“Uma imundície”. Assim o presidente da Federação Norte-rio-grandense de Basquete, Raul Rodrigues Ferrer, caracterizou o ginásio Humberto Nesi, Machadinho. O presidente declarou que há muito tempo o ginásio não tem condições de realizar jogos ou até mesmo treinos. As estruturas básicas como vestiários ou sala de primeiros-socorros estão danificadas.
Infiltrações, cupins e ferrugem compõem o cenário atual do Machadinho. Além disso, portas, grades e portões foram destruídos pelos vândalos, que parecem circular pelo prédio sem nenhum problema. Alguns registros hidráulicos não conseguem reter o fluxo da água que entorna, sem controle na maior parte do tempo.
O lixo é outro problema em todo o espaço da construção. Arquibancadas, acesso aos vestiários, a própria quadra e a parte externa estão repletas de entulhos. Outro problema ocorreu em virtude das fortes chuvas dos últimos dias. Parte da calçada cedeu, pondo em risco a circulação do público.
As goteiras e os cupins comprometeram a quadra poliesportiva. Muitos remendos foram improvisados, mas sem sucesso. Em diversos pontos, a madeira não suportou a falta de manutenção propiciou o surgimento fendas e buracos que representam perigo aos atletas. Os jogos de futebol de salão, vôlei e basquete estão suspensos por causa da situação da praça esportiva.
As tabelas de basquete tiveram os fios roubados e não podem mais ser usadas. Raul Ferrer declarou que o fato aconteceu há quatro meses e até agora a Secretaria de Esporte e Lazer não se manifestou. Ferrer revelou ainda que em virtude da situação do ginásio, desistiu de sediar o Campeonato Brasileiro de Veteranos em 2006.
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