Crianças comemoram seu dia antecipadamente no Hospital Pediátrico da UFRN.
Um dia para brincar e sorrir. Esse era o sentimento das cerca de 300 crianças assistidas pelos programas de saúde do Hospital Pediátrico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que na manhã desta quinta-feira (9), festejaram antecipadamente o Dia das Crianças, celebrado no próximo domingo (12).
Para Maria Dalva Pereira, mãe dos gêmeos Renato e Rodrigo, de 2 anos, o dia de festa é muito importante para a saúde das crianças. “Eu estou muito feliz por eles. Os meninos estão se divertindo muito com os palhaços”, contou. Rodrigo tem problema no funcionamento de um dos rins e freqüenta o hospital para consultas com o pediatra e fisioterapia.
Mesmo internada recuperando-se de uma cirurgia na região do abdome, Emilly Fernanda Silva, de 11 anos, foi até ao pátio do ambulatório para assistir a apresentação dos palhaços. “Estou gostando muito da festa”.
“Essa é a primeira festa em comemoração ao Dia das Crianças que está sendo feita de forma integrada com todos os programas”, disse a coordenadora do programa de Fissura Labiopalatina, Sandra Regina de Oliveira.
Ela destacou que a festividade era de fundamental importância para a reabilitação das crianças. “Muitas delas são extremamente carentes e o único brinquedo que ganham é o que nós presenteamos aqui”, afirma.
Segundo a coordenadora, a incidência da doença em nível nacional é de 1 para 650 pessoas. Questionada sobre os números no Estado, ela não soube informar. “No Rio Grande do Norte ainda não há dados específicos. Mas a UFRN está realizando estudos para quantificar a incidência no Estado. Com base nos estudos, nós começaremos a ter noção dessa patologia”.
A coordenadora lembrou ainda que o Hospital Pediátrico da Universidade dispõe de todo tratamento necessário para correção. “Nós utilizamos um tratamento integrado, com fonoaudiólogas, pediatras, psicólogos, nutricionistas e até a cirurgia, que é paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A fissura labiopalatina é a malformação congênita mais freqüente na população humana e ocorre no período embrionário e início fetal, resultante da deficiência da fusão dos processos maxilares e médio-nasal, impedindo o crescimento completo dessas estruturas.