Cidades Enviada em 03/09/2007 às 17h16min
Hospital Onofre Lopes precisa de 300 profissionais e o dobro dos recursos
Três novas salas de cirurgias e 12 leitos de UTI estão inutilizados por falta de enfermeiros e médicos.
A crise que acomete os hospitais universitários em todo Brasil também atinge o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol). A carência de profissionais no hospital chega a 300, entre técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos. O repasse dos recursos também é outro problema enfrentado. Para suprir os gastos, seria necessário, pelo menos, dobrar os financiamentos.
O diretor geral do Huol, Ricardo Lagreca, explica que a principal dificuldade é a reposição de recursos humanos. De acordo com ele, foi realizado um concurso no ano passado para apenas seis vagas. Além disso, o hospital não tem recursos e é impedido legalmente de realizar contratações. “O hospital precisa de pelo menos 300 profissionais. Temos muitos bolsistas, mas faltam, principalmente, técnicos de enfermagem”, expõe.
Há alguns meses, ficaram prontas três novas salas de cirurgias e 12 leitos no Huol. Mas, até agora, esses novos equipamentos continuam inutilizados por falta de profissionais, deixando de ser feitas, no mínimo, 40 cirurgias cardíacas e 40 de cérebro.
Só para colocar em funcionamento as três salas de cirurgia e os novos leitos de UTI, de acordo com Lagreca, seriam necessários 50 técnicos em enfermagem e enfermeiros e 15 médicos. “Isso tem conseqüências graves, que terminam em filas de espera”, lamenta o diretor.
Ricardo Lagreca lembra que o hospital é estratégico no Estado pelo potencial que tem no atendimento de alta e média complexidades. “Estamos preparados, mas não tem como funcionar”, salienta.
Recursos
Outro grave problema que o Huol enfrenta é a falta de recursos. E, segundo o diretor do Huol, seria necessário pelo menos dobrar o repasse atual. “Os repasses não condizem com a realidade do hospital. É preciso que os contratos sejam atualizados. O Ministério da Saúde ficou de realizar reajuste e até agora não cumpriu, e como prejuízo muitos hospitais estão fechando as portas”, conta Ricardo Lagreca.
De acordo com o diretor, o Huol ainda não chegou ao ponto de fechar as portas, mas, em compensação, não está funcionando como poderia. “Precisamos de uma reposição pessoal urgente e também de adequação de recursos”, destaca.
PUBLICIDADE


Palavras-chave
Mais notícias
Comentários enviados
Ler todos os comentários (2)