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Enviada em 09/10/2008 às 10h19min

Crianças comemoram seu dia antecipadamente no Hospital Pediátrico da UFRN

Essa foi a primeira festa em comemoração ao Dia das Crianças feita de forma integrada com todos os programas.
Ana Paula Oliveira
Crianças comemoram seu dia antecipadamente no Hospital Pediátrico da UFRN.
Um dia para brincar e sorrir. Esse era o sentimento das cerca de 300 crianças assistidas pelos programas de saúde do Hospital Pediátrico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que na manhã desta quinta-feira (9), festejaram antecipadamente o Dia das Crianças, celebrado no próximo domingo (12).

Para Maria Dalva Pereira, mãe dos gêmeos Renato e Rodrigo, de 2 anos, o dia de festa é muito importante para a saúde das crianças. “Eu estou muito feliz por eles. Os meninos estão se divertindo muito com os palhaços”, contou. Rodrigo tem problema no funcionamento de um dos rins e freqüenta o hospital para consultas com o pediatra e fisioterapia.

Mesmo internada recuperando-se de uma cirurgia na região do abdome, Emilly Fernanda Silva, de 11 anos, foi até ao pátio do ambulatório para assistir a apresentação dos palhaços. “Estou gostando muito da festa”.

“Essa é a primeira festa em comemoração ao Dia das Crianças que está sendo feita de forma integrada com todos os programas”, disse a coordenadora do programa de Fissura Labiopalatina, Sandra Regina de Oliveira.

Ela destacou que a festividade era de fundamental importância para a reabilitação das crianças. “Muitas delas são extremamente carentes e o único brinquedo que ganham é o que nós presenteamos aqui”, afirma.

Segundo a coordenadora, a incidência da doença em nível nacional é de 1 para 650 pessoas. Questionada sobre os números no Estado, ela não soube informar. “No Rio Grande do Norte ainda não há dados específicos. Mas a UFRN está realizando estudos para quantificar a incidência no Estado. Com base nos estudos, nós começaremos a ter noção dessa patologia”.

A coordenadora lembrou ainda que o Hospital Pediátrico da Universidade dispõe de todo tratamento necessário para correção. “Nós utilizamos um tratamento integrado, com fonoaudiólogas, pediatras, psicólogos, nutricionistas e até a cirurgia, que é paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A fissura labiopalatina é a malformação congênita mais freqüente na população humana e ocorre no período embrionário e início fetal, resultante da deficiência da fusão dos processos maxilares e médio-nasal, impedindo o crescimento completo dessas estruturas.

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