"Carnaval multicultural" com segregação social, prefeito?

Carlos Alberto,

A prefeitura de Natal anuncia um "carnaval multicultural" com atrações nacionais mas, no entanto, destoa promovendo uma segregação social num dos pólos do Reinado de Momo. Falo do pólo Petrópolis. Aliás, em artigo anterior já havia chamado a atenção pra isso que já vinha ocorrendo nas prévias carnavalescas na capital dos Reis Magos.

Nesta sexta-feira (24) qual a minha surpresa diante do que tinha me garantido em conversa o secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão. O auxiliar do prefeito Carlos Eduardo Alves me disse na quinta-feira (23), num bate-papo informal enquanto aguardava ser entrevistado na 96FM, que o alcaide natalense não iria permitir que se fizesse da via pública espaço privado para serem ocupados por foliões de blocos, como eu já havia denunciado. Chegou, inclusive, a me dizer que um dos organizadores do "Grandes Carnavais" havia pedido ao prefeito para que os foliões de blocos ocupassem um espaço privê junto ao palco montado na praça Cívica, o que Carlos Eduardo lhe teria negado.

Infelizmente não foi isso o que constatei. Os blocos que formam o chamado "Grandes Carnavais" ocuparam uma espécie de curral ao lado do palco onde se apresentou a banda Bangalafumenga. Além do espaço privê os organizadores do "Grandes Carnavais" ainda cobram R$ 50,00 para ter direito a uma pulseira de acesso. Outra: o espaço, privilegiado para os "foliões vips" que ocupam um espaço público, têm ainda mesas à disposição de um quiosque de lanches (Passaporte). O folião que não é "vip" e que fica de fora do curral tem acesso ao quiosque pela lateral num espaço reduzido e tem que comer em pé, se quiser degustar alguma coisa.

Detalhe: o Procon Natal, Sr prefeito, determinou que "áreas vips" ou cordões de isolamento estão proibidos no carnaval de Natal.

De acordo com reportagem do G1 RN, publicado no último dia 22, organizadores de blocos de rua em Natal estão proibidos de fazer áreas vip ou diferenciadas por cordas nos festejos em espaços públicos da cidade. A medida foi publicada pelo Procon Natal e, em caso de descumprimento, a organização pode ser punida.

O isolamento só poderá ser feito para proteger crianças, idosos, portadores de necessidades especiais e grávidas, além de pessoas diretamente ligadas à organização e dos músicos que estiverem tocando nos blocos.

O decreto não proíbe a venda de camisetas dos blocos – muitas vezes usada como forma de arrecadar fundos para a festa.

Caso haja indícios de demarcação de áreas vips, poderá eventualmente ser caracterizado como infração, passível de autuação por parte do Procon Natal, nos termos da legislação específica. (clique aqui para ver a reportagem no G1).

O prefeito descumpre determinação de um órgão que pertence a prefeitura. Curioso isso, não?

E mais: se existe alguma parceria entre a prefeitura e blocos para trazer atrações nacionais para o carnaval em Natal, isso não dá o direito para se privatizar locais públicos como ruas e praças para serem transformadas em camarotes, até porque o principal parceiro da prefeitura não são empresas e sim os contribuintes que pagam seus impostos, aliás, muito alto, caso do IPTU, Sr prefeito. Se o alcaide permitiu isso que reveja sua posição para este domingo (26), quando a banda Monobloco se apresenta no pólo Petropólis, e os blocos que formam os "Grandes Carnavais" estarão presentes conforme programação oficial.

Uma pergunta: por que é que nos outros pólos não existem "áreas vips, caso de Ponta Negra, por exemplo? Será que a segregação social só ocorre em Petrópolis? Moro no Tirol, pago meus impostos e, portanto, sou parceiro da prefeitura no carnaval quando com o dinheiro do meu imposto a prefeitura contrata as grandes atrações, Sr prefeito.

Outra pergunta: a prefeitura do Natal durante o período natalino também traz atrações nacionais, pago com o dinheiro do contribuinte. E neste período não há segregação social. Será devido ao espírito natalino? Acorda Sr prefeito!

Alô Procon de Natal, a determinação não está sendo cumprida.

Alô Ministério Público, onde está o direito de ir e vir do cidadão, quando uma parte de uma praça é ocupada sem que se possa ter acesso a um local, digamos, privilegiado, para ver um show pago com os impostos arrecadados pela prefeitura.

Carnaval Multicultural com segregação social não é carnaval. É discriminação e isso só se ver em Natal, cidade dos Reis Magos.

Pense prefeito Carlos Eduardo. Reveja sua posição de permitir áreas vips para "foliões vips". Quem quer área privê deve procurar um clube para brincar carnaval e não usar indevidamente um espaço público. Os organizadores dos "Grandes Carnavais" se quiserem ganhar dinheiro também não devem usar um espaço público onde a pessoa para ter acesso tem que desembolsar R$ 50,00.

A conferir!

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Carnaval de rua não pode ter 'currais' transformados em áreas vips. Alô prefeito!

Carlos Alberto,

Sou um apaixonado por carnaval e tenho participado de algumas prévias de blocos em Natal. Confesso que tô vendo muita organização, sem brigas, policiamento ostensivo e muita tranquilidade para se brincar. No entanto, percebi que alguns blocos, caso do "Segura que Deu Onda", que trouxe na semana passada o famoso Patusco de Olinda, e neste final de semana o bloco "Enquanto Campos corre Sales só caminha", privatizaram um pedaço do Largo do Atheneu onde ocorreram os shows patrocinados pelos dois blocos. Nada contra os blocos promoverem os shows, mas privatizar a via pública colocando grades de proteção como uma espécie de área vip para quem comprou abadá, isso é um absurdo.

Chamo a atenção do prefeito da capital potiguar, Carlos Eduardo Alves, e até do Ministério Público, que o direito de ir e vir do cidadão tem que ser respeitado. Não se pode privatizar vias públicas. Há alguns anos a prefeitura do Natal já foi objeto de questionamento no mesmo local. Antes colocavam tapumes. E quem não comprava a camisa dos blocos não tinha acesso ao local do show. Agora estão colocando grandes, uma espécie de área vip disfarçada para que ninguém ouse dizer que não vê o show. Ora, não se trata de ver ou não ver o show, ocorre que quem compra o abadá tem visão privilegiada num local que é público e que todos têm direito a esta visão privilegiada.

Caro prefeito, se o Sr quer mesmo revitalizar o carnaval de rua não pode permitir isso. Temo que qualquer bloco que contrate um show se veja no direito de privatizar a via pública também durante o carnaval e não só nas prévias. Acho que o bloco tem todo direito de promover um show com a arrecadação das vendas de camisas, mas desde que seja num local privado, tipo o América como era nos carnavais de antigamente. A rua é do povo, no melhor sentido da palavra. Como já dizia aquela música interpretada por Moraes Moreira: " a praça Castro Alves é do Povo". Aqui serve dizer que o Largo do Atheneu é do povo.

Não vejo isso em lugar algum do Brasil. Olinda, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, carnaval de rua se faz sem privatizar as vias públicas, do contrário o carnaval ficará elitizado. A prefeitura e o MP têm que tá atento a isso. O Largo do Atheneu, especificamente, está sendo privatizado nestas prévias de carnaval. Até o acesso aos bares está difícil. Espero e desejo que não ocorra isso durante o período de Momo.

Repito, nada contra os blocos que promovem shows, mas que faça isso num local privativo em que só tenha acesso quem comprou abadá. Levar o show pra rua e transformar pedaços da via pública em áreas vips é que não pode.

A título de exemplo de como deve ser feito, os organizadores dos Grandes Carnavais, no final de janeiro realizaram uma prévia na praia de Pirangi, litoral sul do estado. Lá, colocaram a banda para percorrer a praia e ao final, como ia ter shows fizeram isso num casarão a beira mar. Isso, sim, está correto. O que deveria ser feito aqui em Natal também.

A conferir!

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Temer blinda ministros sim e, claro, a ele mesmo na Lava Jato

Carlos Alberto,

Faço minhas as palavras da repórter Delis Ortiz, do Jornal Nacional, sobre o fato do presidente Michel Temer, ter anunciado regras para ministros citados na Lava Jato

“Nesta segunda-feira (13) o presidente Temer disse que o objetivo do governo não é blindar ninguém”, disse Ortiz na reportagem.

E seguiu:

– A declaração foi rápida e pontual sobre a relação do governo com a Lava Jato. Michel Temer reafirmou que o governo não vai interferir na operação e anunciou regras para a permanência no ministério de envolvidos na operação.

“Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Aí depois, se acolhida a denúncia, e aí sim, a pessoa, no caso, o ministro se transforma em réu, estou mencionando os casos da Lava Jato, e se transformando em réu, o afastamento é definitivo”, disse Temer.

Segundo o Planalto, ministro que for afastado temporariamente continuará recebendo salário e manterá o foro privilegiado.

Na conta do Planalto, cinco ministros e o próprio presidente Temer estão citados por delatores na Lava Jato em situações de suspeitas de irregularidades.

Três ministros foram citados pelo delator Cláudio Mello Filho, da Odebrecht. O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, do PMDB, teria solicitado contribuições para campanhas do partido. Segundo o delator, em 2014, pediu R$ 10 milhões para a campanha de Temer. Segundo Cláudio, Padilha teria recebido R$ 4 milhões.

O secretário-geral da presidência, Moreira Franco, teria pedido dinheiro para PMDB, mas o recebimento foi através de Padilha, segundo o delator.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, do PSD, estaria em uma planilha de recebimento de caixa dois – propina.

Outro delator da Odebrecht, o ex-diretor Carlos Paschoal, contou que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, do PSDB, teria recebido R$ 23 milhões para a campanha presidencial em 2010. Parte do dinheiro teria sido redistribuída para outras candidaturas.

O acordo de leniência da Carioca Engenharia cita uma empresa controlada pelo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, do PMDB, e a família dele. A empresa teria feito negócios fraudulentos com a Carioca.

Uma vez que um ministro é citado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ou não uma investigação. O ministro relator da Lava Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin, decide se autoriza ou não a abertura do inquérito, mas o entendimento é de sempre autorizar quando há pedido da PGR.

Depois, se os fatos forem comprovados na investigação, o procurador formaliza uma denúncia. Aí, a decisão é da Segunda Turma do Supremo. Se a maioria dos cinco ministros entender que as acusações procedem, o ministro vira réu.

A iniciativa de Michel Temer é uma resposta à desconfiança de que ele apoiaria um complô contra a Lava Jato. Ele tem aliados no comando da Câmara e do Senado, que têm feito manobras tentando sair da mira da Lava Jato. Aliados dominando a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que vai sabatinar Alexandre de Moraes, indicado para o Supremo.

Criou um ministério para Moreira Franco, recém citado em delação premiada, dando a ele foro privilegiado. Isso tudo somado, foi muito negativo para a imagem do governo. Por isso, Temer decidiu estabelecer um limite.

Como disse no início, faço minhas as palavras da repórter Délis Ortiz quando afirma que “na conta do Planalto, cinco ministros e o próprio presidente Temer estão citados por delatores na Lava Jato em situações de suspeitas de irregularidades”.

Portanto, caro leitor, ao anunciar regras para ministros citados na Lava Jato, Temer, claro e óbviamente, se inclui também nestas regras.

Detalhe: o pronunciamento de Temer, sem abertura para perguntas de jornalistas, durou cerca de 8 minutos.

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Só falta agora culparem o PT pela desordem social no país

Carlos Alberto,

Não custa muito vão culpar o PT e os governos Lula e Dilma pela desordem social que o Brasil enfrenta. Não bastassem a crise política e econômica, que muitos dizem foi herança do PT, agora vem a bagunça generalizada com rebeliões em cadeias públicas pipocando país afora e policiais militares se recusando a ir as ruas, caso do Espírito Santo, e já aflorando no Rio de Janeiro. Sim, sem falar nos salários atrasados de servidores públicos, muitos dos estados pagando parceladamente. Diga-se de passagem estados governados pelo PMDB do presidente Michel Temer.

Vão culpar também o PT, Lula e Dilma pelo fato do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ter atendido pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autorizando abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por tentativa de obstrução da Operação Lava Jato?

Bom que se diga que Janot pediu aval para investigar os quatro por entender que houve embaraço à investigação de organização criminosa em razão dos fatos revelados na delação premiada de Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos. Numa das gravações, Jucá sugere “pacto” para barrar a Lava Jato.

Foi o primeiro inquérito aberto pelo novo relator da Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki – Fachin substituiu Zavascki na relatoria. Depois da investigação, que não tem prazo para terminar, o procurador-geral tem que decidir se denuncia os suspeitos ou se pede arquivamento do caso.

Vão dizer também que o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, arrolado como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e réu por crime de lavagem de dinheiro, ao ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro, e ao ser questionado pelo advogado de Lula se tinha conhecimento de pagamento de propinas pagas na Petrobras durante seu governo, e que FHC respondeu que “o presidente da República não pode saber o que está acontecendo com muitas pessoas”, está comunado com Lula

Diga-se que a suspeita surgiu quando o ex-diretor da estatal disse ter recebido vantagens indevidas nos anos 1990, na gestão tucana. Fernando Henrique, porém, afirmou que “nunca ouviu falar” de Cerveró. Ou seja, vão dizer que assim como Lula, FHC também não sabia de nada e que, portanto, está comunado com o ex-presidente petista.

Portanto, caro leitor, para essas pessoas que ocupam as redes sociais, muitas delas desocupadas, tudo de ruim que ocorre neste país varonil é herança maldita do PT. Ora,ora,ora.

Acaso, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney, Moreira Franco, Edson Lobão e tantos outros menos votados são petistas?

Com a palavra o leitor!

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Para que servem os impostos que pagamos, tão caros? Alô prefeito!

Carlos Alberto,

Não gosto de utilizar o espaço que tenho para escrever no meu blog e em colunas que assino no portal Nominuto.com e no site RioGrandedoNorte.net para fazer cobranças principalmente aos poderes públicos, a quem pagamos impostos e muitas vezes não são correspondidos. Mas, diante do descaso da prefeitura do Natal, em especial, a Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos), que entre outras coisas cuida da iluminação pública da cidade, não tenho outra alternativa, já que nem mesmo apelando ao Papa resolve o problema a que vou me referir.

Moro no Tirol, bairro onde se tem um dos IPTUs mais caros da cidade e, claro, cobrança de taxas de iluminação pública. Pois muito bem, caro leitor: há cerca de três meses - sim, eu falei três meses - o síndico do meu edifício e eu, vimos solicitando uma simples reposição de lâmpada de um poste que fica enfrente ao nosso condomínio - cito à rua Cap Abdon Nunes, 871 - e nada. Apelamos à Cosern (Companhia Energética do Rio Grande do Norte), uma empresa privada, que imediatamente se deslocou ao local e constatou que o problema não competia a ela, já que se trata de troca de lâmpada. Insistimos então com a Semsur, que "cuida" disso.

Há cerca de duas semanas voltei a intensificar o pedido. Protocolei a reclamação com o número 17012906. Os funcionários da Semsur que me atenderam foram atenciosos. Me disseram que iriam registrar o pedido como de urgência. Dei o número do poste - 05166 - e até agora, sequer, a Semsur teve a atenção de mandar uma equipe ao local. Todos os dias quando chego em casa pergunto ao porteiro do meu condomínio. A Semsur esteve aqui? A resposta é a mesma. Não Sr Barbosa!

Como disse no início, como não posso apelar ao Papa estou usando os meios que disponho para tornar a reclamação pública, assim como é a iluminação pública, quem sabe, surte efeito.

Alô prefeito Carlos Eduardo Alves. Assim como a sua gestão aumenta impostos, caso do IPTU, cobre de seus auxiliares mais atenção com os cidadãos que pagam seus impostos em dia. A frente do meu condomínio está um breu só, inclusive, perigoso à noite devido a possíveis assaltos.

Espero que com a reclamação tornada pública a Semsur vá ao local para verificar o problema e se for o caso troque a lâmpada. Para que não esqueçam, o poste de número 05166 fica na rua Cap Abdon Nunes enfrente ao Condom´[inio Flamingo.

A conferir!

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Para muitos, a "morte cerebral" virou epidemia

Carlos Alberto,

As pessoas - não todas, claro - não estão se dando conta de que as eleições presidenciais já passaram e que quem governa o país hoje é o PMDB. No entanto, a ira contra o PT permanece aflorada, e nem mesmo o respeito ao ser humano se conserva mais, haja vista a notícia da morte da ex-primeira dama do país, Marisa Letícia Lula da Silva, comemorada em redes sociais.

Até uma médica do Hospital Sírio-Libanês foi demitida após compartilhar dados sigilosos sobre o estado de saúde da Dona Marisa Letícia em um grupo de WhatsApp, horas depois dela ser internada em São Paulo, como se estivesse comemorando o fato.

O nome dela? Gabriela Munhoz, de 31 anos. O Hospital lamentou o ocorrido.

Um "buzinaço" na frente do Sírio-Libanês comemorando o falecimento de Dona Marisa também foi organizado. As pessoas estão perdendo o senso. É como eu já dissera, o Mundo vive um retrocesso político e social, onde se elege políticos populistas e nacionalistas, que ludibriam o povo com promessas absurdas, e onde matar e trucidar pessoas como ocorreram em penitenciárias do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, além de se comemorar a morte de um ser humano, caso de Dona Marisa, virou banalidade.

Aonde vamos chegar? A ira humana seja por qualquer motivo é preocupante. Tenho filhos, já sou avô, e esse certamente não é o Mundo que quero pra eles, e claro, acredito que para muitos dos leitores, senão todos. Estou cansando de repetir aqui neste espaço que a diversidade de pensamentos e opiniões faz parte da democracia, mas ao que parece muitos ainda não conseguem entender isso.

Não podemos confundir as coisas. Lamentavelmente pessoas insanas, caso dessa médica que citei no início do texto, têm comportamento que não condiz com a profissão, já que parece que ela esqueceu que em nome de Hipócrates jurou lutar em prol da vida.

Lendo comentários nas redes sociais é que a gente percebe que a morte cerebral virou epidemia para alguns.

Vamos usar as redes sociais por um Mundo melhor. Chega de ódio.

A conferir!

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O Mundo vive um retrocesso político e social

Carlos Alberto,

Desde a queda do muro de Berlim que não se via coisa igual. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (25) uma ordem executiva para iniciar a construção de um muro na fronteira com o México, uma das principais e mais polêmicas promessas de campanha do republicano.

Trump também assinou uma ordem executiva para bloquear fundos federais para as chamadas "cidades-santuário", que protegem imigrantes sem documentos da deportação. Os fundos federais serão abolidos para cidades que se recusem a fornecer informações às autoridades federais sobre o status de imigração de pessoas detidas nessas localidades, entre as quais estão Chicago, Nova York e Los Angeles.

Não só isso: no Brasil se vivencia uma verdadeira barbárie com brigas de facções criminosas que fogem ao controle do Estado. Aliás, o Estado Islâmico parece fez escola por estas terras de Tupy-Guarany, com corpos sendo decapitados e mostrados em vídeos nas redes sociais como se fosse um prêmio. Meu Deus o Mundo está de cabeça virada. Onde vamos parar?

Não, não podemos encarar isso com naturalidade. Muros sendo erguidos para dividir nações, pessoas sendo mortas e retiradas suas cabeças. Nem na época da Idade da Pedra. O que se observa é que a sociedade está paralisada diante de tantas sandices. Aqui e acolá algum tipo de manifestação, mas o Planeta Terra virou um pandemônio.

Não, não quero isso para os meus filhos e netos. Continuo sonhando o sonho sonhado de um Mundo melhor para se viver. Um Mundo onde todos tenham o direito a um lugar ao sol, um Mundo de paz e de eterna confraternização. Não quero um Mundo em que nações sejam separadas por muralhas, não quero um mundo em que a criminalidade comece a fazer das pessoas reféns.

Discriminação e terrorismo são duas palavras que devem ser banidas de qualquer dicionário.

O papa Francisco afirmou ainda em 2013 que entre a "indiferença egoísta e o protesto violento" sempre está a opção do diálogo.

Sim, o papa Francisco estava certo!

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O Estado e a barbárie que toma conta do país

Carlos Alberto,

O que ocorreu neste sábado (15) na Penitenciária de Alcaçuz, município de Nísia Floresta (RN), com uma grande rebelião de presos onde o saldo até agora são dezenas de mortos e feridos é uma repetição que já vem ocorrendo desde o início deste ano em algumas localidades do Brasil, onde apenados se confrontam e o resultado é uma carnificina com algumas degolas.

E o Estado - Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - tem sua parcela de culpa no que está acontecendo. Bem disse a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ministra Carmém Lúcia dias atrás quando afirmou: "estamos maquiando um Estado que já morreu. Não dá conta de responder à sociedade de maneira eficiente", afirmou. Sem o Estado, no entanto, disse a ministra, instala-se "a barbárie".

E é isso que vemos, a barbárie.

Carmém Lúcia de maneira lúcida e sensata disse que "a morosidade custa caro ao Poder Judiciário. É preciso acabar com a hipocrisia", afirmou.

Cármen Lúcia citou dados do Conselho Nacional de Justiça, segundo o qual há 95 milhões de processos em andamento no País, o equivalente a um processo para cada 2,12 brasileiros. Ela lembrou que há 18 mil juízes no Brasil. A ministra defendeu a tese de que é preciso "uma transformação e não uma reforma" no Poder Judiciário.

Citei as palavras da ministra Carmém Lúcia para dizer que o problema do sistema prisional no país não se resolve apenas com construção de novas cadeias. É muito mais complexo. Construir cadeias só vai protelar o problema sem resolvê-lo.

É preciso a Justiça fazer também um mutirão para julgar processos. Muitos destes "bandidos" que estão sendo mortos nas cadeias públicas cometerem crimes não hediondos, como não pagar pensão, por exemplo, e foram assassinados por está preso ao lado de marginais de alta periculosidade. Não estou aqui defendendo bandido, mas acho que você colocar numa mesma cela 30, 40 presos onde era pra caber cinco, isso é desumano. Além do que você junta bandido perigoso com ladrão de galinha. Dá no que dá.

A sociedade está refém dos bandidos e o Estado, na melhor acepção da palavra, idem. A criminalidade se tornou um poder paralelo no Brasil. A coisa tá fora de controle. Ou a Justiça dá celeridade aos processos que se amontoam nas mesas de juizes ou a situação tende a piorar com prisões e mais prisões sem que as cadeias públicas, por mais que se construam, possam dar conta do recado.

A conferir!

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A título apenas de reflexão!

Carlos Alberto,

Quando a ex-presidenta Dilma Ruosseff sofreu o golpe, os que defendiam o seu afastamento diziam nas redes sociais e até a própria imprensa, que a situação política-econômica no país iria melhorar com Michel Temer na Presidência. Passados mais de seis meses a situação só fez piorar. Algumas ideias do governo golpista não correspondem aos fatos.

Veja caro leitor que acusavam os governos petistas - Lula e Dilma - de beneficiar empreiteiras com dinheiro liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fazer obras em outros países. Pois muito bem: o referido banco anunciou na última terça-feira (3) que liberou um empréstimo de US$ 145 milhões para financiar uma obra executada pela construtora Queiroz Galvão, na primeira operação do tipo para uma empresa investigada pela operação Lava Jato desde maio.

Em comunicado, o banco de fomento afirmou que o empréstimo, liberado em 28 de dezembro, será para a construção do Corredor Logístico que liga Puente San Juan I a Goascorán, em Honduras.

O presidente Michel Temer, por sua vez, assinou às vésperas do fim do ano um decreto que reajusta o salário mínimo dos atuais R$ 880 para R$ 937 (aumento equivalente a 6,47%) a partir de 1º janeiro de 2017. O valor estipulado no decreto presidencial é R$ 8,8 menor do que os R$ 945,8 que haviam sido propostos em agosto pelo governo federal.

Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos), desde 1998 os reajustes autorizados vinham garantindo aumento real no salário mínimo. A última vez que a correção ficou abaixo do INPC foi em 1997, quando foi registrada perda real de 0,98%, segundo o Dieese. Em 2016, o ganho foi de 0,36% acima do INPC. Estudo do Dieese mostra que, de 2002 a 2016, o salário mínimo aumentou 77,18% acima da inflação, passando de R$ 200 para R$ 880. Agora o reajuste do mínimo foi menor do que o percentual da inflação.

Por outro lado, num estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego atingiu 12,1 milhões de pessoas em 2016, maior valor contabilizado desde o começo da série histórica produzida pelo instituto, em 2012. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar só a partir de meados do ano. Eu disse expectativa.

Ainda no fim de dezembro o governo anunciou que comerciantes podem cobrar preços diferentes para compras feitas em dinheiro, cartão de débito ou cartão de crédito. A Medida Provisória 764, que autoriza a prática, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 27 de dezembro ao apagar das luzes de 2016.

E aí eu pergunto: houve melhoras? O trabalhador está com o seu emprego garantido? O salário melhorou? A perspectiva de emprego cresceu? A classe média está satisfeita em pagar agora valores diferenciados nos cartões no caso da compra à vista ou no crédito?

Ah, esqueci de perguntar. A propina deixou de existir, ou os mesmos que estão aí não são os mesmos de antes?

A conferir!

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Começo 2017 dizendo "Fora Temer"

Carlos Alberto,

Não à toa o meu primeiro artigo do ano leva o título acima. Senão vejamos: o presidente da República deve está muito preocupado com os imprevisíveis desdobramentos das delações premiadas dos executivos da Odebrecht, com o processo em andamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar o seu mandato e principalmente com os baixíssimos índices de popularidade que ele tem registrado nos últimos meses. Não custa lembrar que Temer foi citado no pré-acordo de delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo o ex-dirigente da empreiteira, o presidente pediu, em 2014, R$ 10 milhões para campanhas do PMDB. Os fatos são investigados pela Lava Jato.

Com os índices de popularidade entre 10%, segundo o Datafolha, e 13%, segundo o Ibope, pesquisas estas publicadas ao apagar das luzes de 2016, e embora o presidente Michel Temer diga que isso não o abala, penso o contrário. Qualquer governante com índices de popularidade em queda tem motivos de sobra para se preocupar. E já dizia o saudoso Ulysses Guimarães que político só tem medo do povo nas ruas, e isso, embora que de forma pontual, já começa a ocorrer contra o presidente Temer e seu governo, ainda mais num tempo destes, de desemprego e queda na renda, direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados, vida apertada e ambiente social envenenado. Ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

Preço da gasolina subindo quase que semanalmente - só em dezembro foram três reajustes -, o número de desempregados crescendo - aumentou em mais de 2 milhões em 2016 e chegou a 12 milhões de brasileiros. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar a partir de meados do ano. Analistas destacam, entretanto, que a taxa de desemprego ainda tende a subir mais antes de começar a cair.  A propalada reforma da previdência, que Temer quer que seja votada ainda no primeiro trimestre do ano é, na verdade, abordada de forma tradicional e conservadora. Vista como prioridade por Temer, a reforma tributária é um outro tema polêmico, mesmo sendo um dos assuntos mais debatidos no Congresso, mas também o que tem menos consenso entre os parlamentares.

Talvez e certamente a maior prova de fogo do governo Temer seja sem dúvida nenhuma a reforma trabalhista. O objetivo é flexibilizar as leis trabalhistas, principalmente a partir de acordos coletivos, sem perder de vista os direitos assegurados pela Constituição Federal. O plano é restringir as negociações coletivas à redução de jornada e de salários, deixando de fora dos acordos normas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores. O objetivo maior das mudanças, no entanto, é reduzir os custos para os empresários, razão pela qual a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) deu total apoio ao golpe contra a presidenta Dilma.

Pontuei aqui algumas das dificuldades a serem enfrentadas por Michel Temer, mas falemos também das pisadas de bola do governo golpista como, por exemplo, o seu ministério onde políticos denunciados na Lava Jato compõem o seu grupo de auxiliares diretos.

Em dezembro, em matéria assinada por Conceição Lemoes e publicada no Blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, mais uma denúncia contra o governo golpista e pouco divulgada. O Palácio do Planalto já havia agendado uma grande cerimônia para a entrega do presente de Natal jamais visto no planeta em tempo algum: a “doação” R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia que atuam no Brasil — as famosas teles. Porém, um mandado de segurança ajuizado no Supremo Tribunal Federal na terça-feira (20 de dezembro) pode colocar fim à aprovação imediata do projeto de lei, que altera a Lei Geral de Telecomunicações. Tratava-se de um escândaloPassou de forma muito rápida na Câmara e para o Senado foi para uma comissão especial sem que os senadores sequer no plenário soubessem o que estava acontecendo.

O cantor e compositor Aldir Blanc em artigo publicado no jornal O Globo disse:

Fala-se em perdão de 19 bilhões, ou seja, mais do que as vendas entreguistas do pré-sal para empresas da França pelo tucano Pedro Parente.

Só que o TCU disse que a conta verdadeira vai a quase 100 bilhões. Há mais um  probleminha:  se  levarmos  em consideração que as teles ganham de lambuja o que é patrimônio do povo brasileiro, cabos subterrâneos, fiações, torres, antenas, toda essa parafernália, a negociata sobe para duzentos bilhões, quatro anos de “Bolsa Roubada às Famílias”, “Minha Casa, Meu Desabamento”, uma roubalheira de provocar aplausos em Wall Street.

Portanto, caro leitor, temos aí ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

A conferir!

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2016 Será o Ano que Não Vai Acabar

Carlos Alberto,

Me inspiro no livro "1968: o Ano Que não Terminou" que retrata, em estilo jornalístico, os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no Brasil e no mundo do jornalista Zuenir Ventura para escrever o artigo da coluna nesta última semana de 2016. Diante dos fatos ocorridos e já me antecipando a 2017, posso dizer que "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar". Digo isso porquanto a crise política e econômica certamente continuará neste país varonil, infelizmente.

A Lava Jato certamente deverá ter novos e emocionantes capítulos. Quem sabe o juiz Sério Moro não protagonizará, assim que voltar de suas férias, novas seções de fotos sorrindo ao lado de réus como foi o caso da famosa foto tirada lado-a-lado do senador Aécio Neves numa premiação da revista IstoÉ? Sim, porque a bela juiza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba cobrirá as férias de Sergio Moro e zelará pelo andamento da Operação Lava Jato até 20 de janeiro.

Quem sabe Marcelo Odebrehct - como alguns esperam - resolve delatar Lula, porque até agora o que existe são muitas acusações contra o ex-presidente mas nada que pudesse ter levado o juiz Sérgio Moro, encarregado da Lava Jato, lhe dar ordem de prisão. Tudo na base das ilações. Nem mesmo o terreno que a Odebrecht teria oferecido a Lula para a construção da sede do Instituo Lula pode servir de prova contra o ex-matalúrgico, até porque ele não aceitou. Portanto, não existe nenhum documento de que o terreno pertence a Lula ou ao seu instituto.

Quem sabe o triplex do Guarujá, mesmo não estando no nome da família Silva, Moro ache um jeito de colocar, sem falar no sítio de Atibaia? Segundo reportagem da Veja - veja caro leitor, sem trocadilho, eu citando a Veja - Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal comprovam que o então assessor do gabinete pessoal do então presidente Lula, Rogério Aurélio Pimentel, coordenou as obras da reforma do sítio em Atibaia. Lula responde a inquérito por ter recebido benesses de empreiteiros que reformaram o imóvel, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho de Lula.

Quem sabe a delação bombástica de um ex-executivo da Odebrecht que tomou conta do noticiário do dia 13 de dezembro lançando dúvidas sobre a última denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça de Brasília contra o ex-presidente Lula, por tráfico de influência não seja reavaliada como muitos esperam?

Sem apresentar provas, a força-tarefa da Zelotes diz que Lula tentou influenciar na aprovação da Medida Provisória 627/13 para favorecer montadoras que, em troca, pagariam propina a um lobista. Este, por sua vez, faria acertos com um dos filhos do ex-presidente.

Mas os documentos da Odebrecht mostram que quem participou diretamente da “venda” dessa MP ao empresariado foi Romero Jucá (PMDB), que teria falado em nome de Renan Calheiros (PMDB). Do lado da Câmara, a articulação foi feita com Eduardo Cunha (PMDB).

As informações que põem em xeque a tese da Zelotes contra Lula estão na página 48 da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília. Os dados, que foram colhidos pela Lava Jato e aguardam homologação do Supremo Tribunal Federal, mostram que a Odebrecht desembolsou sozinha R$ 5 milhões por causa dessa MP. O cobrador e destinarário dos recursos foi Jucá, mas o delator acredita que ele distribuiu a propina entre aliados.

Quem sabe documentos do acordo de leniência assinado pela Odebrecht e pela Braskem com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça não irão revelar novos detalhes do esquema de corrupção que durou mais de uma década, e movimentou bilhões de reais?

As transações aconteceram entre 2001 – durante o governo Fernando Henrique – e 2016 – durante o governo da presidente Dilma. Um esquema complexo que usava bancos em paraísos fiscais.

Nesse período, a empresa pagou mais de R$ 2,5 bilhões em propinas. Em troca, conseguiu uma centena de contratos que geraram lucros de mais de R$ 10 bilhões.

Quem sabe a Lava Jato entra agora nos governos FHC, pois que como diz o título do Editorial "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar".

Não estou aqui defendendo Lula, apenas constatando fatos e jornalismo é fato. Quem contestar o que estou a dizer é só pesquisar.

A conferir!

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Pelo script do golpe o negócio é evitar que Lula volte

Carlos Alberto,

A confirmar-se o que diz o jornalista Ricardo Noblat em seu blog nesta terça-feira, 20 de dezembro de 2016fica caracterizado o propósito do golpe para tirar Dilma Ruosseff do governo e banir o PT da vida pública e, claro, junto com ele o seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva. Veja, caro leitor, o que diz Noblat

Se achasse necessário prender Lula, o juiz Sérgio Moro já o teria feito. Se não o fez até agora foi porque Lula não representa nenhuma ameaça às investigações dos seus supostos crimes. Nem à ordem pública. Uma prisão dele que parecesse precipitada, isto sim, poderia pôr a ordem pública em risco.

Moro caminha na direção prevista por oito de cada dez advogados que acompanham de perto a Lava-Jato: condenará Lula ao fim de vários processos, mas não o prenderá. Lula só será preso se a segunda instância da Justiça, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirmar a decisão de Moro e mandar prendê-lo.

E finaliza:

É provável que Lula se torne réu em outros processos. Para que ele fique impedido de disputar as eleições de 2018, basta que seja condenado uma única vez. E que a condenação seja confirmada pela segunda instância da Justiça. Os advogados dele estão certos de que isso ocorrerá até o final do próximo ano. Lula está entre a fuga e a prisão.

Não à toa Noblat faz as afirmações acima. A grande preocupação da direita e da elite brasileira, tendo sob o seu comando a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), simbolizada no famoso "Pato Amarelo", que encampou os movimentos de rua pelo impeachment da presidenta Dilma, é de Lula voltar a presidir o Brasil.

Mesmo sendo investigado em vários processos que lhe imputam supostos crimes, Lula em todas as pesquisas realizadas pelo Datafolha em simulações para as eleições presidenciais de 2018, figura em todas elas em primeiro lugar. Só perderia num hipotético segundo turno porque a direita se uniria para tentar evitar o ex-metalúrgico chegar ao poder pela terceira vez.

Para evitar que Lula seja candidato a presidente o script já está montado. Sangrá-lo até 2018. Disso não tenho dúvida. Mas, corre-se o risco da cobra jararaca resistir.

Como bem disse o jornalista Élio Gaspari, "a Jararaca está viva e fabrica postes". Ou seja, Lula até pode não ser candidato em 2018, mas o poste que apoiar poderá vencer a eleição.

A conferir!

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A semelhança entre o Papai Noel e a "Ponte para o Futuro" de Temer

Carlos Alberto,

O brasileiro caiu literalmente na história da carochinha. Assim como o Papai Noel, que tem uma origem muito mais comercial - a figura de um velhinho com roupa vermelha e branca foi criada e difundida pela publicidade da Coca-Cola no século XIX -, o programa intitulado "Ponte para o Futuro", do governo Temer, não passa de um engodo. E o pior, tudo começou com um golpe.

Senão vejamos; Dilma não cometeu crime algum, não enriqueceu ilicitamente, não recebeu propina e foi, em nome do "conjunto da obra" golpeada pelo Congresso Nacional. Os que a afastaram e assumiram o poder há seis meses estão, a cada semana, mais complicados (pelo conjunto da obra) e denunciados por receber propina entre outras coisas. Michel Temer que assumiu à Presidência já fez muito mais do que as pedaladas fiscais que diziam ser crime dela [Dilma] e que todos os presidentes  anteriores fizeram e ninguém, absolutamente ninguém diz ou faz nada.

Fato é que a popularidade de Temer está em queda livre. O governo do presidente Michel Temer foi avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos brasileiros entrevistados na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope, divulgada na sexta-feira (16). O percentual de pessoas que consideram o governo regular é de 35% e os que avaliaram como ótimo ou bom somam 13%. Outros 6% não sabem ou não responderam. Entre os entrevistados, 26% aprovam a maneira do presidente Temer governar e 64% desaprovam. E ainda: entre os entrevistados, 34% consideram a gestão de Temer pior do que a de Dilma, contra 31% da pesquisa anterior.

Como se observa, Papai Noel e Ponte para o Futuro são criações publicitárias para ludibriar o consumidor e o eleitor, no caso, que foi as ruas pedir o "Fora Dilma". Estas mesmas pessoas começam a enxergar agora que Temer foi um engodo golpista. Além de popularidade, Michel Temer perde credibilidade.

Lembro que há um ano e três meses, quando a aprovação de Dilma estava em 7%, Temer disse: “ninguém vai resistir três anos com esse índice baixo.” Hoje, a aprovação de Temer está em 13%. Se continuar caindo, Temer terá de lutar não pela reforma da previdência, mas pelo próprio mandato.

A conferir!

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Perdeu Temer!

Carlos Alberto,

Se alguma dúvida ainda existia ou até mesmo falta de credibilidade na versão do ex-executivo da Odebrecht,  Cláudio Melo Filho, de que o PMDB recebeu um pagamento de R$ 10 milhões feito a pedido do presidente Michel Temer, agora não existe mais. O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, confirmou à força-tarefa da Lava Jato a versão do colega de empresa.

Marcelo começou a depor nesta semana em Curitiba, segundo a Folha de S. Paulo. Ele fechou um acordo de delação premiada com a Justiça. De acordo com o empresário, o jantar no Palácio do Jaburu, realizado em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, realmente aconteceu e nele foi fechado o pagamento de R$ 10 milhões para a campanha do partido naquele ano.

Aliás, em março deste ano eu já havia cantado a bola. Em Editorial sob o sugestivo título "Marcelo Odebrecht, o verdadeiro homem-bomba´da República, este escriba dizia que o mundo político pode ser varrido se Marcelo Odebrecht resolver falar tudo o que sabe. Aí sim, não vai sobrar pedra sobre pedra. Trata-se de um arquivo vivo e muita gente deve tá com as barbas de molho. Seria, digamos, uma delação suprapartidária, não tenho a menor duvida disso. Contudo, eu dizia que achava difícil ele aceitar a delação premiada. Errei, confesso. O leitor que quiser conferir o que disse é só clicar aqui.

Fato é que o presidente Michel Temer e o seu governo se vêem cada vez mais enrascados na Lava Jato. Além de alguns ministros já citados na Lava Jato, agora o assessor especial de Michel Temer no Palácio do Planalto, José Yunes, entregou nesta quarta-feira (14) sua carta de demissão à Presidência da República. Yunes foi citado na delação premiada de um executivo da Odebrecht e estava no cargo desde o início da gestão Temer. Ele é considerado um dos homens de confiança de Temer.

Nuvens sombrias rondam o Planalto, e não são de chuvas não. São de tempestades políticas envolvendo o governo e o Congresso Nacional. Temer está em maus lençóis e deve tá com muito medo do povo nas ruas. O castelo ruiu e o Rei está Nú.

É como bem disse o jornalista Josias de Souza:

"Temer poderia ter dado alta a Yunes há mais tempo. O risco de contágio ficou evidente há 17 dias, quando o juiz Sergio Moro vetou parte das perguntas que o preso Eduardo Cunha endereçara a Temer, arrolado por ele como testemunha de defesa.

Numa das questões vetadas pelo juiz da Lava Jato, Cunha perguntava se Yunes intermediara o recebimento de dinheiro para campanha de Temer ou para as arcas do PMDB. Se recebeu, foi “de forma oficial ou não declarada?''. A delação de Claudio Melo Filho mostrou que havia incêndio atrás da fumaça levantada por Cunha.

Moro rejeitara a pergunta de Cunha porque só o Supremo Tribunal Federal tem poderes para tratar de suspeitas relacionadas a Temer. “Não tem ainda este juízo competência para a realização, direta ou indiretamente, de investigações em relação ao Exmo. Sr. Presidente da República”, anotou o juiz da Lava Jato em seu despacho.

Perdeu Temer!

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Qual moral Temer tem para continuar como presidente?

Carlos Alberto,

A pergunta acima se faz necessária porquanto o presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi citado pelo ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em delação à Lava Jato, de ter  pedido e recebido R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht em 2014. Segundo o delator, esse valor foi pago, em dinheiro vivo, a pessoas da estrita confiança de Temer, como Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e José Yunes, amigo há cinquenta anos de Temer e assessor especial do presidente.

Temer não tem mais moral para continuar como presidente. Aliás, o presidente e alguns ministros citados também na delação não têm mais a menor condição de estarem a frente dos destinos de nosso país. O governo do PMDB ruiu como que um castelo de areia e junto com ele alguns governistas encastelados no Congresso Nacional. Me diga, caro leitor, se estes políticos inseridos na relação abaixo têm moral para criticar os governos de Dilma e de Lula? É verdade que no meio deles existem alguns petistas, mas a maioria faz parte da base aliada do governo golpista.

Veja os nomes dos polítícos que Cláudio Melo Filho disse que receberam doações não declaradas, os valores e a situação do pagamento:

– Adolfo Viana (PSDB-BA), deputado estadual. Recebeu R$ 50 mil não declarados.

– Aécio Neves (PSDB-MG), senador. Pediu R$ 1 milhão para o DEM, não declarados.

– Anderson Dornelles, ex-assessor de Dilma Rousseff. Recebeu R$ 350 mil não declarados.

– Antonio Brito (PSD-BA), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados, R$ 200 mil indefinidos e R$ 130 mil declarados.

– Arthur Maia (PPS-BA), deputado federal. Recebeu R$ 250 mil não declarados e R$ 350 mil declarados.

– Arthur Virgílio (PSDB-AM), prefeito eleito de Manaus. Recebeu R$ 300 mil não declarados.

– Ciro Nogueira (PP-PI), senador. Recebeu R$ 300 mil não declarados e R$ 1,8 milhão declarados.

– Colbert Martins (PMDB-BA), ex-deputado federal. Recebeu R$ 150 mil não declarados e R$ 441 mil declarados.

– Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados.

– Delcídio do Amaral (sem partido-MS), ex-senador. Recebeu R$ 500 mil não declarados.

– Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito eleito de Ribeirão Preto. Recebeu R$ 350 mil não declarados e R$ 300 mil declarados.

– Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-deputado federal. Recebeu R$ 10,5 milhões, não determinado.

– Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro-chefe da Casa Civil. Recebeu R$ 10 milhões a pedido de Temer, não determinado.

– Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador. Recebeu R$ 2,1 milhões não declarados.

– Francisco Dornelles (PP-RJ), vice-governador do Rio de Janeiro. Recebeu R$ 200 mil não declarados.

– Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro da Secretaria de Governo. Recebeu R$ 1 milhão não determinados, R$ 1,5 milhão não declarados e R$ 2,380 milhões declarados.

– Gim Argello (PTB-DF), ex-senador. Recebeu R$ 1,5 milhão não determinados, R$ 300 mil declarados e R$ 1 milhão não declarados.

– Heráclito Fortes (PSB-PI), R$ 200 mil não declarados e R$ 50 mil declarados.

– Hugo Napoleão (PSD-PI), ex-senador. Recebeu R$ 100 mil declarados e R$ 100 mil não declarados.

– Inaldo Leitão, ex-deputado. Recebeu R$ 100 mil não declarados.

– Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro. Recebeu R$ 3 milhões não determinados e R$ 7,5 milhões não declarados. Cláudio Melo diz acreditar que foram repassados R$ 10 milhões para a candidatura de Rui Costa em 2014, a pedido de Wagner.

– José Agripino (DEM-PI), senador. Recebeu R$ 1 milhão, a pedido de Aécio Neves, não determinados.

– José Carlos Aleluia (DEM-BA), deputado federal. Recebeu R$280 mil declarados e R$ 300 mil não declarados.

– Jutahy Magalhães (PSDB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 350 mil sem declaração e R$ 500 mil declarados.

– Lídice da Mata (PSB-BA), senadora. Recebeu R$ 200 mil não declarados.

– Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 400 mil declarados e teria recebido R$ 1,5 milhão não declarados.

– Marco Maia (PT-RS), deputado federal. Recebeu R$ 1,35 milhão não declarados.

– Michel Temer (PMDB-SP), presidente da República. Pediu repasse de R$ 10 milhões.

– Moreira Franco (PMDB-RJ), secretário do PPI. Pediu recursos para o PMDB, mas o recebimento foi feito através de Eliseu Padilha.

– Paes Landim (PTB-PI), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados e R$ 80 mil declarados.

– Paulo Henrique Lustosa (PP-CE), ex-deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados e R$ 100 mil declarados.

– Paulo Magalhães Junior (PV-BA), vereador eleito de Salvador. Recebeu R$ 50 mil não declarados.

– Paulo Skaf (PMDB-SP), presidente da Fiesp. Recebeu R$ 6 milhões dos R$ 10 milhões negociados por Michel Temer.

– Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. Beneficiado com os R$ 22 milhões repassados ao grupo do PMDB na Casa (doações declaradas e não declaradas).

– Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Recebeu R$ 600 mil não determinados.

– Romero Jucá (PMDB-RR), senador. Beneficiado com os R$ 22 milhões repassados ao grupo do PMDB do Senado (doações declaradas e não declaradas).

– Rui Costa (PT-BA), governador da Bahia. Teria recebido R$ 10 milhões a pedido de Jaques Wagner (não determinado).

Só mesmo quem não quer enxergar concorda que a causa da corrupção foi o PT. Não, a causa não foi o PT, mas sim os políticos que há muito fazem do Congresso Nacional uma casa de negócios espúrios.

Está na hora do povo ir às ruas e gritar “Fora Temer”, pois que o seu prazo de validade se expirou.

A conferir!

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Pegou mal, Sr Juiz!

Carlos Alberto,

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Não poderia ser pior ou melhor a intimidade entre acusado e "acusador". Fica a critério de cada leitor.

Alvo de dois inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) com base em delações da Lava Jato, o senador tucano Aécio Neves (MG) trocou gargalhadas com o magistrado que preside os processos da operação, o juiz federal Sérgio Moro. À frente deles, com expressão fechada, estava o presidente Michel Temer, premiado como “O brasileiro do ano” pela revista IstoÉ. Pegou mal, Sr Juiz! A foto já está sendo considerada a "Foto do Ano". Não pela revista, claro.

Imagina, caro leitor, um magistrado que investiga a maior operação de corrupção no Brasil envolvendo políticos e empresários pousar lado a lado, ainda mais dando gargalhadas, com um dos investigados? Como diria o jornalista Bóris Casóy, "isso é uma vergonha".

Detalhe: Sérgio Moro foi condecorado como o “Brasileiro do Ano na Justiça”, pela revista. Ah, sei!

Bom que se diga e pra refrescar a memória de alguns incautos que o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves foi citado por pelo menos cinco delatores na Lava Jato como beneficiário do esquema de corrupção: o doleiro Alberto Youssef e seu colaborador Carlos Alexandre de Souza Rocha, o ex-deputado Pedro Corrêa,  o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Machado relatou, em delação premiada, que participou da captação de recursos ilícitos para bancar a eleição do hoje senador Aécio Neves à presidência da Câmara em 2001. O tucano é também investigado em dois inquéritos abertos a partir da delação de Delcídio. O primeiro caso trata da suspeita de que o presidente do PSDB recebeu propina de Furnas e outro quer avaliar a suspeita de maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro. O senador do PSDB nega as irregularidades, obviamente.

Será que a foto explica porque não tem tucano preso, apesar das delações?”

A conferir!

Foto: Diego Padgurschi/Reprodução

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Os políticos descobriram um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a

Carlos Alberto,

A sociedade aos poucos está tomando consciência de que a corrupção não foi efeito e causa dos governos do PT, ainda que tardia. O povo começa a entender que políticos desonestos - e isso serve à todos os partidos - descobriram um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a. É isso que está se observando.

Não adianta ir as ruas apenas pelo combate à corrupção. É preciso se mobilizar por muito mais pedindo o impeachment não só do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como também do presidente Michel Temer (PMDB-SP). Além disso é preciso ainda um grande movimento nacional em torno de Eleições Direta Já.

Não só isso. É preciso uma varredura ainda no Judiciário. Senão vejamos: um juiz roubou R$ 600 mil e um carro do empresário Eike Batista durante um processo. Este mesmo magistrado foi condenado a uma aposentadoria compulsória.

Uma juiza colocou uma adolescente presa junto com 30 marginais numa cela. Ela, a juiza, foi condenada, da mesma forma que o juiz, a uma aposentadoria integral. Um promotor sacou uma arma e baleou um rapaz numa festa. Foi condenado a uma pena administrativa recebendo salário. Uma magistrada na Bahia foi pega negociando  com um narcotraficante internacional, foi condenada a aposentadoria integral de R$ 20 mil.

As informações acima foram repassadas pelo colega Ailton Medeiros, que resolvi acrescentar no Editorial.

Pois é, o projeto de abuso de autoridade também deveria fazer parte das manifestações de rua que recomeçam a ocorrer país afora.

Não sejamos inocentes e achar que o Judiciário é imune a corrupção. Não meu caro leitor. Se o Brasil precisa ser limpo tem que colocar sob a mira da vassoura todos os três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A conferir!

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Tá na hora da sociedade voltar às ruas

Carlos Alberto,

O saudoso deputado Ulysses Guimarães, o "Senhor Diretas" costumava dizer que "político só tem medo do povo nas ruas". Pois é chegada a hora da sociedade deixar a comodidade da poltrona ou das varandas gourmets e voltar as ruas não só pelo "Fora Temer", mas também para cobrar dos nossos congressistas ética e moralidade na política, o que me parece tá faltando. E quando falo em sociedade não estou aqui falando só dos que são contra o governo Temer, mas também os que defenderam o impeachment da presidenta Dilma.

Fatos relevantes ocorreram nos últimos meses no governo Temer, motivos pelos quais são de sobra para levar o povo as ruas. Veja caro leitor que em menos de seis meses de governo Temer foi "obrigado" a exonerar seis ministros - uma média de um auxiliar por mês - devido a envolvimento em algum tipo de irregularidade que foge a ética. São eles:

Romero Jucá – Planejamento
Uma semana e meia após ser nomeado ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB) anunciou sua saída do cargo no dia 23 de maio. A saída ocorreu no mesmo dia em que o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou uma conversa em que Jucá sugere um “pacto” para barrar a Lava Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Fabiano Silveira – Transparência
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, deixou o cargo no dia 30 de maio também por causa das gravações de Sérgio Machado. A decisão do ministro de sair do governo foi tomada um dia depois da divulgação de uma conversa sua com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele criticou a condução da Operação Lava Jato pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Henrique Eduardo Alves – Turismo
Após ser citado no acordo de delação premiada de Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo no dia 16 de junho. Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro relatou ter repassado a Henrique Alves R$ 1,5 milhão em propina entre 2008 e 2014.

Fábio Medina Osório – AGU
O Palácio do Planalto informou no dia 9 de setembro que o presidente Michel Temer tirou do cargo o até então advogado-geral da União, Fábio Medina Osório. Segundo a GloboNews, Medina teria tido uma discussão com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, um dia antes. Após o desentendimento, Padilha teria demitido Medina. Padilha indicou Medina para a pasta, mas, segundo a GloboNews, estaria insatisfeito com uma sucessão de ações consideradas erráticas pelo Planalto por parte do ministro no comando da AGU.

Marcelo Calero – Cultura
O ministro da Cultura, Marcelo Calero, pediu demissão do cargo no dia 18 de novembro. Posteriormente, acusou Geddel de tê-lo pressionado a conceder a licença de construção de um prédio de luxo localizado em um bairro nobre de Salvador, que havia sido barrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Geddel Vieira Lima – Secretaria de Governo
Acusado de ter pressionado Calero para liberar uma obra em Salvador, Geddel Vieira Lima pediu demissão nesta sexta-feira. A turbulência política provocada pela denúncia chegou ao gabinete presidencial na quinta, quando veio à tona o teor do depoimento prestado nesta semana por Calero à Polícia Federal (PF). Calero disse aos policiais que, durante uma audiência no Palácio do Planalto, Temer interveio em favor dos interesses do ministro da Secretaria de Governo.

Não só isso: para tentar abafar a crise moral e ética que o seu governo enfrenta, acompanhado dos presidentes das duas casas legislativas, o presidente Michel Temer disse, em coletiva de imprensa convocada para o último domingo (27), que foi feito um acordo institucional entre Executivo e Legislativo para garantir que não prosperará qualquer tentativa de anistiar crimes de caixa dois.

Na noite desta terça-feira (29), na calada da noite a Câmara mudou o teor do pacote anticorrupção. Foi traçado o roteiro para a votação do pacote das dez medidas de combate à corrupção, com mudanças significativas no texto proposto pelo relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). As mudanças vieram na madrugada – ao contrário do que haviam prometido antes, de que nada fariam “na calada da noite”. Uma clara resposta aos passos da Operação Lava-Jato que agora chega ao mundo da política.

Ficou preservado apenas o artigo que trata da criminalização do caixa dois de campanha, tal como o presidente Michel Temer, ao lado dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, prometeu à nação: sem anistia para os chamados crimes correlatos. Ou seja, tudo nos conformes e como combinado na coletiva que Temer concedeu à imprensa.

No primeiro instante, emendas para anistiar crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro estavam sendo preparadas para alterar o substitutivo de Lorenzoni. Mas foram deixadas de lado depois da entrevista de Temer no último domingo, que sentiu a pressão da sociedade pelas redes sociais. A hastag #anistiaaocaixadoisnão foi um dos assuntos mais comentados desde a última semana.

As dez medidas de combate à corrupção que viraram apenas quatro, foram aprovadas às vésperas da assinatura da delação premiada da Odebrecht, que cita algo em torno de 200 políticos que receberam recursos para suas campanhas.

Tá na hora da sociedade voltar às ruas, pois, como dizia Ulysses Gumarães, "político só tem medo de povo nas ruas".

A conferir!

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Algo de muito errado tá acontecendo no governo Temer. Para um ex-ministro...

Carlos Alberto,

Quando um ex-ministro de Estado afirma em carta tornada pública que "no episódio que agora se torna público, cumpri minha obrigação como cidadão brasileiro que não compactua com o ilícito e que age respeitando e valorizando as instituições”, algo de muito errado está ocorrendo no governo. Me refiro a demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, por divergências com o também ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), que recebeu o apoio do presidente Michel Temer (PMDB) no mais novo imbróglio ministerial.

O jornalista Ricardo Noblat escreveu em seu blog que "Temer não tratou Geddel e Calero como iguais. Claramente deu razão a Geddel. Quis, sim, induzir Calero a tomar uma decisão que feria suas convicções". O que Noblat afirma com isso? Afirma, caro leitor, que o presidente da República foi conivente com os caprichos de Geddel e queria porque queria que o ex-ministro da Cultura cedesse nas suas convicções.

Em nota, o Planalto disse que "Temer sempre endossou caminhos técnicos para solução de licenças em obras ou ações de governo. Reiterou isso ao ex-ministro em seus encontros e refirmou essa postura ao atual ministro Roberto Freire, que recebeu instruções explícitas para manter os pareceres técnicos, que, reitere-se, foram mantidos".

E aí Noblat indaga:

"Se sempre endossou por que se meteu no assunto? Já havia um “caminho técnico” percorrido pelo órgão do Ministério da Cultura que embargou a construção do prédio em Salvador onde o ministro Geddel comprou um apartamento. Tal caminho fora endossado por Calero".

Pois é, caro leitor. Quando um ex-ministro fala que "que não compactua com o ilícito", é bom que os órgãos competentes como o Ministério Público e a Procuradoria Geral da República fiquem atento para esta declaração que julgo ser bombástica, partindo de um ex-auxiliar de governo. Não foi a oposição, não foi nenhum juiz e muito menos um cidadão comum que fez esta declaração, foi sim um ex-ministro de Estado.

E mais: A nota oficial diz que "o presidente buscou arbitrar conflitos entre os ministros e órgãos da Cultura sugerindo a avaliação jurídica da Advocacia Geral da União, que tem competência legal para solucionar eventuais dúvidas entre órgãos da administração pública, como estabelece o decreto 7392/2010, já que havia divergências entre o Iphan estadual e o Iphan federal. Em seu artigo 14, inciso III, o decreto diz que cabe à AGU "identificar e propor soluções para as questões jurídicas relevantes existentes nos diversos órgãos da administração pública federal".

Já Noblat analisa que "não havia conflitos entre ministros ou “órgãos da Cultura” por conta de assunto relevante que exigisse uma avaliação jurídica da Advocacia Geral da União. A seção baiana do Patrimônio Histórico liberara a construção do prédio. A nacional vetara. Prevalece a decisão da última, mantida por Calero. Geddel, advogando em causa própria, cobrou de Calero que mudasse a decisão final do comando do Patrimônio Histórico. Calero recusou-se a fazê-lo.

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Temer e o `Cavalo de Tróia´oferecido aos governadores

Carlos Alberto,

Para tirar os estados da crise em que se encontram o presidente Temer ofereceu aos governadores um verdadeiro “Cavalo de Tróia”, ou seja, surpreendeu a todos numa reunião no Palácio do Planalto com propostas “indecentes”. Não foram soldados dentro do cavalo, mas um pacote de medidas amargas em troca dos  R$ 5 bilhões da divisão dos recursos da multa da repatriação de recursos. A ideia é que os valores sejam pagos ainda neste ano, mas isso ainda não está confirmado.

Mas, para ter acesso aos benefícios, porém, os governadores deverão apoiar a PEC do teto de gastos públicos e promover uma reforma da Previdência Social em nível estadual. “Na medida em que isso seja apresentado no Congresso e aprovado, torna-se uma obrigação dos estados”, disse o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Os estados também não poderão realizar contratações de servidores, ou dar aumentos, pelos próximos dois anos, e deverão reduzir em 20% o valor das despesas com cargos comissionados, temporários e gratificações. Ainda há outras exigências tais quais, limite para o crescimento dos gastos públicos dos estados; eles [os estados] deverão reduzir em 20%, em relação a 2015, o valores dos cargos comissionados, temporários e gratificações; os estados apresentarão ao Congresso Nacional emendas de reformas de suas previdências estaduais nos mesmos termos da proposta de reforma federal – que ainda será encaminhada ao Legislativo. Será apresentada uma emenda à PEC da reforma da previdência federal e; os governadores deverão apoiar projeto de lei que regulamenta o teto regulatório do serviço publico.

Como se observa o toma lá da cá continua na Republiqueta chamada Brasil. Contudo, nem o governo nem os nossos congressistas esboçam nenhum esforço para reduzir suas despesas. Em menos de dois meses o Planalto promoveu dois grandes regabofes para seduzir deputados e senadores a aprovarem a PEC do Arrocho sem nenhuma cerimônia. O próprio Temer disse no jantar oferecido a senadores que “muitas vezes é preciso tomar medidas amargas”, mas parece que estas “medidas amargas” não atingem a classe política.

Aliás, vale relembrar o discurso do deputado tucano – sim, eu disse tucano – Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), em 2 de maio no Plenário da Câmara quando da discussão da proposta de reajuste dos servidores do Judiciário Federal em 41% dos seus vencimentos, que deve resultar num impacto de R$ 1,4 bilhão só este ano, mas que está previsto no Orçamento Geral da União (OGU). Disse o parlamentar:

“Caros colegas, hoje eu quase me arrependo de ter votado sim no impeachment, porque acho que V.Exas. não perceberam que nós não chegamos ao fundo do poço. Não chegamos ao fundo do poço porque o salário de V.Exas. está em dia, porque o salário dos milhares de servidores desta Casa está em dia. O salário do Judiciário está em dia. Os salários do Ministério Público estão todos em dia. O salário dos nossos vizinhos aqui do Tribunal de Contas da União estão todos em dia. O salário de juízes e promotores de 150 mil, 200 mil está em dia.

Realmente, o setor público brasileiro não abriu os olhos para a crise em que nós estamos. A crise não chegou aqui. E para nós, os marajás do serviço público, os salários mais altos do serviço público, a crise não chegou.

Ninguém aqui se deu conta da crise. Ninguém aqui se deu conta das 200 mil empresas fechadas no Brasil. Ninguém aqui anda na rua e vê o número de zumbis andando de madrugada, porque estão perdendo suas casas, perdendo sua fonte de renda. Ninguém se deu conta de nada. Os senhores vivem onde? Os senhores são alienígenas ou alienados?

Como de costume a crise só chegou ao cidadão comum. Aos “imortais” da política tupiniquim “crise” é uma palavra que não existe no dicionário.

A conferir!

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