses amantes da Bossa Nova - cantada pelo BeBossa. Que arranjo, que swing...Veio o bis com o poema "Chega de Saudade" de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Que hino! Todos ficaram emocionados com aquele momento. O Público entoou com carinho esses lindos versos de Tom e Vinicius. Fiquei extasiada. Fantástico!
Final de show, como é de praxe, fui até o camarim cumprimentá-los. São pessoas comuns, felizes, que gostam e precisam mostrar a que vieram. E vieram com tudo! Uma bagagem sensacional! O grupo tem sucesso. Vai longe, muito longe.Torço muito pra que esse dia chegue. Saúde e paz! Manu Santos"
Conheça mais sobre esta artista brasileira de nossa MPB acessando o seu blog .
Fique com um vídeo a seguir sobre o sensacional show que reuniu o grupo vocal BeBossa, Roberto Menescal e Vanda Sá. A música que interpretam é "Bênção Bossa Nova", de autoria de Roberto Menescal, Carlos Lyra e Paulinho Pinheiro.
As tardes de sábado no GGbar, na Praça Augusto Leite, já não são mais as mesmas! Há semanas não se ouve mais o som da Velha Guarda, que aqui neste "Espaço MPB" (25 de abril de 2009) foi reverenciada como algo sadio, alegre e sem nenhuma conotação política ou financeira. Apenas uma reunião de velhos amigos e amantes da MPB.
O alerta foi dado pelo violonista Rubão, que se faz de representante da Velha Guarda. Disse que bastou a ida de uns fiscais da Semurb da Prefeitura de Natal e o tamborim, o violão, o surdo e as vozes se calaram.
A justificativa foi a de que a Velha Guarda estava ocupando um espaço público: a calçada do GGBar! Chegaram a levar até três mesas e cadeiras, invasoras cruéis de uma calçada.
Neste sábado fui lá e bati um papo com o proprietário do bar, José Adelino da Silva. Encontrei-o na sua luta diária ao lado de seus filhos e genro. Olhei ao lado e vi alguns da Velha Guarda, como que guardiões daquele pedaço. Só não ouvi nenhum acorde, som ou melodia, nem um simples batuque. Também não vi a aparelhagem do som. Seu José me disse que havia guardado.Contou-me que aguarda os resultados de uma defesa que um amigo advogado fez junto à Semurb para reabrir o espaço à Velha Guarda.
Olhei novamente ao redor e me senti como que aprisionado em um pequeno e curto espaço, cercado de poucas mesas e cadeiras. Me recordei daquelas brincadeiras de criança, quando a gente ficava num cercadinho. Ou então na vida de jornalista quando a gente se espremia num "curralzinho" destinado aos repórteres e aos fotógrafos nas solenidades públicas em Brasília.
Saindo do espaço interno do GGBar me deparei com uma cena interessante. Das poucas pessoas que passavam naquela hora, nenhuma delas usava a calçada. Talvez em respeito à cobertura de alumínio que permanece acima da calçada que circunda o bar, antes território da Velha Guarda!
Êpa! Acho que os fiscais da Semurb esqueceram de retirar a cobertura, afinal ela está cobrindo uma área pública!
"Em fevereiro de 1965, a TV Record, que havia entrado na década de 1960 como líder absoluta, amargava o terceiro lugar nas pesquisas de audiência. A estratégia para tentar reassumir a liderança incluiu a formação de um elenco com as principais estrelas do momento — e a grande estrela era Elis Regina. Depois da performance de Elis em Arrastão, no 1o Festival da TV Excelsior, Paulo Machado de Carvalho, diretor da Record, reuniu todas as forças para levá-la para a emissora. Conseguiu. Elis foi contratada por 6 milhões de cruzeiros mensais, valor nunca pago a outro artista contratado por uma TV nacional. A ela, juntaram-se Jair Rodrigues, Elizeth Cardoso, o já popular Roberto Carlos e muitos outros." O texto é de Maria Dolores na abertura da reportagen "O festival dos festivais" que a Bravo! , revista mensal de cultura da Editora Abril traz na sua edição de julho, dando sequência ao "Especial Festivais Bravo!"
Com o título "Record" este segundo encarte fala sobre a série de festivais da MPB que a TV Record de São Paulo, Canal 7, então sob o comando de Paulo Machado de Carvalho (o Paulinho de Carvalho da rádio Joven Pan),realizou nos anos de 1967 a 1969.
Além de Elis Regina, já uma estrela de primeira grandeza, os festivais da Record revelaram e consagraram compositores como Chico Buarque de Holanda, Edu Lobo, Capinan, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Dori Caymmi, Nelson Motta,Gonzaguinha, Martinho da Vila e Tom Zé.
Também por lá passaram e deixaram o seu nome cantores como Nara Leão, Jair Rodrigues, Elizeth Cardoso, Rita Lee (Os Mutantes), Maria Medalha e Gal Costa. Os festivais da MPB da Record revelaram também músicos como Toquinho e conjuntos vocais e instrumentais como o MPB 4 e os Mutantes, além do surgimento de um novo instrumento musical que faria grande sucesso entre os jovens da geração dos anos 60: a guitarra elétrica!
Estes festivais também tiveram seus momentos polêmicos, como a revolta do músico, compositor e cantor Sérgio Ricardo. Não satisfeito com as vaias à sua canção Beto Bom de Bola, quebrou seu violão e o atirou para a platéia presente no festival de 1967.
Vale a pena conferir esta edição da revista Bravo! Clique aqui ou vá à banca de revista mais próxima.
Reservei aqui um vídeo produzido por Celso De Blasiis, da Rádio e TV Uniban, com finalidade exclusiva para fins acadêmicos. Ele relata sobre o 3º Festival de Música Popular Brasileira, no qual Edu Lobo e Marilia Medalha venceram com a música Ponteio, de autoria de Edu Lobo e Capinan. A final foi transmitida ao vivo do Teatro Record Centro pela TV Record - Canal 7 de São Paulo no dia 21 de Outubro de 1967. Os apresentadores são Blota Júnior e sua esposa Sônia Blota.
"Rock não é coisa para maricas. Erasmo está aí que não me deixa mentir. Ao ouvir esse último trabalho imagino o “gentle giant” cantando no palco vestido de couro preto da cabeça aos pés enquanto marca o beat da música com a mão na coxa. Desde Marlon Brando e James Dean sou chegada num bad boy. Erasmo era o bad boy da Jovem Guarda, o que para mim significa ser ele o verdadeiro pai do rock brasileiro. E no meio dos trocentos clones que poluem as atuais paradas de sucesso com suas mesmices, eis que nosso Tiranossaurus Rex abre alas só com inéditas." Quem assim fala é a cantora Rita Lee na apresentação do cantor, músico e compositor Erasmo Carlos em seu último CD "Erasmo Rock'n'roll Carlos", que ganhou até um site especial. Clique aqui.
Nas comemorações dos 50 anos da carreira artística de seu parceiro Roberto Carlos, em seu estilo o "Tremendão" Erasmo Carlos mostra que ainda "não pendurou as chuteiras". Prova disso é a turnê que ele inicia em agosto próximo pelo Brasil e exterior para divulgar aquilo que ele mais gosta: o rock n'rool. O álbum, produzido por Liminha, traz 12 canções inéditas em quem as guitarras voltam ao primeiro plano. As músicas foram compostas por Erasmo sozinho ou com parceiros como o letrista do Skank, Chico Amaral. O "Tremendão" dá uma aula sobre rock'n'roll! Confira aqui!
Erasmo Carlos também não foi esquecido no hotsite Jovem Guardaque o Itaú Cultural e o ItaúBrasil lançam na Internet para celebrar o cinquentenário da carreira de Roberto Carlos. Você pode ouvir programas de rádio narrados por Zeca Baleiro, ler reportagens e artigos sobre o movimento, biografias dos personagens mais importantes, ver imagens da época e assistir a entrevistas com artistas como Jerry Adriani e Martinha. Clique aqui e ouça o que o cantor Zeca Baleiro fala sobre a participação do "Tremendão" neste movimento de nossa MPB que revolucionou os hábitos e os costumes da geração dos anos 60!
Nosso Erasmo Carlos, portanto, continua firme e forte. Aos 68 anos de idade e comemorando 49 anos de carreira, o cantor e compositor conversa sobre o lançamento do CD "Rock'n'Roll". Confira neste vídeo a íntegra de sua participação no Bate-Papo UOL e conheça mais sobre a sua vida artística, seu modo de encarar a vida, sua extensa obra discográfica, sua convivência com o parceiro Roberto Carlos e seus projetos para o futuro.
Com informações do UOL, Itaú Cultural, Coqueiro Verde Records e Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Sem sombras de dúvidas ele é considerado o melhor grupo vocal de nossa música popular brasileira. Em sua terceira geração, Demônios da Garoa completa este ano 66 anos de existência e lança o CD Demônios da Garoa e Convidados.
O novo álbum digital traz as participações do grupo Fundo de Quintal, de Leci Brandão, Jair Oliveira, Benito de Paula, Ivan Lins, do puxador Thobias da Escola de Samba Vai Vai, da Adryana Ribeiro, entre outros. A primeira faixa Abrigo de Vagabundo conta com a participação de Zeca Pagodinho.
O grupo atual - Roberto Barbosa (conhecido pelo codinome de Canhotinho (cavaquinho)) Serginho Rosa (afoxé), Dedé Paraízo (violão), Izael (timba) e Ricardinho (pandeiro, neto do fundador do grupo, Arnaldo Rosa) - apresentou-se esta semana com exclusividade para o UOL, como você pode ver neste vídeo especial.
Na Wikipédia há uma passagem que conta que "Noutros tempos, o grupo já contou com a participação de Ventura Ramirez, nome expressivo em São Paulo no estilo violão de 7 cordas, com uma técnica peculiar que marcou a história e os arranjos dos Demônios da Garoa por cerca de 30 anos."
Ninguém melhor do que o historiador, pesquisador e especialista em MPB, Ricardo Cravo Albin, para falar sobre o grupo Demônios da Garoa. Veja o que ele afirma em seu Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira sobre este grupo musical e vocal: "Tornou-se um dos mais famosos grupos vocais e instrumentais da história da música popular brasileira. Sua atuação ficou marcada pelas interpretações originais das músicas de Adoniran Barbosa, com um sotaque tipicamente paulistano. Começou com o nome de Grupo do Luar, tocando em festas, serenatas e encontros familiares, principalmente no bairro paulistano da Mooca. Em 1943, venceu um concurso de calouros na Rádio Bandeirantes recebendo como prêmio um contrato com as Emissoras Unidas (Bandeirantes, Pan-americana, Record e São Paulo). Foi nessa ocasião que o radialista Fernando Leporace sugeriu que o grupo se chamasse Demônios da Garoa, numa homenagem à capital paulista, cujo clima, propenso a chuvas finas, lhe conferiu o título de Terra da Garoa.", afirma Cravo Albin em seu dicionário sobre MPB.
Confira aqui mais informações sobre Demônios da Garoa.
Com informações do UOL, Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Capanga Moderna, segundo CD de Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz
Um novo CD de músicos potiguares chega às lojas! É o Capanga Moderna, do grupo Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz. O lançamento é nesta terça-feira (30), às 19 e às 21 horas, no Teatro de Cultura Popular (TCP), na Fundação José Augusto, em Natal. É o segundo da banda potiguar, criada em 2006. O primeiro CD/DVD, gravado em 2007 e lançado no início de 2008, levou o seu nome, até mesmo como principal divulgação no mercado sobre a nova banda que chegava. Este segundo tem uma pecualiaridade: todas as músicas foram compostas e são de autoria de integrantes do Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz.
O grupo é formado por Henrique Pacheco no contra-baixo, Ticiano D`Amore na guitarra e Raphael Bender na bateria. Possui ainda um quarto integrante, Marco da Costa, que hoje mora na Áustria. Ticiano brinca dizendo que o processo de gravação foi intercontinental: “Nós gravamos tudo aqui em Natal e mandamos para o Marco na Áustria, ele gravou o que faltava por lá e enviou de volta para mixarmos aqui.”
Após o lançamento do primeiro disco, o grupo partiu – em agosto do ano passado - para uma turnê de dois meses entre Japão e Europa, e para este ano os planos não são diferentes. Diogo Guanabara completa: “Fizemos muitos contatos quando viajamos, muitos deles estão esperando pelo nosso novo disco.” Dentro de duas semanas eles estão partindo para nova turnê no exterior, apresentando-se na Áustria, Holanda e Eslovênia.
O disco Capanga Moderna foi um dos trabalhos contemplados através do Prêmio Núbia Lafayete e ainda conta com os patrocínios do LabCrono, Flama Luminárias, Botton e Colégio CEI.
Os músicos Diogo Guanabara e Rafael Bender receberam o editor do blog Espaço MPB de Nominuto.come falaram sobre a criação da banda potiguar, dos shows no país e no exterior e dos dois álbuns já gravados.
Diogo Guanabara
Foto de Elisa Elsie - O bandolinista potiguar Diogo Guanabara
Diogo Guanabara é músico, toca violão e bandolim ( já o vi tocar e me lembra muito o estilo de Jacob do Bandolim ...). Aos 23 anos de idade, completou 10 anos de carreira e conclui o curso de bacharel em Direito no próximo ano.
"A música é a minha vida", como ele faz questão de afirmar. Seus estudos musicais começaram aos 9 anos de idade, quando lhe chamou atenção um instrumento que sua mãe sempre deixava em um cantinho da casa. "Para mim era como uma brinquedo",diz sobre o cavaquinho que sua mãe, pedagoga e arquiteta, gostava de dedilhar e ensaiar algumas músicas.
Também seu pai, médico de profissão, gostava e ainda gosta de tocar instrumento de percussão musical nas horas vagas. Como se vê, seu ambiente na infância era favorável à sua vida musical.
Não poderia dar outra coisa. Começou cedo a ter aulas de música com professora particular e a frequentar o Instituto Valdemar de Almeida. Entre os 12 e 13 anos começou a tocar cavaquinho, inicialmente sozinho e depois acompanhando conjuntos e grupos instrumentais.
Diogo fala sobre a sua carreira musical, dizendo que "de 1999 a 2006 eu investi em minha carreira solo no Rio de Janeiro, trabalhando com Osvaldo Montenegro. Em meados de 2006 retornei a Natal." Sobre a descoberta do Macaxeira Jazz, relata que "Ticiano, Henrique e eu tocávamos em banda pop e rock; Marco também."
Em 2004 foi criado o Macaxeira Jazz, uma idéia de Henrique e Ticiano que estudava na Escola de Música (UFRN) e que tocava na banda de rock "Kassava". "Após o meu retorno, pela amizade com esses colegas, passei a integrar o grupo como Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz." A entrada de Raphael Bender se deu com a ida do Marcelo (irmão de Henrique Pacheco) à Áustria para estudar música."
Diogo lembra também que seus colegas do grupo tem relação com a música. "O pai de Henrique, Ivanildo, tocava na banda "Anos Sessenta" e o pai de Ticiano é o maestro e professor universitário Osvaldo d´Amore!", para depois salientar que o primeiro show do novo grupo "foi no Som da Mata, lá no Parque das Dunas". Quanto ao estilo musical, faz questão de frisar que é uma mistura de gêneros, pois ele toca MPB e os demais tendem para o jazz. Primeiro CD/DVD
Raphael Bender conta que o primeiro CD de Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz veio acompanhado de um DVD, como forma de apresentar ao mercado o novo conjunto potiguar. Foto de Mariana do Vale - Raphael, Ticiano e Henrique
"Foi gravado em 2007, mas lançado somente no início de 2008. Era um embrião do trabalho musical que desenvolvemos hoje", registra o baterista. "Este disco abriu muitas portas, pois mostrou o nosso potencial. Tocamos autores diversos e versões de Michael Jackson, numa mistura de salsa e chá-chá-chá. Tocamos também músicas dos Beatles, em chorinho e samba", acrescenta Raphael.
Sobre os shows para a apresentação e divulgação do trabalho neste primeiro CD, Raphael recorda que foram realizados shows apenas no Ceará e no Rio Grande do Norte. Mas a grande novidade e a maior experiência foi a convite para tocar no exterior.
"Passamos dois meses viajando entre o Japão e a Holanda, a convite da produtora cultural potiguar Ivete Farias que já levou diversos artistas.", explica Raphael para depois acrescentar que "o impacto cultural foi muito importante para nós. A resposta ao nosso trabalho foi muito legal! Pediram músicas de nossa autoria!".
Para Diogo essas viagens ao exterior valorizam muito a produção musical de autoria própria. "O que sinto de bom é que no exterior eles querem que a gente mostre coisa nossa, de nossa autoria. Para nós que estudamos música e compomos temas instrumentais esse é um grande diferencial. Cada público tem a sua peculiaridade.", afirma o músico bandolinista.
O primeiro CD/DVD também abriu as portas ao mercado fonográfico, pois Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz mantem um contrato com o IPC do Japão (afiliado à Globo) para a venda de músicas pelo Napster e o I´tunes, via Internet. Segundo CD
Desta vez o grupo potiguar mostra uma coleção de músicas autorais em versões registradas em estúdio. “Nosso primeiro disco foi gravado ao vivo, foi uma maneira muito espontânea de registrar o show que fazíamos naquele momento. Optamos por fazer um disco com mais cuidado, em estúdio, e apenas com músicas de nossa autoria” afirma Henrique Pachêco, baixista do grupo. O novo trabalho ainda conta com a virtuosa participação do trumpetista Antônio de Pádua em uma das faixas do álbum.
Quem consegue imaginar como seria uma Capanga Moderna? Um acessório que já foi bastante usado, mas que hoje virou intem de brechó, pode ser considerado "moderno"? O grupo Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz mostra que é possível manter o charme da capanga e a modernidade dos tempos atuais. Esta é a proposta desse segundo álbum do conjunto musical.
"Este segundo CD é cem por cento autoral. As músicas são fáceis de se assimilar, pois nossas músicas são feitas para que as pessoas possam entendê-las facilmente.", assinala Diogo Guanabara. Para demonstrar que a música instrumental do grupo é acessível e as pessoas se indentificam logo, ele dá como exemplo a faixa "Tema a Baden" no novo CD. "É uma homenagem ao compositor brasileiro cujo nome dei também ao meu cão de estimação, hoje mascote da banda!", esclarece imediatamente.
Uma das músicas do segundo CD, que leva o título de "Capanga Moderna", é a música "Nova Amsterdã", composta durante a última viagem ao exterior. "Estávamos visitando um hotel e lá encontramos um vitral com o relato de uma expedição holandesa para a cidade de Olinda. Aí lembramos que Natal era chamada na época de "Nova Amsterdã", e fizemos esta música que está no novo CD", explica Diogo.
O grupo musical
Para conhecer mais detalhes sobre Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz clique aqui e confira o site oficial do grupo. Se preferir e desejar falar com eles o melhor é visitar o blog, clicando aqui.
Uma mostra do talento e da versatilidade desses jovens músicos potiguares você vai conferir neste vídeo que está no DVD do conjunto instrumental e no qual eles interpretando "Elleanor Rigby", dos Beatles; e "Billie Jean", de Michael Jackson. Vale a pena conferir!
Com informações de Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz - especial para Nominuto.com
Nesta sexta-feira (19) o compositor, cantor, músico e escritor Chico Buarque de Hollanda completou seus 65 anos de idade. Ícone de nossa MPB e admirado até hoje por todas as mulheres que conheço, dizem que pelos seus olhos verdes, Chico Buarque é parte da história de nossa MPB, de nossa literatura e agora de nossa arte cinematográfica.
Quando falo nele me vem à lembrança meus primeiros passos no jornalismo. Esse mesmo, que agora foi comparado a dotes culinários no julgamento sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalista, que tenho o orgulho de ser.
Foi naquela época, ainda "foca" no jornalismo, que conheci pessoalmente este grande compositor. Lá pelos anos 60, quando ainda reinava o "rock and rool" e o "iê-iê-iê" e surgia a "bossa nova". Eu fazia um programa semanal musical na Rádio Planalto, tipo "parada de sucesso". Pautei a entrevista com o Chico, que iria apresentar um show à noite no Teatro Nacional de Brasilia.
Era sua primeira visita a Brasilia. Encontrei-o com Toquinho, passando as músicas do show no seu apartamento no Brasilia Palace Hotel, às margens do Lago do Paranoá, onde estava hospedado. Para esquentar a entrevista, perguntei-lhe qual sua opinião sobre a arquitetura de Brasília. Eu sabia que ele fora estudante de arquitetura, mas não completara sua formação.
Ele se disse impressionado e elogiou Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, autores do projeto de construção da Capital Federal. Fiz outras perguntas sobre sua vida artística e sobre o sucesso da época, a música "A banda", de sua autoria e interpretada pela cantora Nara Leão. Lembro-me que perguntei-lhe se considerava um cantor. Em sua timidez característica, ele respondeu que se considerava um compositor, um músico e escritor, não um cantor. E era verdade, tanto que o conjunto vocal MPB Quatro ou Toquinho sempre o acompanhavam.
É a este Chico que presto minha homenagem neste Espaço MPB. Outros já o fizeram, como o jornalista Luis Nassif em seu portal (clique aqui) e em seu blog (confira aqui), o jornal O Estado de S. Paulo (clique aqui) e a Revista Contigo (clique aqui).
Recentemente Chico Buarque lançou mais uma de suas obras literárias: "Leite Derramado" (vide aqui) e viu seu livro "Budapeste" ser transformado em imagens nas telas do cinema nacional (veja aqui o trailler do filme).
Se você quer saber mais sobre Chico Buarque de Hollanda acesse o seu site oficial aqui.
Reservei para você uma pérola de nossa história da MPB: a cantora baiana e grande intérprete Maria Bethânia entrevista o nosso homenageado pela TV Record de São Paulo(1981).
Com informações de O Estado de S. Paulo, Blog e Portal do Luis Nassif e site oficial de Chico Buarque de Hollanda - http://www.chicobuarque.com.br
Na década de 60, mais precisamente em 1965, a TV Excelsior, que antecedeu a Rede Globo de Televisão, promoveu em São Paulo o I Festival da Música Popular Brasileira, que iniciaria a histórica série de festivais da MPB. Depois do lançamento da Bossa Nova, em 1958, que alcançava nesta época os palcos internacionais, o meio universitário paulista vivia um novo tipo de música.
Novamente a revista de cultura "Bravo!" da Editora Abril sai à frente com o "Especial Festivais", destacando em sua edição de junho/2009 o número 1 - "Excelsior". Fala sobre os bastidores do I Festival Nacional da Música Popular Brasileira, organizado e promovido pela TV Excelsior, com a final em sua sede no Rio de Janeiro. Confira aqui.
A reportagem é Maria Dolores e a apresentação de André Nigri, da equipe de jornalismo de Bravo! Conta ela que "o produtor cultural Solano Ribeiro foi um dos primeiros a perceber o que estava acontecendo - e a querer levar isso para a TV". Dolores relata o fato de quem foi que contratou Solano para coordenar a programação da TV Excelsior e lançar o projeto do festival: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, todo poderoso diretor geral da TV Excelsior e futuramente da TV Globo.
O I Festival Nacional da MPB foi o palco do nascimento de uma grande estrela, Elis Regina, vencedora com a música "Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. A "divina" Elizeth Cardoso ficou com o segundo lugar, com a música "Valsa do Amor Que Não Vem", parceria de Baden Powell e Vinicius de Moraes.
A TV Excelsior realizou um segundo festival de MPB, em 1966, que teve como vencedora a música "Porta-Estandarte", do paraibano Geraldo Vandré e Fernando Lona, interpretada por Tuca e Airton Moreira. A segunda colocada foi "Inaê, de autoria de Vera Brasil e Maricene Costa, com a interpretação de Nilson.Em 1970 a Excelsior cerrou suas portas.
Para conhecer mais sobre os festivais da MPB que a TV Excelsior promoveu, visite o site de Luiz Américo (clique aqui) e Wikipédia (clique aqui). A revista Bravo!, edição de junho, já está nas bancas!
Garimpei na Internet e encontrei esta cópia da gravação do I Festival Nacional da MPB. Uma magnífica interpretação da "Pimentinha" Elis Regina da música vencedora:"Arrastão"!
Com informações da revista Bravo! - www.revistabravo.com.br
Pegando a inspiração na A Voz do Brasil, a Rádio FM Universitária - FMU da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN leva ao ar aos sábados e domingos, de 19 às 20 horas o programa Vozes do Brasil.
É um programa que semanalmente conta a história de grandes nomes da Música Popular Brasileira. Esta semana o homenageado é "A cadência do samba de Ataulfo Alves" na Universitária FM.
Nascido no dia 2 de maio de 1909, o cantor e compositor mineiro Ataulfo Alves pertence a uma geração de compositores que fixou o samba como gênero musical e, se estivesse vivo, teria completado 100 anos neste mês. Por isso, a UNIVERSITÁRIA FM e o programa VOZES DO BRASIL prestam uma homenagem a esse grande nome da nossa música.
Entre os sucessos que ele compôs e que o programa traz para os ouvintes, estão "Ai que saudades da Amélia", composto em parceria com Mário Lago, "Mulata assanhada", em parceria com Paulo Gesta, "Você passa eu acho graça", com Carlos Imperial e outros tantos.
A FM Universitária iniciou suas atividades, em caráter experimental, no dia 28 de dezembro de 2000. Inaugurada no dia 22 de março de 2001, a emissora completa este ano oito anos no ar, operando com 3 kw, e uma programação local 24 horas. Funciona no prédio da TV Universitária, localizado no Campus da UFRN, sob a administração da Superintendência de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Além do "Vozes do Brasil", a FMU tem outros programas voltados para a divulgação da MPB como "Chorinhos & Canções" (diariamente de 7 às 8 horas), "Música Potiguar Brasileira" (sábados, das 17 às 18 horas, com reprise aos domingos das 12 às 13 horas) e "Samba & Bossa" (diariamente, das 8 às 9 horas), além de uma programação musical e de notícias 24 horas no ar.
Visiteaqui o site da rádio FM Univseritária e acompanhe a sua programação pela Internet.
SERVIÇO:
Programa: VOZES DO BRASIL Emissora: UNIVERSITÁRIA FM | no Dial: 88,9 MHz Dias: Sábado (30/05) e Domingo (31/05) Horário: 19 às 20 horas.
com informações de Dani Castro, radialista em formação