Cidades Enviada em 24/11/2008 às 10h47min
Faltam médicos em 11 municípios do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Médicos aponta a descontrução do sistema de saúde como o principal problema.
Mais de 455 municípios do Brasil estão sem médicos. Os dados alarmantes foram divulgados pelo Ministério da Saúde, em pesquisa realizada até outubro. A região mais atingida é o Nordeste, com 25,7% do total do país, mais de 117 municípios e no Sudeste, 111 cidades pequenas sofrem com a falta de médicos.
No Rio Grande do Norte, 11 municípios sofrem com a falta de médicos: Água Nova, Bento Fernandes, Galinhos, Lajes Pintadas, Lucrécia, Paraú, Santa Maria, Pedra Grande, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e Senador Georgino Avelino.
Para presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira, o problema é preocupante. “Vemos com preocupação a situação dos municípios que não conseguem prestar assistência em saúde aos seus moradores, optando pela transferência de pacientes para outros municípios, gerando novos problemas como o inchaço nos grandes municípios” afirma.
Segundo Ferreira, a culpa da falta de médicos no interior é da prefeitura que após a criação do Programa Saúde da Família – PSF optou pela utilização do Programa com isenção de contratos de médicos. “As prefeituras adotaram o modelo do Programa, que tem verba federal, onde os médicos prestam atendimento apenas dois dias na semana e não contraram mais médicos”.
A falta de médicos dos municípios sempre levanta o questionamento do interesse em trabalhar no interior. O presidente do Sindicato responde positivamente sobre o interesse dos médicos e disponibilidade na quantidade de profissionais, mas aponta dois problemas: compensação financeira, onde os municípios pagam salários baixíssimos e as péssimas condições de trabalho, como falta de medicamentos, exames e material básico de atendimento.
Ele lembra que antigamente, o quadro de médicos das pequenas prefeituras era composto por pelo menos um clínico geral, um obstetra e um pediatra, suficientes para os atendimentos mais comuns. “Depois que as prefeituras implantaram o PFS nos municípios, há uns dez anos, o sistema começou a ser descontruído no estado”, diz.
A reportagem do Nominuto.com procurou a Secretaria Estadual de Saúde para pronunciamento sobre a pesquisa. A assessoria de imprensa da Sesap alegou responsabilidade apenas pelos hospitais regionais e não quis comentar os dados.
PUBLICIDADE


Palavras-chave
Mais notícias
Comentários enviados
Nenhum comentário enviado no momento.