Regra do direito de resposta desagrada principais representantes da mídia

Diógenes Dantas,

requiao_resposta-370Os veículos de comunicação estão chiando com razão depois da aprovação da lei que regulamenta o direito de resposta a ofensas na mídia.

O projeto foi votado ontem (4) pelo Senado, e segue para sanção da presidente Dilma Rousseff após ter sido votado também na Câmara dos Deputados.

O direito de resposta em si é um direito de todos os ofendidos. Isso não se discute. Mas a regra que permite o ofendido a falar no rádio, aparecer na TV ou na web está gerando polêmica.

A proposta geral aprovada, de autoria do senador Roberto Requião [foto], do PMDB paranaense, estabelece o seguinte: o texto considera ofensivo o conteúdo que atente, mesmo por erro de informação, contra a honra, a intimidade, a reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica. A resposta deverá ser do mesmo tamanho e com as mesmas características da matéria considerada ofensiva, se publicada em mídia escrita ou na internet. 

Na TV ou na rádio, também deverá ter a mesma duração, e o alcance territorial obtido pela matéria contestada deverá ser repetido para o direito de resposta.

No projeto original aprovado pelo Senado, a retratação espontânea do veículo cessaria o direito de resposta, mas não impediria a possibilidade de ação de reparação por dano moral. 

Na Câmara dos Deputados, os deputados alteraram esse trecho da proposta, determinando que a retratação ou a retificação espontânea não cessará o direito de resposta nem prejudicará a ação de reparação por dano moral.

A chiadeira dos veículos de comunicação está na emenda, acatada pelos senadores, que incluiu artigo para garantir ao ofendido, se assim o desejar, o direito à retratação pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa.

Ou seja, se o cara foi ofendido no rádio, pode dar uma de locutor e fazer sua defesa com a própria voz. Se foi na TV, pode aparecer no lugar do apresentador. Se for na internet, pode assinar um texto, gravar um podcast, postar um vídeo ou pode fazer tudo ao vivo, por streaming. 

Os políticos, claro, adoraram. Eles vivem disso. Aproveitam qualquer oportunidade para deitar falação, fazer discurso, autopromoção.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) vai pressionar Dilma Rousseff para vetar esse trecho da regulamentação aprovada.


Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

liberal_5_11_15Tribuna do Norte: Governo adia pagamento do eSocial até dia 30

Novo Jornal: RN precisa de R$ 673 milhões para recuperar rodovias ruins

Gazeta do Oeste: Mulher usa capacete e derruba assaltante

Jornal de Fato: Líder denuncia supersalários na gestão do prefeito Silveira Júnior

O Mossoroense: TSE mantém cassação de Cláudia Regina em mais 10 processos


Nacionais:

O Globo: Falhas obrigam governo a adiar Simples Doméstico

O Estado de São Paulo: TCU mantém pressão sobre Dilma ao fiscalizar Petrobrás

Folha de São Paulo: Cunha admite elo com contas secretas

Estado de Minas: Lambança federal

Correio Braziliense: Rolemberg recua e ão demite comando da PM

Zero Hora: Transbordou

O Liberal: Governo reduz conta de luz em 25 municípios do Pará

Diário de Pernambuco: E o buraco pode ficar ainda maior…

Jornal da Paraíba: Mensalidade escolar terá reajustes de 10% a 15%

O Povo: Saiba como ficará a Praça Portugal


Observatório: Explosão no shopping

Diógenes Dantas,
Arquivo/Nominuto
Bandidos explodiram o caixa eletrônico do Bradesco no Shopping Cidade Jardim, zona sul de Natal. O crime ocorreu na madrugada.

O dia começou animado em Natal [para não dizer o contrário]. Os bandidos estão cada vez mais ousados. Nada de roubar caixa eletrônico ou agência bancária no interior. O alvo agora pode ser um shopping da capital.

Os moradores de Cidade Jardim acordaram com uma forte explosão por das 3 e meia da manhã. Um grupo de criminosos explodiu o caixa eletrônico do Bradesco, no Shopping Cidade Jardim.

Os bandidos renderam os vigilantes, mas foram perseguidos pela polícia. Houve troca de tiros.

A PM perseguiu a quadrilha até o conjunto San Vale, onde os criminosos abandonaram um Fiat Punto de cor branca. Em seguida, os bandidos fugiram em uma Hilux preta e um Sandero.

cidade-mOs policiais chegaram a encontrar em uma residência rádios comunicadores, celulares, uma espingarda e munição, além de algumas cédulas queimadas e cartões de banco. 

Dois homens foram detidos e foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Entre os suspeitos, está um vigilante da rua onde foi encontrado o material. 

Segundo a polícia, ele teria informado a localização errada do bando, fazendo com que os policiais realizassem uma primeira abordagem em uma casa errada.

A polícia ainda não informou a quantia roubada.


Super fácil

Outra ocorrência ousada dos bandidos foi no supermercado Super Fácil, em Nova Parnamirim, na região metropolitana.

Dois bandidos roubaram o caixa do estabelecimento às 19h de ontem (3). Um abordou discretamente a funcionária do Super Fácil e o outro ficou dando cobertura ao comparsa. 

Sem dar tiros e ferir ninguém, a dupla levou R$ 4,4 mil da loja e alguns aparelhos de celular.

O supermercado estava lotado, e não houve reação dos vigilantes.

Os bandidos fugiram 'facilmente' do Super Fácil.


DSC5246Cassação mantida

Agora a política: o plenário do Tribunal Superior Eleitoral manteve a cassação de Cláudia Regina (DEM) e do então vice Wellington Filho (PMDB), ex-gestores em Mossoró.

Os recursos da ex-prefeita em dez processos - abuso de poder econômico, político, compra de votos e captação de votos - foram negados pelos ministros do tribunal.

Os ministros seguiram os votos da relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, contrários aos pedidos de Cláudia Regina.

Ainda consta da lista de acusações, utilização de recursos materiais e humanos da prefeitura na realização da campanha eleitoral, exoneração de servidores em decorrência de suposto apoio político ao candidato oposto, distribuição de fardamento nas cores da campanha dos candidatos eleitos, superexposição da primeira representada nos meios de comunicação, em especial nos jornais Gazeta do Oeste, Correio da Tarde e Jornal de Fato, utilização de dezenas de carro de som em toda a cidade de Mossoró, inauguração de bem público em evento político eleitoral, doação de bicicletas, cadeira de rodas, camisas, pacotes de cimento, pares de óculos e promessa de doações a instituições de caridade, além de recebimento de doações após o dia das eleições. 

Em todos os processos, a inelegibilidade é de oito anos.

Desse turbilhão de processos só escapou Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, nome certo na eleição municipal do próximo ano.


Entre virgulinos

Dodora Guedes, diretora do Solar Bela Vista, convida todo mundo para a exposição do artista plástico Azol, "Azol, entre virgulinos", nesta quinta-feira (5), a partir das 19h.

Segue o convite:

azol_solar_770

DD.


Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

novo_04_11_15Tribuna do Norte: Novo fundo previdenciário espera audiência pública

Novo Jornal: Sonegação causa prejuízo de R$ 1 bilhão por ano ao RN

Jornal de Fato: TSE mantém Cláudia Regina fora da PMM

Gazeta do Oeste: PRF registra sete mortes nas estradas durante o feriadão

O Mossoroense: TSE mantém cassação de Cláudia Regina em mais 10 processos


Nacionais:

O Globo: Sistema de R$ 6,6 milhões para domésticos falha

Folha de São Paulo: Rombo no fundo de pensão da Petrobras dispara 60%

O Estado de São Paulo: Candidatos a relator veem indícios de quebra de decoro de Cunha

Correio Braziliense: Governo erra, patrões de doméstica pagam conta

Estado de Minas: eSocial: Mais um tormento na vida do brasileiro

Zero Hora: Conselho de Ética abre processo contra Cunha

Gazeta do Povo: Processo de cassação de Cunha fica nas mãos do “baixo clero”

O Liberal: Conselho de Ética inicia processo contra Cunha

A Tarde: Câmara inicia processo que pode cassar Cunha

Diário de Pernambuco: Receita não vai adiar o prazo do e-Social

Jornal da Paraíba: Aberto processo que pode cassar Eduardo Cunha

O Povo: Ceará tem a gasolina mais cara do Nordeste


Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Nacionais:

estadao_03_10_15O Globo: Barulho é a queixa que mais ocupa 190 da PM

Folha de São Paulo: Russomano lidera com folga corrida à Prefeitura de SP

O Estado de São Paulo: Conselho de Ética facilita escolha de relator pró-Cunha

Correio Braziliense: Brasiliense se vira para espantar crise

Zero Hora: Base instável é desafio de Dilma em votações

Gazeta do Povo: Crise econômica freia arrecadação do governo e frustra ajuste fiscal

O Liberal: Greve ameaça produção de combustíveis no país

Diário de Pernambuco: Os novos hábitos do brasileiro

O Povo: Tecnologia e criatividade ajudam a economizar água


Revistas:

Veja: Os “chaves de cadeia” que cercam Lula

Istoé: José Eduardo Cardozo: “A lei é para todos”

Época: O dinheiro suspeito

Carta Capital: Discussão errada, obras certas


Betinho Rosado emplaca primo na diretoria da Codern, e vira destaque na Folha

Diógenes Dantas,

emiliano_rosado_370A presidente Dilma Rousseff (PT) intensificou a distribuição de cargos no 2º e 3º escalões do governo para fortalecer sua base de apoio no Congresso Nacional como estratégia de enfrentamento de um eventual processo de impeachment.

A Folha de São Paulo informa nesta segunda-feira (2) que o deputado Betinho Rosado (PP) indicou o primo Emiliano Rosado Lamartine de Faria para a diretoria da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

Apesar da formação de engenheiro civil, Emiliano Rosado não possui experiência no setor portuário. “Trabalhou em empreiteiras”, informou o periódico paulista.

A Folha traz uma série de indicações de leigos aceitas pela presidente Dilma para pacificar sua base. Além de Emiliano na Codern, o jornal destaca a presença de turismólogo na Fundação Nacional de Saúde na Bahia, e a de um corretor de imóveis na CBTU (Companhia de Trens Urbanos) na Paraíba.

Leia mais na Folha de São Paulo.


"A saúde só muda se a educação mudar", diz presidente da Rede Sarah

Diógenes Dantas,
Correio Braziliense
Lúcia Willadino Braga, da Rede Sarah, avalia que a ausência de uma filosofia e de um projeto de longo prazo são graves lacunas que impedem avanços no atendimento à população.

* O reconhecimento internacional da Rede Sarah se deve, em boa medida, aos multitalentos de Lúcia Willadino Braga. Em uma trajetória marcada por caminhos improváveis e quase aleatórios, a gaúcha de Porto Alegre foi decisiva para tornar o centro de reabilitação inaugurado em 1960, por JK, uma referência mundial na medicina e na gestão pública. Neta de alemã e de índio, música autodidata e de uma curiosidade insaciável, ela deve a Brasília o espírito inovador que marca seus projetos em neurociência. Em meio àquela utopia que nascia no Planalto Central naqueles anos pioneiros, Lúcia aprendeu cedo que era possível fazer tudo a partir do nada. “Todo mundo tinha que criar, e acho que isso me abriu uma proposta de criação”, diz. Com forte inovação e uma gestão de alto nível, marcada pela participação de todos os colaboradores, Lucinha — como é conhecida — representa o expoente de um modelo exemplar, diametralmente oposto à calamidade frequentemente diagnosticada na saúde pública nacional — inclusive no Distrito Federal. Nesta entrevista ao Correio, Lúcia, presidente da Rede Sarah, avalia que a ausência de uma filosofia e de um projeto de longo prazo são graves lacunas que impedem avanços no atendimento à população. E acredita que a solução para os hospitais está nas escolas: “Com educação você já melhora muitíssimo o nível de saúde.”

A infância numa cidade em construção influenciou sua trajetória?

Foi determinante. Mostrou que qualquer um pode fazer alguma coisa, se quiser, se você se empenhar. Isso me influenciou e me influencia até hoje. Não consigo ver que uma coisa é impossível. Vejo que há obstáculos que a gente supera. E outra coisa que me influenciou muito foi o plano educacional.

Onde você estudou?

O Anísio Teixeira e o Darcy Ribeiro criaram uma proposta educacional completamente inovadora e fomos cobaias. Mas foi uma maravilha ter sido cobaia disso. Estudei num lugar chamado Escola de Aplicação, que era um barraco de madeira, do lado do Elefante Branco. Isso no ensino de primeira a quarta séries. Nas escolas, não tínhamos que decorar nada. A ideia era ensinar a pensar. Não decorei nem a tabuada. Até hoje não sei e nunca me fez falta nenhuma. A ideia era aprender a pensar. E isso me influenciou muito.

Depois veio a ditadura...

Tinha uma coisa nas escolas que era um tanto quanto subversiva. Os professores diziam: “Olha, você não pode falar isso, mas tem que pensar aquilo”. Isso estava arraigado nos professores. O professor vinha, por exemplo, com Construção, do Chico Buarque, para debater. Havia um processo de politização. E quando entrei na UnB, em 1976, muito jovem, a ditadura ainda não tinha conseguido sufocar a universidade. E aí você podia fazer matéria em qualquer departamento.

Que curso?

Fiz música, psicologia. Fiz matérias de vários departamentos. Acho que sou uma autodidata, porque, olhando hoje o conceito de neurociência, vejo que desde muito cedo, nos anos 1970, venho buscando essa diversidade. Pensava que seria música porque, com cinco anos, aprendi a ler partitura sozinha e curti. Aprendi “n” instrumentos.

Qual é o preferido?

Gostei de todos. Aprendi regência com o Cláudio Santoro, na UnB, toquei piano, oboé, violino, flauta... Pensava que faria isso da minha vida, mas, quando cheguei à UnB, vi que tinha uma matéria sobre o desenvolvimento do pensamento da criança. Pensei: “É isso que me interessa...” Aí tinha matéria sobre neurologia. Achei muito legal. Comecei, então, a pegar as disciplinas e montar ideias na minha cabeça.

Foram os primeiros projetos?

No meio do segundo semestre, tive a ideia de desenvolver um projeto, numa bolsa de iniciação científica do CNPq, que era trabalhar parâmetros do som com as crianças com lesão cerebral para desenvolver o pensamento. Foi em cima da ideia de trabalhar o pensamento cognitivo. Esse projeto foi aprovado, super bem cotado. Eu tinha 19 anos. E aí me disseram que, se conseguisse um lugar para implantar o projeto, poderia executar. Deixei o projeto no Hospital de Base e no Sarah. De repente, o Sarah falou que poderia vir. Cheguei aqui, não tinha local para mim e muito menos material. Aí arrumei, dentro daquela ideia de que se você não tem, faz. Eles me deixaram guardar o material dentro do ar-condicionado. E trabalhava do lado de fora.

Conheceu Campos da Paz nessa época?

Ele me viu aqui, na enfermaria, tocando flauta. Fazia esse trabalho com as crianças. Ele achou curioso o projeto e me convidou para apresentar numa sessão clínica. Quando me formei, fiz seleção para cá e entrei no Centro de Pesquisa. E aí, já trabalhando aqui, fui fazer mestrado e doutorado, sempre em estudos sobre o cérebro. Depois, fiz pós-doutorado em ciências. Campos tinha essa abertura para o novo. Ele não se assustava.

Como você, que não se enquadra e busca sempre o novo, tem esse lado executiva? Isso se encaixa? São duas Lucinhas ou uma só?

Encaixa-se muito. É uma Lucinha só. Da mesma forma que posso criar um novo método de tratamento, posso construir uma organização do trabalho, posso construir um hospital. Então, é uma coisa gostosa. Bem novinha, já tinha essa facilidade de organizar as coisas e as pessoas. Tanto que assumi a chefia da área de lesão cerebral com 22 anos. Assumi a coordenação porque a própria equipe pediu. Organizava bem. Você pode ser criativa na gestão. Combina bem. A gestão não precisa ser pesada, burocratizada. Então comecei no setor de lesão cerebral infantil. Depois, no setor de lesão cerebral como um todo, coordenei praticamente todos os programas do Sarah. No fim, nos anos 1980, era gerente de reabilitação. Tudo sobre reabilitação era comigo.

O fato de não ser médica prejudicou? Sofreu preconceito?

Nunca senti preconceito porque nunca tentei ocupar o espaço de ninguém. Muitas pessoas falam: “A dra. Lúcia não é médica”. É comum ouvir isso, mas não incomoda porque acho natural que as pessoas pensem que, para ser diretor de hospital, precisa ser médico. Então, por mais que diga que não sou, volta. É recorrente. Mas não me afeta porque nunca quis ser médica.

Teria feito o curso, se quisesse...

Passei no vestibular com uma das maiores notas da UnB. Meu sogro era médico e ele queria muito que fizesse medicina. Só fiz matérias que me interessavam, estudei anatomia e outras. Gosto de aprender e faz muito bem para o cérebro.

Por que é tão difícil adotar um modelo de sucesso como o do Sarah na saúde pública?

Tem muitos fatores. O Sarah tem alguns diferenciais. Por exemplo, a gente tem uma filosofia. Todo mundo vem para uma seleção pública, faz um treinamento para igualar princípios filosóficos. Trabalhamos com dedicação exclusiva. Então, um grupo pequeno de profissionais pode dar um atendimento de qualidade. Muitos hospitais nos procuraram querendo fazer igual. Mas muitos dizem que dedicação exclusiva não dá. Aí começa a não dar certo.

São bons salários para dedicação exclusiva?

São salários dignos. Para ter um bom profissional, não posso pagar uma miséria, porque ele não estará aqui. Mas o que a gente vê lá fora é que o trabalho de um é dividido por quatro pessoas, cada uma fazendo algumas horas. A organização do trabalho é muito importante. Há também um diferencial nosso em termos da gestão de materiais. Muitas unidades têm o tomógrafo, mas está quebrado; têm a agulha, mas falta a linha; têm o cirurgião, mas falta o anestesista. Em saúde, não pode faltar nada. Isso não é uma questão de custo. É uma questão de planejamento. Claro que se paga por tudo o que se utiliza, mas não deixamos as coisas perderem a validade, não deixamos as coisas no estoque e conseguimos planejar. Isso em saúde é fundamental.

Falta de medicamentos e má utilização de equipamentos são grandes problemas da saúde pública...

Sim, na falta de planejamento, a pessoa manda comprar um equipamento e não tem onde instalar. Como vou comprar uma ressonância sem ter onde instalar? Outra coisa fundamental é manutenção. Estamos num prédio de 1980 e aqui não tem nada quebrado. Não fica nada quebrado nenhum dia. Aqui trabalhamos também com o princípio da economicidade. Não somos donos do Sarah. O dono do Sarah é o povo brasileiro. Essas responsabilidades, essa consciência, esse cuidado com o bem público são muito fortes na nossa filosofia. Ninguém deixa uma luz ligada; a gente usa iluminação natural, ventilação...

Tem muito rigor?

Sim. Mas quem não se adapta vai embora. Não aguenta. Aqui ninguém é mais importante do que ninguém. O médico não é mais importante, como a gente vê por aí. A pessoa que limpa o chão faz uma seleção pública, recebe treinamento que passa por um olhar no microscópio. Passa por uma filosofia. Ele sabe que precisa limpar para retirar as bactérias. Com isso, temos a menor taxa de infecção do mundo. Esses profissionais de higiene são profissionais de saúde.

Usar organizações sociais na gestão de hospitais é uma saída?

Depende das instituições contratadas. Já houve uma experiência em Brasília que não deu certo. As organizações sociais surgiram como espelho do Sarah. Só que a gente tem essas peculiaridades que vão desde o treinamento de um auxiliar de higiene até os profissionais de saúde. A gente tem, por exemplo, um programa muito legal, que se chama Paciente por um dia. O pessoal novo se coloca como tetraplégico, paraplégico, afásico (não fala), e os outros colegas vão tratar dele. Alguém vai alimentar, vai ver o ritmo... Isso dá um outro olhar, mais humano. Temos uma perspectiva humanística. Quando se pergunta a um ortopedista: “O que você olha num paciente?” Olhe o olho.

Então, depende mais de uma filosofia de trabalho?

De uma filosofia e de um modelo de trabalho. Tem que ter o modelo, desde a gestão dos recursos humanos; precisa ter os profissionais trabalhando com prazer. Assim é também no tratamento, precisa ser prazeroso para os pacientes. Desenvolvemos um método que se chama neuroreabilitação ecológica. Se você não pode tirar uma pessoa do hospital para a vida, então tem de levar o hospital para a vida. Um exemplo: as pessoas remando no lago, no Sarah Lago Norte. Lutei muito para construir aquela unidade. Enfrentei muita oposição. Só faltavam me matar.

Por que um hospital na beira do lago?

Justamente pela possibilidade de fazer coisas mais lúdicas, de ter um visual mais legal, um espaço aberto. A pessoa fica paraplégica e precisa de braços muito fortes. Quando ela vai se transportar da cadeira para a cama, para o carro, usa todo o peso do corpo no braço. Se você botar a pessoa para carregar um peso, vai encher a paciência dela. Se você coloca para remar, é muito mais interessante. Para quem precisa trabalhar o equilíbrio, velejar é muito melhor. São coisas assim que temos feito.

Como foi o trabalho de envolver a família nos tratamentos?

Em 2005, escrevi um artigo em que comprovei que a participação da família propicia um tratamento muito melhor.

Hoje em dia, nos hospitais, quando alguém está em fase terminal, cada vez mais o médico comanda o destino daquele paciente longe da família. Acha correto?

Isso é muito prejudicial. Em paciente em estágio terminal, a gente tem que ter uma linha de cuidados paliativos de dar conforto, tranquilidade, amor. Tive que provar para a comunidade científica, com dados estatísticos, que amor faz bem. Parece surreal. Já diziam os Beatles: “All we need is love”.

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Foi difícil provar essa tese?

A comunidade científica não aceitava. Quando comecei a trabalhar no Sarah, a família não entrava, ficava do lado de fora. Vinha o paciente para tratar, a mãe ficava do lado de fora. Dizia: “Isso não vai dar certo. A mãe passa 24 horas por dia em 365 dias por ano com o filho. Ela tem muita informação para dar.” Não tive dúvidas: peguei meu tapete e coloquei do lado de fora do hospital. Comecei a atender as famílias. Dava um resultado incrível. Mas, quando comecei a apresentar isso, tive que quebrar um tabu muito forte. Ouvia: “Eu sou a fisioterapeuta, como a mãe vai fazer os exercícios?”; “Eu sou a fonoaudiológa.”... Achava que tudo aquilo poderia ser ensinado para as famílias. Peguei um grupo tratado durante um ano com a participação da família, e um outro grupo sem a participação. Quem teve a família foi muito melhor. Provei que a variável mais importante para uma criança melhorar é a afetiva. É o amor.

A criança se sente mais segura?

Quem mais quer o bem dessa criança? Quem ensina uma criança a andar? Não é o fisioterapeuta. É a mãe, a família. Quis devolver à família o papel natural. Quando comecei a falar sobre isso fora do Brasil, também me deu muito problema. Hoje a família é muito bem-aceita. Publiquei um livro que ensinava tudo com desenho, a fazer estimulação motora, cognitiva, da linguagem...

Que imagem o Sarah tem lá fora?

Hoje, o Sarah é um dos modelos mais reconhecidos em reabilitação no mundo. Esse método da família é usado em muitos países. Fui convidada no ano passado até para inaugurar um hospital na Holanda, em Haia, que usa basicamente os métodos que desenvolvi. Hoje recebo visitantes para treinar aqui. Vem gente da Noruega, da Suécia, dos Estados Unidos, da Inglaterra, França, Dinamarca, África do Sul... Temos projetos de colaboração com vários centros do mundo.

Não é um reconhecimento fácil...

É uma coisa que se constrói no dia a dia. Nunca coloquei isso como meta, mas sempre quis mostrar que esses métodos eram importantes. Nos últimos 20 anos, sempre sou chamada para abrir congressos. Amigos meus, que começaram a trabalhar comigo, de outros países, brincam: “Pôxa, você, a menorzinha de nós, latino-americana, mulher, é a convidada especial”.

Nesse período, sentiu preconceito lá fora?

Teve momentos em que senti. Essa questão da família enfrentou muita resistência. Uma vez fui falar em Curitiba sobre a importância da família e as pessoas se levantaram no meio da fala, em protesto.

Existe muita arrogância na ciência?

Existe. Alguns franceses acharam legal meu projeto da família, alguns alemães também. Mas nem todos. Tinha um amigo alemão, que me tratava muito bem, mas nunca comentava as pesquisas com a família. Uns anos depois, ele me liga: “Meu filho sofreu um acidente de carro e teve uma lesão cerebral. Estou me sentindo excluído. Só agora entendi seu lance com a família. Quero levar meu filho para você tratar, e fazer parte do tratamento”.

E a vaidade no mundo científico?

Há uma vaidade intelectual. Mas tem um lado na ciência: tudo você precisa comprovar. Como provei, com todas as estatísticas, com amostra grande, vários estudos com ressonância magnética funcional em que se mostra dentro do cérebro da pessoa, então não há um questionamento. Aí você publica esse estudo na Science, a comunidade científica acolhe, segue e tenta dar um passo à frente. Então hoje tem menos esse embate.

Como está a saúde hoje no país?

É um momento muito difícil. O país é muito grande. Garantir qualificação, qualidade, a distância... Seria necessária a formação de gestores em saúde. Ser um bom médico não significa ser um bom gestor. Mas a gestão de materiais e a manutenção do sistema são complexas. E é isso que a gente vê muito nos escândalos: falta remédio, equipamento parado. A saúde só vai mudar se a educação mudar. Minha sensação é de que o país precisa investir em educação. Com educação, você já melhora muitíssimo o nível de saúde. Uma coisa que já discuti com alguns governos: por que não se coloca no fim do ensino médio disciplinas de enfermagem, de medicina? Com um ano de formação mínima, haveria muito menos procura de pronto-socorros. Haveria muito mais ações preventivas.

Para não sobrecarregar o sistema?

Isso. A pessoa vai saber quando a situação é grave e que precisa correr para o pronto-socorro ou se pode esperar. Essa noção básica se resolve com educação. Os países que fizeram as grandes mudanças pensam nos próximos 20 anos. Veja o que era a Suécia antes de investir em educação: a pobreza, a miséria, a prostituição, o alcoolismo... E o que é a Suécia hoje, e os países escandinavos.

Mas, aqui no DF, se resolve como? É educação, gestão?

É gestão. Uma coisa que tenho informação, que me foi dito pelo próprio Rollemberg, é que tem um número muito grande de médicos na administração. Não tem nenhum médico na gestão da rede Sarah toda. E ninguém faz só gestão. Faço gestão, faço pesquisa e atendimento de pacientes. O gestor que não for para a base não sabe o que está acontecendo. Se eu não for ao meu ambulatório, à minha enfermaria, vou ficar fazendo o que aqui? Ficar de rainha da Inglaterra? E o que faz esse tanto de gente, esse tanto de médico? Por que estão na administração e não na frente? Por que não se monta um sistema de compra de material que seja minimamente planejado? Por que quando se compra um equipamento não se contrata a manutenção? Não dá para ter uma visão imediatista. Essa ideia de pensar o país a longo prazo é o que falta. É como aqui no GDF.

Qual é a solução?

Deveria se pensar assim: vamos virar a mesa e partir do zero. Vamos construir uma coisa nova? O que sinto dos sucessivos governos são remendos para dar conta durante alguns mandatos.

Seria uma mudança estrutural?

Isso. Parar tudo e ver quem está fazendo o quê. Quem vai cuidar do quê... Eu, que já fiz tantos hospitais, acho tão simples. Olhar o problema de frente, encarar. Ter a participação das pessoas. Esse também é um problema. Você não pode fazer uma gestão que não seja participativa. Não posso dizer: agora sou a secretária de Saúde e vocês vão fazer assim. Ninguém vai fazer porque quero, mas porque acredita. Passaria por uma revisão geral. Vamos construir juntos. Uma coisa muito complicada é ficar se queixando, dizendo que não pode fazer porque não tem condições. Então, descola. Providencia. Briga por isso. Se houver uma boa intenção, você vai conseguir ajuda.

Já foi convidada para ser ministra?

Fui convidada por três diferentes presidentes. Fui convidada para ser secretária de Saúde do DF, mas a estrutura política do Brasil é muito difícil. Tem a coisa da divisão partidária. A vida toda trabalhei com profissionais concursados. Acho complicado esse universo criado pelos políticos de indicar determinado profissional porque tem ligação partidária, política. O cargo de ministro é político. Não é um cargo de gestor público e o meu cargo aqui é de gestor público, de responsabilidade enorme e com cuidado muito grande dos recursos públicos. Nunca tivemos nenhum questionamento do TCU nem da CGU. Se for tudo no preto e no branco, não tem questionamento.

Na hora de pedir recursos do orçamento, há dificuldades?

A gente tem sempre um apoio muito grande da bancada do DF, de todos os partidos. Os grandes aliados do Sarah são as pessoas que nele se tratam. Os parlamentares são eleitos pela população e a população está satisfeita. O nível de satisfação do paciente do Sarah, na última pesquisa, foi de 98,3%. Quando a gente pede uma emenda, não enfrenta dificuldades. E aqui a gente não faz nenhum tipo de diferença partidária ou religiosa.

O aparelhamento político atrapalha?

Atrapalha, mas em que ministério é diferente? Acontece em todo o sistema político.

Na saúde, o peso de indicações políticas não é maior?

Saúde e educação são áreas que não deveriam ter influência política. Se fosse ministra da Saúde, teria de brigar muito. Não iriam me querer em três meses. Logo me dariam alta. Temos que viver para a saúde e não sobreviver da doença.

Como é sua relação com os pacientes?

Sou contra distanciamento. Eu beijo, abraço, gosto. Defendo o envolvimento. Meus pacientes vão se tornando meus amigos. Você comemora cada vitória. É muito bom ver que a pessoa está melhorando e você melhora junto. A gente se “co-constrói”.

Com as derrotas, você acaba sofrendo também?

Não acredito em derrota. Tudo depende do objetivo a ser alcançado. Não posso querer que uma pessoa que comprometeu toda a medula volte a andar. Não posso considerar uma derrota não a fazer andar. Tenho que trabalhar com ela um objetivo que lhe dê qualidade de vida, e a gente vai comemorar muito, a gente vai curtir.

Muitos pacientes chegam com a esperança de cura. Como dizer a eles que nunca mais vão andar?

Acho natural que as pessoas venham com a expectativa acima da realidade. Acontece. Você não pode tirar a esperança de ninguém, mas também não pode alimentar expectativa falsa, porque reversão de expectativa é que causa sofrimento. Acontece assim: a pessoa vai conversar com outras que têm o mesmo problema. Aí, ela começa a digerir. Quando a pessoa está pronta para perguntar ao médico, ela pergunta. Não é preciso antecipar. Trabalho muito o seguinte: o que você tem, e não o que você não tem. Se você gosta de esportes, não pode ser um campeão de corrida, mas pode ser um campeão de remo. Existem “n” possibilidades. O caminhar é mais importante para as pessoas que não têm problema do que para as pessoas que têm. Se você não andar, mas souber contornar isso, será feliz, como a gente vê em milhares de paraplégicos, tetraplégicos, hemiplégicos.

Têm ocorrido muitos acidentes de trânsito por uso de celular?

Demais. É impressionante. Antes os problemas de trânsito eram causados por bebida alcoólica. Hoje são principalmente causados pelo celular. É aquela ideia de que você vai ganhar tempo. Na verdade, acaba perdendo um tempo enorme. Passar meses e anos se reabilitando. É um filme que não volta.

Vocês ainda têm programas de orientação para jovens?

Sim. Temos um programa de prevenção que é muito legal. A gente começou pensando em jovens do ensino médio próximos de tirar a carteira. Mas aí descobrimos o óbvio: adolescentes contestam os adultos. Então baixamos a faixa etária para um pessoal bem novinho, porque a criança chega em casa e fala: “Ah, pai, se não botar o cinto, não vou”.

Como fazer com que as pessoas tenham cuidado?

É interessante essa questão da prevenção: ninguém chega e fala: hoje vim me prevenir de um câncer ou de uma lesão na medula. Viável é convidar as escolas para uma visita. É o espaço da educação. Aí você vai trabalhar a formação das crianças. Seria muito legal que as crianças tivessem essa formação. A prevenção passa por aí.

Como enxerga a educação hoje no país?

É preciso investir mais na remuneração do professor. Acho impressionante que não se veja o valor desses profissionais. E investir no ensino fundamental. Um ensino fundamental de qualidade muda muito a realidade. O resto é consequência.

Há situações em que você não acreditaria que o paciente chegaria lá?

A gente nunca acha que a pessoa não vai chegar lá. A questão é construir dia a dia. Sempre se pode dar um passo a mais. Talvez seja um passo diferente, por outra via. O importante, em recuperação e reabilitação, é comemorar cada passo. Cada melhora é uma melhora.

E quanto à força de vontade do paciente?

É fundamental. Quando recebo algum paciente adulto, com uma lesão cerebral mais grave, falo: “Quer melhorar? O mais importante para melhorar é querer. Senão não vai ter como fazer nada, nem sua família, nem ninguém. A pessoa é responsável pela própria saúde.

Vocês atendem de celebridade e político a pessoa comum. O tratamento é padrão?

É absolutamente igual. Aqui não há infecção social. A família chega, toma um banho e veste um uniforme. Isso é para evitar infecção hospitalar e infecção social. A roupa que o acompanhante da celebridade vai usar é a mesma do acompanhante do paciente em uma situação econômica mais precária. Os pacientes usam o mesmo uniforme, o mesmo tratamento, a mesma enfermaria, comem no mesmo refeitório, a mesma comida. A pirâmide socioeconômica do Sarah é igual à do Brasil. Aumentou a classe C no Brasil, aumentou no Sarah. O acesso era todo por telefone, agora é pela internet. O que a gente tem, diferentemente de outros hospitais públicos, é muita busca de pessoas que poderiam pagar. Porque elas buscam a qualidade.

O índice de satisfação com o Sarah é alto. Mas há quem critique porque não consegue consulta. Por quê?

Aí depende. Muitos casos a gente não atende porque as pessoas não têm noção do trabalho do Sarah. Acham que aqui trata fratura. E aqui não trata fratura. O acesso é tranquilo. Entra no site, escolhe a unidade. Você vai ver, por exemplo, que não há ortopedia e neurocirurgia em Fortaleza. Foi definido assim. Tudo é dentro de uma única perspectiva, mas alguns têm especialidades que outros ainda não têm. Tudo isso passa pelo governo federal, porque todos os nossos recursos são públicos. 

A arquitetura tem um peso fortíssimo em todos os Sarah. Tudo tem a mão do Athos e do Lelé. Você enxerga os dois?

Isso é uma coisa maravilhosa. Até outro dia comentava... Éramos quatro pessoas muito ligadas: eu, Campos da Paz, o Lelé e o Athos. Sempre fui a caçula da turma, hoje só fiquei eu. O arquiteto não faz um hospital se você não tem um bom programa. E um programa de reabilitação não funciona se não há uma boa arquitetura. Se tivéssemos cubículos, não conseguiríamos fazer um atendimento humanizado. Então adotamos alguns princípios: abertura com a natureza, ventilação natural, iluminação natural, espaços amplos e abertos, multidisciplinariedade. Isso tudo faz parte de um programa de reabilitação. A filosofia do Sarah também se sustenta na arquitetura. Ninguém tem o seu consultório, em nenhuma unidade da rede. A gente divide boxes.

Não foram projetados?

Exatamente. Não temos computadores pessoais. Achei estranhíssimo quando vim para a diretoria — não queria vir. Não tenho talento para ficar em gabinete. Gosto de trabalhar do lado de fora. Quando vim para essa sala e vi que podia abrir a porta e botar uma mesa do lado de fora, carreguei a mesa para a grama e comecei a trabalhar. A arquitetura foi toda pensada assim: os elementos do Athos sempre conversaram com a arquitetura do Lelé. Isso a gente ensina também na formação dos profissionais do Sarah. Ninguém cola um Mickey Mouse em cima de uma peça do Athos. Lelé e Athos tinham uma conversa muito gostosa para cada hospital. Os azulejos do Sarah de São Luís, Athos pensou de maneira diferente, porque é uma cidade com tradição de azulejos. No Sarah centro, o Athos começa com o painel marrom, o painel verde. Você chega ao Sarah Lago, ao Sarah Fortaleza, explode em cores. Um dia falei ao Athos: “Você começou fazendo o Teatro Nacional todo branco... de repente explodiu em cores. Como foi isso?” Ele respondeu: “Lucinha, fiquei velho, perdi a vergonha” (risos).

Que influência tiveram na sua vida?

Tive oportunidades e estou tendo ainda de conhecer pessoas interessantes. Estou sempre muito aberta a aprender, a ouvir o outro. Aprendi muito com Campos, com Lelé, com Athos... Tinha outras pessoas também. Jorge Amado, Zélia Gattai, Millôr Fernandes, pessoas de uma sabedoria.

Do que mais sente falta de Campos da Paz?

Do humor. Na vida diária, a gente tinha uma relação muito próxima. Teria idade para ser filha dele. E um dia ele me falou: “Engraçado, as pessoas pensam que você é tipo minha filha, mas você é tipo minha mãe” (Risos). E é verdade. Porque ele era muito impulsivo. E eu dizia: “Não, não pode, se comporte!” A gente tinha essa liberdade.

Ele disse uma vez sobre você: “O professor se realiza quando descobre que o aluno é melhor que ele”.

Ele botou isso no livro dele. Falei para ele: “Não bota isso não”. Sou do tipo low profile.

Trabalha quantas horas por dia?

Quantas horas for preciso. O envolvimento que a gente tem vem da paixão pelo trabalho. Deve ser muito triste uma pessoa trabalhar numa coisa de que não gosta. Morreria. A gestão me dá prazer. Acho muito gostoso organizar as coisas, ver o resultado e envolver as pessoas. É preciso pensar junto, porque a conquista é do grupo. Aqui todo mundo é muito preocupado em não rasgar o papel, de imprimir um papel que não precisa, de sair e deixar uma luz acesa.

Como cortar gastos e manter bons salários?

Há 15 anos, cortaram muito o nosso orçamento. E os preços subindo. O dinheiro estava limitado e o salário, uma porcaria. Falei: “O salário da gente está ruim, não está? Também acho, porque também sou funcionária. Se todo mundo diminuir o custeio, dá para aumentar o salário”. Imediatamente todo mundo fez uma economia enorme no custeio e reverteu em salário no mês seguinte. Mas a gente sabia que tinha de manter. E até hoje temos essa filosofia.

Como você enxerga a crise no país? 

A gente não pode se deixar levar pelo baixo astral. Tem tanta gente batalhando por alguma coisa boa... Tudo passa se a gente resolver cooperar para que as coisas sejam superadas.

E o teatro do Sarah? Os pacientes frequentam?

Sempre achei legal trazer arte para dentro do hospital. Logo que vim para cá, trazia filmes, uns amigos da Escola de Música para tocar. A gente ia fazer um barulho lá fora. Quando resolvemos ampliar o auditório, fizemos um que serve também de teatro. É um espaço com acessibilidade. Os pacientes adoram. Tem gente que vem de maca, tomando quimioterapia. Já falo logo para os artistas: se alguém sair, não é nenhuma crítica (risos). E agora comecei a perceber que diminuiu muito o uso de analgésicos, porque você levanta o astral das pessoas.

Entrevista a Ana Dubeux , Ana Maria Campos , Carlos Alexandre, publicada neste domingo (1º) no Correio Braziliense.


Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

novo_01_11_15Tribuna do Norte: Gastos dos poderes sobem mais que inflação e receita em 4 anos

Novo Jornal: Na falta de vagas, cemitérios públicos de Natal apelam às covas provisórias

Jornal de Fato: Câncer de próstata é vilão do homem

Gazeta do Oeste: Mães pedem justiça contra suspeito de abuso infantil

O Mossoroense: No limite


Nacionais:

O Globo: Lava-Jato já recuperou R$ 2,4 bi para a União

Folha de São Paulo: BNDES suavizou exigências para socorrer amigo de Lula

O Estado de São Paulo: Volks busca reparar apoio à repressão na ditadura

Correio Braziliense: Lúcia Willadino Braga, presidente do Sarah: “A saúde só muda se a educação mudar”

Estado de Minas: Flagelo em dobro

Gazeta do Povo: Falta de repasses federais ameaça obras contra cheias em Curitiba

O Liberal: Comerciário terá jornada de trabalho maior para o Natal

A Tarde: Piloto que fazia acrobacia morre em acidente aéreo

Diário de Pernambuco: O ano da casa própria

Jornal da Paraíba: Ficha-suja “dribla” a lei e lança parentes

O Povo: Seca faz Castanhão ter água só por mais 11 meses


Revistas:

Veja: Os “chaves de cadeia” que cercam Lula

Istoé: José Eduardo Cardozo: “A lei é para todos”

Época: O dinheiro suspeito

Carta Capital: Discussão errada, obras certas


O que explica a força de Eduardo Cunha para continuar na Presidência da Câmara?

Diógenes Dantas,
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados: o 'Rei do Baixo Clero' corre o risco de cassação por omitir a abertura de contas na Suíça.

Mariana Schreiber

Há dez anos, o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) renunciava ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados após denúncias de que havia recebido "mensalinho" para prorrogar a concessão de um restaurante da Casa.

Depois das revelações pela imprensa de que teria recebido pagamentos que somavam pouco mais de R$ 100 mil, Cavalcanti não durou três semanas na função.

Sua permanência no comando da Câmara se tornou insustentável devido a acusações bem menos ruidosas do que as que recaem agora sobre o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual presidente da mesma instituição.

Desde o final de setembro, multiplicam-se evidências de que o peemedebista e sua família seriam donos de contas secretas milionárias na Suíça. O material repassado pelo Procuradoria daquele país às autoridades brasileiras inclui documentos com a assinatura de Cunha e cópias do seu passaporte, que teriam sido usados na abertura das contas.

De acordo com pessoas que fizeram acordos de delação premiada dentro da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, como o empresário Julio Camargo e o lobista Fernando Baiano, Cunha teria recebido US$ 5 milhões provenientes do esquema de corrupção na estatal. Nesses acordos de delação, o investigado aceita colaborar com a Justiça em troca de penas mais brandas.

As denúncias geraram uma representação contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara. Se for aberto um processo contra ele, pode resultar em sua cassação pelo plenário ─ mas isso tende a se arrastar para o próximo ano. Já a possibilidade de renúncia foi rechaçada diversas vezes pelo próprio Cunha.

Estatura política

Mas o que explica a resistência de Cunha?

Cientistas políticos e deputados ─ sejam aliados ou opositores de Cunha ─ são unânimes em dizer que o peemedebista tem uma "estatura política" muito maior que a de Severino.

O peemedebista foi eleito em fevereiro presidente da Casa em primeiro turno, com apoio da maioria absoluta dos parlamentares (267 votos do total de 513), o que na época representou uma clara derrota para o governo Dilma.

Sua eleição já era esperada, enquanto e escolha de Cavalcanti para presidir a Casa foi um surpresa, a vitória de um "azarão".

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"Eu vejo a diferença da estatura política. O Eduardo foi eleito numa grande articulação, no primeiro turno de uma eleição. O Severino foi eleito ali como uma pirraça dos aliados que estavam insatisfeitos com o governo (Lula)", assinala o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), aliado de Cunha.

"Severino não era um parlamentar com projetos, ideias, vivia do próprio corporativismo. Era o fisiologismo puro, simplório. Cunha é um político de negócios, operador de muitas articulações inclusive financeiras", observa o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos autores da representação contra Cunha no Conselho de Ética.

"Em fevereiro desse ano, há poucos meses atrás, ele obteve 267 votos em 513, ganhou no primeiro turno. Isso não se dissolve tão rápido assim", acrescenta.

Líder do PPS, Rubens Bueno (PR) vai na mesma linha.

"Eduardo Cunha tem uma bancada como o PMDB, que pouca coisa não é. Montou o maior bloco (aliança entre diversos partidos para atuarem juntos nas votações) da Casa e passou a ditar quando o governo ganha e quando perde, até agora. O Severino não tinha bloco, não tinha bancada, era muito mais fragilizado do ponto de vista de apoio".

Baixo clero

E como Cunha construiu esse apoio?

Cunha se candidatou à Presidência da Câmara com a promessa de fortalecer o Poder Legislativo e ampliar sua independência do Planalto. Após eleito, usou seu poder para concretizar isso, diz o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, diretor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro).

"O cargo (de presidente da Câmara) lhe dá muito poder. Ele pode pautar temas de interesse do governo, segurar, nomear relator de comissões, criar comissões. Presidentes anteriores faziam isso mais como uma correia de transmissão do Executivo. Ele passou a fazer uma negociação (em torno disso) com o baixo clero (parlamentares com menos expressão na Casa)", nota.

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Outro fator importante que garante apoio a Cunha, observa Monteiro, é sua articulação com as bancadas mais conservadoras. Esses grupos apoiam Cunha em troca do andamento de temas de seu interesse dentro da Câmara, como a revisão do Estatuto do Desarmamento (para facilitar a venda de armas) e a criação do Estatuto da Família (para proibir a adoção de crianças por casais gays).

"Daí o poder dele. Apesar de todas as denúncias ele ainda tem muita influência na Câmara", acredita Monteiro.

"Ele se apoiou não só no baixo clero, mas em várias bancadas específicas, por exemplo, bancada ruralista, bancada da bala, bancada evangélica. Então, Cunha conseguiu amealhar um apoio que ultrapassa os partidos. Ele hoje controla 120 deputados fiéis a ele. Isso equivale praticamente às bancadas do PT e do PMDB juntas, que são as duas maiores".

Há ainda os rumores de que Cunha teria ajudado a levantar fundos para campanhas de cerca de 100 deputados, lembra Chico Alencar. O peemedebista foi um dos candidatos à Câmara que mais conseguiu arrecadar doações de empresas nas eleições de 2014 ─ gastou sozinho em sua campanha R$ 6,5 milhões.

"Supostamente ele ajudou a angariar fundos para vários deputados se elegerem ou se reelegerem. Então, claro, coloca muitas fichas na mesa de dívidas", afirma o cientista político David Fleischer, professor da UnB (Universidade de Brasília).

Cunha foi procurado para responder às afirmações, mas não quis falar para esta reportagem.

Segundo Monteiro, outro ponto que dá força a Cunha para articular sua continuidade no cargo é a crise política, o que lhe abre espaço para negociar sua permanência em troca de aceitar ou não os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rouseff.

O (longo) caminho para a cassação

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), já deu diversas declarações afirmando que as denúncias contra Cunha são questões internas da Casa e não dizem respeito ao Executivo.

Já o PT está dividido. Cerca de metade da bancada petista, 32 deputados, assinou a representação contra o peemedebista no Conselho de Ética. Ou seja, foram a grande maioria dos 48 parlamentares que apoiaram a denúncia capitaneada por PSOL e Rede.

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No entanto, o partido não apoiou oficialmente a representação. "Ele (Cunha) diz que está seguro e cabe a nós, neste momento, aguardar o prosseguimento do processo (na Comissão de Ética) para nos pronunciar. Não há omissão", disse na semana passada Sibá Machado (PT-AC), líder do partido na Câmara.

Nenhum parlamentar dos principais partidos que defendem o impeachment da presidente (PSDB, PPS, DEM e Solidariedade) assinaram a representação. Há cerca de três semanas, os líderes dessas legendas assinaram uma nota defendendo que Cunha se afastasse da presidência da Câmara "até mesmo para que ele possa exercer, de forma adequada, o seu direito constitucional à ampla defesa".

Dessa forma, parece improvável no momento que Cunha deixe o cargo antes de uma eventual decisão do Conselho de Ética no sentido de recomendar sua cassação.

Isso pode ocorrer caso os deputados entendam que Cunha mentiu ao dizer em março, durante depoimento na CPI da Petrobras, que não possuía contas bancárias no exterior. O Código de Ética da Câmara prevê que mentir em depoimento é quebra de decoro e justifica uma cassação.

Cunha conta com o tempo para tentar salvar seu mandato. A expectativa é que o processo no Conselho de Ética seja interrompido pelo recesso parlamentar da virada do ano e só seja retomado após o Carnaval.

Antes disso há o risco de que ele decida dar início a um processo de impeachment contra a presidente. Até agora, ele tem seguido a orientação da área técnica da Câmara e mandado arquivar pedidos que não foram considerados procedentes.

Na próxima semana, Cunha prometeu que decidirá sobre o pedido apresentado pelo jurista Hélio Bicudo (um dos fundadores do PT). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a área técnica da Câmara estaria finalizando parecer em que recomenda ao presidente da Casa que dê seguimento ao pedido.

Cunha tem dito a jornalistas que vai analisar os pedidos de impeachment do ponto de vista técnico e jurídico. Ele também nega as acusações sobre as contas na Suíça.

Severino Cavalcanti também foi procurado, mas estava viajando e não pode atender a reportagem.

* Texto da BBC Brasil em Brasília.


Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_30_10_15Tribuna do Norte: Programa do Mais RN propõe projetos que somam R$ 171 bi

Novo Jornal: Barreira Roxa só deve reabrir no final de 2017, explica Senac

Jornal de Fato: Rosalba aguarda final de julgamento

Gazeta do Oeste: Comerciante morre após sofrer assalto

O Mossoroense: Esmeraldas avaliadas em R$ 4,6 milhões apreendidas em Mossoró


Nacionais:

O Globo: PMDB propõe alternativa à política econômica de Dilma

Folha de São Paulo: Lula diz sofrer ‘pancadaria’; PF intima seu filho a depor

O Estado de São Paulo: Lula defende Levy e PT recua em crítica ao ajuste

Correio Braziliense: PF intima filho de Lula. Juíza amplia apuração

Estado de Minas: Alagamento é ameaça em 88 pontos de BH

Zero Hora: A sombra da crise

Gazeta do Povo: Cortes no orçamento de 2016 ameaçam excluir 1 milhão de paranaenses do Bolsa Família

O Liberal: Rombo no governo é de R$ 117 bi

A Tarde: Bahia fabricará argamassa a partir do dia 5

Diário de Pernambuco: “Ninguém precisa ficar com pena”

Jornal da Paraíba: Preço do aluguel dispara

O Povo: Ônibus. R$ 2,75: Passagem tem maior aumento em 12 anos


Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

correio_29_10_15Tribuna do Norte: CNJ proíbe pagar pessoal com depósitos judiciais

Novo Jornal: Barreira Roxa: fechado até hoje para reforma…

Jornal de Fato: Rosalba e Cláudia serão julgadas hoje pelo TSE

Gazeta do Oeste: Dívidas agravam situação do Hospital da Mulher

O Mossoroense: Intervenção da Apamim articula fechamento do Hospital da Mulher


Nacionais:

O Globo: Aliados de Cunha pressionam opositores no Conselho

Folha de São Paulo: PT e fratricida e se equivoca na economia, afirma PMDB

O Estado de São Paulo: PT enquadra bancada e pede que Cunha não seja ‘prejulgado’

Correio Braziliense: Brasília à flor da pele

Estado de Minas: Depois daquela chuva

Zero Hora: As manobras de Cunha

Gazeta do Povo: “Vitrine” de Richa na área social deixará de atender 81 mil famílias

O Liberal: Mais um PM é baleado em apenas quatro dias

A Tarde: Via busca desafogar o tráfego entre Barradão e Paralela

Diário de Pernambuco: Empresa do filho de Lula pode ter sigilo quebrado

Jornal da Paraíba: Golpe no Minha Casa, Minha Vida na Paraíba

O Povo: Bandidos explodem carro-forte e atiram em quatro policiais


Popularidade de Dilma continua ao rés do chão

Diógenes Dantas,
Roberto Stuckert Filho/PR
obre o desempenho pessoal da presidente Dilma, 15,9% aprovam e 80,7% desaprovam, aponta MDA/CNT.

Dilma Rousseff segue com a popularidade ao rés do chão. Confira os números do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgados hoje (27):

De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados reprovam o governo. Na pesquisa anterior, divulgada em julho, o percentual era de 70,9%.

A avaliação positiva do governo da presidente subiu um tiquinho de nada: foi de 7,7%, em julho, para 8,8%, em outubro.

Em outubro, a pesquisa aponta que 1,3% consideram o governo ótimo; 7,5%, bom; 20,4%, regular; 18,1%, ruim; 51,9%, péssimo; não sabem ou não responderam (0,8%). No levantamento anterior (julho), 1,5% consideravam o governo Dilma ótimo; 6,2%, bom; 20,5%, regular; 18,5%, ruim; e 52,4%, péssimo.

Sobre o desempenho pessoal da presidente Dilma, 15,9% aprovam e 80,7% desaprovam. Na pesquisa anterior, os percentuais eram 15,3% e 79,9% respectivamente. O percentual de entrevistados que não sabe ou não respondeu foi de 3,4%, ante os 4,8% da coleta anterior.

O Instituto MDA ouviu 2.002 pessoas, em 24 unidades da Federação, entre os dias 20 e 24 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

É isso.


Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

correio_27_10_15Tribuna do Norte: AL deverá aprovar ajuste sem prazos de validade

Novo Jornal: Dinheiro para nova ponte de Natal virá do Banco Mundial

Jornal de Fato: Jório sugere saída de 50% dos secretários

Gazeta do Oeste: Sete homicídios registrados pelo Item no fim de semana

O Mossoroense: Prefeitura “inaugura” 5 de 12 leitos de UTI que ela mesmo fechou


Nacionais:

O Globo: PF faz busca em escritório de filho de Lula e irrita PT

Folha de São Paulo: PF faz buscas em firmas de filho do ex-presidente Lula

O Estado de São Paulo: PF faz busca em empresa de filho de Lula e interroga ex-chefe de gabinete

Correio Braziliense: PF apura se filho de Lula ganhou propina com MP

Estado de Minas: Pente-fino nas prefeituras

Zero Hora: Quadrilha encomendava armas direto do central

Gazeta do Povo: Cooperativas investem e dão fôlego à economia regional no momento de crise econômica

O Liberal: Bancários encerram a greve. BB, Caixa e Basa não aderem

A Tarde: Bancários aceitam 10% de aumento e acabam greve

Diário de Pernambuco: Aposentadoria pode ficar mais difícil

O Povo: “Punição por corrupção no Brasil é uma piada”

Jornal da Paraíba: PB tem média de 122 assassinatos por mês


Organização Mundial da Saúde classifica carne processada como alimento cancerígeno

Diógenes Dantas,
Arquivo/Nominuto
Para cada porção de 50 gramas desse tipo de carne consumida todos os dias, o risco de câncer colorretal aumenta em 18%.

Meu médico disse a mesma coisa hoje (26): Carnes processadas – como salsicha, presunto, linguiça, hambúrguer e bacon – foram classificadas como alimentos cancerígenos para seres humanos, conforme divulgado hoje (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a carne vermelha, incluindo partes do boi, porco, carneiro, bode e cavalo, foi classificada como alimento de provável risco cancerígeno.

A decisão foi tomada pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) e levou em consideração evidências de que o alto e frequente consumo de carne processada provoca câncer colorretal. “Especialistas concluíram que, para cada porção de 50 gramas desse tipo de carne consumida todos os dias, o risco de câncer colorretal aumenta em 18%”, alertou a agência.

As classificações foram definidas com base em mais de 800 estudos que tratam da associação de cerca de 12 tipos de câncer ao consumo de carne vermelha ou de carne processada em países e populações de dietas variadas. As evidências mais fortes, segundo a IARC, vieram de um grupo de estudo conduzido nos últimos 20 anos.

Ainda de acordo com a agência, braço da OMS, as descobertas reforçam a orientação do consumo limitado de carne entre humanos, sem deixar de levar em consideração que o alimento tem valores nutricionais.

* Com Agência Brasil.


Manchetes da segunda-feira

Diógenes Dantas,

Nacionais:

Veja_26_10_15O Globo: Governo retira ‘pedaladas’, e rombo será de até R$ 50 bi

Folha de São Paulo: Pedaladas bancam grandes empresas e produtores rurais

O Estado de São Paulo: Proposta de ajuste fiscal avança pouco no Congresso

Estado de Minas: Na fila do racionamento

Gazeta do Povo: Dinheiro desviado na Lava Jato circulou por pelo menos 30 países

Zero Hora: Piratini admite risco de novo atraso nos salários

Jornal do Commercio: Resultado do Enem sai até janeiro

O Povo: Qual educação as escolas oferecem


Revistas:

Veja: Os diários de FHC

Época: O ministro rebaixado

Istoé: A volta da miséria

Carta Capital: Desigualdade sem limites


Quem quer ser jornalista?

Diógenes Dantas,
Arquivo/Nominuto
Para ingressar no jornalismo hoje em dia é necessário ter fé, escreve o colunista do New York Times, Héctor Tobar.

* Por Héctor Tobar

O emprego dos sonhos de Jonathan Bach, jovem do Estado americano de Oregon, é numa profissão detestada por muitos, que oferece compensação miserável e costuma ser perigosa. Muitos dizem a ele que a atividade está fadada a se tornar obsoleta. Nada disso parece importar. Ele ainda quer ser jornalista.

Em meados deste ano, Bach sentiu pela primeira vez o gosto do trabalho de reportagem diária para os jornais, no East Oregonian, publicação com sede em Pendleton. Ele cobriu rodeios, tribos de índios americanos e a abertura de um novo bar chamado Strip’n Chute. Escreveu bastante e escreveu rápido - em troca de um salário mínimo.

“É o melhor emprego do mundo”, disse ele, com toda a animação que seria de se esperar de um formando de 21 anos.

Para ingressar no jornalismo hoje em dia é necessário ter fé. Se conseguir encontrar um emprego no escalão mais baixo - e as redações tiveram seu pessoal reduzido em 10% no ano passado - será provavelmente necessário fazer um voto de pobreza digno de um monge. Mesmo na televisão, um repórter jornalístico chega a ganhar apenas US$ 18 mil por ano.

Na polarizada sociedade americana, a confiança do público na mídia está no ponto mais baixo já observado, de acordo com uma recente pesquisa de opinião do instituto Gallup. Em todo o espectro político, alguns nos acusam de difundir insidiosos ideais liberais, enquanto outros nos chamam de lacaios de uma conspiração da direita corporativa. Pior ainda, as pessoas nos consideram babacas sem coração capazes de fazer um menininho chorar ou de chutar um imigrante “em busca da matéria”.

A verdade é que os melhores jornalistas formam um elo com os leitores, ouvintes e espectadores ao terem a mente aberta e demonstrarem compaixão. Esse é um dos motivos pelos quais tantos permanecem na profissão, apesar da remuneração ruim e das longas jornadas. Como Bach aprendeu em pautas como entrevistar um voluntário de rodeio, empatia é uma parte fundamental do trabalho.

“Temos a oportunidade de compartilhar histórias e ver as coisas através dos olhos de outras pessoas todos os dias”, disse ele.

Alento. Digo aos jovens repórteres a quem ensino na Universidade do Oregon para ignorarem a atmosfera sombria que envolve a profissão e seu futuro. O público sempre terá apetite por histórias verdadeiras e bem contadas.

E as pessoas jamais deixarão de necessitar de informações essenciais, transmitidas com rapidez e precisão. No início do mês, quando um atirador abriu fogo numa universidade comunitária em Roseburg, cerca de 120 quilômetros ao sul de Eugene, vários veículos de mídia entraram em contato com o departamento de jornalismo da nossa universidade e perguntaram: conhecem algum jovem repórter ou fotógrafo freelancer que possamos contratar? Imediatamente?

Cameron Shultz, estudante de pós-graduação que foi contratado pelas redes nacionais de TV e emissoras locais, levou sua câmera e capturou imagens evocativas num centro de acolhida e numa vigília com velas. 

Tragédia. Tentamos ensinar aos nossos estudantes que até a mais simples das reportagens exige disciplina e habilidade. Pensemos no exemplo recente de Alison Parker, 24 anos, repórter de uma emissora de TV da Virgínia. Como Bach, ela começou a carreira como estagiária. Sua última reportagem foi a respeito de Smith Mountain Lake, um marco geográfico local.

O vídeo que o assassino de Alison publicou da morte dela revela que o criminoso estava apontando uma arma para ela, no campo de visão da vítima, durante pelo menos 10 segundos antes de abrir fogo. Alison estava entrevistando a diretora da câmara de comércio local. Estava demasiadamente concentrada em fazer seu trabalho bem feito para perceber que sua vida estava em risco.

“Quando trabalhamos na televisão, perdemos um pouco de nós mesmos”, disse Rebecca Force, repórter veterana da TV e diretora que hoje é professora na Universidade de Oregon. Quando o repórter entra no ar ao vivo, como foi o caso de Alison, “estamos no momento. Temos pouco tempo. Estamos no ar. É impossível voltar atrás e gravar outra vez. Temos apenas aquela tomada”, disse Rebecca.

Alison e o cinegrafista, Adam Ward, morreram fazendo o tipo de reportagem corriqueira, de interesse claramente local, que faz parte do trabalho de operações jornalísticas em todos os lugares. Ela segurava o microfone com firmeza enquanto a entrevistada dizia “essa é nossa comunidade e queremos compartilhar informações que vão nos ajudar a crescer e a nos desenvolver”.

Combustível. Jovens jornalistas funcionam à base de uma estranha mistura de adrenalina e idealismo. Eles anseiam pela euforia de vencer o prazo de fechamento, ou de dominar o medo do palco numa transmissão ao vivo. E acreditam que, se conquistarem essas habilidades, farão contribuições importantes para suas comunidades.

“Não acho que uma fotografia possa mudar o mundo, mas trata-se de um registro de onde estamos”, disse o jornalista mexicano Rubén Espinosa em uma de suas últimas entrevistas antes de ser morto na Cidade do México, em julho. Ele cobria o drama que se desenrola no estado mexicano de Veracruz: corrupção oficial, crime organizado violento, desaparecimentos, protestos e resistência.

O trabalho de Espinosa rendeu a ele três ameaças de morte e a inimizade de pessoas poderosas em Veracruz. 

Muitos jornalistas americanos trabalhando no exterior enfrentaram perigos semelhantes por parte daqueles que gostariam de silenciá-los - incluindo James Foley, estudante de pós-graduação da Faculdade de Jornalismo Medill, da Universidade Northwestern.

“Ele deu sua vida para expor ao mundo o sofrimento do povo sírio”, disse a mãe de Foley, depois que ele foi morto, decapitado, por seus sequestradores extremistas do Estado Islâmico na Síria no ano passado.

Futuro. Quando menino, crescendo em Bend, Oregon, Jonathan Bach sonhava em se tornar correspondente no exterior. Dormia ouvindo reportagens da BBC no rádio a respeito de terras distantes. Índia. Paquistão. Rússia.

Sua meta agora é escrever reportagens sobre o Leste Europeu. Além de estudar jornalismo, está em seu terceiro ano de aulas de russo. E já esteve na Ucrânia e no Azerbaijão para testar suas habilidades como repórter freelancer.

“Não há nada como chegar para passar uma semana num país, fazer a reportagem e conseguir que seja publicada”, disse ele.

Bach também esteve entre os estudantes da Universidade de Oregon incumbidos de cobrir a tragédia de Roseburg. Para o site Daily Beast, ele entrevistou amigos de um professor de inglês morto no episódio e uma estudante de enfermagem que subitamente viu sua sala de aula transformada em sala de emergência.

Tenho certeza de que Bach se comportou profissionalmente durante essa pauta. E lembrou-se do que os professores ensinaram a ele e aos colegas quando os mandamos cobrir pautas no câmpus da universidade, na prefeitura ou nas feiras locais: seja respeitoso com aqueles que entrevista. Verifique duas vezes como cada nome deve ser soletrado. E sempre entregue o material antes do prazo do fechamento. [Tradução de Augusto Calil]

*Héctor Tobar é colunista do New York Times.


Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

DP_25_10_15Tribuna do Norte: Mercado amplia descontos e recria “seguro desemprego”

Novo Jornal: Vereadores querem isentar igreja de pagar imposto e taxas

Jornal de Fato: Sandra: nota a Silveira pode chegar a - 30


Nacionais:

O Globo: Atraso e redução de verbas paralisam municípios

Folha de São Paulo: PT perde 11% dos prefeitos que elegeu três anos atrás

O Estado de São Paulo: Burlai confirma que levou empresário a reunião com Lula

Correio Braziliense: Luís Roberto Barroso: “Precisamos de menos Estado e mais sociedade”

Estado de Minas: Rodovias intermináveis

Zero Hora: Os precatoristas

Gazeta do Povo: Estado vai duplicar dez rodovias que devem ser pedagiadas em 2016

O Liberal: Meia-passagem exigirá exame de biometria já em novembro

A Tarde: Consumo de café cresce na crise, mas produtor não lucra

Diário de Pernambuco: A (R) evolução da espécie

Jornal da Paraíba: Testemunhas sob ameaças


Nessa canoa furada

Diógenes Dantas,

* Fernando Gabeira

canoa_furada_370“Como vai você/ assim como eu/ uma pessoa comum/ um filho de Deus/ nessa canoa furada/ remando contra a maré.” Esses versos cantados por Marina Lima me vêm à cabeça neste momento da crise brasileira. Uma canoa furada remando contra a maré. Dois personagens centrais brigam pela imprensa. Dilma e Cunha estão numa gangorra. Se um deles parar de repente, o outro voa pelos ares.

Dilma pensa na queda de Cunha, ele pensa na queda dela. Nenhum dos dois parece capaz de realizar esse feito. Para derrubar Dilma é preciso um processo conduzido por alguém que não esteja envolvido no escândalo. Para derrubar Cunha é preciso um tipo de pressão que seus oponentes não fazem.

Na queda de Renan Calheiros, lembro-me bem de que ele não conseguia presidir sessões do Congresso porque os opositores não deixavam. Não sei se isso é possível na atual e sinistra correlação de forças na Câmara. No fundo, seria mais uma paralisia num quadro de desalento e grandes dificuldades econômicas. Esse impasse político faz da retomada do crescimento, ainda que em novas bases, uma outra canoa furada. Com todos os personagens centrais, Renan incluído, tentando se equilibrar, falta energia para pensar no País.

O projeto de Joaquim Levy passa pela CPMF. Mais uma furada. O imposto não será aprovado no Congresso, mesmo se usarem parte dele comprando deputados. Ninguém vende o próprio pescoço num momento em que os eleitores estão atentos. Levy sempre poderá buscar outros meios, como a Cide, de combustíveis, por exemplo. Mas, derrotado com a CPMF, teria força para esse novo movimento? Além disso, há as repercussões inflacionárias.

O ajuste possível e necessário para avançar não tem chance de ser feito. O clima político é de salve-se quem puder. Se fossem personagens de House of Cards, a série de TV americana, até que seria divertido ver o desenrolar de seu destino.

Não canso de lembrar: eles estão aqui, entre nós. Já vamos encolher este ano e em 2016. O número de desempregados cresce e isso é um tema ofuscado pela briga lá em cima da pirâmide.

Outro tema que passa batido são os impactos econômicos do El Niño. As chuvas provocam grandes estragos no Sul e a seca em muitas partes do Brasil é intensa. Pode faltar água nas metrópoles do Sudeste. Com a seca vêm as queimadas. Os incêndios em áreas de conservação em Minas cresceram 77%. São 421 focos. O governo do Estado lançou um plano de emergência de R$ 8 milhões, mas os prejuízos são muito maiores e talvez o dinheiro seja curto. Se computamos os estragos das cheias, da seca e das queimadas, vamos nos dar conta de que estamos num ano de forte El Niño.

No Brasil é um El Niño abandonado. Não houve planejamento. Em Minas o procurador de meio ambiente, Mauro Fonseca Ellovitch, culpa a imprevisão do governo. Mas é um problema nacional. Quem vai cuidar do El Niño com tantas batalhas políticas pela frente?

O fogo comendo aqui embaixo e os malabaristas divertindo a plateia com seus saltos. O PT é o mais sofisticado deles. Resolveu se opor a Joaquim Levy.

Dilma arruinou o País e precisou de Levy para sanear as contas. De modo geral, isso ocorre em eleições, quando o perdedor deixa para trás uma terra arrasada. Mas o PT ganhou as eleições. Se tivesse perdido, ficaria mais confortável na oposição ao ajuste. Na ausência de um governo adversário, o PT coloca um adversário no governo. Sabendo que Levy propõe medidas duras e tende a fracassar, o PT estará com seu discurso em dia.

O movimento é mais sutil porque tenta atribuir todas as dificuldades do momento à política de Levy, mascarando o imenso rombo deixado pelo próprio governo. Duvido que Dilma e o PT não tenham combinado o clássico movimento morde e assopra. Tanto ela como o PT precisam de Levy: ela para acalmar os mercados e o partido para bater nele.

Outra figura polivalente para o PT é o próprio Eduardo Cunha. Derrubá-lo ou não derrubá-lo? É preciso um bom número de deputados do partido para assinar o pedido no Conselho de Ética. E um bom número para ficar calado, uma tática de não agressão. É preciso ser contra Cunha e trabalhar nos bastidores para mantê-lo. Enquanto encarnar a oposição no Parlamento, Cunha será apenas um roto falando do esfarrapado.

Em Estocolmo, Dilma alvejou Cunha, referindo-se ao escândalo: pena que seja com um brasileiro. É um pequeno malabarismo para reduzir o maior escândalo da História a um samba de um homem só. Ainda assim, os aliados acharam que foi um movimento de guerra. Talvez tenha sido inábil no quadro de um acordo de paz, em que ninguém derruba o outro.

Dilma foi à Suécia ganhar o Prêmio Nobel de inabilidade. Foi inspecionar os objetos mais caros que o Brasil comprará: os caças de US$ 4,5 bilhões. Nada contra a Aeronáutica nem contra os caças suecos. Vivemos na penúria perdendo empregos, lojas fechando, cortes de gastos. Recém-condenada pelo TCU por esconder um rombo no Orçamento, ela escolheu como gesto político reafirmar a compra dos caças. E nos deixou como consolo o corte de 10% no salário dos ministros.

Os tempos mudaram tão rapidamente que já não consigo entender a lógica das agendas presidenciais. Alguém deve ter dito: vamos dar uma resposta ao TCU posando diante dos caças suecos, isso levanta o ânimo da galera. Depois de pedalar, Dilma entra num caça. Recentemente, testou um carro sem piloto. Ela parece gostar de veículos, movimento. Amante da poesia mineira, corre o risco de parafrasear Drummond: no meio do caminho, havia um trator.

Para muitos, o processo ainda parece dar-se num universo distante e autônomo, como se fosse mesmo um programa de TV ao qual se pode assistir, mas não alterar o seu curso. Aos que não acreditam nisso, resta a esperança da ação, a certeza de que presidentes caem e sistemas políticos perversos como o brasileiro podem ser reformados.

Ainda que palhaços e malabaristas nos divirtam, será preciso botar fogo no circo.

* Fernando Gabeira é jornalista, escreve no Estado de São Paulo e faz reportagens na Globonews.


Manchetes do sábado

Diógenes Dantas,

Locais:

correio_24_10_15Tribuna do Norte: OAB/RN analisa ação contra as transferências de presidiários

Novo Jornal: Impacto: MP tenta impedir candidaturas de fichas sujas

Jornal de Fato: Além dos royalties, Silveira quer verba de depósitos judiciais

Gazeta do Oeste: Desafio da Sejuc é controlar presídios

O Mossoroense: Polícia indicia internautas que divulgaram fotos de cadáver


Nacionais:

O Globo: Arrecadação despenca, e governo já revê rombo

Folha de São Paulo: Palestras de Lula míngua após o início da Lava Jato

O Estado de São Paulo: ‘Não adianta esconder bens fora do Brasil’, diz Janot

Correio Braziliense: No Brasil, 100 pessoas são demitidas por hora

Estado de Minas: Pizzolato fugiu, foi preso e voltou. O Brasil não mudou…

Gazeta do Povo: Crise no país ameaça anular avanço na qualidade de vida

O Liberal: Delator do petróleo levou propina de R$ 357 milhões

Diário de Pernambuco: Vencer, vencer ou vencer

A Tarde: Maratona do Enem inicia hoje para 580 mil baianos

Jornal da Paraíba: PB tem 5º maior saldo de empregos do país

O Povo: Sua conta de água vai ficar mais cara


Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

gazeta_23_10_15Tribuna do Norte: Comissão aprova novo IPVA e pacote será votado terça

Novo Jornal: Condenados na Impacto poderão se candidatar em 2016

Jornal de Fato: Estado atrasa aluguel do H. da Mulher

Gazeta do Oeste: Professores da Uern acatam decisão do TJ e acabam greve

O Mossoroense: TJ decreta ilegalidade da greve na Uern e determina retorno imediato


Nacionais:

O Globo: STF manda repatriar da Suíça dinheiro de Cunha

Folha de São Paulo: Janot já reúne provas para pedir afastamento de Cunha

O Estado de São Paulo: STF manda trazer para o Brasil dinheiro de Cunha na Suíça 

Correio Brasiliense: STF pede de volta dinheiro atribuído a Cunha na Suíça

Estado de Minas: O preço da pizza

Zero Hora: CPI consumiu R$ 1,5 mi sem culpar políticos

Gazeta do Povo: Número de startups no Paraná cresce 1225 no período de 1 ano

O Liberal: Operação da PF prende quadrilha da Pesca

Diário de Pernambuco: Moeda estrangeira “some” no Recife após apreensão

A Tarde: STF repatria R$ 9,3 milhões de contas de Cunha na Suíça

Jornal da Paraíba: Procon apura abuso no reajuste do álcool

O Povo: O que o estudante precisa saber além do conteúdo

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