Cidades Enviada em 10/04/2008 às 17h25min
Obesidade: mais de 200 pacientes esperam por cirurgia reparadora do estômago
O Ministério da Saúde terá que adotar todas as medidas necessárias para habilitar o Huol como unidade de assistência de alta complexidade ao portador de obesidade grave.
O Ministério da Saúde (MS) terá que adotar todas as medidas necessárias, no menor prazo possível, para habilitar o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) como unidade de assistência de alta complexidade ao portador de obesidade grave. A recomendação é do Ministério Público Federal e foi enviada nesta quarta-feira (9). Mais de 200 pessoas estão na fila à espera de cirurgia reparadora do estômago.
De acordo com informações obtidas pelo MPF, a Coordenação Geral de Alta Complexidade daquele Ministério da Saúde, já aprovou o hospital para atuar como estabelecimento para realizar as gastroplastias (cirurgias reparadoras do estômago) pelo Sistema Único de Saúde.
Falta apenas uma manifestação do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (DRAC), para avaliar a disponibilidade de recursos financeiros.
Mesmo sem ser habilitado, o Huol vem realizando esse tipo de cirurgias, mas não recebe recursos financeiros diferenciados. Como as cirurgias são caras, o número de procedimentos realizados está muito aquém da necessidade da população.
O médico do Huol, Eudes Godoy, chefe do serviço de cirurgia da obesidade e doenças relacionadas, informou ao MPF que dos mais de 200 pacientes que esperam pela cirurgia pelo menos 10% em estado considerado gravíssimo, correndo risco iminente de morte.
A procuradora regional dos Direitos do Cidadão no RN, Caroline Maciel, responsável pela recomendação, pede ainda que seja dado tratamento prioritário ao procedimento de habilitação do Hospital Universitário, inclusive no que diz respeito à publicação no Diário Oficial da União (DOU).
O secretário de atenção à Saúde do Ministério da Saúde, a quem foi dirigido o documento, tem um prazo de 10 dias para informar as medidas adotadas para cumprir a recomendação.
* Com informações do MPF.
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