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Enviada em 07/04/2008 às 09h12min

Sete mil pessoas ficarão desempregadas com os estragos das chuvas

O vice-governador Iberê Ferreira de Souza considera que a pior conseqüência das cheias no interior do Estado ainda está por vir: o desemprego.

“Mais grave que a própria cheia, é o dia depois.” Foi assim que o vice-governador do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira de Souza, definiu a atual situação do interior do Estado em razão das fortes chuvas que vêm caindo desde a semana passada.

Cerca de seis a sete mil pessoas ficarão desempregadas. Segundo o vice-governador, a estrutura produtiva foi inteiramente destruída, como é o caso das salinas e da produção da banana, cujas maiores exportações são realizadas pelo Estado.

“É de fazer pena, está tudo alagado”, disse o vice-governador, em entrevista concedida ao Jornal 96, da rádio 96 FM nesta segunda-feira (7) pela manhã.

Os números são alarmantes. São 35 municípios em estado de calamidade pública e cerca de oito mil pessoas em abrigos temporários providenciados pelo Governo do Estado por causa das fortes chuvas que têm caído desde a semana passada.

Dessas oito mil pessoas, três mil estão desabrigadas e tiveram as casas completamente perdidas e cinco mil foram desalojadas por estarem em situação de risco.

Segundo Iberê Ferreira, 60 homens do exército já estão trabalhando na distribuição de feiras para as famílias de Assu e também há um reforço de 45 fuzileiros navais e 25 homens da Marinha ajudando na segurança das famílias que ficaram ilhadas.

As áreas mais críticas são as dos Vales do Apodi e Açu. Esse último é o economicamente mais afetado.

“A barragem Armando Ribeiro Gonçalves sangrou e a lâmina de água do sangradouro já atingiu 4,2 metros cúbicos. Não tem mais calha para dar conta.”

A partir de hoje, o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) se encontra com associações de agricultores e fruticultores para estudar os números do prejuízo.

A governadora Wilma de Faria se reúne ainda esta manhã com o presidente Lula para pontuar as problemáticas no Estado e ver que tipo de ajuda o governo federal poderá conceder. A estimativa de apoio financeiro é da ordem de R$ 100 milhões.



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