Maternidade de Felipe Camarão está superlotada e precisando de médicos

O pronto-atendimento realiza 180 partos por mês e está precisando deo mínimo três médicos.
Maiara Felipe
Pós-parto nos corredores.
“ Há muito tempo que estamos com deficiência na escala médica e nosso grande problema é a superlotação”. São as palavras da diretora da Unidade de Saúde Mista de Felipe Camarão, Anailde da Silva, explicando que apesar das dificuldades, a maternidade tem realizado 180 partos por mês.

O pronto-atendimento funciona durante 24h e está precisando de pelo menos mais três médicos. De acordo com Anailde, em algumas manhãs já aconteceram cerca de seis partos. Um levantamento feito pela própria unidade apontou que, no último trimestre, dos mais de 300 atendimentos, boa parte dos pacientes é de outras cidades, como a Macaíba, que está registrada com 16 pacientes.

A direção levou a reportagem do Nominuto.com para apresentar a situação do setor da maternidade. Com exceção da sala de parto, os demais compartimentos (sala de pré-parto e repouso e corredores) estão cheios. Duas mães, que tinham parido há pouco tempo, dormiam no corredor junto com os filhos recém nascidos.

“ Primeiro eu fui para a Januário Cicco. Estava superlotada e mandaram eu ir ao Hospital Memorial. Quando cheguei, a médica disse que as minhas dores não eram fortes e que a dilatação não era suficiente. Fui para casa e em 30 minutos tive meu filho, com ajuda da minha mãe e do Samu” resumiu sua peregrinação para ter seu filho, Juliana Soares, 18 anos. Ela chegou na madrugada, desta quinta-feira (24,) ao pronto socorro de Felipe Camarão.

Algumas mulheres, que estavam na sala de descanso, salientaram o precário atendimento do Hospital e Maternidade Santa Catarina, na Zona Norte. Elas relataram que as grávidas ficam em cadeiras de plástico até, praticamente, a hora de parir. Por receio de passar por essa situação, Silvia Mikaele veio do bairro Igapó, com indicação de um médico do Santa Catarina, para Felipe Camarão. 

Maiara Felipe
Por enquanto a realidade das maternidades.

Um futuro
Com uma situação, em que as pessoas dormem nos corredores, o Ministério da Saúde anunciou que a partir de dezembro, as gestantes que optarem pelo parto normal terão direito a um quarto específico para o procedimento, com leito e banheiro, em todas as maternidades do país.

A medida faz parte de um conjunto de normas para maternidades, lançado no último dia 22, pelo Ministério, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e vale para as redes pública e privada. 


As unidades de saúde serão orientadas a estimular a evolução natural do trabalho de parto e a adotar medidas para aliviar as dores da grávida, sem necessariamente usar medicamentos.


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