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Enviada em 01/08/2008 às 12h17min

Sesi apresenta projeto de combate à exploração sexual

Os jovens receberão uma bolsa auxílio de R$ 500.
Maiara Felipe
Jair Meneguelli explicou intenção do projeto, na Fiern.
Uma média de 100 crianças morre por dia, vítimas de violência ou abuso sexual. Esse foi um dos dados apresentados, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), pelo presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, que escolheu Natal, considerada um dos pólos do turismo sexual no país, para receber o “Projeto de Profissionalização de Jovens em Situação de Exploração Sexual”.

O programa beneficiará jovens entre 16 e 21, com curso profissionalização, educação básica e uma bolsa auxílio de R$ 500. O diferencial do projeto é que depois de formado, o aluno sai com o emprego garantido, através de parcerias do Sesi com empresas privadas.

“Não vamos formar os alunos para fazer vassouras de piaçava. Vamos dar formação profissional para qualquer jovem normal. Precisamos fazer com que a pessoa se sustente”, apontou Meneguelli salientando que os outros projetos ajudam muito, mas falham algumas vezes por falta de empregabilidade.

A possibilidade de surgir um emprego é considerada muito importante na vida dos explorados sexualmente, pois o perfil apresentado por Meneguelli mostra que jovens de periferias com baixa escolaridade são os mais atingidos.

Meneguelli relatou que antes de ter a idéia do projeto avaliou a situação de exploração sexual em diversas cidades. “Não estou querendo mudar o mundo. Mas os jovens que tiverem vontade de mudar a sua vida vamos ajudar. É preciso apoiar essas pessoas”, disse.

Insatisfeito com a proliferação do turismo sexual, o presidente do Conselho prometeu que irá até as embaixadas de outros países para diminuir o fluxo desses turistas.

“Projeto de Profissionalização de Jovens em Situação de Exploração Sexual” está acontecendo em Recife, Belém e Fortaleza. Nessa última, mais de 50 jovens estão sendo contemplados.

Números 
No mundo inteiro dois milhões de jovens são mantidos em situação de servidão sexual. 50% desse número está situado na América Latina. No Brasil inteiro 930 municípios sofrem com os problemas de violência sexual, sendo que 31% são cidades do nordeste.

Os aliciadores são 52% homens, dentro dessa porcentagem 68% são brasileiros entre 20 e 50 anos. O restante, 32% são estrangeiros.

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