Retrato do Oeste
cezar.pedro@gmail.com
Cézar Alves, de 37 anos, paraibano de nascimento e Potiguar de coração, com residência fixa em Mossoró, Oeste do Rio Grande do Norte. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, inicialmente atuou como fotojornalista no Jornal Gazeta do Oeste no período de 1995 a 1998, depois passou a editar a página policial do diário. Exerceu este posto até 2002, quando se transferiu para o Jornal de Fato, onde passou a colaborar com a edição do Caderno de Estado.

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Mais 3 executados em Mossoro e só assistimos a bolha de sangue e dor crescer

 

O Câmera
Peritos do ITEP fez perícia sem equipamentos adequados nos locais de crime
Depois de duas execuções registradas neste final de semana em Mossoró, sem que ninguém tenha sido preso, hoje foram registradas outras três.

Novamente não houve prisões. A primeira vítima, Francisco Paulo da Silva, de 34 anos, tombou morta depois de baleada cinco vezes no bairro Santo Antônio.

Este crime aconteceu às 13h30, na zona norte da cidade. 10 minutos foi a vez de tomar morto com três tiros Damião Souza da Silva, de 23 anos.

Damião sofreu 3 tiros, sendo 2 nas costas e 1 na cabeça no Conjunto Wilson Rosado. A 3ª execução de hoje foi por volta das 19h30.

Um homem aparentando ter 25 anos foi executado na Favela do Fio, perto do Abolição IV, zona oeste da cidade, com tiros de armas de grosso calibre.

Com as três execuções de hoje, o número de mortos por arma de fogo somente em 2011 chegam a 97 sem que se veja uma mobilização pela paz na cidade.

Quanto mais tempo passa sem que o governo contrate o que é preciso para combater a violência, mais cresce a bolha de sangue e sofrimento.

E o que o Estado precisa fazer é investir no serviço de inteligência e principalmente em perícia técnica para que os bandidos sejam localizados e presos.

Isto pensando em reduzir a violência de imediato. Se pensar em combater a violência em longo prazo, é preciso investir pesado em educação.

Assim como também é imprescindível botar os presos para trabalhar, ampliando as chances destes não voltarem a cometer novos crimes.

Deveria haver uma marcha pela paz e não pela maconha.
 
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