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Enviada em 11/05/2008 às 10h17min

A Redinha depois da ponte nova

A ponte Newton Navarro, além de proporcionar uma bela vista da cidade, fez aumentar o fluxo turístico e as vendas na praia.
Itaércio Porpino
Com um maior movimento, a praia da Redinha é outra depois da ponte.
Poder ver Natal de um ponto privilegiado, de onde se avista o que de mais bonito a cidade tem. Dos benefícios advindos com o funcionamento da ponte Newton Navarro, esse é o mais perceptível.

Inaugurada em 20 de novembro do ano passado, a nova via suspensa sobre o Potengi também ajudou a desafogar o trânsito na ponte de Igapó, embora não tenha conseguido acabar com os engarrafamentos. A funcionária pública municipal Ana Maria Lino de Azevedo, 42, é testemunha.

“O trânsito na ponte de Igapó melhorou muito. Engarrafamento ainda tem, mas só quando acontece acidente”, diz Ana Maria, cuja frente da casa fica voltada para a ponte. Todos os dias, assim que abre a porta, ela se depara com uma vista que considera maravilhosa. E a visão panorâmica da cidade que a via suspensa sobre o rio proporciona, a 55 metros de altura?

“Não tem nada mais bonito”, diz a funcionária pública, que viu nisso um incentivo para passar a caminhar diariamente. No casa dela e de muitas outras pessoas que tiveram a mesma idéia, a ponte tem feito bem ao coração.

E pelo que a funcionária pública observa e ouve falar, o fluxo turístico e de banhistas na praia também aumentou depois da ponte, elevando o faturamento dos comerciantes. E é de fato o que todos afirmam — do ambulante que oferece amendoim ao pescador; do vendedor de óculos à mulher da ginga com tapioca; do rapaz que trabalha no quiosque ao sorveteiro.

“Além dos turistas, a ponte trouxe de volta antigos freqüentadores que devido à distância e a dificuldade de acesso haviam abandonado a praia”, diz Ivanize Januário Barbosa, que há 29 anos prepara e vende a famosa ginga com tapioca no Mercado da Redinha.

Ela afirma que depois da ponte o movimento melhorou muito. “Estava meio parado antes. Agora só não está melhor por motivo do inverno, mas mesmo com chuva nos sábados e domingos o mercado fica cheio. Nos outros dias, tem um movimentozinho, um pinga-pinga. Antes, nem isso tinha. Era parado total”, diz Ivanize.

Debaixo de sol ou de chuva, o ambulante Rômulo Dinarte da Silva está todo dia na praia oferecendo castanha, amendoim e ovo de codorna. Ele também é testemunha do incremento no fluxo turístico na Redinha desde a inauguração da ponte.

“Estou faturando 40% mais”, diz, acrescentando que a expectativa era essa mesmo. “Não esperava mais que isso porque tem as praias de Jenipabu e Santa Rita, pra onde o pessoal também está indo”.

Itaércio Porpino
O ambulante Félix de Souza acha que a ponte melhorou o trânsito, mas ainda espera pelos benefícios econômicos.
Já seu Silvestre Felix de Souza, ambulante de 65 anos, ainda está esperando que a ponte opere a grande transformação econômica prometida na propaganda. Desde a inauguração, ele se instalou na cabeceira da ponte, do lado da Redinha, com seu carrinho de vender água de coco.

“Ouvi dizer que ia dar muito emprego. Achei que eu ia pegar meu carrinho e arranjar alguma coisa, um local com uma boa estrutura de lazer. Por enquanto ainda não teve nada disso, mas eu tenho a esperança de que ainda vai ter umas mudanças boas”.

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