Circos tradicionais defendem o uso de animais

O circo Beto Carreiro tem como grandes atrações os camelos, cachorros e cavalos.
Artur Dantas
Camelos do circo em Natal
Há alguns anos vem ocorrendo no mundo uma ampla discussão sobre a proibição de animais em circos e eventos abertos ao público. Os maus tratos empreendidos aos animais, que em alguns casos são retirados do habitat natural, são os principais motivos de reclamação por parte dos ambientalistas.

Sérgio Robattini, diretor de marketing e apresentador do circo Beto Carreiro, instalado em Natal desde o dia 27 de junho, acredita que a realidade é outra. Ele explicou que nem todos os circos trabalham com agressão aos animais, como é o caso da sua companhia.

“Nós não criticamos os circos que optam por não trabalhar com animais e evitamos entrar nesta discussão para não levantar polêmica. Porém, nós trabalhamos com animais, sim, e temos todas as licenças para isso. Temos todos os documentos legais do Ibama atestando que nós estamos de agindo dentro da lei”, afirma.

Sérgio ainda acrescentou que os animais são dispostos na frente do circo durante o dia para que o público possa presenciar o tratamento dos animais desde a alimentação até o banho. O apresentador acredita que apesar das demais atrações serem bastante requisitadas como trapezistas, mágicos e equilibristas, os shows com cachorros, camelos e cavalos são bastante aguardados.

Uilo Andrade, integrante do companhia de arte circense Tropa Trupe, que atua em Natal, acredita que existem outras opções para chamar atenção do público. Palhaços, malabares, pirofagia e pernas de pau fazem parte do espetáculo que não tem entre as arações animais.

“Desde o começo da companhia nós não usamos bichos nos nossos shows até pelo formato que trabalhamos. O que acontece no circo de Beto Carreiro e muitos outros é que a origem deles é diferente. Eles têm a abordagem do campo e nós somos mais urbanos. Priorizamos outros elementos”, finaliza.

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