Cidades Enviada em 25/11/2008 às 18h48min
Direção do Walfredo crê que grevistas montam estratégias para chamar atenção do governo
Diretor José Renato afirma que número de pacientes em corredores tem diminuido. Sobre desabastecimento, ele confirma que há meses a Unicat estava dando sinais de problemas.
Karla Larissa


Fatos considerados “estranhos” estariam acontecendo na unidade.

O diretor do Hospital Walfredo Gurgel, José Renato, acredita que os servidores da saúde, paralisados há mais de 30 dias, estão montando estratégias para chamar atenção do governo. Fatos considerados “estranhos” estariam acontecendo na unidade de atendimento.
“No dia 21, dois elevadores foram quebrados (o laudo confirmou que não foi falta de manuntenção) e nós tínhamos 64 pessoas nos corredores do Clóvis Sarinho e 38 leitos de internamento que podiam ser usados, mas não foram porque não havia como transportar as pessoas. No mesmo dia toda a imprensa estava na porta querendo entrar”, apontou José Renato.
“A história é a mesma há muito anos”. São as palavras do diretor sobre os pacientes no corredor da unidade, vistos pelo o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Luiz Alberto Dantas, que foi verificar a situação explanada pelo Ministério Público sobre o desabastecimento dos hospitais.
José Renato afirma que não acha a situação adequada, mas informa, em números, que a situação está melhorando. Segundo o médico, a média de internamentos no Walfedo, em 2007, era de 350 pacientes, com cerca de 60 pacientes expostos nos corredores. Atualmente, de acordo com o diretor, esse número baixou para 300 e a capacidade do hospital é de 310 leitos.
Mas mesmo assim, no início da tarde desta terça-feira (25), existiam 30 pessoas nos corredores do hospital. Conforme explicou a direção, algumas pessoas precisam ficar em observação e por isso não são internadas em leitos. Como não há sala de observação para todo mundo – José Renato disse que serão criados “box” para abrigar essas pessoas- os pacientes ficam no corredor.
Sobre o desabastecimento, a direção diz que esse fato não é novo, e que vem acontecendo há dois meses. “A unicat já vinha dando sinais que não estava com condições de abastecer as unidades”, declarou o médico. Ele também afirmou que o juiz não procurou a direção para conversar sobre o desabastecimento, motivo da sua visita.
PUBLICIDADE


Palavras-chave
Mais notícias
Comentários enviados
Nenhum comentário enviado no momento.