“Esperamos o razoável, ou seja, a análise na forma da lei e a concessão do alvará de licença”.
Foi dessa forma que o advogado da Veríssimo e Filhos Ltda, Ezequias Pegado, reagiu à informação de que a área administrativa da empresa havia entrado com pedido junto ao Idema para voltar a operar no estuário do rio Potengi.
O pedido de licença de operação da Veríssimo encaminhado ao Idema foi publicado na edição desta terça-feira (26) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Segundo o advogado, as atividades na empresa estão totalmente paralisadas, desde julho do ano passado, quando o Tribunal de Justiça manteve a decisão por suspensão.
“Os 24 viveiros da empresa no rio Jundiaí estão zerados. Nesse momento, estamos dando férias aos mais de 50 funcionários. Mas, caso não consigamos a licença, infelizmente, iremos demitir trabalhadores”, afirma.
Ele destaca que a carcinicultura é uma atividade muito especializada e a formação de uma equipe qualificada é difícil. “A nossa equipe é boa. É lamentável que isso esteja acontecendo. Dessa forma vamos parar de gerar renda e emprego”.
Sobre o desastre ocorrido em julho do ano passado no rio Potengi, quando cerca de 40 toneladas de peixes e crustáceos morreram, Pegado voltou a afirmar que a empresa de carcinicultura Veríssimo e Filhos não é culpada.
“Não sou do Ministério Público, não sou Polícia, nem sou palmatória do mundo. Eu sou advogado, não me cabe acusar ninguém e sim defender”, diz ele, concluindo que os órgãos responsáveis já sabem quem são os verdadeiros culpados.