Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

novo_7_8_15Tribuna do Norte: Polícia suspeita de tráfico na morte de Anxo Anton

Novo Jornal: Muitos queriam matar Anxo, diz delegado

Jornal de Fato: PL é vetado no TSE e vereadores ficam sem opção

Gazeta do Oeste: Executado espanhol que matou empresário

O Mossoroense: Robinson considera “um milagre” folha de pagamento estar em dia


Nacionais:

O Globo: Panelaço silencia PT; Dilma recorre a Renan

Folha de São Paulo: PT pede ajuda contra crise e á alvo de novo panelaço

O Estado de São Paulo: Sob pressão, Dilma mobiliza aliados para mudar governo

Correio Braziliense: PT ironiza protestos e recebe um panelaço

Estado de Minas: Pressão máxima

Zero Hora: Sartori propõe extinção de fundações e nova previdência

Gazeta do Povo: Base de Dilma “derrete”

Diário de Pernambuco: Cenas de um país em ebulição

A Tarde: Estado localiza 1.447 servidores públicos com cargos ilegais

O Povo: 24 horas que agravaram a crise

Jornal da Paraíba: Sem canabidiol, pacientes usam chá de maconha na PB


Em programa do PT, Dilma diz que sabe suportar pressões e injustiças

Diógenes Dantas,

dilma_programa_370Em seu programa que foi ao ar na noite de ontem (6), em rede nacional de televisão e rádio, o Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou que uma crise política pode trazer “sofrimento” e efeitos “bem piores” do que uma crise econômica.

No programa, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil passa por um ano de travessia, mas que voltará a crescer “com todo potencial”. 

“Sei que muita coisa pode melhorar. Sei que tem muita coisa para ser feita, que tem muito brasileiro sofrendo. Mas juntos vamos sair desta. Estou do lado de vocês. Este é o meu caminho. Por ele seguirei”, disse Dilma.

A presidente relembrou que a população passou a exigir mais direitos e que diante desse cenário nenhum governante pode se acomodar. “Quem pensa que nos falta energia e ideias para vencer os problemas, está enganado. Sei suportar pressões e até injustiças”, afirmou. 

Por sua vez, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também participou do programa, reconheceu que o país enfrenta fase difícil, mas que a atual situação ainda é melhor do que no passado. 

“Nosso pior momento ainda é melhor para o trabalhador que o melhor momento dos governos passados. Nosso maior ajuste ainda é menor do que os ajustes que eles fizeram. É mais fácil chegar a um porto seguro com quem já foi capaz de enfrentar a crise e fazer o Brasil avançar na tormenta, sempre protegendo os que mais precisam”, disse Lula.

O programa provocou "panelaços" em pelo menos 21 capitais do país.

Veja o programa na íntegra:



Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_6_8_15Tribuna do Norte: Este ano, 143 fugiram e 88 ainda estão nas ruas

Novo Jornal: Deputado vai à Justiça contra agentes da PRF

Jornal de Fato: Luiz Carlos evidencia ruptura com Silveira

Gazeta do Oeste: Mais uma mulher é morta em Mossoró

O Mossoroense: Governador chega a Mossoró para anunciar investimento de R$ 90 mil


Nacionais:

O Globo: Planalto faz apelo por união, mas até base começa a ruir

Folha de São Paulo: Dilma passa a ser presidente mais impopular, diz o Datafolha

O Estado de São Paulo: Temer pede união, mas governo sofre derrota

Correio Braziliense: Temer se apresenta para manter governabilidade

Estado de Minas: Inflação em BH ultrapassa 10%

Zero Hora: Piratini quer aval para atrasar parcela da dívida

Gazeta do Povo: Mais votado de lista, Janot corre risco de ser barrado pela Câmara

Diário de Pernambuco: Vai ficar mais difícil comprar imóvel

A Tarde: Melhores escolas públicas do Enem na Bahia são da PM

O Povo: O Ceará que vai bem

Jornal da Paraíba: Punição para desastre da barragem de Camará


Temer pede união do Brasil para superar crise política e econômica

Diógenes Dantas,

O vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, fez hoje (5) um apelo para que todos os setores da sociedade e o Congresso Nacional se unam em favor do Brasil. Ele disse que há preocupação com a situação política e econômica do país.

“Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave. Não tenho dúvida de que é grave. E é grave porque há uma crise política se ensaiando, há uma crise econômica que está precisando ser ajustada. Mas, para tanto, é preciso contar com o Congresso Nacional e com os vários setores sociedade brasileira. Eu quero, como articulador político do governo, fazer esse apelo. Ao longo do tempo, tivemos sucesso na articulação política, mas hoje, quando se inaugura o segundo semestre, agrava-se uma possível crise e nós precisamos evitar isso em nome do Brasil, do empresariado e dos trabalhadores”, disse Temer, após reunião com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, Luiz Inácio Adams, da Fazenda, Joaquim Levy, e da Secretaria da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

Temer convocou todas as instituições para que trabalhem juntas pelo desenvolvimento do país. “Não há como trabalhar separadamente porque a separação envolve prejuízos para o país. Eu tenho pregado com frequência a ideia da tranquilidade, da moderação, da harmonia entre os órgãos do poder. E hoje, mais do que nunca, se faz necessária essa harmonia que tanto nós temos alardeado.”

Em sua declaração à imprensa, o vice-presidente afirmou a necessidade de reunificação do país. “É preciso que alguém tenha capacidade de reunificar a todos, de reunir a todos, de fazer este apelo, e eu estou tomando a liberdade de fazer este pedido, porque, caso contrário, nós podemos entrar numa crise desagradável para o país. Eu sei que os brasileiros não contam com isso. Por isso, mais uma vez, eu reitero: é preciso pensar no país, acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição está o país. Se o país for bem, o povo irá bem. É o apelo que eu faço aos brasileiros, é o apelo que eu faço às nossas instituições no Congresso Nacional e todos aqueles que se interessam pelo destino do Brasil.”

Mais cedo, Temer teve reunião com os líderes da base aliada na Câmara, no gabinete da Vice-Presidência, e com líderes do Senado, no Palácio do Jaburu, sua residência oficial, também para tratar da articulação da base aliada nas votações de projetos de interesse do governo no Congresso.


Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_5_8_15Tribuna do Norte: Parnamirim recebe 2ª etapa do Ronda Cidadã

Novo Jornal: Robinson quer fazer reforma ainda em 2015

Jornal de Fato: Prefeito interino de Umarizal afirma que está de mãos atadas

Gazeta do Oeste: ‘Cinquentinhas’ terão emplacamento

O Mossoroense: Taxistas ameaçam interditar principais entradas de Mossoró


Nacionais:

O Globo: Cunha arma novas ‘bombas’ para o governo

Folha de São Paulo: Cunha e oposição discutem impeachment e isolam PT

O Estado de São Paulo: Cunha isola PT em CPIs e manobra pelo impeachment

Correio Braziliense: Novas pistas reforçam inquérito contra Dirceu

Estado de Minas: Turbinados e ilegais

Zero Hora: Pacote é insuficiente para reduzir crise nas finanças

Gazeta do Povo: Prisão de José Dirceu tira Cunha do foco da Lava Jato

A Tarde: Caixa oferece crédito para construtoras 

Diário de Pernambuco: Pernambuco perto de receber biorrefinaria

O Povo: Número de homicídios é o menor em três anos e meio

Jornal da Paraíba: CPI investiga denúncias contra Vital e Veneziano


Flávio Azevedo assume a Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Diógenes Dantas,

O governador Robinson Faria empossou o novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, na tarde desta terça-feira (4). A solenidade aconteceu no auditório da Governadoria e reuniu representantes de entidades como Sebrae, Federação das Indústrias (Fiern) e Federação do Comércio (Fecomércio), além de empresários de vários setores, autoridades e políticos.

Azevedo, durante curto discurso, realçou o desejo de somar na luta pelo avanço do Estado. “Garanto que vou me esforçar muito para superar as expectativas do governador”, assinalou, chamando atenção ainda para os expectadores que lotaram o auditório. “Vejo aqui um encontro do passado com o presente, o que me remete também aos meus 27 anos quando tomei posse da Caern no governo inovador do saudoso Cortez Pereira”, acrescentou.

Para Robinson Faria, a escolha de Flávio Azevedo segue a mesma linha utilizada na nomeação de toda a equipe de governo. “O RN é governado por uma equipe técnica, escolhida a partir do perfil técnico e que agrega segmentos nunca lembrados para participar da gestão”, salientou. Faria também destacou a sinergia de pensamentos entre ele e o novo integrante do governo. “Busquei uma pessoa com ousadia. E quando eu afirmei que tenho motivação em buscar o que é considerado impossível, ele disse: ‘era exatamente isso o que eu queria ouvir’”, concluiu.


Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

Tribuna do Norte: Ipren aplica nova regra e exclui gratificações de aposentadorias

Novo Jornal: Agressão à mulher gera 250 processos por mês

Jornal de Fato: Governo decide não reabrir Caic e demite servidores

Gazeta do Oeste: Filha suspeita de mandar matar a mãe

O Mossoroense: Pacientes dormem na Secretaria de Saúde para agendar cirurgias


Nacionais:

O Globo: Nova prisão de Dirceu une Lava-Jato e mensalão

Folha de São Paulo: Dirceu é preso na Lava Jato

O Estado de São Paulo: Dirceu é preso na Lava Jato; propina pagou imóvel e taxi aéreo

Correio Brasiliense: Do mensalão ao pixuleco

Estado de Minas: ‘Profissionalismo na prática do crime’

Zero Hora: Contra a crise, Sartori monta grupo de trabalho

Gazeta do Povo: Acusado de mentor da corrupção na Petrobras, Dirceu volta para a cadeia

A Tarde: Operador pagava imóveis e jatinho para José Dirceu

O Povo: Dirceu é elo entre mensalão e Lava Jato, diz MPF

Diário de Pernambuco: Atrás das grades outra vez

Jornal da Paraíba: Dois escândalos, um personagem


Em jantar no Alvorada, Dilma ignora Dirceu e pede a aliados que não sejam carneirinhos

Diógenes Dantas,

jantar_alvorada_370Nas pouco mais de duas horas que durou o churrasco oferecido aos líderes e presidentes de partidos no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff não disse uma palavra sobre a prisão do ex-ministro José Dirceu na 17ª fase da operação Lava-jato, mas o assunto dominou as conversas de ministros, deputados e senadores. 

O clima descrito pelos presentes era de muita preocupação com o desfecho político das investigações e o consenso foi que o alvo final é o ex-presidente Lula. Dilma disse que não tem medo e que ninguém deve temer o que vem pela frente.

Apesar de não citar especificamente a prisão de Dirceu e a imprevisibilidade da operação Lava-jato, a presidente Dilma frisou em seu discurso a necessidade de preservação das instituições. Mais uma vez, disse não temer que as denúncias de corrupção abalem seu mandato.

“Na crise política, as instituições devem ser preservadas. Devemos fazer nossa travessia sem medo. Eu não tenho medo. Eu aguento pressão , eu percebo o que está acontecendo, ouço para mudar e melhorar”, discursou a presidente no encerramento do churrasco.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi um dos primeiros a sair do jantar. Segundo os presentes, nas mesas, o assunto era um só: a prisão de José Dirceu e onde a Operação Lava-jato vai parar. Alguns, entretanto, fizeram piada.

“O consenso nas rodinhas era de que, já que vai prender todo mundo, que prenda logo de uma vez só e acaba com isso. A piada lá era: não é lava-jato, é lava lento e vaza rápido as delações. A operação é lenta, mas os vazamentos vêm a jato. Havia uma preocupação geral de que a operação tem um único objetivo, que é prender o ex-presidente Lula”, contou um dos senadores presentes.

Dilma circulou pelas mesas e tentou centrar as conversas na necessidade da base brigar pela manutenção do ajuste fiscal nas votações da chamada pauta bomba na volta do recesso. No discurso disse que nenhum país no mundo sobrevive sem equilíbrio fiscal, que a prioridade é construir a estabilidade fiscal e financeira, sem a indexação de aumentos vinculados a inflação.

“Não podemos indexar a Economia. As condições de ontem não se repetirão hoje. Não teremos outra oportunidade com as commodities. Mas podemos aproveitar a crise para fazer mudanças”, argumentou a presidente, na presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A presidente Dilma também pediu que os aliados enfrentem as pautas difíceis que serão colocadas na volta do recesso, com “altivez”.

“Da estabilidade fiscal eu não arredo o pé. Não quero que votem como carneirinhos mas, como uma base corajosa em nome e para o Brasil”, apelou Dilma.

Dilma fez um discurso otimista. Prometeu buscar o diálogo com todas as forças políticas e com o setor produtivo. E para animar a base, fez promessas grandiosas.

“A presidente disse que dentro de dois meses vai entregar os primeiros 39 quilômetros da transposição do Rio São Francisco. E até 2016 vai entregar a obra toda, concluída. Isso é uma notícia maravilhosa para o meu Nordeste. Também anunciou que logo estará fazendo as concessões na área de infraestrutura para dividir a crise com o setor privado”, comemorou o líder do PP, senador Benedito de Lira (AL).

Reportagem de Maria Lima e Júnia Gama no Globo desta terça-feira (4).


Manchetes da segunda-feira

Diógenes Dantas,

Nacionais:

epoca_3_8_15O Globo: Traficantes controlam lixões clandestinos

Folha de São Paulo: Programas para pedestre perdem força sob Haddad

O Estado de São Paulo: Dilma decide reduzir o número de ministérios

Correio Braziliense: Luz, que já subiu 47%, vai aumentar de novo

Estado de Minas: Desmatamento ameaça  cerrado e caatinga

Zero Hora: Entidades prometem parar, Piratini pede compreensão

A Tarde: TJ-BA vai acelerar julgamentos

Jornal de Comercio: Mais paciência, educação e respeito às leis


Revistas:

Veja: A tempestade perfeita

Istoé: Conversa impossível

Época: Você votou neles. E agora?

Carta Capital: A sorte está lançada


Dilma conta com Robinson e Henrique para buscar apoio na bancada potiguar

Diógenes Dantas,

DR_BC_370A presidente Dilma Rousseff reuniu governadores para uma foto no Alvorada, e pediu apoio para conter o aumento de gastos no governo por meio da aprovação de projetos na Câmara e no Senado, as chamadas “pautas-bomba”.

Via de regra, os governadores não tem tido grande influência nas bancadas federais. A relação dos chefes do executivo é mais estreita com os deputados estaduais, que dependem mais do varejo do governos.

No caso do Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria (PSD) tem menos influência porque seu grupo político elegeu apenas dois deputados federais - Fábio Faria (PSD) e Betinho Segundo) - e uma senadora - Fátima Bezerra (PT), que já está alinhada com a presidente.

Quem exerce maior influência na bancada federal é o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB). O peemedebista é aliado de dois senadores e de seis deputados federais. 

Levando em conta os interesses tanto de Robinson Faria e de Henrique Alves para se manterem próximos ao Planalto, em tese, Dilma conta com o apoio de toda a bancada potiguar.

Em tese, porque Rogério Marinho (PSDB), Felipe Maia (DEM) e o senador José Agripino Maia (DEM) seguem a lógica da oposição ao governo Dilma. 


As atenções se voltam hoje para Brasília com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, justamente o alvo das preocupações da presidente Dilma.

Hoje ela vai reunir os líderes, e os jornais nacionais destacam que a petista vai reduzir o número de ministérios, coisa que não admitia durante a campanha eleitoral.

Dilma estuda cortar os ministérios da Pesca, Segurança Institucional, Portos e Micro e Pequena Empresa.

Tá precisando. São 38 ministérios, e é pouco provável que ela lembre do nome de todos os ministros.


Ouça o podcast:

Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

DP_2_8_15Tribuna do Norte: Prefeituras perdem R$ 54 milhões ao mês e 30% atrasam salários

Novo Jornal: Polícias Civil e Militar vão atuar juntas

Jornal de Fato: Crimes eleitorais: 34 prefeitos já foram afastados desde 2013

Gazeta do Oeste: Cresce no RN o índice de mulheres assassinadas

O Mossoroense: Dez anos: os mistérios que cercam o assalto ao Banco Central


Nacionais:

O Globo: Crise atinge até setor que nunca parou de crescer

Folha de São Paulo: Líderes da Câmara rejeitam o afastamento de Cunha

O Estado de São Paulo: Planalto aposta no Senado para barrar crise política

Correio Brasiliense: Rolemberg não vê hoje razão para impeachment

Estado de Minas: O trem foi embora. O progresso também

Zero Hora: Eles poderiam estar vivos

Gazeta do Povo: 7 batalhas no Congresso assombram governo Dilma

A Tarde: Negócios de estética superam crise e crescem na Bahia

Diário de Pernambuco: Tem farra da diária? Tem. Tem Eduardo Cunha? Tem. Tem novas rotas pra Arena? Tem. Tem dicas contra a crise? Tem. O que é que a baiana tem?

O Povo: Cuidado! Você está sendo vendido

Jornal da Paraíba: Na mira dos bandidos


Os outros cálculos

Diógenes Dantas,

miriam_leitao_370Por Míriam Leitão*

A Operação Lava-Jato afetou o PIB? Talvez. Mas, antes de fazer uma afirmação numérica tão exata, a presidente Dilma Rousseff poderia calcular com a mesma métrica os eventos que precederam a Lava-Jato. Qual foi o custo para o PIB dos desvios da Petrobras? Qual foi o tamanho do peso para o contribuinte do sobrepreço nas obras e das propinas das empresas aos políticos e aos partidos da base?

Há muitas contas a fazer. Quanto custou a política de campeões nacionais do BNDES? Quanto foi retirado dos cofres públicos com os programas de subsídios a setores empresariais? Quanto custou a “Nova Matriz Macroeconômica” implantada em seu primeiro governo? Qual foi o custo exato da política energética imposta pela MP 579? Quanto a Petrobras teve de prejuízo com a intervenção no sistema de preços para subsidiar o combustível fóssil?

A presidente Dilma deveria parar e fazer estas contas porque isso a ajudaria a não repetir alguns dos muitos erros que cometeu no primeiro mandato e que estão na raiz do encolhimento do PIB este ano. Por causa da tal “Nova Matriz”, o país está em recessão, com taxa de inflação chegando perto de dois dígitos, e com dez pontos percentuais do PIB a mais de dívida interna.

Quem olha a trajetória dos indicadores fiscais, de dívida, crescimento e inflação conclui necessariamente que foi por má condução da política econômica que se chegou ao ponto em que estamos. Nem o mundo é o culpado, como a presidente repetiu durante a campanha. Nem a Operação Lava- Jato está agora tirando o crescimento em exato um ponto percentual do PIB, como afirmou a presidente em reunião com seus ministros.

Primeiro, como todo brasileiro já entendeu, a Lava- Jato é tratamento contra a doença. Não é culpada pela doença que trata. Segundo, não dá para dizer que foi a investigação das irregularidades na Petrobras que reduziu os investimentos. O que exauriu os cofres da estatal e aumentou seu endividamento foram os altos custos da corrupção e da má administração de projetos e negócios como a Refinaria Abreu e Lima, o complexo petroquímico Comperj, as refinarias abandonadas, Premium I e II, Pasadena, associados à política de preços. A Lava-Jato nos fez o enorme favor de estancar essa sangria e forçar a empresa para políticas mais transparentes.

Há um custo em paralisia de alguns projetos de infraestrutura, por causa da prisão de empreiteiros. Talvez haja, sim. Mas qual seria o preço, como perguntou o juiz Sérgio Moro, recentemente, de se tocar as obras superfaturadas, com acordo entre empreiteiras, com o pagamento de propinas aos políticos e aos partidos? Isso sem falar em custos intangíveis.

Há também a incapacidade administrativa de projetos. Na última terça-feira, 28, o “Valor Econômico” publicou dados conseguidos pela Lei de Acesso à Informação mostrando que quase nada foi executado dos bilhões de investimentos em mobilidade urbana que estavam no plano logístico lançado em 2012 ou nas promessas aos governadores feitas após as manifestações de junho de 2013. Mesmo antes da Lava-Jato, esses investimentos não estavam acontecendo.

Quanto a crise energética tirou do PIB? Essa é outra conta que deveria ser feita pela presidente. Foi ela que planejou, anunciou, comemorou e usou como propaganda eleitoral a intervenção no setor. As distribuidoras quebraram e tiveram que ser socorridas inicialmente pelo Tesouro e depois por empréstimos de emergência que foram pagos pelos consumidores. As geradoras estão encalacradas. As famílias enfrentaram um gigantesco tarifaço que reduziu a renda disponível e elevou a inflação.

Quanto custou aos bancos públicos transferir para eles o preço do pagamento de programas sociais que são obrigações orçamentárias? A Caixa acaba de informar que os atrasos chegaram a 21 meses e ao valor de R$ 34 bilhões. O país está em recessão este ano e com inflação alta. Os juros, que subiram ontem novamente, são dos maiores do mundo. Nada disso é por causa da Lava-Jato. Na raiz dos problemas está a má gestão da política econômica. As ações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal no Paraná abrem a preciosa chance de um crescimento do PIB com mais qualidade no futuro. É isso que conta.

* Míriam Leitão é jornalista, e escreve no Globo.


Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_29_7_15Tribuna do Norte: TJRN e MPE querem manter policiais sem custo salarial

Novo Jornal: Polícia investiga mais 30 fraudes contra o IPERN

Jornal de Fato: Falta de chuva prejudica cultivo do melão no RN

Gazeta do Oeste: Grevistas da Uern pressionam Governo

O Mossoroense: Itep identifica quinta vítima da “Viúva Negra”


Nacionais:

O Globo: Lava-Jato avança sobre o setor elétrico

Folha de São Paulo: Com 2 prisões, Lava Jato avança no setor elétrico

O Estado de São Paulo: Lava Jato avança e prende presidente da Eletronuclear

Correio Braziliense: Propina radiotiva

Estado de Minas: Propina nuclear

Zero Hora: Marcelo Odebrecht e mais 12 investigados viram réus

Gazeta do Povo: Nova fase da Lava Jato apura corrupção no setor elétrico

A Tarde: Presidente licenciado da Eletronuclear é preso

O Povo: Apesar da crise, municípios abrem mão de receita própria

Diário de Pernambuco: Lanterna letal é vendida no centro de Recife

Jornal da Paraíba: Janot pede ao STF para investigar Vitalzinho


CMN quer rádio em sinal aberto

Diógenes Dantas,

A implantação da Rádio Câmara FM foi a pauta de uma reunião ontem (28) entre o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Franklin Capistrano (PSB), e o deputado federal Rafael Motta (PROS). 

O encontro aconteceu no gabinete da presidência da CMN. Atualmente, o Legislativo natalense possui uma web rádio. Com a criação da FM, espera-se a ampliação da capacidade de divulgação das ações parlamentares.

"Estamos dando início aos esforços junto ao Congresso Nacional pela autorização do funcionamento da emissora de rádio, haja vista que a outorga depende do Ministério das Comunicações. Portanto, ao lado da bancada federal do Rio Grande do Norte, vamos lutar para conseguir mais um espaço de comunicação e interação com a sociedade", destacou a diretora da TV Câmara Natal, Virgínia Coelli. 

A Câmara Municipal de Natal conta com o apoio do  ex-vereador e deputado federal Rafael Motta na intermediação do trâmite de abertura da rádio na Câmara dos Deputados do Brasil.


Manchetes da segunda-feira

Diógenes Dantas,

Nacionais:

veja_27_7_15O Globo: País tem 5,8 mil ações por crimes financeiros

Folha de São Paulo: SP quer tirar agente federal das rodovias no Estado

O Estado de São Paulo: Dilma busca apoio de Estados para defesa no TCU

Correio Braziliense: Ciclistas cobram lei que amplia ciclovias no DF

Estado de Minas: Da rodovia da morte: Saída de BH ainda longe de solução

A Tarde: Bahia lidera acidentes com motos em estradas

Jornal do Commercio: Disputa pelo Prouni Recife


Revistas:

Veja: A vez dele

Época: As conexões internacionais da corrupção

Carta Capital: No disco, segredos do Brasil

Isto: A solução Temer


Sem salvação

Diógenes Dantas,

*Merval Pereira

merval_pereira_370A rejeição formal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao diálogo com o governo neste momento, anunciada ontem pelo Facebook, foi necessária para não alimentar especulações indevidas quando o país precisa, mais do que nunca, que as posições de cada um de seus líderes políticos estejam bastante definidas para que uma saída seja encontrada, dentro da lei e longe dos conchavos.

Os que, formalmente na oposição, buscam dar apoio à governabilidade visando postergar o desfecho da crise, podem estar jogando com o tempo para beneficiar seus interesses próprios, mas acabarão sendo identificados como politiqueiros que não estão à altura do momento.

Salvar o que não deve ser salvo não é tarefa da oposição, adverte o ex-presidente Fernando Henrique. Os que, ao contrário, querem pretextos para acelerar a crise, também não fazem o jogo democrático. 

O mais correto no momento é cada força política atuar dentro das limitações impostas pela democracia, sem o que teremos dificuldades para superar esse momento crítico que vivemos.

Não há golpes quando as regras democráticas são seguidas e a Constituição obedecida. Desse ponto, a presidente Dilma tem duas travessias diante de si: a análise de suas explicações para o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as questões fiscais, e, mais adiante, o exame de suas contas de campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

São formalidades de controle que têm que ser cumpridas numa democracia, para que o grupo político que está no governo não abuse do poder econômico ou político, desvirtuando assim a representatividade das urnas.

As pressões legítimas dos grupos políticos antagônicos devem ter a proteção do Estado para que se manifestem sem constrangimentos. Portanto, tanto é legítimo a presidente da República ir à televisão dias antes das manifestações marcadas contra si (embora pareça o uso de um privilégio em benefício próprio), como a reação contrária, com um previsível panelaço nesse dia, será a demonstração democrática de rejeição da maioria já detectada pelas pesquisas de opinião. 

Não há que se considerar fascista a demonstração pública de desapreço por esta ou aquela figura política, desde que não se recorra à violência física para explicitar o desagrado. Quando o governo estava no auge da popularidade, com os que o consideravam ruim ou péssimo sendo contados em um dígito, os governistas costumavam gozar essa minoria, dizendo que os descontentes moravam em outro planeta.

Agora, que a situação se inverteu dramaticamente contra o governo, a manifestação contrária é sempre comparada como uma perseguição aos petistas. O ex-presidente Lula chega ao cúmulo de ecoar a comparação de que os petistas hoje são perseguidos como os judeus o eram no tempo do nazismo.

É certo que o clima acirrado, de tensão permanente, entre os grupos políticos não deveria prevalecer, impedindo o convívio de brasileiros, mas não é possível esquecer que esse ambiente de hostilidades, de “nós contra eles”, foi alimentado nos tempos de bonança pelo PT e seus seguidores, obedecendo a uma estratégia política de empurrar para um gueto os oposicionistas.

A decisão da presidente Dilma de falar na televisão dias antes das manifestações convocadas para 16 de agosto parece repetir estratégia malfadada já utilizada antes, que resultou no acirramento de ânimos e, provavelmente, vai inflar as manifestações populares.

* Merval Pereira, jornalista e escitor, assina blog e coluna no Globo.


Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_26_7_15Tribuna do Norte: Quadro negro da educação

Novo Jornal: Nova prefeitura requer criação de zona especial

Jornal de Fato: Fernando Freire é preso no Rio

Gazeta do Oeste: Idoso mata rival e acaba morto em confronto com a polícia

O Mossoroense: Aids e a pílula do dia seguinte


Nacionais:

O Globo: Crise trava mercado de imóveis no Rio

Folha de São Paulo: Famílias perdem ao mês R$ 16 bi do poder de compra

O Estado de São Paulo: Lava Jato vai aprofundar investigação sobre políticos

Correio Brasiliense: Onde estão os empregos para você driblar a crise

Estado de Minas: Na contramão da crise

Zero Hora: Abrigos que não protegem

Gazeta do Povo: Fundo de Garantia tem a pior rentabilidade desde 1990

A Tarde: Hotel Fasano retoma obras na Castro Alves

O Povo: Efeito Lava Jato: A campanha das ‘vacas magras’

Diário de Pernambuco: MPF denuncia maiores empreiteiras do país

Jornal da Paraíba: Transparência zero


Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_24_7_15Tribuna do Norte: Escolas técnicas com 2.400 vagas sem data para abrir

Novo Jornal: Reunião tenta resolver crise penitenciária

Jornal de Fato: CMM segue ‘roteiro’ e tudo é aprovado

Gazeta do Oeste: Idoso mata ex-mulher a facadas em Major Sales

O Mossoroense: Carateca mossoroense conquista medalha histórica no Pan-Americano


Nacionais:

O Globo: Renda tem maior queda em 11 anos e desemprego sobe

Folha de São Paulo: Governo tenta conter reação negativa após recuo em meta fiscal

O Estado de São Paulo: Mercado reage mal à meta fiscal; Dilma defende Levy

Correio Braziliense: Concurseiros criticam indefinição sobre cotas

Estado de Minas: Perueiros camuflados

Zero Hora: Após corte da meta fiscal, dólar dispara e bolsa cai

Gazeta do Povo: ‘Janela de infidelidade’ vai alterar forças entre governo e oposição

A Tarde: Decisão da Petrobras pode lesar a Bahia, alerta Fieb

O Povo: Expulsão de servidores cresce 41% em seis anos

Diário de Pernambuco: Golpe do Bolsa Família é desmontado em Paulista

Juros do Fies dobram e chegam a 6,5% ao ano


A imprensa que nos faltou

Diógenes Dantas,

* Por Eugênio Bucci

“Os governos já recorreram à violência física, às ameaças, à arbitrariedade e à tortura para eliminar as críticas da imprensa. Ultimamente, vêm mostrando preferência por comprar os elogios com dinheiro ou favores. A imprensa tem uma memória longa para lembrar que as alternativas mencionadas de pressão ou persuasão não foram necessariamente abandonadas, e também para saber que há circunstâncias em que a subvenção, direta ou indireta, é mais insidiosa e pode ser mais perigosa para a liberdade de imprensa do que as ameaças.” (Matías Molina, História dos Jornais no Brasil, volume 1, pág. 472)

É como se uma parede escura e compacta se dissolvesse de repente, deixando ver uma paisagem fervilhante, com milhares de histórias acontecendo ao mesmo tempo. A experiência de ler esse monumental empreendimento de pesquisa histórica que é A História dos Jornais no Brasil (que é apenas o primeiro de vários volumes que estão por vir) lembra o encantamento do menino do Mutum que não se sabia míope e, ao provar pela primeira vez um par de óculos, divisa o recorte fino do mundo miúdo que para ele tinha estado oculto. Como se fosse o Miguilim de Guimarães Rosa, o leitor enxerga com nitidez. Diante de seus olhos, abre-se o código genético da imprensa pátria. O “campo geral” apresentado nesse grande trabalho de Matías Molina faz reviver os jornais que teceram a vida política brasileira nos séculos 18 e 19. Lá estão os periódicos, seus redatores tantas vezes presos, as escaramuças retóricas. Lá estão também os claros, os descampados, os vazios ainda mais clamorosos não da imprensa que tivemos, mas da que sempre nos faltou.

A exaustiva pesquisa empreendida pelo autor deixa patente que não há comprovação de impressões gráficas no território do Brasil Colônia. “Por que o Brasil demorou três séculos para dispor de uma indústria gráfica e imprimir jornais, livros e folhetos?”, pergunta o autor (pág. 54). “Esse é um enigma que atraiu a curiosidade e a atenção dos historiadores, mas que ainda não foi decifrado.” Páginas adiante, outra face do mesmo mistério: “Alguns autores perguntaram por que os jesuítas, que instalaram prelos em várias colônias portuguesas na Ásia e na África, não fizeram a mesma coisa no Brasil. Essa pergunta continua à espera de resposta”. Se, no Iluminismo, a palavra era a portadora da luz e da razão, a terra brasileira ficou no escuro – e, mesmo, na bestialidade – durante muito tempo.

As hipóteses para explicar a treva entrelaçam duas linhas mais ou menos constantes. De um lado, a Coroa não queria, embora não se preocupasse em proibir expressamente, a instalação de prelos no Brasil. Quando necessário, abortou as tentativas, como em 1747, quando mandou voltar a Lisboa as letras de impressão que António Isidoro da Fonseca estaria montando no Rio (págs. 82 e 83). De outro lado, a palavra impressa não fazia falta ao modo de vida da colônia. Não havia esfera pública, não havia comunicação social, não havia jornalismo e, claro, quase ninguém pensava em democracia. Quem tentou, dançou na corda (como se dizia dos enforcados).

A história da imprensa brasileira é um sorriso banguela. Os dentes que lá não estão se destacam mais do que os que restam. O que mais chama a atenção é o que não houve. Contemplando o quadro de ausências, entendemos um pouco melhor a lentidão com que a democracia (não) se desenvolveu por aqui. O chavão de que não há democracia sem imprensa livre é tragicamente verdadeiro na leitura desse livro. Não há mesmo.

Assim, a história da imprensa brasileira é sobretudo a história da não imprensa brasileira. E do suborno generalizado da pouca imprensa que ousou existir. Há registros de que o próprio Hipólito José da Costa, que, entre 1808 e 1822, editou o mensário Correio Braziliense (que era impresso em português, por certo, mas na cidade de Londres, é bom não esquecer), ganhou ajudas polpudas do poder. Molina anota que, em 1812, “D. João teria mandado pagar antecipadamente, como ‘garantia de ajuste’, 2 mil libras esterlinas, uma enorme quantia na época, para que o Correio suavizasse as críticas”. (pág. 137). 

É que Hipólito dava trabalho. Incomodava. Tanto que seu jornal foi proibido no Brasil e, antes de entrar em acordos monetários, “o governo alugou vários escribas encarregados de escrever panfletos contra Hipólito” (pág. 132), lançando mão do recurso que faria escola entre os estrategistas das guerras midiáticas do século 21, que financiam cyeberescribas cybergovernistas para falar mal de repórteres honestos. 

Isso tudo sem falar da truculência do poder, dos assassinatos e da censura. Não nos esqueçamos de que, em 1808, a Mesa Censória veio de Portugal dentro das naus que trouxeram a Corte e logo fixou residência no Rio de Janeiro. Antes da própria imprensa, anote-se. A história dos jornais brasileiros é também a história da censura. E mesmo assim é fascinante. A gente lê e vê o passado presente: “uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas”. A notícia é triste, mas a razão é boa.

Eugênio Bucci é jornalista, professor da ECA-USP e da ESPM, e escreve em O Estado de São Paulo.


Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_23_7_15Tribuna do Norte: Ibama e MP pedem veto da nova lei da carcinicultura

Novo Jornal: Novas vagas para presos só após reformas

Gazeta do Oeste: Operação Dominó prende mais nove

Jornal de Fato: Proposta da PMM não é aceita e greve continua

O Mossoroense: Câmara divulga informação errada sobre reajuste nas passagens de ônibus


Nacionais: 

O Globo: Preços sobem, e inflação já passa de 10% no Rio

Folha de São Paulo: Nova meta fiscal admite até deficit nas contas deste ano

O Estado de São Paulo: Governo reduz meta fiscal e até permite déficit neste ano

Correio Braziliense: GDF tira secretário para estancar crise na Saúde

Estado de Minas: Queda radical

Zero Hora: Governo reduz meta fiscal e corta R$ 8,6 bi do Orçamento

Gazeta do Povo: Governo corta R$ 8,6 bi do orçamento e derruba meta de superávit 

A Tarde: Governo faz corte extra de R$ 8,6 bi no orçamento

O Povo: Com baixas taxas de vacinação, doenças podem voltar

Diário de Pernambuco: O esquema de propinas da Odebrecht

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