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Enviada em 24/07/2008 às 12h05min

Cidade da Esperança absorverá apenas pronto-atendimento do Sandra Celeste

O secretário municipal de saúde, Edmilson Albuquerque, ainda estuda o destino dos atendimentos básicos.
Com uma média de 8 mil atendimentos de urgência por mês, a Unidade de Saúde Mista da Cidade da Esperança deverá receber em 15 dias os pacientes do Pronto-Atendimento Sandra Celeste, que por dia recebe mais de 100 pessoas no pronto-socorro.  

“A gente não tem condições de receber 100% do serviço, mas a parte do pronto-socorro será adaptada aqui”, explicou o diretor da Unidade Mista, Júlio Batista Café. A Cidade da Esperança não acolherá o serviço ambulatorial. O secretário municipal de saúde, Edmilson Albuquerque, está estudando o destino dos atendimentos básicos.

Todo o espaço da frente do pronto-atendimento será disponibilizado ao Sandra Celeste, para as salas de medicação, repouso, enfermaria e administração. Para realizar essa mudança, a Cidade da Esperança está passando por uma reestruturação no prédio.

Está sendo construída uma nova área, entretanto, a estrutura antiga não está sendo reformada, como aponta o diretor: Estamos precisando pelo menos de uma pintura. A construção começou semana passada e na opinião de Júlio, deve durar mais 15 dias.

Ponto positivo 
Mesmo com problemas na estrutura, a unidade da Cidade da Esperança tem apresentado bons resultados. O pronto-atendimento funciona 24h e tem uma escala de médico quase completa. Segundo Júlio, precisa apenas de um médico de 40 horas. 

Maiara Felipe
Unidade da Cidade da Esperança consegue apresentar vários serviços.
No prédio ainda é possível contar com atendimento ambulatorial, odontológico e uma policlínica com várias especialidades ( oftalmologista, endocrinologista, ginecologia de lato risco,mastologista, dermatologista, cardiologista, otorrino, urologista e psiquiatra). No ambulatório são cinco clínicos, cada um atendendo 16 pessoas por dia.

De acordo com o diretor, o Conselho Regional de Medicina (Cremern) passou há 30 dias, no pronto-atendimento, embora não tenha apontado com a possibilidade de interdição. “A rede é muito complexa, sabemos das dificuldades. Mas aqui conseguimos atender uma demanda muito alta, inclusive vinda de outros bairros. O fechamento da unidade prejudicaria a população”, disse Júlio Batista. 




Necessidade básica


A população, que sempre enfatiza a demora no atendimento, na Cidade da Esperança é diferente. As pessoas que fazem exames no local queriam como melhoria, apenas a chegada de coletores, recipientes para exames de fezes e urina. “ Há três anos veio aqui e não tem”, declarou um paciente. Julio explicou que orienta as pessoas a comprarem o recipiente, visto que não pode contar com o material.


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