Cidades Enviada em 24/06/2008 às 12h06min
Sesap diz que está tomando providências para acelerar atendimentos
Subcoordenadora jurídica aponta dificuldades em cumprir pedido do MP e afirma desconhecer teor do pedido de prisão do secretário Adelmaro Cavalcanti.
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A subcoordenadora da assessoria jurídica da Secretaria estadual de Saúde, Romy Christine, informou nesta terça-feira (24) que a pasta vem tomando as providências em relação ao pedido feito em novembro de 2007 pelo Ministério Público (MP), no qual são cobradas soluções emergenciais para o problema das longas filas de espera para a realização de exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada em crianças no estado.
Sobre o pedido de prisão civil do secretário estadual Adelmaro Cavalcanti, feito pela promotora de Justiça Iara Maria Pinheiro ao Juiz da 3ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Natal, Homero Lechner, ela confessa que nem a Sesap, nem mesmo o próprio secretário tiveram acesso ao teor do pedido.
“Vamos aguardar alguma intimação ou notificação para analisar quais são os fundamentos deste pedido. O Ministério Público tornou pública a ação antes mesmo que a Secretaria tivesse conhecimento do pedido”, diz.
Segundo ela, a Secretaria vem garantindo o direito das crianças e adolescentes na realização dos exames. No entanto, a subcoordenadora alegou que alguns fatores impossibilitam agilidade no processo. Entre eles, ela cita o fato de o tomógrafo do Hospital Universitário Onofre Lopes, estar quebrado desde março.
“O Onofre (Lopes) é um dos prestadores de serviços do SUS. Mas, a administração é de competência da Universidade”. Outro problema, de acordo com ela, é a pouca disponibilidade de médicos anestesiologistas na rede pública de saúde. Christine explica que esses
exames em crianças só podem ser realizados com anestesia.
“Para tentar minimizar o problema, estamos tentando fazer credenciamento do SUS na rede privada. Só que as clínicas não querem fazer o exame seguindo a tabela do SUS. Devido a isto, a Sesap está junto ao Governo do Estado, buscando complementos no orçamento, que possibilitem o pagamento das clínicas particulares, na tabela intermediária”, conta.
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