Cidades Enviada em 01/10/2007 às 16h54min
Neurocirurgiões param atendimento até fechamento do contrato
Os médicos aguardam proposta de orçamento da Secretaria de Administração para regulamentação do contrato.
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Com o fim do prazo para fechamento do contrato nesta segunda-feira (1º), os neurocirurgiões que prestam serviços ao Estado deixaram de fazer atendimento até que a Secretaria do Estado de Administração apresente a proposta orçamentária para regularizar a situação.
Por enquanto, apenas os sete médicos do quadro do Estado estão atendendo, devendo cobrir apenas a escala para esta semana. A expectativa é de que impasse seja resolvido até sexta (5).
Segundo o presidente da Sociedade de Neurologia do RN, Luciano Araújo, não há como os médicos trabalharem sem contrato, uma vez que, sem a regulamentação, a Procuradoria Geral do Estado não autoriza o pagamento. “Não podemos continuar, estamos barrados”, alega.
Apesar de os dez neurocirurgiões, que não compõem o quadro do Estado, estarem desde maio trabalhando nesta situação e até agora terem recebido apenas por dois meses por via indenizatória, acumulando uma dívida de R$ 720 mil pelos meses de julho, agosto e setembro, Araújo diz que o problema não é o pagamento. “Não é pelo pagamento, que já estávamos acostumados a receber atrasado, mas porque queremos estar prestando um serviço legalizado”, justifica.
De acordo com Luciano Araújo, a demora para firmar o contrato é até certo ponto aceitável porque o Estado estaria querendo acertar por um prazo maior, até julho de 2008, quando deverá ser realizado concurso. “Preferiram não fazer contratozinho e com o prazo maior é mais moroso”, declara.
Prejuízo
Luciano Araújo aponta que o principal problema nessa situação é o pequeno número de médicos do Estado, apenas sete, que também dependem do contrato para receber os plantões extras. “Só da para cumprir escala por pelo menos uma semana, mas acredito que vão resolver a tempo”, afirma.
Outro fator preocupante são os mais de 60 pacientes internados, que podem ter a medicação comprometida. “Isso porque a carga de permanente será desviada para o plantão”, disse.
Araújo ainda conta que, no Hospital Universitário Onofre Lopes, que deveria ser responsável por parte das neurocirurgias, falta pessoal. Em razão disso, as novas salas de cirurgias e UTI ainda não foram inauguradas, enquanto 63 pessoas estão na fila de espera.
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