Veríssimo e Filhos entra com pedido para voltar a operar no rio Potengi
Empresa foi apontada pelo Ministério Público como uma das responsáveis pelo desastre ambiental ocorrido no ano passado e teve as atividades suspensas.
Por Fred Carvalho
Vlademir Alexandre
Cerca de 40 toneladas de peixes e crustáceos morreram no desastre ambiental do Potengi
A empresa Veríssimo e Filhos entrou com pedido junto ao Idema para voltar a operar no estuário do rio Potengi. A Veríssimo foi apontada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte como sendo uma das responsáveis pelo desastre ambiental ocorrido em julho do ano passado, quando cerca de 40 toneladas de peixes e crustáceos morreram no rio. Em julho passado, o Tribunal de Justiça manteve uma decisão pela suspensão das atividades da empresa.
O pedido de licença de operação da Veríssimo encaminhado ao Idema foi publicado na edição desta terça-feira (26) do Diário Oficial do Estado (DOE). No pedido, a empresa cita que pretende atuar na criação e cultivo de camarão na fazenda Carnaubinha, que fica no distrito de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. O documento é assinado por João Veríssimo da Nóbrega Júnior, que é sócio-gerente da empresa.
Após ter a licença de operação suspensa depois do desastre, a Veríssimo e Filhos moveu um Agravo de Instrumento, junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, com um objetivo de invalidar a sentença de primeiro grau.
No entanto, em decisão tomada em julho passado, os desembargadores da 2ª Câmara Cível não acolheram o recurso.
Novamente este ano, a Veríssimo voltou a afirmar que não foi a responsável pelo desastre ambiental. A empresa sustentou ainda a existência de fato novo que alterou as composições ou quantidades dos descartes da atividade que, habitualmente, lança efluentes potencialmente poluidores no estuário, “mais precisamente, o efluente industrial da fábrica da Coca-Cola, que foi descartado sem tratamento no rio Jundiaí pela Imunizadora Potiguar no período de 26 de junho a 8 de agosto de 2007.
A defesa da empresa alegou também que Idema errou ao autorizar o transporte e descarte de efluentes industriais da fábrica, sem tratamento, bem como por não ter acompanhado a movimentação desta remoção, transporte e descarte.