Cidades Enviada em 04/12/2008 às 17h51min
RN diminui número de nascimentos não registrados
A pesquisa do IBGE mostra ainda a proporção de nascimentos por grupos etários no Estado.
O estudo do IBGE divulgado nesta quinta-feira (4) apontou que em 2007 o Rio Grande do Norte conseguiu reduzir o número de sub-registros de nascimento em relação a 2000. Naquele ano, o número verificado no Estado era de 33,2% contra 19,7% no ano passado, uma variação de 13,5%.
Dos estados do nordeste, o RN ocupa a 5º posição atrás do Maranhão, Alagoas, Ceará e Pernambuco. O estado que verificou a maior variação em pontos percentuais foi o Maranhão com 38,8% e o menor, a Bahia com -1,3%. O sub-registro é o conjunto de nascimentos não registrados no próprio ano de ocorrência ou até o fim do primeiro trimestre do ano subseqüente.
Outra constatação da pesquisa foi relacionada a proporção de registro de nascimentos por grupos etários da mãe. No RN, foi registrado 0,9% dos casos de maternidade envolvendo mães de 10 a 14 anos.
Na faixa de 15 a 19 anos foi verificado 21,6%, enquanto na de 20 a 24 anos, 32,5%, a maios taxa de natalidade. Na faixa de 25 a 29 anos o número foi de 22,5%. De 30 a 34 anos, 13, 4%. As menores estão na faixa entre 35 a 39, 40 a 44 e mais de 45 com 6,3%, 1,8% e 0,1%, respectivamente. O número de casos ignorados foi de 0,8%.
Em 2007, foram registrados 2.750.836 nascimentos em todo o Brasil. A pesquisa constatou uma estabilização em 2006 de 2.799.128. . De 2006 para 2007, somente a na Região Norte houve crescimento do volume de registros, de 254.532 para 259.388.
Entretanto vale ressaltar o acréscimo de registro de nascimentos no Nordeste que passou de 752.185, em 2000, para 829.756, em 2006, com leve redução em 2007 (819.901). A tendência de crescimento observada nestas duas regiões pode ser explicada pela ampliação das ações de combate ao sub-registro nestas áreas.
De 2000 a 2007, foi verificada uma redução progressiva dos percentuais de sub-registro de nascimento, com destaque para a Região Norte, que passou de 47,1% para 18,1%. Embora a Região Norte tenha apresentado a maior redução nos percentuais de sub-registro de nascimento, a cobertura em conjunto com o Nordeste ainda é bastante deficitária.
Em 2007, Norte e Nordeste mantiveram sub-registros de 18,1% e 21,9%, respectivamente. Já a Região Sul tem a melhor cobertura de registros de nascimento, com percentual de sub-registro de apenas 1,4%, em 2007. No mesmo ano, a Região Sudeste atingiu a proporção de 5,5% e o Centro-Oeste, 10,6%.
De 2000 a 2007, as maiores reduções de sub-registro de nascimento, em pontos percentuais, foram observadas no Maranhão, Pará, Amazonas e Tocantins, respectivamente, 38,8%, 37,2%, 33,8% e 29,1%. Contudo, em 2007, esses estados ainda estavam classificados na faixa de sub-registro superior a 10%.
Os nascimentos não registrados nos cartórios dentro do período considerado pela pesquisa são incorporados às estatísticas do Registro Civil nos anos posteriores, como registros tardios. A análise dos resultados de 2007 revela que 313.111 registros foram tardios, correspondendo a 10,5% do total. Desses, 86,3% foram de crianças com idade até 12 anos.
Mortalidade neo-natal
As informações coletadas pelo Registro Civil fornecem, ainda, outros elementos importantes que possibilitam uma análise dos óbitos infantis de acordo com suas componentes: neonatal precoce (óbitos de crianças de 0 a 6 dias), neonatal tardio (óbitos de crianças de 7 a 27 dias) e pós-neonatal (óbitos de crianças de 28 a 364 dias).
No Brasil, a componente pós-neonatal prevaleceu até o final da década de 80, sendo que, a partir deste ano, começou a predominar o peso da neonatal (precoce e tardia), atingindo em 2007 a proporção de 66,6% do total de óbitos de menores de .um ano.
Vale destacar que a mortalidade relacionada a causas neo-natal precoce vem adquirindo maior relevância (49,7%), devendo se tornar com o decorrer dos anos a principal componente, aproximando o país do perfil de mortalidade de países mais desenvolvidos, onde esta faixa etária (0 a 6 dias) concentra mais de 90% da mortalidade de menores de um ano.
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