Reforma da Rodoviária de Cidade da Esperança é debatida na CMN

Socicam, empresa vencedora de licitação, fará investimentos da ordem de R$ 3 milhões no terminal.
Com proposição do vereador Hermano Morais (PMDB), a Câmara Municipal de Natal (CMN) debateu na manhã desta segunda-feira (23), em audiência pública, a reforma da Rodoviária Nova, no bairro de Cidade da Esperança.

Presente à audiência, a diretora de transportes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Valéria Arruda Câmara informou que os locatários já sabiam das modificações no terminal.

“A idéia de mudança na forma de administração não é de agora. Foi avisado aos locatários desde dezembro de 2007”, afirma. Segundo ela, a proposta visa não só melhorar o atendimento ao usuário, mas também revitalizar o bairro.

O gerente corporativo da Socicam, de São Paulo, empresa especializada em gestão de sistemas de integração de transportes, Marcos Penteado, apresentou durante a audiência, o projeto de reforma do local.

O projeto, de acordo com ele, contemplará lojas de alimentação, farmácia, revistaria, além de uma Central do Cidadão. Serão 20 pontos comerciais. Penteado declarou que a empresa já vem realizando serviços de manutenção como, a colocação de lâmpadas. “Só em reparos hidráulicos e elétricos já foram gastos R$ 28 mil”.

Sobre os investimentos no local, ele disse que a empresa, com contrato para os próximos 30 anos, deverá gastar em torno de R$ 3 milhões, num prazo de até dois anos para finalizar a reforma na Rodoviária. “Será uma reforma gradativa porque não podemos parar o funcionamento do terminal”.

Com relação aos atuais locatários de boxes, ele observou que permanecerão apenas os que possuírem condições financeiras para modernizar os atuais espaços. “Quem a gente achar que tiver condições, permanecerá. Entretanto, tem que fazer, e fazer bem feito. Iremos cobrar aluguel, mas será um preço justo, compatível”.

Mesmo antes das reformas previstas em edital de concessão, a nova administração da Rodoviária Nova está cobrando há mais de duas semanas taxa de embarque.

A tarifa não vem agradando aos passageiros, nem aos empresários de ônibus. Outra modificação feita pela empresa é a cobrança de estacionamento. Agora, não há tolerância de tempo. Qualquer veículo que entrar tem que pagar R$ 2.

O empresário Eudo Laranjeira disse que “atualmente os empresários vivem tendo que dar descontos e por isso não poderia acrescentar taxas para os usuários”. Ele acrescentou que os terminais só existem por causa das empresas.

Eudo Laranjeira criticou a forma como a empresa vem conduzindo o processo. “Quem está bancando a reforma da Rodoviária não é a Socicam. É o usuário”. Entretanto, ele destacou que não é contra a reforma. “Não somos contrários à mudança”.

Para o advogado dos locatários, Paulo Lopo Saraiva, a discussão poderia ter sido evitada, caso a empresa e o DER tivesse dialogado melhor com as partes interessadas. “Aqui existem pais e mães de família. Pessoas com mais de 20 anos no comércio. É preciso que se resolva politicamente, respeitando os direitos dos locatários”, frisou ele, questionando: “Quem vai se responsabilizar pelo patrimônio deles?”.

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