Miséria é desafio para futuros governantes

Diógenes Dantas,
FD/BSB
Recessão de 2014-2016 resultou em mais pobreza extrema. Em 2017, essa miséria aumentou em 11%. Maior parte no Nordeste.

O futuro presidente ou a presidente da República vai se deparar com um país dividido e endividado, com déficits brutais.

A pauta de reformas, principalmente da Previdência, será obrigatória, independentemente de questão ideológica, seja o vencedor de direita, esquerda ou centro.

A lenta recuperação da economia é um consenso entre os especialistas econômico, e um dado cruel me chamou atenção e deve estar no horizonte de qualquer governante. Os dados da miséria.

A recessão de 2014-2016 resultou em mais pobreza extrema. Em 2017, essa miséria aumentou em 11%.

O que é esta pobreza extrema? Uma pessoa viver com menos de 136 reais por mês. Mas há quem declare viver com menos de 40 reais por mês.

Segundo levantamentos realizados em análise dos números da PNAD do IBGE, o Brasil tem hoje 14,8 milhões de miseráveis.

O Nordeste abriga 55% desse contingente de miseráveis.

Por outro lado, a renda mensal do 1% mais rico ficou na média dos 27 mil reais mensais.

O desafio de qualquer governante será acabar como esse abismo, aproximando os mais pobres da fatia mais abastada dos brasileiros, a chamada turma do andar de cima.



DD.

Tags: IBGE miséria pobreza
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