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Enviada em 31/07/2008 às 12h04min

Drogas e assédio sexual dentro do João Machado

Funcionários tornaram públicas as agressões sofridas no hospital por pacientes depedentes químicos.
Fotos: Maiara Felipe
“Há muitos anos que estão acontecendo esses problemas de agressões".
Assédio sexual, agressões físicas e entrada de drogas foram algumas das denúncias feitas à imprensa pelos profissionais do Hospital Psiquiátrico João Machado, na manhã desta quinta-feira (31).

O Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado (Sindasúde) organizaram uma manifestação na sede do hospital, para expor à sociedade as dificuldades enfrentadas pelos servidores da unidade.

“Há muitos anos que estão acontecendo esses problemas de agressões. Isso se deve a grande quantidade de presos de justiça internados”, apontou o diretor do sindicato, Paulo Martins. Ele acredita que a alta demanda de pacientes dependentes químicos, que são mais violentos, acentua os abusos contra o servidor.

A junção dos dependentes químicos com as pessoas que sofrem de transtorno mental cria uma demanda de 50 pacientes para um enfermeiro, e ainda acarreta problemas entre os internos. A diminuição dos leitos também se caracteriza como um fator para dificultar o trabalho no hospital. Segundo o Sindsaúde eram 700 acomodações e atualmente a unidade conta apenas com 120.

“Há umas duas semanas um paciente me puxou pelo cabelo e arrastou por toda a enfermaria”, declarou Lenira Abília, auxiliar de enfermagem, funcionária do hospital há 24 anos.

Ela diz que está sofrendo violência constantemente de um interno chamado Paulo Sergio. Lenira levou o caso à direção do hospital várias vezes, mas nenhuma providência foi tomada. De acordo com Paulo Martins, esse paciente é esquizofrênico e violou sexualmente uma interna de 60 anos. 
 
Maria Genesi não negou as agressões relatadas pelos funcionários.

A diretora do João Machado, Maria Genesi Andrade afirma que está trabalhando para melhorar a situação. Entretanto tem dificuldades com a demanda extensa de usuário de drogas. “ Precisamos de serviços para atender essas pessoas”, disse.

Maria Genesi não negou as agressões relatadas pelos funcionários, embora acredite que são fatos corriqueiros de quem trabalha na psiquiatria. “As vezes acontece de um ficar mais agressivo, mas isso não é sempre”, conclui. 











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