Dois candidatos disputam presidência da Associação Médica do Rio Grande do Norte
Eleições serão nesta quinta-feira (28). Duas urnas serão instaladas em Natal e uma em Mossoró, das 8h às 18h.
Nesta quinta-feira (28), cerca de 800 médicos devem ir às urnas em Natal e Mossoró para escolher a próxima diretoria da Associação Médica do Rio Grande do Norte, que assumirá pelos próximos três anos. Em Natal serão instaladas duas urnas na sede da Associação Médica e em Mossoró uma urna no Conselho Regional de Medicina, das 8h às 18h.
O número de eleitores esperados é bem maior do que o da última eleição porque após 18 anos com chapa única, a disputa deste ano tem duas chapas inscritas, a chapa 1, de situação, encabeçada pelo cardiologista e marcapasso Álvaro Barros, e a chapa 2, que tem como candidato o médico José Gurgel.
Álvaro Barros já foi presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Norte por duas gestões e atualmente preside a Sociedade Brasileira de Marcapasso e é um dos diretores da Cooperativa dos Médicos (Coopmed).
Enquanto candidato à presidência da AMRN, ele defende a remuneração médica de 7.500 para 20 horas, e 15.000 para 40 horas; implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos médicos do Estado; criação da Cooperativa Médica e a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CPHPM); melhores condições de trabalho; melhoria na educação médica (aumento do número de vagas de residência e atualização permanente do conhecimento); formação contínua e convênio com a Secretaria de Saúde para a formação dos médicos.
O candidato da Chapa 2, o médico endoscopista José Gurgel, formado pela UFRN, vem com as propostas parecidas do adversário da chapa1. Ele promete lutar efetivamente pela valorização da consulta medica e pelas melhorias de condições de trabalho e serviço publico; “implantar uma proposta contínua através de uma plataforma de união com a UFRN”; aumentar o número de associados e melhorar a educação médica.
Para o atual presidente, Geraldo Ferreira, o próximo gestor terá como desafios garantir uma remuneração justa; melhores condições de trabalho; melhoria na educação médica, com vigilância as escolas particulares, aumento do número de vagas de residência e atualização permanente do conhecimento, além de outros avanços no aspecto associativo. "Mas a maior luta deve ser com os planos de saúde, já que a maioria continua pagando abaixo do negociado. E essa luta precisa ser travada todos os anos".
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