Cidades Enviada em 07/11/2008 às 11h40min
Cumprindo política de pressionar, médicos e servidores promovem mobilização no Giselda
Durante a mobilização, funcionários do Hospital Giselda Trigueiro denunciaram a falta de medicamento e de alimentação.
Ana Paula Oliveira


Médicos e servidores fizeram protesto por uma hora na porta do Giselda Trigueiro.

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Cumprindo a política de pressionar o Governo do Estado, médicos e servidores estaduais da saúde realizaram mais um protesto, nesta sexta-feira (7), das 10h às 11h.
Desta vez, em frente ao Hospital Giselda Trigueiro. O Giselda é referência no atendimento de doenças infecto-contagiosa.
“A situação é caótica, precária”, disse João Gomes, motorista do hospital e representante da Associação do Hospital Giselda Trigueiro.
Segundo ele, falta alimentação, profissionais e medicamentos. “É um absurdo. Faltam materiais básicos, como gazes, álcool e papel higiênico”, reclama Gomes.
Enfermeiro do hospital, Breno Abbott, também denuncia o caos no local.
“A falta de medicamento e insumos é constante. Em alguns setores faltam profissionais para atender a demanda”, diz ele, afirmando que diariamente o pronto-socorro atende mais de 200 pessoas.
O presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, que estava participando do movimento, afirma que vem sendo cumprido o percentual de 50% do efetivo, determinado através de uma Medida Judicial.
“Estamos cumprindo mais que os 50%. Todos os médicos estão nos seus locais de trabalho, aplicando as estratégias da greve”.
Na próxima segunda-feira (10), às 9h, no auditório do Hospital João Machado, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde) realizarão uma assembléia para deliberar sobre os rumos da greve e agendar as próximas mobilizações.
Os servidores públicos, que iniciaram a greve em 20 de outubro, reivindicam 23% de reajuste salarial, mudança de nível, pagamento de aposentadoria integral e quitação dos atrasados.
A pauta de reivindicação dos médicos é a mesma dos funcionários da saúde. Os médicos estão em greve desde o dia 24 de outubro.
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