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Enviada em 23/08/2008 às 12h02min

Conselho Regional de Enfermagem realiza eleição para novos dirigentes da entidade

Duas chapas concorrem e lutam por maior democratização do COREN/RN
Zenaide Castro
Sede da entidade recebe os eleitores até 18h de hoje.
Esta é a primeira vez, em quinze anos, que o Conselho Regional de Enfermagem – COREN/RN promove eleição para a entidade com a participação de mais de uma chapa. A eleição está ocorrendo durante todo o dia, até 18h de hoje (23) em Natal e nas cidades de Mossoró, Parnamirim, Caicó e Pau dos Ferros. 

Duas chapas estão na disputa depois que uma terceira teve o pedido de inscrição impugnado. Cada chapa concorre com quatro candidatos efetivos e quatro suplentes.

Participam do pleito cerca de 3 mil enfermeiros. Nas cidades onde não foram instaladas mesas receptoras de votos, os profissionais têm trinta dias para votar por correspondência e aqueles que não votarem terão que justificar dentro do prazo de 120 dias, sob pena de pagar multa eleitoral.

Em Natal, as mesas receptoras foram instaladas na sede do COREN/RN (situada na rua Romualdo Galvão, 1008, Tirol), e nos hospitais Onofre Lopes, Walfredo Gurgel, Gizelda Trigueiro, Maria Alice Fernandes, Hospital do Coração e João Machado.

Segundo a assessoria de imprensa da entidade, os técnicos e auxiliares de enfermagem (nível médio) fazem parte do conselho, porém não têm direito a voto por não terem nenhuma chapa representante inscrita.

A assessoria de imprensa explicou que apesar de ter sido dado um prazo de 15 dias para as chapas se inscreverem, não houve nenhuma chapa representando os técnicos de nível médio, que totalizam cerca de 2 mil associados na entidade. As eleições são regidas pelo Conselho Federal de Enfermagem – COFEN que prevê vários pré-requisitos que dificultam as inscrições das chapas.

Chapas lutam por maior democratização na entidade
A chapa “Renovação com Participação” apresentou como principais propostas o estudo das anuidades e taxas pagas pelos associados ao COREN/RN, o incentivo à formação de comissões de ética nas instituições de saúde e a criação do sistema de ouvidoria na entidade.

“A bandeira da nossa chapa é a união e uma maior abertura do código eleitoral, a fim de que nos próximos pleitos haja a participação de mais chapas, já que o processo de inscrição prevê pré-requisitos muito exigentes que acabam por limitar o número de chapas inscritas”, criticou Mônica Marques da Silva.

A segunda chapa “Ética e Democracia” defende a reestruturação político-administrativa do atual modelo de gestão do sistema COFEN/COREN, eleições para os regionais e para o federal, a partir da construção coletiva do código eleitoral para o triênio 2011-2014 e a abertura de processo ético para os enfermeiros envolvidos no processo de investigação da Operação Predador.

“A nossa chapa é totalmente contrária ao sistema COFEN-COREN que estava há 15 anos sem promover eleições democráticas como a que está ocorrendo agora”, disse Justa Maria da Mota.

Os dirigentes eleitos hoje (23) assumirão o Conselho Regional de Enfermagem por um mandato de três anos.







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