Funcionários da Infraero entram em greve no próximo dia 15
A decisão foi tomada ontem (4) em assembléias realizadas em todo o país. No estado, o dirigente sindical dos aeroportuários alerta que pode ser instalada uma nova crise aérea.
Por Ellen Paes
Vlademir Alexandre
A conseqüência mais grave da paralisação será o atraso nos vôos.
Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) entram em greve a partir do dia 15.
O indicativo foi votado ontem (4) em Assembléia realizada em todos os estados que possuem aeroporto e caso venha a realmente acontecer, deve instalar um novo caos aéreo no país.
Os aeroportuários são responsáveis por serviços como operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, pela fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, pelo controle do movimento de aeronaves na pista, anúncio de vôos, encaminhamento de passageiros às aeronaves e saguão, liberação, manobra de cargas, dentre outros serviços administrativos.
Segundo o dirigente sindical da Infraero no Rio Grande do Norte, Genildo de Oliveira, a decisão se deve à retirada de vários benefícios como o adicional noturno, a promoção de 1% na folha de pagamento e a falta de sinalização em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Uma das sugestões apresentadas pela Infraero foi diminuir o percentual pago pela hora-extra.
Além disso, a proposta de reajuste de 5,04% é insuficiente para a categoria. Os aeroportuários querem um reajuste de 6%, mais o acréscimo de 5,32%, percentual referente ao crescimento do setor aéreo.
“Não tem como não fazermos uma greve diante dessa situação. Estamos trabalhando em condições péssimas, somos obrigados a todos os dias estarmos nos justificando aos passageiros e à imprensa sobre a má estrutura do aeroporto e ainda assim eles querem retirar os nossos benefícios”, justifica o sindicalista.
Ele se refere à situação do aeroporto denunciada pela reportagem do jornal Nasemana, publicação do Nominuto, nas bancas a partir de hoje (5). A escada rolante está quebrada, há muitas goteiras e algumas lojas estão fechadas aguardando licitação.
Para ele, a conseqüência mais grave que a paralisação pode ocasionar é a volta dos longos atrasos nos vôos, pois o indicativo de greve deve ter grande adesão dos funcionários no estado.
“Mas vamos respeitar o que é previsto por lei, de manter 30% do efetivo trabalhando. Mas se com 100% trabalhando, a situação já está difícil, imagina com 30%?”, questiona.
Caso a Infraero sinalize acatar os pontos de reivindicação, os aeroportuários garantem suspender o movimento.