Poetinha é reverenciado, in memoriam, como embaixador
O diplomata brasileiro Marcus Vinícius da Cruz de Mello de Moraes recebe in memoriam sua promoção ao maior posto de sua carreira, chegando ao cargo de ministro de Primeira Classe, ou seja, a embaixador. Quem é ele? Ninguém menos que o poeta,dramaturgo, jornalista e diplomata e compositor da MPB, Vinicius de Moraes, morto aos 66 anos, em julho de 1980.
A promoção post mortem de Vinícius de Moraes, mais conhecido carinhosamente no meio musical como "poetinha", estava prevista em projeto da Câmara (PLC 5/10), aprovado pelo Plenário do Senado no último dia 2 de junho. Relatado pelo senador Marco Maciel (DEM-PE), o projeto foi transformado na Lei 12.265, de 21 de junho de 2010, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Correio Braziliense deu destaque ao fato sobre a cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty e que, além do presidente Lula, do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, contou com a presença das filhas de Vinicius, Luciana (foto de Ricardo Sutckert) e Georgiana, da neta Mariana e da bisneta Maria Luiza, além da cantora Miúcha, irmã de Chico Buarque de Holanda e sua grande intérprete.Confira aqui
O jornal O Estado de S.Paulo também deu destaque ao assunto. Acompanhe aqui.
A Agência e a Rádio Senado também fizeram questão de registrar este importante e histórico momento, mesmo in memoriam, de um de nossos maiores compositores da história da música popular brasileira. Ouça aqui o programa especial realizado pela Rádio Senado (em Natal, ainda em caráter experimental, sintonize no dial da FM 106,9).
Para conhecer a vida e a obra de Vinicius de Moraes acesse o seu site oficial aqui.
Com informações da Agência e Rádio Senado, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e site oficial de Vinicius de Moraes
A semana anterior foi uma semana dedicada à MPB e no palco do Teatro Alberto Maranhão (TAM),em Natal/RN. No "Seis e Meia", na terça (20) a cantora potiguar Tânia Soares interpretando magistralmente músicas de Hianto de Almeida, compositor potiguar de Macau, antecedendo o excelente show do músico, cantor e produtor musical Danilo Caymmi. Na quarta (21), o lançamento em Natal do MPB Petrobrás, trazendo a cantora potiguar Valéria Oliveira e o consagrado cantor e compositor mineiro João Bosco.
A convite do produtor cultural José Dias fui prestigiar o show de Tânia Soares. Magistral a sua interpretação de um dos precurssores da bossa nova no Brasil: Hianto de Almeida. Tânia consegue captar o sentimento do compositor potiguar de forma tal que você parece embalado por sua voz, uma voz suave, mas ao mesmo tempo firme e afinada. Até parece que Tânia conhecia pessoalmente Hianto, tal a maneira que ela transmite a melodia e a letra das canções que interpretou no palco do TAM. E o público presente agradeceu e reconheceu o seu trabalho e dedicação de pé e com aplausos ao final de sua apresentação.
O convidado nacional do "Seis e Meia", Danilo Caymmi honrou a tradição de sua família. O responsável pelo acompanhamento musical dispensa maiores comentários. Trata-se de Flávio Mendes, mais conhecido como Flavinho do conjunto musical "Bossacucanova". Flávio é músico, maestro e acompanhou grandes nomes de nossa MPB, além de ser um dos fiéis escudeiros musicais da atriz, cantora e produtora Bibi Ferreira.
Danilo se sentiu à vontade no palco do TAM. Não é a tôa que completa este ano 45 anos de vida artística, dos quais dez deles na companhia do saudoso maestro, músico e compositor Tom Jobim. O irmão de Nana e Dori Caymmi também é produtor e compositor musical e fez diversas trilhas sonoras para novelas da Rede Globo de Televisão, como Gabriela. Danilo interpretou músicas de autoria de seu pai, Dorival Caymmi, levando a platéia ao delírio em músicas como "Peguei um ita no norte", "Minha jangada.. ", quando pediu que todos cantassem com ele. Sua empatia com o público é impressionante. Parece que ele se transforma no palco e frente ao público. Sua voz lembra em muito o vozeirão do mestre Caymmi.
A cumplicidade em sua apresentação teve uma participação especial do violonista Flávio Mendes. Seu repertório incluiu diversas canções que vão desde o início de sya carreira até os dias atuais. Danilo fez questão de explicar e enfatizar o que cada música lhe tocava no interior.
Danilo Caymmi gentilmente, após fazer o Seis e Meia em Natal, abriu seu camarim e concedeu uma entrevista exclusiva ao Espaço MPB deste portal Nominuto.com:
Espaço MPB - Danilo, embora você seja filho de Dorival Caymmi, houve alguma vez confusão das pessoas entre você e o seu irmão Dori?
Dorival Caymmi - Claro. Eu vou contar até uma história curiosa que aconteceu comigo dias atrás, antes de vir para Natal. Eu estava num cartório no Rio, para reconhecer minha firma. De repente uma senhora começou a gritar: "Amado, amado!Ele é filho do Jorge Amado!". Não preciso dizer mais nada ... (risos)
Espaço MPB - A respeito de sua relação musical com a flauta doce. Sabe-se que desde os sete anos de idade você tem esse gosto por este instrumento. Conte para gente como é essa relação nos seus 45 anos de carreira artística.
Dorival Caymmi - Meu pai tinha uma loja na cidade, na Rua do Ouvidor e vivia trazendo para nossa casa instrumentos musicais. Um deles era a flautinha doce. E eu fui gostando das flautinhas e pedindo mais. Fui crescendo e comecei a gostar dela. Aliás, as flautas de madeira que eu usei neste show aqui (acabava de fazer sua apresentação no Seis e Meia) estão todas nas novelas da Globo,como Gabriela. Eu toco todas as duas flautinhas ao mesmo tempo em minhas composições. As pessoas que não viram o show, podem constatar isso nas gravações da trilha sonora da novela.
Espaço MPB - Danilo, o Espaço MPB gostaria de receber uma mensagem sua aos internautas do portal Nominuto.com. Danilo Caymmi - Claro, isso aí é louvável (sobre o blog Espaço MPB) e muito iimportante para todos nós.A música popular brasileira tem uma visibilidade no mundo, embora ainda careça de uma maior difusão, talvez uma maior intervençao do Estado em relação à educação. Eu acho que é isso que está faltando. Mas é uma música muito rica. E o que eu posso dizer é que viva a música popular brasileira. Espaço MPB - Você quer dizer que falta uma política de divulgação da música popular brasileira nas escolas? Falta incluí-la no curriculum escolar? É isso? Danilo Caymmi - Sim. É isso. Exatamente. É divulgar os grandes compositores nacionais, como Pixinguinha, Tom Jobim, Ari Barroso e outros. As pessoas não tem conhecimento deles.
Espaço MPB - Neste sentido o Instituto Cultural Cravo Albin tem conseguido alguma coisa, não? Danilo Caymmi - Com certeza. Tem o o Instituto Tom Jobim, tem o Acervo Dorival Caymmi, patrocinado pela Natura e com muita coisa sobre a obra e a vida dele.
Acabo de receber um e-mail do produtor cultural potiguar José Dias, que aproveito para divulgar neste "Espaço MPB", pois se trata de assunto de interesse da MPB: "Esta minha vida de PRODUTOR CHATO, me dá algumas alegrias. Os aperreiros são grandes, mais um email como o que recebi hoje, lava a alma. Tenho dito aqui que o novo CD CORES E FLORES da cantora TANIA SOARES, que será lançado em OUTUBRO, dos que ouvi, é dos melhores do ano. Tenho algumas pessoas que escuto para ter uma referência maior ao que afirmo: TARIK DE SOUZA(CRITICO DE MÚSICA RENOMADO NO BRASIL), CARLOS PERU (MÈDICO), IVAN JUNIOR(OFF SET)OLAVO QUEIROZ(PROFISSIONAL LIBERAL)JANIO ALCANTARA (Ceara) e DAMIÃO NOBRE (Médico), quando encontro, entre outros. De vez em quando incomodo alguns amigos mais famosos para saber a opinião deles sobre trabalhos do RN, preferêncialmente, trabalhos que faço a PRODUÇÃO EXECUTIVA. Ontem incomodei IVAN LINS e TARIK DE SOUZA mandando um samba que TANIA SOARES GRAVOU e não disse quem era cantando, nem quem tinha feito. Agora recebi um email de IVAN LINS afirmando ter ADORADO a canção e fazendo as seguintes perguntas, que vou responder logo a voces, antes dele: Zé,o nome da CANÇÃO? UFA; Zé,o nome do AUTOR(A)? KHRYSTAL; Zé, quem é a INTERPRETE? TANIA SOARES; Zé, de quem são os ARRANJOS? EDUARDO TAUFIC; Zé, quem toca? Wallinson Santos (Guitarra e violões),Darlan (Bateria), Paulo Milton (BAIXO), João Paulo (Clarinete) Antônio de Padua (Cavaquinho). Zé,qual o estúdio? PROMIDIA. Zé,a cantora e o estudio são de onde? A cantora,de PARELHAS/RN e o estúdio, de Natal. Feliz como estou agora divulgando este encontro virtual para voces, mais feliz fico em saber que um dos 10 maiores nomes da MPB de 1970 até os dias de hoje, aos poucos, vai reconhecendo o trabalho dos músicos, cantores e produtores do RN. FALTA O COMENTÁRIO DE TARIK DE SOUZA. Quando ele comentar, aviso a voces. RN NELES. Abraço. Zé Dias"
Com informações de José Dias Júnior, Danilo Caymmi e Dicionário Cravo Albin da MPB. Fotos de Evaldo Gomes.
Baterista potiguar participa de festival internacional
O baterista da banda da cantora Khrystal, o músico potiguar Darlan Marley, logo que encerrar a segunda apresentação da cantora neste sábado (17), em São Luis, no Maranhão, segue para São Paulo. É que neste domingo (18), ele participa do Batuka!Brasil International Drum Fest 2010, às 17h, no auditório do Ibirapuera.
Darlan começou a estudar música aos 13 anos por intermédio de seus irmãos;aos 14 anos ganhou sua primeira bateria e passou a estudar como autodidata.Lecionou em várias escolas e institutos de música. Em 2001 estudou teoria, caixa clara e instrumentos eruditos de percussão na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Gravou e tocou com diversos artistas dos mais variados estilos,acumulando experiência e originalidade, entre eles: Sérgio Groove,Roberto Taufic,Celso Pixinga, Tomati (sexteto Jô Soares),Isaque Galvão,Krhystal,Banda Camba,Luiz Airão,Maria Creuza,Gilson (casinha branca), Benito di Paula,Isaac Negrene,Eduardo Taufic,Jubileu Filho,Márcio Rezende,Manasés Campos,Sérgio Farias,Gilberto cabral,Sueldo Soares,Antônio de Pádua,Bossa 4 entre outros.
Tocou na seletiva do Cascavel Jazz Festival em 2004 e 2005, no 1º Festival de Música Instrumental do Rio Grande do Norte, Festival Cosern Musical, Campina Jazz festival, I Batera e Percussão Caruaru, Festival de Cinema de Natal, Papary Jazzy Festival, Projeto Seis e Meia (vários), projeto instrumental Som da Mata (vários), Quinta Instrumental do Banco do Nordeste/CE com Sérgio Groove, Eduardo Taufic e Trio Sun, shows na Feira da Música de Fortaleza (vários), Festival Cover Baixo (vários), Bossa Jazz Fest 2010, foi finalista do Batuka! International Drum Fest 2009 e atuou em vários espetáculos com a Companhia de Teatro "Alegria Alegria" (reconhecida internacionalmente).
Darlan Integra a diversidade rítmica do Brasil à linguagem jazzística de tocar bateria. Atualmente é free lancer, acompanha o pianista Eduardo Taufic em divulgação do Cd "Gestos", está lançando junto com Taufic Um DVD em Trio juntamente com o Contra-baixista Airton Guimarães.
Darlan Marley leciona aulas particulares no seu proprio estúdio, acompanha a cantora potiguar Krhystal e está em fase de gravaçao do seu trabalho solo!
Conheça mais sobre este jovem e talentoso músico potiguar, clicando aqui
Com informações de José Dias Júnior e Darlan Marley
Eles são e foram grandes craques de nossa MPB. Com um detalhe: em suas composições musicais eles levantaram, literalmente falando, a bola do esporte nacional. Como dizem os cronistas esportivos,"amaciaram a redonda" e suas letras deixam em todos nós a lembrança de duas verdadeiras "paixões nacionais": a música e o futebol!
Contando as horas e os minutos para a estréia da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo de Futebol - África 2010, recorro à tônica da reportagem de capa da edição comemorativa aos 10 anos do Almanaque Brasil de Cultura Popular, "Com a bola, 11 craques da música".
É uma publicação mensal editada pela Andreato Comunicação & Cultura, que tem à frente o artista gráfico Elifas Andreato e uma equipe criativa, experiente e profissional da qual o Brasil deve se orgulhar.
Sou um leitor assíduo do Almanaque Brasil. É uma leitura obrigatória quando viajo pela Tam, parceira principal do Andreato nessa sua viagem pela cultura brasileira.
E olhe que as trinta e quatro páginas dessa publicação na série "Tam nas nuvens" tem muito mais informação. São diversas seções, que vão desde uma Carta Enigmática, curiosidades do Você sabia, Jogos e brincadeiras até o Teco-Teco (diversões para pequenos e grandalhões) e outros assuntos interessantes e populares.
Tudo com a marca da arte, da criatividade e da inteligência e da perspicácia do Andreato e de sua troupe. Quem não conhece o Almanaque Brasil, sugiro a leitura a bordo ou a sua assinatura.
Quanto à reportagem da edição comemorativa dos 10 anos, ela fala de nossos craques compositores nacionais e de seu amor e paixão pelo esporte da bola de futebol. O texto é do jornalista Bruno Hoffmann e a arte de Guilherme Resende, ambos da equipe da Andreato Comunicação & Cultura.
Lá a gente vai saber quais os clubes preferidos de nossos grandes compositores: o Flamengo de Wilson Batista e Jorge Ben Jor; o Grêmio de Lupicínio Rodrigues; o Vasco da Gama de Noel Rosa, João Gilberto, Aldir Blanc e Roberto Carlos; o Fluminense de Tom Jobim, Cartola e Chico Buarque; o Corinthians de Paulinho Nogueira, Adoniran Barbosa e Tom Zé; o Botafogo de Vinicius de Moraes e Moacir Franco; o Sport Clube de Renato Barros (Renato e seus Blue Caps), o Bahia Esporte de Gilberto Gil; o Santa Cruz de Chico Science; o Santos de Mano Brown; o Atlético Mineiro de Cássia Eller; e o América do Rio de Lamartine Babo, autor de hinos de diversos clubes cariocas.
E tem muito mais. Os autores da reportagem especial reservaram "histórias inusitadas, emotivas e saborosas" de nossos grandes compositores. Mas, o bom mesmo é folhear e ler a edição comemorativa do Almanaque Brasil (Março 2009). É só acessar aqui. Boa leitura.
Veja também a relação neste vídeo do Youtube a relação do cantor e compositor baiano Gilberto Gil com o futebol e como ele traduz essa sua paixão, uma verdadeira paixão nacional.
Com informações do Almanaque Brasil de Cultura Popular - Andreato Comunicação & Cultura, YiuTube e Gilberto Gil Music
Ultimamente a telinha da Globo reviveu a vida de seus pais, a cantora Dalva de Oliveira e o compositor Herivelto Martins, considerados grandes personalidades de nossa MPB, entre as quais também se incluem Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Emilinha Borba, Marlene, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Ademar Dutra, Carmen Miranda e tantos outros mais. Estou falando de Pery Ribeiro, músico (toca flauta e violão), que esteve em Natal, fazendo o show nacional do projeto "Seis & Meia" desta semana, no Teatro Alberto Maranhão.
"Pery Ribeiro nasceu em 27 de outubro de 1937, no Rio de Janeiro. O nome artístico foi sugerido e adotado pelo apresentador César de Alencar nos anos cinqüenta. O primeiro disco foi gravado em 1960. Em 1961 foi o intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria. Com Luiz Bonfá gravou o LP "Pery Ribeiro e Seu Mundo de Canções Românticas", um estilo sempre presente em sua carreira. ", informa o site Alma Carioca, um cantinho na Web onde se encontra tudo sobre músicas, compositores e cantores que marcaram e marcam a nossa música popular brasileira e relata a vida cultural e artística do carioca.
Ainda segundo "Alma Carioca", "Em 2003 Pery Ribeiro foi homenageado pela Fundação Relief for Life Foundation, de Miami Beach - Florida, que tem como missão doar equipamentos médicos e Cadeiras de Rodas aos deficientes fisicos pobres na América Latina. Com o intuito de arrecadar fundos para as próximas viagens humanitárias, a Fundação realizou no dia 11 de Maio, Dia das Mães, um concerto com o cantor Pery Ribeiro, o primeiro intérprete no mundo a gravar a música "Garota de Ipanema", tendo como convidados Helo Pinheiro, o quarteto Clube do Choro e o Coral da Escola Nautilus. Na ocasião, o prefeito de Miami Beach, David Dermer, proclamou o dia 11 de Maio como o Dia da "Garota de Ipanema" e entregou as chaves da cidade a Pery Ribeiro e à eterna "Garota", Helo Pinheiro." Hoje, Pery vive na ponte aérea entre Miami e Rio de Janeiro.
No intervalo entre a "passagem da música" e a sua apresentação no "Seis & Meia", na noite da terça-feira (8) no Teatro Alberto Maranhão, Pery Ribeiro concedeu esta entrevista exclusiva ao portal Nominuto.com para o "Espaço MPB":
Espaço MPB: Pery, Rui Castro em seu livro "Chega de Saudade" conta um fato que aconteceu em sua vida,dizendo que foi você, ainda na sua adolescência, no início de sua carreira, quem "roubou a Garota de Ipanema". Conte essa história para nossos internautas.
Pery Ribeiro:É ....não sei se poderia considerar um "roubo", mas foi uma maldade, talvez! O Tom Jobim fazia um show em uma boite no Rio, chamada Bom Gourmet. Era Tom Jobim, Vinicius (de Moraes),João Gilberto, Os Cariocas e Milton Banana.Eu sempre ia por lá para ver todos eles, principalmente o João Gilberto, a quem eu tinha uma grande admiração. Uma noite eu fui lá e o Tom me disse: "olha, nós acabamos de fazer uma música aqui, agora ..." E ele perguntou ao Vinicius: "Vinicius, cadê aquela música, o papel prá gente ver a letra da música...." e coisa e tal. Ele cantou naquele momento ("Garota de Ipanema") e repetiu nos outros dias. Eu voltei lá no dia seguinte e ele fez a mesma coisa. Então eu levei um gravadorzinho e gravei aquela música. Sai correndo e levei para o estúdio de gravação. Eu estava gravando um disco (na Odeon) com o maestro Lyrio Panicali. Ele ouviu aquela música e disse: "Que maravilha que é esta música ... vamos gravar isso, já!" Três a quatro dias depois ele fez o arranjo. Mais tres a cinco dias, gravamos; ele soltou o disco. Foi um sucesso danado e o Tom teve que ser chamado para autorizara música, porque a música ainda não tinha sido autorizada para a saída do disco. Foi assim ...
Espaço MPB: Na sua vida você teve uma participação importante na vida de Carmen Miranda. Você poderia contar esse episódio, que inclusive você narra muito bem no seu livro, em co-autoria com Ana Duarte,"Minhas Duas Estrelas"?
Pery Ribeiro:No nosso começo de vida, começo de vida da minha mãe e do meu pai, minha mãe era uma grande amiga da Carmen ... grande amiga, conselheira. Conversavam muito. A Carmen vivia muito lá em casa.. ela morava também na Urca. Eu era menino, sei lá, tinha dois a três anos de idade. A Carmen foi para a Broadway cumprir um contrato e voltou. Mas o sonho da Carmen era Hollywood, era Los Angeles. Ela voltou da Broadway com a promessa de um contrato de que ela iria para a Califórnia para fazer um filme. E ela veio para o Brasil e ficou esperando o contrato e nada do contrato chegar. Então ela fez uma promessa e falou para minha mãe: "Olha, eu fiz uma promessa de que se um dia uma criança fizer xixi em minha cama eu vou receber a carta!" Essas coisas de gente antiga. E ela botava a criançada, dava Coca-Cola, dava leite, dava água e nada de acontecer. Um dia ela fala para minha mãe:"Dalva, você me empresta o Pery um pouco?" Ela gostava muito de mim e eu fui com ela, nos seus braços, aquela coisa ... e eu sei lá, aconteceu ..."carimbou" e de repente ela voltou correndo lá para minha mãe: "Ele fez ... ele fez...". Eu tinha feito xixi na cama da Carmen Miranda. Não sei se por uma grande coincidência, graças a Deus veio o contrato para ela ir para a Califórnia e aí se tornou a grande Carmen!
Espaço MPB: Pery, a sua experiência internacional é um fato e um sucesso. Conte-nos um pouco sobre sua carreira no exterior.
Pery Ribeiro:Na época nós saimos do Brasil e fomos trabalhar no México. Eu, Leny Andrade, Luis Carlos Vinhas, João Gilberto, Os Cariocas, Trio Tamba, Carlinhos Lyra e uma quantidade de brasileiros! Trabalhamos por lá um ano e pouco. Naquela época houve um êxodo do Brasil. Terminando o contrato eu fiquei mais um pouquinho por lá e fui embora para a América (América do Norte). Eu quis construir minha carreira nos Estados Unidos. Foi quando eu encontrei lá em Los Angeles com o Sérgio Mendes. Ele tava "estourado" ... eu estou falando em 1966 prá 1967.Ele então me convidou: "Quer montar um outro grupo prá gente trabalhar juntos?" Então nós montamos o Bossa Rio. Começamos a trabalhar com o Sérgio Mendes, abrindo shows para outros artistas, como Burt Bacharah, Johnny Mattis, Joe Coker e tanta gente mais. E foi assim que eu comecei a minha carreira toda nos Estados Unidos ao lado do Sérgio Mendes.
Espaço MPB: Pery, nós do portal Nominuto.com agradecemos muito a sua gentileza em nos atender nesta entrevista exclusiva e fique à vontade para uma mensagem aos internautas.
Pery Ribeiro:Eu quero agradecer muito a você por saber que através de seu blog a gente vai estar se comunicando com uma quantidade gigantesca de pessoas. Isso me honra muito, principalmente voltar a Natal. É sempre um prazer voltar a esta cidade que eu vim há muitos anos atrás. Encontro uma cidade bonita, progressista, gostosa de estar, diferente completamente, uma cidade ma-ra-vi-lho-sa! Parabéns aos potiguares, um grande abraço, um beijo no coração. E a você, obrigado!
Pery está fazendo uma tournée pelo Nordeste. Nesta quarta (9) ele se apresenta em João Pessoa; na quinta (10), em Campina Grande e na sexta-feira (10) encerra em Mossoró.
Deixo aqui os meus agradecimentos à cordialidade e gentileza com as quais fui tratado pelas equipes de produção do Teatro Alberto Maranhão, do projeto "Seis & Meia" e de Pery Ribeiro, tornando possível esta entrevista exclusiva.
Conheça mais sobre a vida e a discografia de Pery Ribeiro acessando o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, clicando aqui
Fique com este autêntico e fenomenal cantor brasileiro que é Pery Ribeiro nesta sua interpretação de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Com informações do portal Alma Carioca, da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova e do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
O quê fazer com os meus "long-plays", mais conhecido como "bolachões" ou discos de vinil, nesta era digital. Sim, porque eles são analógicos e não digitais, embora tenham um som stereo!
Pois esta era a minha grande dúvida. Agora já não é mais. Com a ajuda de meu filho, Ricardo, engenheiro de computação, consegui resolver a contento o meu problema.
Pesquisando na Internet, descobrimos uma geringonça que converte os "bolachões" em MP3. Daí para o CD é "sopa no mel". Mas se você quiser armazenar as músicas em seu PC, notebook ou netbook, também pode. Assim como é possível deixá-las no formato MP3 no seu Ipod.
Para saber mais sobre este assunto clique aqui e aproveite a dica. E o melhor é que já está à sua disposição aqui mesmo no Brasil, mais especificamente em São Paulo.
Se você é também um "fã de carteirinha" do disco de vinil, tenho outra dica para você. Saiba como cuidar desses "bolachões", visitando o blog "Outras bossas". É só clicar aqui. Bom proveito.
A revista Bravo!, como faz todos os anos, escolheu um dos maiores sambistas brasileiros para ser o homenageado do Prêmio Bravo!Prime de Cultura2010: Noel Rosa, cujo centenário de nascimento é comemorado este ano.
A edição de abril da revista de cultura da Editora Abril inicia uma série de reportagens como introdução ao Prêmio Bravo! que será entregue no dia 25 de outubro.
Inovando, a direção da revista convidou artistas de diversas áreas para interpretarem à sua maneira a grande obra do poeta e compositor de nossa MPB.
O primeiro artista escolhido para reinterpretar Noel Rosa foi o fotógrafo Edu Simões, a quem foi pedido que "tratasse o poeta da Vila como um escritor". O resultado do ensaio fotográfico você pode conferir na edição de abril da revista Bravo! (já nas bancas)ou clicandoaqui
Falando em Noel Rosa, ele também é o primeiro da Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira. A Folha de S.Paulo pretende repetir o sucesso da Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova, editada em 2008 pela MEDIAfashion, com textos do jornalista Ruy Castro. Agora são 25 livros/CDs com as biografias e as músicas dos grandes compositores que influenciaram a história de nossa MPB nas vozes de seus grandes intérpretes. Imperdível para quem gosta de MPB! Veja aqui
Com informações da revista Bravo! e da Coleção Folha Raizes da MPB
Abro este "Espaço MPB" nesta semana para a mensagem que recebi no 1º de abril último do produtor cultural e um dos maiores divulgadores potiguares de nossa MPB, o estimado e batalhador José Dias, que finalmente conseguiu uma prova cabal de que o potiguar Hianto de Almeida é de fato um dos precursores da bossa nova:
"Amigos e Amigas,
Quando se fala em Bossa Nova, eu no afã de ver meu estado ser respeitado também como polo produtor de música popular brasileira, sempre me referia a Hianto de Almeida, macauense, falecido em 1964, como um dos precursores da Bossa Nova.
Mesmo com minha empolgação, mais ou menos convincente, não tinha um depoimento público que avalizasse minha informação. Tárik de Souza, genial, sempre comentava comigo em conversas particulares, mas faltava um documento para que eu pudesse ratificar tal afirmação.
Ao longo da minha vida, produzi em meados dos anos 90 um Festival de Bossa Nova em homenagem a Hianto, onde trouxe de uma vez só: Carlos Lyra, Roberto Menescal, Johnny Alf, Os Cariocas, Wanda Sá e Alaíde Costa e, exceção de Menescal e Carlos Lyra, publicamente durante os shows, nenhum deles confirmava minha tese e de alguns poucos gatos pingados. Confesso que à época, não tinha muita convicção da importância de que Hianto de Almeida "era o cara".
Quando Khrystal foi gravar o programa Sr Brasil, de Rolando Boldrin, no hotel Melia, em Higienópolis, na capital paulista, onde estavamos hospedados, junto com Os Cariocas, no café da manhã, Severino Filho, um dos últimos remanescentes do grupo, olhou para mim e perguntou: - Zé como vai sua luta em prol da obra de Hianto de Almeida? - Afirmei a ele que continuava a lutar pelo reconhecimento de Hianto como precursor da Bossa Nova, mas a falta de dados e minha aversão da internet, impedia minha pesquisa.
Um dos novos componentes do grupo, Neil Teixeira, pede meu e-mail e dias depois, manda uma postagem cheia de anexos, que eu, idiota, só fiz achar bonito, mas não sabia abrir. Desafiei Khrystal, viciada em internet, a procurar a canção "Meia-Luz", de Hianto, que diziam à boca pequena, que João Gilberto em 1952, seis anos antes do "Chega de Saudade", tinha gravado.
Khrystal, genial como sempre, encontrou um maracatu teitei nos EEUU que disponibilizou a música. Me emocionei e disponibilizei um disco para amigos, com vários fonogramas de expoentes da MPB cantando Hianto de Almeida. Me senti o máximo! O meu disco tinha o selo do compacto da gravação de João Gilberto, mas um documento nacional (capa de um disco) que confirmasse o universo de Hianto no meio dos craques da Bossa Nova, eu não tinha.
Apesar de hoje ser primeiro de Abril, Júlio César Pimenta, amigo querido, e bom pesquisador da MPB em nosso estado, manda este e-mail para mim onde encontrou um disco chamado "Os Precursores da Bossa Nova - 1948 A 1957" onde, em um álbum duplo, que não foi vendido e sim distribuido por alguma empresa, a gravação de João Gilberto cantando Hianto de Almeida, (veja na faixa 17 do disco 2 a música "Meia Luz") entre tantos precursores do movimento musical que fez o Brasil ser repeitado no mundo. Lavei a alma!
Quero agora que um louco por internet e por música, tipo meu amigo cearense Jânio Alcântara, fuçe o computador e veja se encontra o encarte do disco que deverá ter algum pesquisador de vergonha falando nacionalmente da importância de Hianto de Almeida e não um maracatu como eu! Grato, Zé Dias"
Está lançado aqui o desafio de Zé Dias. Quem se habilita?
"Dalva & Herivelto", o casal da era de ouro do rádio
Janeiro reserva uma agradável surpresa para aqueles que gostam da MPB. E desta vez na telinha. O ator Fábio Assunção, que deu a volta por cima e mostrou grande superação em sua vida, vai viver o protagonista da minisérie "Dalva & Herivelto" que a TV Globo leva ao ar em janeiro próximo.
A atriz Adriana Esteves viverá a cantora Dalva de Oliveira. Herivelto Martins foi um dos principais compositores e cantores de nossa MPB. Ao lado de Dalva de Oliveira, deixaram profundas marcas de suas atuações não são na discografia, mas também nos shows, nos programas de rádio, na televisão e filmes nacionais da época.
O historiador Ricardo Cravo Albin afirma que a paulista Vicentina de Paula Oliveira, que ficou conhecida como Dalva de Oliveira, foi "uma das grandes estrelas dos anos 1940, 1950 e 1960, sendo considerada uma das mais importantes cantoras do Brasil."
Sobre seu marido, o compositor e cantor fluminense Herivelto Martins, ele reconhece que foi "um dos grandes personagens de nossa música popular, compôs vários clássicos do gênero samba, eternizados nas vozes do Trio de Ouro e de inúmeros intérpretes da MPB como Francisco Alves, Aracy de Almeida, Sílvio Caldas, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Nelson Gonçalves e muitos outros."
A revista Bravo! (Editora Abril) deste mes publica os bastidores da mini-série de apenas 5 capítulos que a Rede Globo de Televisão transmite em janeiro próximo. Lá você vai conhecer a reconstituição no Projac do auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com todos os detalhes da época. Até mesmo "o microfone RCA RX44, que pertenceu às rádios Mayrink Veiga e Nacional, integra o cenário da minissérie. O equipamento é original de 1936.", afirma a reportagem de Heloiza Gomes. Confira aqui.
A minisérie "Dalva & Herivelto" é mais uma obra da escritora Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e direção de Cristiano Marques, contando a história do casal que marcou a era de ouro do rádio brasileiro.O programa irá relembrar em cinco episódios a vida pessoal do casal e a conturbada relação profissional, segundo a reportagem da revista Bravo!.
Já está no site oficial da Rede Globo de Televisão (G1) informações detalhadas sobre "Dalva & Herivelto". Clique aqui .
Assista a um dos "clipping" oficiais da micro-série que marca o início dos 45 anos da Rede Globo de Televisão em 2010, nesta homenagem mais do que justa a "Dalva & Herivelto", no vídeo abaixo do portal G1
Com informações da revista Bravo!, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e Rede Globo de Televisão
"Espetacular! Uma grande cantora que está se revelando agora. Todo mundo tem que ouvir a Khrystal, porque realmente é uma renovação da música nordestina. É o revigor que está sendo lançado aqui. Não percam a Khrystal!"
Estas foram as primeiras palavras do jornalista e crítico musical da MPB, Tárik de Souza, após assistir a jovem cantora potiguar Khrystal Saraivaem ação no palco do Teatro Rival, no Rio de Janeiro, ao lançar este ano o seu primeiro CD "Coisa de Preto", acompanhada por seis competentes músicos, capitaneados pelo excelente guitarrista Ricardo Baia.
Como sempre, na platéia ou na coxia do palco, lá estava o produtor da cantora, José Dias Júnior, o grande e incansável incentivador potiguar da MPB, Zé Dias. A informação e o comentário não é deste bloguista, mas do cearense Jânio Alcântara em seu blog "Dusbons". Confira aqui!
Khrystal gentilmente concedeu uma entrevista exclusiva ao Espaço MPB neste Nominuto.com. Ela fala sobre os nove anos de sua carreira, o seu primeiro CD "Coisa de Preto", os seus shows pelo Brasil a fora e como não poderia deixar de ser, diz em poucas palavras o que significa seu produtor musical e admirador Zé Dias. Espaço MPB - Khrystal conte um pouco sobre como a música entrou em sua vida. Khrystal - A música sempre foi um elemento presente dentro da minha casa. Meu pai tocava violão e cantava. Minha mãe e minhas irmãs(todas) tem talento para o canto.Com meu pai aprendia gostar de Dorival Caymmi, Adoniran Barbosa, Pedro Caetano e todo aquele repertório boêmio de boleros e, finalmente, a gostar do violão. Com minhas irmãs aprendi a gostar de Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Djavan e Geraldo Vandré. Ouvia minha mãe cantarolar “Construção” do Chico Buarque de Holanda pela casa, então,não foi nada difícil me envolver com a música.
Espaço MPB - Sua carreira como cantora, começou quando? O que a levou à carreira de cantora, algum(a) cantor(a), compositor(a) ou mesmo algum estilo musical? Khrystal - Comecei muito nova. Lembro de fazer shows com amigos aos 17 anos de idade; se for contar dalí, tenho 12 anos com a música.Mas, conto de 2000 pra cá. Quatro anos depois (2004) comecei a trabalhar com um produtor que está comigo até hoje. Então é isso: nove anos lidando com a coisa e cinco com uma caráter mais profissional. O impulso que eu tinha pra cantar era fundamentalmente MPB. Ainda peguei os resquícios do tempo em que se ouvia muita coisa bacana no rádio. Ele me apresentava ao mundo e eu gostava muito.
Espaço MPB - Na MPB como você se situa? Qual gênero mais lhe agrada: samba, bossa-nova, regional, etc? Khrystal - Acho que sou um dos tantos frutos da MPB. Adoro todos os gêneros musicais, não saberia dizer o que mais me agrada ou em qual me encaixo.Ouço música brasileira da boa e minha estrada é longa. Um disco é muito pouco prá dizer a que um artista se propõe.
Espaço MPB - Fale sobre os seus shows por este Brasil afora. Como é esta experiência de fazer shows em Natal e em outras cidades e capitais? Você poderia destacar algum desses shows que ficou marcado para você? Khrystal - Fazer shows é o grande lance prá mim nessa coisa toda de fazer música. Acho muito íntimo cantar para as pessoas e tocar fora de Natal é divino; é sempre uma novidade. Mas, em geral, é sempre muito bom e as pessoas nos recebem com muito interesse. O show que fiz no Rio foi um show bacana. Tocar para "ouvintes profissionais” pela relação fortíssima que o Rio tem com a Música Brasileira, foi importante pra mim. Em Nova Olinda/CE o público gritava pedindo músicas que só quem acompanha realmente o que faço pediria. Na Paraíba, o negócio também é forte; chamo de shows estritamente emocionais. O show de abertura do São João deste ano em João Pessoa foi demais. Éramos Chico César, Silvério Pessoa e eu. Muita gente, muito bonito. Cantar na terra de Jacinto Silva (Maceió/AL) talvez tenha sido o mais emocionante. O lugar cabia 500 pessoas e tinham 400 pagantes, envolvidas com o show e isso ficou muito forte em nós. Em 45 minutos de show,vendi 60 discos. Hoje em dia quando isso acontece, dá susto.
Espaço MPB - E os seus CDs? Fale um pouco sobre esta vivência no mercado e na sua discografia. Khrystal - Um disco nunca foi prioridade no meu trabalho, por isso gravo pouco para uma vida discográfica clássica. Na verdade minha vivência no mercado se dá estritamente pelo contato que o público tem com o show. Motivado pelo que presencia, na paixão, ele leva o disco pra casa. Claro, tem a demanda que gosta de procurar na loja (e acho que vendo muito bem na loja), mas acho esse dado muito interessante e significativo para mim. No momento estou gravando dois discos e um filme que serão lançados em momentos diferentes entre 2010 e 2011.
Espaço MPB - O que é para você esta figura incomparável para a cultura e a música potiguar: Zé Dias! Khrystal - José é um profissional exemplar e apaixonado pelo seu ofício. É responsável por muitas mudanças e surpresas na minha vida.Acredita mais em mim do que eu.
Reservei para você que acompanha este Espaço MPB este vídeo no Youtube com uma entrevista concedida pela cantora potiguar Khrystal à equipe do Panz&Pimba.com, feita durante o 2o Festival de Cultura da UFC.
Com informações de Jânio Alcântara, Youtube e site oficial de Khrystal. Foto de Alex Hermes.
Paraibano de Brejo da Cruz, José Ramalho Neto (Zé Ramalho), cantor e compositor, com seu vozeirão característico completa neste 3 de outubro seus 60 anos de idade.
Foto: Wilton Júnior/Agência Estado
Dele nos diz o historiador e especialista em MPB, Ricardo Cravo Albin: "Seu pai faleceu quando ele tinha dois anos de idade, sendo então entregue pela mãe ao avô, José Alves Ramalho. Foi criado por ele e pela avó Soledade, com quem aprendeu o amor pela natureza. Seu avô lhe possibilitou estudar nos melhores colégios da cidade natal. Quando estava no segundo grau, começou a ter contato com os violeiros e a familiarizar-se com o cordel, ensaiando as primeiras composições." Confira aqui mais informações do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira sobre Zé Ramalho.
Esta semana O Diário do Grande ABC entrevistou nosso homenageado neste "Espaço MPB" e uma das perguntas da entrevista foi interessante. Ela retrata fielmente a vida desse grande cantor e compositor paraibano nos seus 60 anos de vida e mais de 40 de carreira artística. Confira a pergunta de O Diário do Grande ABC: "Se você fosse fazer uma trilha sonora que resumisse musicalmente esses 60 anos de vida, quais músicas escolheria?"
Veja a resposta de Zé Ramalho: "- Começaria por Disparada, do Vandré. Meu autoretrato é uma música que o Mautner fez para mim e que deu título ao meu quinto disco, Orquídea Negra. É como se ele me dissesse: "Zé, você é a orquídea negra, que brotou da máquina selvagem, e o anjo do impossível plantou como nova paisagem"... Tem uma música minha, Beira-Mar, que diz: "E até que a morte eu sinta chegando, prossigo cantando." É o começo, o meio e o fim. Vou parafrasear Bob Dylan: "Me sinto como se estivesse no meio do caminho. Vamos para os próximos 60 anos!"
A música mais pedida entre as dez mais nos bares de Brasília, segundo pesquisa do jornalista Irlan Lima, do Correio Braziliense, é de autoria de Zé Ramalho e se chama "Chão de Giz". Veja aquia reportagem do repórter e especialista em MPB do CB.
Acompanhe abaixo a letra da música "Chão de giz" de autoria de Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão Espalho coisas sobre um chão de giz Ah, meros devaneios tolos a me torturar! Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde… Eu vou te guardar num pano de jogar confetes Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão É inútil pois existe um grão-vizir Há tantas violetas velhas sem um colibri Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar Meus vinte anos de boy, that’s over baby! Freud explica Não vou me sujar fumando apenas um cigarro Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval E isso explica por que o sexo é assunto popular. No mais estou indo embora, no mais estou indo embora No mais
E para você deixo este vídeo com nossa "orquídea negra" Zé Ramalho interpretando a canção "Chão de giz", de sua autoria. Divirta-se e veja o vozeirão desse grande compositor e cantor de nossa MPB fincado em raízes nordestinas.
E você que acessa este "Espaço MPB", não gostaria de divulgar aqui o seu artista preferido? Só tem uma exigência: deve ser um(a) artista da MPB, que seja cantor e/ou compositor. Mande sua sugestão ou colaboração, preenchendo o comentário abaixo e terei o prazer de atender a seu pedido.
E lembre-se: de 7 a 9 de outubro (quarta a sexta-feira), no Teatro Alberto Maranhão, o sensacional show de lançamento do DVD "Prá se ter alegria" da cantora e compositora potiguar Roberta Sá. Não perca!
Na sexta-feira (21) comemora-se 20 anos sem a presença no cenário da MPB do cantor e compositor baiano Raul Seixas. Ele, na década de 70, revolucionou os costumes e as idéias daquela época com suas canções, seus pensamentos e, principalmente, seus costumes e modo de vida.
A revista "Rolling Stone Brasil", edição de agosto, traz reportagem com depoimentos dos seus primeiros colaboradores, artigo especial de seu amigo e parceiro, o escritor Paulo Coelho e fotos inéditas desde a década de 70. Clique aqui e confira.
Em agosto, a Rolling Stone Brasil sai mais uma vez com duas capas, Raul Seixas e Michael Jackson. Nas matérias internas, os últimos dias do rei do pop e os primeiros do mito do rock brasileiro. Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, 20 anos atrás. "Ao contrário do que manda o figurino, eu senti uma profunda alegria. Parecia que, naquele momento, Raul estava livre, bem, contente. Tinha vivido a lenda da vida dele, feito tudo o que achava que tinha que fazer", afirma Paulo Coelho, o escritor mais lido do mundo, o artigo exclusivo "Uma relação complicada" para a revista. Veja aqui
No texto, o autor conta sua conturbada relação com Raul. "Era uma competição acirrada. Eu era o intelectual que sonhava em morrer imcompreendido, e Raul tinha esse poder de comunicação muito grande". Coelho afirma que foi ele quem apresentou as drogas e as sociedades secretas ao músico. "Será que fiz bem? Raul entrou de cabeça nisso tudo. Em dado momento, eu disse: 'Chega, parei'. Mas Raul continuou, uma escolha absolutamente consciente, e ninguém pode julgá-lo por isso", escreve.
"Nunca o vejo como uma vítima do sistema ou um cara que entrou num processo de autodestruição. Eu sempre demonstrei certo receio, mas ele dizia que eu não me preocupasse: estava fazendo exatamente o que queria". Coelho finaliza dizendo que só chorou a morte do amigo seis meses depois, e que hoje, enfim, Raul recebe o respeito que merece.
A reportagem sobre as origens de Raul narra o início de sua trajetória, na década de 60, com o grupo "Os Panteras" (que voltou à ativa em 2009), a fase como produtor da gravadora CBS e o recomeço da carreira de músico, com o disco Sessão das 10. "Esse sou eu. Não sou produtor porra nenhuma!; sou artista", confessou Raul ao produtor Mauro Motta sobre seu retorno.
A matéria conta também o episódio em que o produtor Carlos Imperial rejeitou "Os Panteras". "Entrem no primeiro ônibus de volta para a Bahia. Esse tipo de música tem 14 mil conjuntos fazendo igual. Raulzito, ainda por cima, é nome de cantor de bolero", afirmou Imperial na época.
O site da Rolling Stone Brasil traz uma galeria de fotos exclusivas de Raul Seixas. As imagens são de autoria de Conceição Almeida, fotógrafa histórica da música brasileira na década de 70.
Outras homenagens
O portal UOL (Música) também dedica esta semana um espaço ao cantor e compositor baiano sob o título de "Morto há 20 anos, Raul Seixas continua fazendo barulho com seu legado". Veja aqui.
A Universitária FM também faz uma bela homenagem ao "maluco beleza". O programa "Vozes do Brasil" está ao som dos seus maiores sucessos. Ouça pelo dial em 88,9 MHz, neste final de semana, às 19h, o "Especial Raul Seixas".
A banda "Ilegais & Clandestinos" promovem no dia 15 de setembro próximo, às 20h, no Saloon 79, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, "Outro Baú - Um tributo a Raul".Para isso divulgam o clipe abaixo, ao som de uma interpretação da música de autoria de Raul Seixas, "Eu também vou reclamar".
Com informações de Flávia Ragazzo (Linhas&Laudas Comunicação), UOL/Música e Tributo a Raul Seixas
"Espaço MPB" estará a partir do próximo sábado (29) também na edição impressa do NaSemana, no caderno Cultura.
Na história de nossa música popular brasileira um dos festivais que ficou marcado como o mais longo foi o Festival Internacional da Canção Popular - FIC.
Por seis longos anos ele permaneceu na pauta da mídia brasileira. O I FIC foi realizado em parceria com a TV Rio, em 1966, enquanto os demais foram produzidos pela Rede Globo de Televisão.
Mais uma vez a revista mensal de cultura Bravo! (editora Abril) traz em sua edição de agosto uma reportagem especial sobre a série dos sete FIC. Quem assina a reportagem é Maria Dolores e traz fotos e ilustrações históricas. Clique aqui e veja a edição especial. Preste atenção na ilustração "Linha do tempo", que apresenta as canções vencedoras, os seus autores e intérpretes.
Segundo o especialista e historiador da MPB, Ricardo Cravo Albin, "O evento era dividido em duas fases, nacional e internacional. A canção classificada em 1º lugar na fase nacional representava o Brasil na fase internacional do festival, disputando com representantes de outros países o Prêmio Galo de Ouro, desenhado por Ziraldo e confeccionado pela joalheria H. Stern."
O maestro Erlon Chaves compôs, em parceria com Ronaldo Bôscoli, o "Hino do FIC", tema de abertura do festival. Veja mais sobre o FIC no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira clicando aqui.
Foto: Revista Bravo! Ago/2009
O FIC revelou grandes compositores e cantores de nossa MPB. Milton Nascimento, por exemplo, teve três de suas composições classificadas para o II FIC: Maria, Minha Fé e Travessia, de sua autoria em parceria com Fernando Brant. Travessia ficou em segundo lugar, mas o compositor e cantor mineiro levou o troféu como melhor intérprete. E melhor, iniciou sua vitoriosa carreira na MPB, no Brasil e no exterior.
Outros artistas que também se revelaram nos FIC foram o "maluco beleza" Raul Seixas, Geraldo Vandré, Nana Caymmi, Cynara e Cybele, Evinha, Trio Ternura, Raimundo Fagner, Tony Tornado, Alceu Valença, Belchior e Osvaldo Montenegro. Além dos já famosos Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Jorge Ben, Elis Regina, Maysa, Claudete Soares, Maria Bethânia, Tuca, Gal Costa.
Não se pode falar na série de apresentações do Festival Internacional da Canção sem se referir ao seu criador e idealizador, Augusto Marzagão. Foi ele que lutou contra tudo e contra todos para o lançamento do FIC. Com sua perspicácia, persistência e inteligência, Marzagão conseguiu colocar o Brasil no circuito internacional da música. Só não ficou para acompanhar a sétima e última edição, em 1972, pois saiu antes da organização do FIC por sua própria decisão.
O FIC marcou também a presença de diversos profissionais do rádio e da televisão brasileira, como o apresentador Hilton Gomes como o seu "Boa noite, maestro!" e "Atenção, Rio! Atenção, Brasil! Atenção países participantes do I Festival Internacional da Canção Popular!", frases que ficaram na memória de todos os telespectadores que acompanharam a série do FIC.
Esse e outros detalhes você pode encontrar no blog "Festivais da Canção", de autoria da carioca Márcia Weber. Clique aqui e veja.
Aproveitando o lançamento do filme "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", fique com este video da participação de Wilson Simonal no Festival Internacional da Canção. Ela foi antológica. Ele fez todo mundo no Maracanãzinho acompanhar suas canções como um verdadeiro maestro. Confira!
Sem sombras de dúvidas ele é considerado o melhor grupo vocal de nossa música popular brasileira. Em sua terceira geração, Demônios da Garoa completa este ano 66 anos de existência e lança o CD Demônios da Garoa e Convidados.
O novo álbum digital traz as participações do grupo Fundo de Quintal, de Leci Brandão, Jair Oliveira, Benito de Paula, Ivan Lins, do puxador Thobias da Escola de Samba Vai Vai, da Adryana Ribeiro, entre outros. A primeira faixa Abrigo de Vagabundo conta com a participação de Zeca Pagodinho.
O grupo atual - Roberto Barbosa (conhecido pelo codinome de Canhotinho (cavaquinho)) Serginho Rosa (afoxé), Dedé Paraízo (violão), Izael (timba) e Ricardinho (pandeiro, neto do fundador do grupo, Arnaldo Rosa) - apresentou-se esta semana com exclusividade para o UOL, como você pode ver neste vídeo especial.
Na Wikipédia há uma passagem que conta que "Noutros tempos, o grupo já contou com a participação de Ventura Ramirez, nome expressivo em São Paulo no estilo violão de 7 cordas, com uma técnica peculiar que marcou a história e os arranjos dos Demônios da Garoa por cerca de 30 anos."
Ninguém melhor do que o historiador, pesquisador e especialista em MPB, Ricardo Cravo Albin, para falar sobre o grupo Demônios da Garoa. Veja o que ele afirma em seu Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira sobre este grupo musical e vocal: "Tornou-se um dos mais famosos grupos vocais e instrumentais da história da música popular brasileira. Sua atuação ficou marcada pelas interpretações originais das músicas de Adoniran Barbosa, com um sotaque tipicamente paulistano. Começou com o nome de Grupo do Luar, tocando em festas, serenatas e encontros familiares, principalmente no bairro paulistano da Mooca. Em 1943, venceu um concurso de calouros na Rádio Bandeirantes recebendo como prêmio um contrato com as Emissoras Unidas (Bandeirantes, Pan-americana, Record e São Paulo). Foi nessa ocasião que o radialista Fernando Leporace sugeriu que o grupo se chamasse Demônios da Garoa, numa homenagem à capital paulista, cujo clima, propenso a chuvas finas, lhe conferiu o título de Terra da Garoa.", afirma Cravo Albin em seu dicionário sobre MPB.
Confira aqui mais informações sobre Demônios da Garoa.
Com informações do UOL, Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Nesta sexta-feira (19) o compositor, cantor, músico e escritor Chico Buarque de Hollanda completou seus 65 anos de idade. Ícone de nossa MPB e admirado até hoje por todas as mulheres que conheço, dizem que pelos seus olhos verdes, Chico Buarque é parte da história de nossa MPB, de nossa literatura e agora de nossa arte cinematográfica.
Quando falo nele me vem à lembrança meus primeiros passos no jornalismo. Esse mesmo, que agora foi comparado a dotes culinários no julgamento sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalista, que tenho o orgulho de ser.
Foi naquela época, ainda "foca" no jornalismo, que conheci pessoalmente este grande compositor. Lá pelos anos 60, quando ainda reinava o "rock and rool" e o "iê-iê-iê" e surgia a "bossa nova". Eu fazia um programa semanal musical na Rádio Planalto, tipo "parada de sucesso". Pautei a entrevista com o Chico, que iria apresentar um show à noite no Teatro Nacional de Brasilia.
Era sua primeira visita a Brasilia. Encontrei-o com Toquinho, passando as músicas do show no seu apartamento no Brasilia Palace Hotel, às margens do Lago do Paranoá, onde estava hospedado. Para esquentar a entrevista, perguntei-lhe qual sua opinião sobre a arquitetura de Brasília. Eu sabia que ele fora estudante de arquitetura, mas não completara sua formação.
Ele se disse impressionado e elogiou Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, autores do projeto de construção da Capital Federal. Fiz outras perguntas sobre sua vida artística e sobre o sucesso da época, a música "A banda", de sua autoria e interpretada pela cantora Nara Leão. Lembro-me que perguntei-lhe se considerava um cantor. Em sua timidez característica, ele respondeu que se considerava um compositor, um músico e escritor, não um cantor. E era verdade, tanto que o conjunto vocal MPB Quatro ou Toquinho sempre o acompanhavam.
É a este Chico que presto minha homenagem neste Espaço MPB. Outros já o fizeram, como o jornalista Luis Nassif em seu portal (clique aqui) e em seu blog (confira aqui), o jornal O Estado de S. Paulo (clique aqui) e a Revista Contigo (clique aqui).
Recentemente Chico Buarque lançou mais uma de suas obras literárias: "Leite Derramado" (vide aqui) e viu seu livro "Budapeste" ser transformado em imagens nas telas do cinema nacional (veja aqui o trailler do filme).
Se você quer saber mais sobre Chico Buarque de Hollanda acesse o seu site oficial aqui.
Reservei para você uma pérola de nossa história da MPB: a cantora baiana e grande intérprete Maria Bethânia entrevista o nosso homenageado pela TV Record de São Paulo(1981).
Com informações de O Estado de S. Paulo, Blog e Portal do Luis Nassif e site oficial de Chico Buarque de Hollanda - http://www.chicobuarque.com.br
Fiquei pasmo!Folheando os jornais locais neste fim de semana li que um dos projetos de sucesso potiguar na inserção social através da música, a Orquestra Talento, não mais recebe o patrocínio da Petrobrás!
Não acreditei. Sou um dos entusiastas do projeto e já assisti diversas apresentações da Orquestra, que até no exterior já se apresentou.
Indaguei aos meus botões: e como fica a matéria divulgada por mim ano passado, antes de ocupar este "Espaço MPB", com informações fornecidas pela própria Petrobrás?
Clique aqui e veja a matéria publicada no UOL Blogs.
Agora, passo a palavra para a Assessoria de Imprensa da Petrobras no RN. Que ela explique a você, internauta de Nominuto.com, o que de fato aconteceu.
Eles são e foram grandes craques de nossa MPB. Com um detalhe: em suas composições musicais eles levantaram, literalmente falando, a bola do esporte nacional. Como dizem os cronistas esportivos,"amaciaram a redonda" e suas letras deixam em todos nós a lembrança de duas verdadeiras "paixões nacionais": a música e o futebol!
Contando as horas e os minutos para a estréia da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo de Futebol - África 2010, recorro à tônica da reportagem de capa da edição comemorativa aos 10 anos do Almanaque Brasil de Cultura Popular, "Com a bola, 11 craques da música". É uma publicação mensal editada pela Andreato Comunicação & Cultura, que tem à frente o artista gráfico Elifas Andreato e uma equipe criativa, experiente e profissional da qual o Brasil deve se orgulhar.
Sou um leitor assíduo do Almanaque Brasil. É uma leitura obrigatória quando viajo pela Tam, parceira principal do Andreato nessa sua viagem pela cultura brasileira.
E olhe que as trinta e quatro páginas dessa publicação na série "Tam nas nuvens" tem muito mais informação. São diversas seções, que vão desde uma Carta Enigmática, curiosidades do Você sabia, Jogos e brincadeiras até o Teco-Teco (diversões para pequenos e grandalhões) e outros assuntos interessantes e populares.
Tudo com a marca da arte, da criatividade e da inteligência e da perspicácia do Andreato e de sua troupe. Quem não conhece o Almanaque Brasil, sugiro a leitura a bordo ou a sua assinatura.
Quanto à reportagem da edição comemorativa dos 10 anos, ela fala de nossos craques compositores nacionais e de seu amor e paixão pelo esporte da bola de futebol. O texto é do jornalista Bruno Hoffmann e a arte de Guilherme Resende, ambos da equipe da Andreato Comunicação & Cultura.
Lá a gente vai saber quais os clubes preferidos de nossos grandes compositores: o Flamengo de Wilson Batista e Jorge Ben Jor; o Grêmio de Lupicínio Rodrigues; o Vasco da Gama de Noel Rosa, João Gilberto, Aldir Blanc e Roberto Carlos; o Fluminense de Tom Jobim, Cartola e Chico Buarque; o Corinthians de Paulinho Nogueira, Adoniran Barbosa e Tom Zé; o Botafogo de Vinicius de Moraes e Moacir Franco; o Sport Clube de Renato Barros (Renato e seus Blue Caps), o Bahia Esporte de Gilberto Gil; o Santa Cruz de Chico Science; o Santos de Mano Brown; o Atlético Mineiro de Cássia Eller; e o América do Rio de Lamartine Babo, autor de hinos de diversos clubes cariocas.
O goleiro dessa seleção é o compositor Sérgio Ricardo. É aquele artista e músico que na década de 60, em pleno Teatro Record/São Paulo, quebrou o seu violão e o jogou para a platéia em protesto pela não classificação de sua música no Festival Nacional da MPB: "Beto bom de bola"!
E tem muito mais. Os autores da reportagem especial reservaram "histórias inusitadas, emotivas e saborosas" de nossos grandes compositores. Mas, o bom mesmo é folhear e ler a edição comemorativa do Almanaque Brasil (Março 2009). É só acessar aqui. Boa leitura.
Fique também com este vídeo histórico do Festival da TV Record (1967) e veja a reação do "goleiro" Sérgio Ricardo pela não classificação de sua música.
Com informações do Almanaque Brasil de Cultura Popular - Andreato Comunicação & Cultura
Nesta segunda-feira (16)a cantora potiguar Valéria Oliveira embarca para os Estados Unidos, onde se apresenta no "South by Southwest" Week", mais conhecido como SXSW, realizado anualmente em Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos.
Acompanhada de sua banda, composta por Eduardo Pinheiro na guitarra, Paulo de Oliveira no baixo e Rogério Pitomba na bateria, Valéria leva na bagagem seu mais recente CD de carreira, "Leve só as pedras", para uma apresentação no próximo dia 21 de março em um dos 80 palcos do Festival.
Entre os brasileiros selecionados para 2009, há estilos bastante diversos como Fernanda Takai, Mundo Livre S/A, Vander Lee, Tita Lima, entre outros.
O festival O Festival de Música SXSW tornou-se uma lenda pelo lançamento de novos talentos do circuito independente de diversos países ao lado de artistas já consagrados. Nas últimas edições, passaram por lá nomes como Ben Harper, R.E.M. e Morrissey. Lá também foram lançados artistas como Amy Winehouse e Vampire Weekend. No SXSW 2009, serão mais de 1.800 shows dos mais variados gêneros e centenas de artistas e bandas de todo o mundo se apresentando numa grande vitrine de tendências artísticas e culturais.
Dentre as inúmeras atrações do festival, um dos destaques é a Conferência de Quincy Jones, empresário, produtor vencedor de vários prêmios Grammy, compositor e arranjador. Considerado um humanitário de longa data, produziu e realizou o histórico "We Are The World", gravação em favor da redução da fome na Etiópia.
Jones é esperado para discutir o poder da música para influenciar e criar uma mudança positiva no mundo e da responsabilidade do artista ao utilizar a sua arte para reunir pessoas para o bem da humanidade.
Dentre os projetos atuais e futuros, incluem-se o livro "The Complete Quincy Jones: My Journey and Passions", um documentário sobre o Carnaval brasileiro, em favor das vítimas do furacão Katrina e das favelas do Brasil. Quincy Jones é considerado pela revista Time como um dos 6 mais influentes artistas de Jazz do século XX.
Voluntariado e promoção do RN Valéria Oliveira, que tem um histórico no campo social, está muito ansiosa para ouvir as idéias de Quincy Jones, já que em Natal participou de diversos shows de promoção do voluntariado como no Ano Internacional do Voluntário e no Lançamento Nacional do Dia Global do Voluntariado Jovem.
"Eu tenho voz, instrumentos e vontade de mudar o Brasil": foi com essa frase de mobilização que o Projeto Retrovisor, do qual Valéria participava, celebrou o Dia Internacional do Voluntário e lançou a música "A Casa do Rei"; com Khrystal, a artista compôs a música "Ópera: o Impacto", ambas em prol do controle social como forma de voluntariado transformador.
Valéria também aproveitará sua viagem para promover o RN como destino turístico. O folheto promocional de seu show traz no verso fotos do produto turístico Natal e o slogan que vem sendo utilizado pela Emprotur para divulgação do Estado: "O melhor da vida está aqui/The best in life is here".
Valéria Oliveira, músicos, empresária e assessora de comunicação vestirão durante o Festival camiseta promovendo a cidade de Natal com a marca exclusiva para o Brasil concedida pelas Nações Unidas: "Natal Cidade com coração/Natal City with a heart".
O Festival é composto ainda por uma intensa programação de palestras, entrevistas com artistas, painéis, sessões com especialistas, sessões de audição de demos, feira de negócios, compra e venda de instrumentos e discos, além de festas privadas promovidas por gravadoras internacionais.
A participação de Valéria Oliveira no SXSW 2009 conta com o fundamental apoio do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura que, por Edital, selecionou a artista para a concessão das passagens aéreas.
A artista potiguar, que vem investindo de maneira independente em sua carreira internacional, com quatro CDs lançados no Japão e três turnês realizadas na Suíça, conta nesse Festival com a colaboração da Fundação José Augusto e o apoio do Governo do Rio Grande do Norte e do SESC-RN.
Informações sobre o Show: sábado (21/3), às 22h, Copa Bar and Grill, localizado na 217 Congress Ave entre a 2nd a 3rd Street Com informações de Mônica Mac Dowell -producao@valeriaoliveira.mus.br
Você que gosta de acompanhar tudo pelo seu computador,notebook ou celular, vai vibrar com esta notícia.
Agora você, além de assistir de "camarote" pela televisão no conforto de sua casa, na praia ou no sítio, pode também se manter atualizado acompanhando o Carnaval 2009 pela Internet e se quiser "ao vivo" do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e de outras capitais brasileiras.
Tudo isso graças aos esforços e à dedicação de diversos veículos de comunicação, da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), do Jornal do Brasil e da TV Globo.
Fique por dentro dos enredos das escolas de samba e dos blocos carnavalescos, do movimento da folia nas principais cidades brasileiras. Conheça curiosidades e saiba das últimas notícias sobre o Carnaval 2009. Acompanhe "ao vivo" de seu computador, notebook ou celular, o desfile no sambódromo na marginal de Pinheiros, em São Paulo, ou na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
E se você quiser conhecer como funciona o desfile de uma escola de samba, veja o infográfico que o portal G-1 da globo.compreparou para os seus internautas.
E Em Salvador, na Bahia de todos os santos, veja e curta o "Demolidor 3", o novo trio da cantora baiana Ivete Sangalo. Luxo e conforto para ela e seus convidados.
Sambas dos blocos do carnaval Rio 2009 como toques para celular
Os sambas escolhidos para os blocos do Carnaval Rio 2009 já podem ser adquiridos pelo grande público antes da entrada dos blocos na passarela da Sapucaí, neste final de semana.
Em parceria com os blocos cariocas o empresário da Performance Records, Juca Muller, e o músico Daniel Pereira criaram um projeto para disponibilizar as músicas como truetone e ringtone (toques para celular), numa iniciativa bastante moderna e arrojada.
"O Carnaval de Rua do Rio cresceu muito, mas ainda não existe registro do material musical. E isso é parte da cultura da cidade. A memória dos sambas está somente com os compositores e é importante que isso não se perca. Porém, um disco de sambas antigos não tem valor comercial e é muito difícil gravar um disco com os sambas atuais", afirma o músico Daniel Pareira.
"As disputas acontecem muito em cima do carnaval e não há tempo hábil para fazer a produção e a confecção dos CDs. Aí, surgiu a idéia de disponibilizar isso por meio de toques para celular", esclarece Pereira, que assina a produção musical do projeto.
As gravações foram feitas na última semana e já estão disponíveis em todas as operadoras de telefonia móvel. Os truetones podem ser adquiridos em três versões: o samba inteiro, uma versão de 30 segundos ou apenas o grito de Carnaval do bloco.
Já o ringtone é composto apenas pelo refrão do samba. O samba do Suvaco foi gravado por um de seus compositores, João Cavalcanti, vocalista do grupo Casuarina, e o do Simpatia (que comemora os 25 anos do bloco) ficou por conta do puxador da União da Ilha, Marquinho do Banjo. Os arranjos foram feitos por Dudu Oliveira.
"Na verdade, este é só o primeiro passo. A intenção é que no ano que vem a gente consiga incluir mais blocos no projeto. E assim dar a possibilidade do folião conhecer o samba antes do desfile, já chegando afiado para cair na folia", finalizou Pereira.
Com informações da jornalista Karla Rubia - karlarubia1@gmail.com