Sem sofisma, quem é realmente ficha limpa na campanha ao governo do RN?

Carlos Alberto,

Convido o leitor a fazer um exercício de memória a título de reflexão e de verificar quem realmente é ficha limpa entre os três principais concorrentes ao cargo de governador do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT); Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD).

De início devo dizer, sem medo de errar, que contra a senadora Fátima Bezerra, candidata do PT a sucessão estadual, não há nada que a desabone, como por exemplo, qualquer inferência a escândalos. Enquanto a Carlos Eduardo Alves e Robinson Faria o noticiário político está, digamos, diversificado e recheado de notícias pouco republicanas.

Senão vejamos: No que se refere ao ex-prefeito de Natal e candidato a governador, Carlos Eduardo Alves (PDT), sua ficha parece não ser das melhores, até prova em contrário.

Na última terça-feira (18), portanto, uma notícia fresca ainda, Carlos Eduardo Alves, juntamente com o seu sucessor na prefeitura de Natal, Álvaro Dias, foram alvo de uma representação. O vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no TCE (Tribunal de Contas do Estado) denúncia com pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores públicos municipais. Segundo análise feita pelo vereador, e por técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.

Por outro lado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil contra o candidato do PDT ao governo do estado, e contra o atual prefeito de Natal. Os dois são suspeitos de terem autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral. Outra notícia recente, a bem da verdade! Os valores teriam sido repassados por Agnelo Cândido, empresário do ramo de transportes. A suposta propina seria usada para financiar as campanhas de Carlos Eduardo Alves e também de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa. Os dois políticos negam, claro, mas até agora nada ficou esclarecido.

Quanto ao Sr governador, candidato a reeleição, Robinson Faria, temos a Dama de Espadas, onde o desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa através de funcionários fantasmas, segundo a ex-procuradora-geral da Casa, Rita das Mercês, em delação premiada, teve início em 2006 com o objetivo de arrecadar dinheiro para o então presidente da Assembleia e atual governador Robinson Faria. De acordo com Rita das Mercês, ele [Robinson Faria] seria o “principal beneficiário da situação”. O esquema teria seguido na gestão dos ex-presidentes da Casa, Ricardo Motta (2011/2015) e Ezequiel Ferreira (2015). Robinson Faria foi presidente da ALRN por quatro biênios, entre 2003 e 2010.

Para ficar apenas em dois exemplos, tal qual Carlos Eduardo Alves, Robinson Faria é acusado ainda de formar Caixa 2 na eleição passada para governador. Refrescando a memória do leitor, o Jornal Nacional em reportagem datada de 10 de setembro, ou seja, notícia recente, fala que a procuradora-geral da República, Raquel Doddge, havia pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) que remetesse a denúncia de Caixa 2 de Robinson Faria para julgamento do TJRN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte). Clique aqui para ver a reportagem:

Como se observa, apesar da campanha baixa que estão fazendo contra Fátima Bezerra, parece que baixaria mesmo tem do lado errado, ou dos lados errados.

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Governador Robinson Faria usa a máquina para constranger servidores e pedir votos. Veja vídeo

Carlos Alberto,

Em reunião promovida no início da noite de quarta-feira (5), na Sala Cuxá do Hotel Maine, em Natal, o governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (PSD), também candidato a reeleição, receberam servidores e diretores do Detran/RN com o objetivo de pressionar os funcionários da autarquia a votar neles.Veja vídeo clicando no link https://www.youtube.com/watch?v=AJVAm95-wGw&t=1s

O convite para a reunião, que levava a logomarca da campanha "Robinson 55" e com o slogan "Venha fazer parte desse time vencedor", e tinha como apelo "Amigos do 55", foi formulado em grupos de redes sociais fechado e levava a assinatura de Robinson Faria e Tião Couto, chamando a atenção para a indispensável presença de TODOS. Algumas pessoas portavam botons das campanhas de Robinson e de Fábio Faria.

Dizia o convite: "Venho através desta, de ordem do diretor-geral do Detran, convocar a todos os servidores e colaboradores, disse TODOS, para uma reunião próxima quarta 05/09 às 18h, pontualmente, no Hotel Maine, em Natal. A presença de cada um é indispensável".

O convite foi gerado nas redes de grupos do Detran/RN por Aretta Natália Figueiredo Barreto, que tem o cargo de assessora executiva C-1 no Detran/RN.

A direção geral do órgão, tendo a frente o diretor-geral Luiz Eduardo Machado Pereira, o chefe de Gabinete Erivaldo Medeiros de Oliveira, a assessora executiva C-1 Maria Wiliana dos S. Freitas, a assessora executiva C-1 Maria Valeska Duarte dos Santos, a assessoria executiva C-1 Maria Eurides de Oliveira Meirelles e o assessor executivo Welson Farias de Oliveira, subscreveram o convite.

Na reunião Robinson Faria não só pediu voto pra ele, mas como também para o seu filho Fábio Faria e o deputado estadual Gustavo Carvalho, presente ao evento. E apelou numa forma velada de fazer pressão entre os servidores :

"Quem está sendo julgado agora pelo povo, não é só o governador, somos todos nós que trabalhamos no governo".

Não é a primeira vez que o governador usa a máquina nesta campanha. A Secretaria Estadual de Saúde usando o setor de Regulação e o caso dos outdors, são exemplos claros de como o governo vem usando de métodos pouco republicanos para tentar se reeleger.

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Estão querendo transformar a campanha no RN numa crônica policial de forma irresponsável

Carlos Alberto,

Lamentável ter que dizer isso, mas o governador do estado, Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e agora a própria secretária estadual de Segurança Pública, Sheila Freitas, estão tentando dar veracidade e até credibilidade à suposta voz de um bandido que se utilizou de redes sociais, para tentar manchar a campanha da candidata do PT à sucessão estadual, Fátima Bezerra. Ou seja, a campanha para governador no Rio Grande do Norte foi transformada em crônica policial na medida que alguns blogs e até uma emissora de Rádio dão voz a um suposto bandido e o governador e sua secretária de Segurança corroboram com a irresponsabilidade.

E o pior é que a crônica policial foi institucionalizada, ecoando as falas de porta-vozes do governo que se utilizam de meios de comunicação para macular o nome de uma candidata que figura nas pesquisas de intenção de voto, em todos os institutos, sempre em primeiro lugar, até mesmo naqueles pagos por blogs e emissoras de Rádio que tentam criar um clima de terrorismo diante do eleitor, para ver se reverte o índice de rejeição do governo que já desponta para 80% e do candidato governista que atinge a quase 40%.

Nunca na história política do Rio Grande do Norte se viu situação tão deplorável, terrorismo, diria, do ponto de vista do acirramento político. Nem nos idos da década de 1960, quando o aluizismo e o dinartismo dividiam as paixões políticas se viu tamanho absurdo. Um governador candidato a reeleição institucionalizando a campanha com declarações estapafúrdias numa emissora de TV de grande audiência tentando, nas entrelinhas da entrevista, colocar que Fátima tem apoio de uma facção criminosa. Pra completar, a secretária de Segurança pública de seu governo vai também a uma emissora de Rádio dar credibilidade ao áudio que circula em redes sociais com a fala do dito líder da facção.

Tão logo tomei conhecimento, entrei em contato com o Ministério Público e encaminhei a Cibele Benevides, do MP Eleitoral, porque esta pessoa que está descrita nesse áudio é um preso muito conhecido. Já o prendi diversas vezes. Eu reconheci a voz dele, reconheço a voz dele naquele áudio. Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado. Ele está preso. Gravem um áudio e comparem. Pra mim, aquela voz é de Colorau. Para quem conhece, para os agentes e policiais que trabalharam e conhecem o Colorau e ouviu aquela voz, reconhece como a voz dele”, disse a delegada.

O trecho da fala acima é da secretária de Segurança. Observe, caro leitor, que nem ela tem certeza de que a voz é do tal marginal quando diz claramente que "Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado".

A pergunta que se faz necessária: e por que a secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, até pelo cargo que ocupa, de alta "responsabilidade", não procurou checar antes de dar uma entrevista se o áudio tinha veracidade? Por que como secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, não mandou investigar?  

Está na hora do Ministério Público Eleitoral entrar em ação e penalizar quem está tentando transformar a campanha eleitoral em uma crônica policial com ares de institucionalização, porque estão dando voz a bandido ao invés de se discutir propostas, é isso que interessa ao eleitor.

A conferir!

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O candidato Carlos Eduardo Alves precisa explicar algumas coisas aos eleitores do RN

Carlos Alberto,

O candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), precisa explicar ao menos duas coisas aos eleitores do Rio Grande do Norte ocorridas durante a sua gestão como prefeito de Natal: primeiro, a ausência de repasse das contribuições previdenciárias dos servidores públicos municipais entre janeiro e junho deste ano, de acordo com o vereador Sandro Pimentel (Psol), que nesta sexta- feira (14), vai protocolar no Ministério Público de Contas denúncia sobre a suposta irregularidade. Segundo, as pedaladas fiscais cometidas em sua gestão durante os anos de 2015 e 2016, de acordo com informação contida no site do Ministério Público do Estado datada de junho do ano passado. Clique aqui para conferir.

Sobre a primeira denúncia, a partir de uma análise em planilhas disponibilizadas no portal da transparência, o vereador do Psol constatou que a prefeitura não repassou R$ 8.346.000, 00 em contribuições dos servidores para o Fundo Capitalizado de Previdência (Funcapre), bem como o executivo municipal também não fez nenhum repasse, entre janeiro e junho, das obrigações patronais com a previdência dos servidores. De acordo com Pimentel, a prefeitura de Natal deveria ter repassado R$ 22.290.000,00 ao Funcapre. Outros R$ 1,4 milhão em contribuições patronais obrigatórias da prefeitura não foram repassados para o outro fundo gerido pela Natalprev, o Fundo Financeiro de Previdência (Funfipre).

Com relação as pedaladas fiscais - manobras consideradas crimes de responsabilidade fiscal, feitas com o objetivo de “aliviar”, momentaneamente, as contas do governo, no caso da prefeitura -, o então procurador-geral de Justiça Rinaldo Reis Lima ofereceu denúncia ao Tribunal de Justiça – em junho de 2017 – contra o também então prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves, pela captação indevida, nos anos de 2015 e 2016, de tributos que somente seriam devidos nos anos subsequentes (2016 e 2017, respectivamente).

A antecipação teve como objeto o IPTU, a Taxa de Lixo, a COSIP e a TSD (Taxa sobre Serviços Diversos), e resultou na arrecadação de cerca de R$ 46 milhões em dezembro de 2015 e de, aproximadamente, R$ 56 milhões, no último mês de 2016. No total, a manobra fiscal levou à captação adiantada de R$ 102.096.467,59, em duas oportunidades, dos contribuintes natalenses.

Bom que se diga que a atuação comissiva do então prefeito de Natal violou o art. 37 da Lei de Responsabilidade Fiscal e se enquadra, em tese, no art. 1º, inciso XXI, do Decreto-Lei 201/67, que prescreve como crime a conduta de “captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido”. Pelo que se apurou no Procedimento Investigatório Criminal, as receitas de um ano fiscal foram claramente utilizadas para pagamento de despesas da prefeitura do ano anterior, o que reforça a ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Ministério Público ofereceu, como determina a lei processual penal, a suspensão do processo até 31 de dezembro de 2020, desde que atendidas pelo denunciado as seguintes condições: 1) comparecimento trimestral perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades; 2) abster-se de, no exercício do cargo de Prefeito, voltar a captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido; e 3) pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil situada no município de Natal/RN.

A menos que a denúncia tenha sido arquivada pelo TJRN pelo fato do então prefeito ter cumprido as recomendações do MP, até porque na própria denúncia é oferecida a suspensão do processo até dezembro de 2020, resta saber se o ex-prefeito e hoje candidato a governador está comparecendo trimestralmente perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades e se pagou a prestação pecuniária de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil em Natal, e qual a instituição?

Como se observa, não existiu mesmo nenhum questionamento por improbidade administrativa na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves, afora este último que ele rebate, ou seja, de está sendo acusado pelo MP de ter autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral, denúncia essa que deve e tem que ser muito bem esclarecida?

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Governador-candidato Robinson Faria age de forma insensata quando dá crédito a FaKe News

Carlos Alberto,

Que um apresentador de programa, que um blogueiro, dê repercussão a Fake News, ainda se admite, mesmo tendo por obrigação checar a informação antes de levá-la a seu público ouvinte ou leitor, isto se ele for um profissional ético e preocupado com a verdade. Mas um governador de Estado e candidato a reeleição proceder irresponsavelmente e dar crédito a notícias falsas, única e exclusivamente para atingir uma adversária política, isso já é  insensatez.

Pois foi o que o governador do Rio Grande do Norte e candidato a reeleição, Robinson Faria (PSD), fez na entrevista que concedeu nesta quarta-feira (12), à InterTV Cabugi. O governador-candidato, talvez por ser afeiçoado a redes sociais tenha dado crédito a um áudio falso, que circula nas redes já há algum tempo sem procurar se certificar da veracidade do áudio.

Robinson Faria, de forma irresponsável ou talvez mal orientado, afirmou que o presidente do Sindicato do Crime, facção criminosa que atua no estado, declarou apoio a candidata Fátima Bezerra (PT), que lidera todas as pesquisas de todos os institutos de intenção de voto para o governo do estado. Robinson Faria está em terceiro lugar com percentuais de voto bem distante de Fátima Bezerra.

Só pra refrescar a memória do leitor, no dia 19 de agosto, publiquei na coluna e no blogdobarbosa um artigo que falava que a campanha para tentar desqualificar Fátima começava de forma aleivosa. Clique aqui para conferir. Mas pelo visto o governador-candidato extrapolou o limite da sensatez e encampou essa aleivosidade. Como disse no início do texto, que as vivandeiras do poder procedam desta forma, até se entende, mas um governador de Estado tem que ter responsabilidade para não sair por aí publicizando Fake News, até porque notícia falsa é crime.

Espera-se do governador Robinson Faria, um político experiente com mais de 30 anos de vida pública, um mínimo de equilíbrio e que não coloque em xeque sua reputação. Baixar o nível da campanha, já na reta final, para tentar reverter sua situação como candidato, que segunda a última pesquisa BlogdoBG/98FM/Consult chega a quase 40%  de rejeição - pra ser mais exato 38,8% -, e cujo governo é da mesma forma mal avaliado com 76,88% de desaprovação, é ser baixo e muito perigoso.

Me parece uma certa incoerência porque o próprio governo Robinson lançou uma campanha alertando a população contra a divulgação de boatos e Fake News. Parece que o exemplo não foi assimilado, ao menos pelo governador-candidato.

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Apologia à violência

Carlos Alberto,

É de extrema preocupação que um candidato à Presidência da República mesmo enfermo, após sofrer um atentado, use as redes sociais para fazer apologia à violência, falo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A foto, com ele fazendo gesto com as mãos que simula armas, um gesto característico de sua campanha, foi feita por seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deputado estadual no Rio de Janeiro e candidato ao Senado que publicou na rede social Twitter, claro, com o consentimento do pai. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), outro filho do presidenciável, disse a jornalistas que não vê “nada que possa gerar violência”..

Bolsonaro certamente colheu o "fruto" de sua insensatez com o discurso de "bandido bom é bandido morto", e de que se eleito presidente da República irá revogar a Lei do Armamento. Violência gera violência. Esse discurso simplório e perigoso conquista parte do eleitorado cansado da violência que assola o país, no entanto, não é com gestos fazendo apologia à violência e assumindo uma posição de "Salvador da Pátria", de que vai acabar com a bandidagem que ele vai convencer parte do eleitorado, que mesmo cansado de tanta violência, está consciente de que o problema é muito complexo e não se resolve apenas matando bandido.

Lembro que o crime organizado está hoje, talvez, melhor aparelhado que o Estado, prova maior disso é a intervenção militar no Rio de Janeiro que não surtiu o efeito esperado. O combate a violência tem que ser combatido na raiz do problema, com políticas sociais capaz de dar oportunidade a crianças e jovens da periferia e dos morros  para que tenham perspectiva de vida. Se um jovem de classe menos favorecida não tem oportunidade de estudar e de ter um emprego, o tráfico de drogas o "adota" e o transforma num potencial traficante. Isso não é conversa filosófica, é fato!

Jair Bolsonaro com o seu discurso de apologia a violência só vai fazer piorar mais a situação, que já é de "guerra". Errado também querer se transferir o atentado sofrido pelo candidato ao campo político e tentar incriminar os partidos de esquerda por isso. É outro discurso da mesma forma perigoso. Isso provoca ainda mais o acirramento das discussões políticas no país, que já vem sendo vivenciado desde a eleição de Dilma Ruosseff, quando o Brasil ficou literalmente dividido.

Sob o título "o Brasil que eu não quero", a jornalista Heldegard Hangel publicou artigo no Jornal do Brasil dizendo que, "hoje, em véspera de eleição, momento crucial em que a preocupação geral é a segurança, os telejornais a enfatizam, como agentes provocadores de intimidação dos brasileiros. Apavorados, os cidadãos só enxergam seu pânico, alheios a qualquer perspectiva positiva. E ações extremas passam a ser única opção. Uma sociedade manipulada, não só pelos fatos, mas sobretudo pelo noticiário, que potencializa os temores de cada um. Nenhuma brecha para fatos construtivos. É esse o projeto político da grande mídia? Incendiar o país? Plantar a discórdia? A insegurança generalizada?"

E arremata:

"Esse medo coletivo fortalece a posição de candidatos sem qualquer capacidade ou preparo para exercer as funções de Presidente da República Federativa do Brasil, em que a segurança é fator importante, mas não único. E a educação? E a habitação? E o saneamento básico? E a retomada do desenvolvimento estagnado da Nação brasileira? E a engenharia brasileira, fundamental para o desenvolvimento e a multiplicação de empregos, desde a mão de obra não especializada ao engenheiro? Onde se quer chegar? Entregar a Nação a um despreparado? Ou a outro que já tenha mostrado competência? Qual o Brasil que queremos?"

Perfeita Hildegard Hangel!


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Governador, com todo respeito: ou o Sr mentiu ou lhe enganaram!

Carlos Alberto,

No primeiro programa eleitoral do governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, ele disse que mesmo com a crise que o estado enfrenta, não demitiu os cargos comissionados porque pensou nos pais e mães de família que ficariam "desempregados". Governador, com todo o respeito, digo que ou o Sr mentiu ou lhe enganaram!

Basta dar uma olhada no DOE (Diário Oficial do Estado) todos os dias, para se verificar que o governador-candidato está mentindo. Nos últimos meses, governador, a Sesap (Secretaria de Saúde Pública do Estado) tem sido alvo de constantes exonerações dos cargos em comissão, e o pior, quem demite, com a conivência do Sr governador, demite sem se importar que o cargo a ser exonerado para agraciar políticos que querem colocar apadrinhados, é estratégico ou não.

Fato, Sr governador-candidato, é que pessoas inexperientes estão substituindo técnicos da mais alta qualificação profissional. Na Sesap não resta mais quase nenhum cargo que não tenha sido trocado, em geral por cabos eleitorais ou parentes de candidatos a deputado. E o pior, Sr governador-candidato, é que na maioria dos casos os apadrinhados políticos não aparecem nem pra dar o expediente, sequer alguns deles se apresentaram à Sesap.

O caso mais gritante ocorreu na CPS (Coordenadoria de Promoção à Saúde). Em momentos de baixas coberturas vacinais, como a que estamos vivendo no Rio Grande do Norte, com a ameaça de retorno de graves doenças como o sarampo e a poliomielite, foi substituída a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica, pessoa com larga experiência e há tempos ocupando o cargo, em plena campanha vacinal.

Depois foi a vez governador-candidato, da coordenadora de Promoção à Saúde e, como se não bastasse, na última sexta-feira (31), foi exonerada a responsável pela imunização. Detalhe: enquanto o governo federal tenta elevar a cobertura vacinal em todo o país, no Rio Grande do Norte o governador-candidato parece não está preocupado com a situação, porque admite que sejam demitidos profissionais experientes e acostumados a lidar com o problema em troca de apadrinhados políticos, que estão fazendo da saúde pública moeda eleitoreira.

Em todos os casos, Sr governador-candidato, bom ressaltar, os apadrinhados políticos ainda não apareceram. Devem está trabalhando nas campanhas, não de vacinas, mas políticas, certamente. Isso é irresponsabilidade e um descaso com a saúde pública e falta de respeito aos profissionais de saúde. Profissionais estes comprometidos e responsáveis com a saúde do cidadão (ã) que depende do SUS (Sistema Único de Saúde).

Não à toa a jovem Laura Helena, filha de um político conhecido no nosso estado que apóia a reeleição do Sr governador, desistiu de ser candidata a deputada estadual, e em nota tornada pública ela foi taxativa logo no início. Abaixo trecho de seu texto:

"A velha forma de fazer política no Rio Grande do Norte impede minha candidatura. Candidata a deputada estadual com o melhor propósito, o de fazer da ação política um instrumento em benefício da nossa gente, me deparo com práticas e posturas com as quais eu não concordo, não adoto e desde o começo me posicionei contra. Só acredito numa representação justa, construída no ambiente republicano, respeitando as instituições, o processo democrático e o direito livre e soberano de escolha. Essas condições não estão presentes nessa campanha e, assim, não há como transigir diante do mercado livre em que se transformou essa eleição."

Dito isto, chamo a atenção para o Conselho Estadual de Saúde, órgão que acredito ser sério, e para o Ministério Público Eleitoral, que como já disse em Editorial anterior, a saúde pública do Rio Grande do Norte foi transformada em moeda eleitoral, num mercado livre, como bem disse a jovem Laura Helena. Basta um olhar mais apurado para se verificar o que venho dizendo, já há algum tempo, sem que providências tenham sido tomadas. Isso é crime!

A conferir!

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A saúde como moeda eleitoral

Carlos Alberto,

O MPE (Ministério Público Eleitoral) tem que está atento, muito atento mesmo, e colocar olhos de lince nestas eleições, sobretudo na saúde pública do estado e do município de Natal. Estão usando as pastas da Saúde como moeda eleitoral e isso é crime.

Já havia postado que em ano de eleições até pacientes que precisam de cirurgias através do SUS (Sistema Único de Saúde) acabam servindo como ‘moeda eleitoral”.Quem acompanha o meu blog leu. Essas coisas vazam, por mais que os políticos achem que não. Assim como chegou ao blogdobarbosa a informação de que o setor de Regulação de Cirurgias da Sesap estaria sob o domínio dos políticos principalmente deputados candidatos a reeleição e novos postulantes ao cargo ligados ao governador Robinson Faria (PSD), também candidato a reeleição, chegou a informação de que o Sisreg (Sistema de Regulação de Exames de Alta e Média Complexidade) da Secretaria Municipal de Saúde de Natal estaria também atuando da mesma forma, ou seja, privilegiando políticos da região Seridó do estado que apoiam a candidatura a governador do ex-prefeito, Carlos Eduardo Alves (PDT).

“A regulação do município de Natal, que administra o Sisreg, está direcionada para os municípios do Seridó e a intenção é ajudar a eleger o filho de um político conhecido na região”, me disse a fonte, colocando que a ex-secretária de Saúde de Natal foi demitida por se recusar a atender as solicitações feitas pelo tal político, que quer eleger o filho deputado estadual. Nessa leva de mudanças a coordenadora do Sisreg também foi exonerada, observou a fonte. Não custa o Ministério Público apurar.

Um ex-deputado que quer eleger a filha deputada estadual e um médico dirigente sindical também candidato a deputado e que apoiam a reeleição do governador Robinson Faria (PSD), lotearam alguns cargos-chaves na Secretaria Estadual de Saúde. Basta ler o Diário Oficial do Estado nas semanas e verifica-se o que estou dizendo.

Não só isso, plantões eventuais estão sendo escalonados de forma graciosa com plantões noturnos para pessoas que trabalham na Sesap apenas no horário normal e por aí vai, segundo servidores. Isso também é fácil de apurar. Basta solicitar a escala de plantões dos últimos dias ou meses.

E tem mais: à boca-pequena diz-se que houve uma grande reunião na casa de um médico para turbinar a campanha da filha do ex-deputado e do médico sindicalista e passaram o "convite" para os servidores. Não se trata, portanto, de Fake News, ou seja, notícias mentirosas, mas informações colhidas nas fontes, cabe agora o Ministério Público Eleitoral investigar ou ao menos ser provocado.

A conferir!

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Campanha para tentar desqualificar Fátima começou de forma aleivosa nas redes sociais

Carlos Alberto,

A campanha para tentar desqualificar a candidata Fátima Bezerra (PT) ao governo do Rio Grande do Norte começou. Bastou a pesquisa Ibope de intenções de voto ser divulgada pela Inter TV/Cabugi na última sexta-feira (17), colocando Fátima com 34%, seguida de longe por Carlos Eduardo Alves (PDT), com 15% e  e em terceiro lugar o governador Robinson Faria (PSD), com apenas 8%, que as vivandeiras do poder se arvoraram em publicar textos nas redes sociais contra a senadora que ganhou o Prêmio Congresso em Foco, julgado por 89 jornalistas que cobrem o Senado, ficando na quarta colocação entre os cinco parlamentares mais assíduos e atuantes na Casa. Na votação popular para o mesmo Prêmio, via internet, Fátima Bezerra ficou em 6º lugar concorrendo com mais 41 senadores. Detalhe: A exemplo dos anos anteriores, parlamentares com acusações criminais não puderam ser votados.

Às vivandeiras do poder,  lembro que Carlos Eduardo Alves, que não gosta de assinar o sobrenome, representa o candidato das oligarquias. Basta ver o seu palanque: Henrique Eduardo Alves (MDB), réu na Lava Jato; senador Garibaldi Alves (MDB), citado na referida operação; prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarilini, que deixou o governo do estado em situação caótica, e agora indicou o filho Kadu Ciarlini para vice de Carlos Alves e; claro, o governador Robinson Faria (PSD) – candidato que tem como seus aliados o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator da Reforma Trabalhista e algoz da classe trabalhadora, e o usineiro Geraldo Melo (PSDB), ex-governador que deixou o governo com o funcionalismo público com cinco meses de atraso no pagamento, fazendo escola pra Robinson que também atrasou salários. Não se pode deixar de dizer que na sondagem sobre rejeição Robinson Faria otbteve 59% e o seu governo foi avaliado com 81% também de rejeição, segundo a mesma pesquisa Ibope.

Lembro aos incautos de plantão  que na eleição para prefeito de Natal em 2008, na véspera do primeiro turno em que a disputa entre Fátima Bezerra e Micarla de Sousa, então no PV, se acirrou, o extinto O Jornal de Hoje, encartou na edição que circulou no final da tarde do sábado – a eleição era no domingo – um folhetim difamando Fátima Bezerra com um texto baixo, desrespeitoso, fascista e preconceituoso. O resultado da eleição todos sabem: Micarla de Sousa foi eleita com o apoio do então presidente da Assembleia Legislativa, hoje governador Robinson Faria, do senador José Agripino Maia e do deputado federal Rogério Marinho. Uma gestão desastrosa que serviu de discurso de retrovisor para Carlos Eduardo Alves na campanha seguinte, mantendo esse mesmo discurso como gestor até bem pouco tempo.

Agora, de uma forma mais, digamos, refinada e usando as redes sociais, as vivandeiras do poder voltam a carga contra Fátima Bezerra, utilizando-se de textos com ilações e achismo para tentar iludir o eleitor de que se Fátima for eleita governadora, o Rio Grande do Norte estará fadado a entrar numa crise pior do que já se encontra. Ora,ora,ora, caro leitor, como podem dizer que Fátima não será uma boa governadora sem antes ter passado pelo Executivo? A título de lembrança, em uma das campanhas de Lula, o ex-presidente da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ) Mário Amato, chegou a dizer que se Lula fosse eleito mais de 800 empresários iriam pra fora do país. No entanto, Lula foi eleito tendo um empresário como vice, José Alencar, e ao contrário, nenhum empresário foi embora do país. Lula gerou emprego e renda, a economia cresceu, e ainda trouxe montadoras estrangeiras para o país.

A título de outro exemplo, as mesmas vivandeiras que pregam o caos no Rio Grande do Norte se Fátima for eleita governadora, são as mesmas que votaram em Micarla de Sousa para prefeita de Natal. Diziam que Micarla como administradora era competente e citavam a TV Ponta Negra, emissora da família Sousa como exemplo de boa gestão. Micarla na época era diretora-presidente da Ponta Negra. No entanto, ao assumir a prefeitura do Natal provou que não é bem assim. O caos se instalou na cidade e até hoje se fala nisso.

Fato é que o Ministério Público Eleitoral precisa está atento as redes sociais onde se prega o ódio e até o fascismo pelo fato de Fátima ser do PT e tendo reais chances de governar o Rio Grande do Norte. Campanha se ganha no voto e não com aleivosidade pregada nas redes sociais para ludibriar o eleitor. 

A conferir!

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Os adversários de Fátima faltam com a verdade

Carlos Alberto,

Natural que numa campanha majoritária pincipalmente em se tratando de cargos para o Executivo, no caso em questão, para governador (a), os adversários que estão em desvantagem nas pesquisas se utilizem de artifícios para desconstruir aquele candidato (a) que lidera as intenções de voto.

A candidatura de Fátima Bezerra (PT), que mantêm-se na frente em todas as pesquisas de diferentes institutos incomoda e muito seus principais adversários, Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD). Normal, afinal Fátima representa a quebra de paradigmas arcaicos instalados no Rio Grande do Norte há mais de 50 anos com oligarquias se revezando no poder, quando não, representantes delas.

O discurso do atual governador Robinson Faria, candidato a reeleição, de que Fátima não tem condições de atrair investimentos para o Estado e abrir conversas com o segmento do setor empresarial e de que “em muitos casos trabalhou contra o Rio Grande do Norte” no Senado, é um discurso sem fundamento e de fácil desconstrução. 

A título de exemplo, Fátima Bezerra já afirmou e reafirmou que vai reestruturar o Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial) e abrir diálogo com o empresariado desmistificando o mito de que o PT é contra o empresariado, contando ao seu lado com o senador Jean Paul-Prates – atual suplente de Fátima no Senado -, que já foi, inclusive, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Aliás, Jean Paul-Prates é um dos maiores especialistas em energia eólica no Brasil e o Rio Grande do Norte tem boas perspectivas neste setor para os próximos anos. Ou seja, mais investimentos para o estado.

A geração de energia eólica no Brasil cresceu em julho deste ano 24% ante igual período do ano passado, à medida que novos parques entram em operação em um setor que deve ser a segunda principal fonte da matriz elétrica já em 2019. O setor de energia eólica está em trajetória crescente, com perspectiva de chegar em 2022 com uma capacidade instalada de 17,6 gigawatts no país, contra atuais 13,4 GW.

Os investimentos em energia eólica podem garantir conta de luz gratuita por pelo menos 20 anos. A projeção é da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) considerado os contratos firmados em leilões e no mercado livre. O Brasil conta atualmente com 534 parques eólicos, sendo a maioria no Nordeste: 137 no Rio Grande do Norte; 111 na Bahia e 80 no Estado do Ceará. Previsão da ABEEólica avalia que o setor deve chegar a 2022 com uma capacidade instalada de 17,6 gigawatts no país.

Vale ressaltar que o segmento de energia eólica no Rio Grande do Norte conta com o apoio da UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (Seern), Conselho Regional de Economia, Sebrae e Federação das Indústrias do RN (Fiern).

Não só isso, Fátima vai investir no turismo, principal indústria do Rio Grande do Norte, atraindo investidores e não deixando que empresas que querem se instalar aqui, não sejam prejudicadas por burocracia ambiental, caso do Hotel que virou um elefante branco na via Costeira na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves, deixando de gerar emprego e renda para os natalenses. Fátima também pretende interiorizar o turismo não ficando restrito apenas a Natal.

Fátima como senadora também trouxe para o RN 19 Institutos Federal de Ciência e Tecnologia – antes só existiam dois, um em Natal e outro em Mossoró. É verdade que a expansão dos institutos foi obra e graça dos governos Lula, mas Fátima conseguiu trazer um  número de Institutos federais para o Rn maior que em outros estados. Detalhe: além de trazer para o estado escolas com educação de qualidade, a construção destes institutos movimentou o setor da construção civil e gerou emprego. Kits de equipagem para todos os Conselhos Tutelares no estado também foram trazidos para o RN pela parlamentar Fátima Bezerra. Com isso o RN foi o primeiro Estado do país a equipar todos os conselhos tutelares. O kit era um veículo, computadores, impressoras e geláguas. Pelo menos mais de R$ 37 milhões, através de emendas no OGU (Orçamento Geral da União), foram destinados para a compra de 157 ônibus escolar para o Estado, bem como equipamentos para escolas, contemplando 59 municípios, implantação da Escola Multicampi de Medicina da UFRN em Caicó, beneficiando jovens também de Currais Novos e Santa Cruz.

A Escola Multicampi de Medicina possibilitiu a expansão de vagas remanescentes de Medicina, um dos objetivos do Programa Mais Médicos. A ideia era interiorizar as oportunidades e a inclusão social, inclusive, a estudante de Medicina dessa Escola, Ana Luiza Lima, de Caicó, representou os estudantes na solenidade de dois anos do Programa Mais Médicos, no governo Dilma, sendo objeto de reportagem no Jornal Nacional.

Sobre o que disse o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, de que Fátima só pensa em Brasília, também não é verdade. Tanto assim que o povo fez o chamamento para ela ser candidata ao governo. Fátima, ao contrário de Carlos Eduardo Alves, tem o que falar sobre o Rio Grande do Norte. Carlos Eduardo Alves não. Foi prefeito as custas de um discurso de retrovisor usando o nome da ex-prefeita Micarla de Sousa e continuou a usar esse mesmo discurso na sua gestão. Uma gestão feijão com arroz, nada inovador, onde coleta de lixo e pavimentação asfáltica foi, digamos, sua grande obra. Nada mais que a obrigação de um gestor municipal. Aliás, deixou para o seu sucessor na prefeitura, Álvaro Dias, uma “obra” inacabada, o asfalto das avenidas Hermes da Fonseca e Salgado Filho, só tendo sido feito uma parte, num bairro onde o IPTU é um dos mais caros da cidade. E, igual ao governador, também atrasou salários do funcionalismo público.

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Realizada as convenções no RN o quadro fica nítido sobre quem representa quem

Carlos Alberto,

Encerrada as convenções para homologações das candidaturas e a oficialização das coligações o quadro agora fica bem nítido no que diz respeito ao que representa os principais candidatos (as) aos cargos majoritários. Ou seja: quem representa quem no jogo político-partidário.

Numa leitura simplista, pode-se dizer que a “coligação Frente Popular (PT/PCdoB/PHS), que tem um perfil de esquerda, tendo como cabeça de chapa Fátima Bezerra (PT) e como seu vice, o dirigente comunista Antenor Roberto (PCdoB) e como candidatos ao Senado o médico Alexandre Motta (PT) e também a médica Zenaide Maia (PHS), representa os anseios da classe trabalhadora, além de ter uma identificação ideológica.

Já a coligação “O RN tem jeito”, encabeçada pelo ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), e que tem como vice o jovem Kadu Ciarlini (PP),  filho da prefeita de Mossoró , Rosalba Ciarlini (PP), e como candidatos ao Senado, Garibaldi Alves Filho (MDB), que tentará a reeleição, e o pastor Antônio Jácome (Podemos), representa sem sombra de dúvidas as oligarquias que comandam a política do Rio Grande do Norte há décadas. Senão vejamos: numa coligação que tem o MDB comandado pela família Alves e o DEM, do senador José Agripino Maia, que agora vai sair pra federal, não se pode dizer outra coisa. As oligarquias se juntam mais uma vez para tentar chegar ao Poder e lotear os cargos no governo. Essa coligação não tem um projeto de governo, tem um projeto de poder.

No que diz respeito a coligação “Trabalho e Superação” e que tem como candidato a governador o atual governador do estado, Robinson Faria (PSD), que tentará ser reeleito, o que predomina é a “força” empresarial, onde o próprio Robinson é do ramo salineiro, e o seu vice, empresário Tião Couto é do ramo petrolífero sendo sócio da EBS (Empresa Brasileira de Serviços de Perfuração), detendo um capital social estimado em R$ 32 milhões, segundo dados do TRE da última eleição quando Couto concorreu a prefeito de Mossoró.  A chapa encabeçada por Robinson Faria conta ainda com o único candidato ao Senado, Geraldo Melo (PSDB), que já foi usineiro, ex-dono da usina São Francisco, no Vale do Ceará-Mirim. Não custa lembrar que Geraldo Melo já foi gvernador do RN e deixou o cargo com um atraso de cinco meses nos salários do funcionalismo público.

Somado a isso, há de se dizer que Robinson Faria, que entrou na política pela porta do antigo PMDB, hoje MDB, conta com o apoio do deputado federal, candidato a reeleição, Rogério Marinho, tido como algoz da classe trabalhadora, pois que foi relator da famigerada Reforma Trabalhista. Como se observa a formação da coligação “Trabalho e Superação” tem uma tendência neoliberal, tendência essa que defende o enxugamento da máquina, como já falou o prório Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência da República, inclusive, com a extinção do Ministério do Trabalho. Alckmin conta com o apoio do PSD de Robinson  à sucessão presidencial.

A conferir!

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Quanto mais tentam impedir Lula de ser candidato, mais o petista cresce

Carlos Alberto,

Dois fatos me chamaram a atenção na semana passada sobre as tentativas de impedir Lula de ser candidato: o primeiro foi no início da semana, quando o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, titular da Operação Lava-Jato, ao participar do Fórum Reconstrução do Brasil, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista, foi questionado sobre as ações durante as suas férias. “A imprensa vive questionando o juiz, porque as férias são muito longas, com alguma razão. E quando o juiz trabalha nas férias, também criticam”, declarou. Moro disse ainda que já apresentou sua resposta, sem especificar detalhes, ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que o intimou a respeito do impasse na soltura de Lula. Aí o magistrado disse:

"Posso ter me equivocado, nenhuma pessoa é perfeita. Mas sempre agi com a pretensão de fazer o que era certo”.

Ora,ora,ora. O simples fato de Moro dizer que pode ter se equivocado na decisão de não autorizar a soltura de Lula, mesmo estando de férias, já demonstra um mea-culpa, embora que diante de sua soberba não queira admitir, colocando em seguida que sempre agiu com a pretensão de fazer o que era certo. Óbviamente, mesmo equivocado, como admitiu, o "certo' para Moro naquele momento era descumprir uma determinação de um desembargador de plantão em plena função, já que este não se encontrava de férias como ele.

O outro fato diz respeito a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou que a Procuradoria Geral da República irá ajuizar ações judiciais de impugnação contra todos os candidatos cuja candidatura esteja vetada pela Lei da Ficha Limpa, incluindo os condenados por órgão colegiado.

Dodge anunciou também que o Ministério Público vai pedir a devolução de todo recurso público usado na campanha eleitoral por político que já seja enquadrado na Ficha Limpa e cuja candidatura venha a ser impugnada pela Justiça Eleitoral.

Assinei uma instrução normativa no âmbito da [minha] atribuição eleitoral que visa instruir os procuradores regionais eleitorais sobre uma questão que é importante. […] Orienta que todos os promotores e procuradores ajuízem ação de impugnação ao registro, com base na lei complementar 64, [como na] existência de condenação transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado”.

Isso é uma sinalização para impugnar a candidatura de Lula, não tem outro objetivo e o recado foi dado de forma velada.

Sabe-se que Lula é preso político, líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Lula está preso, na verdade,  para ser impedido de disputar as eleições, como apontam as maiores lideranças do mundo, como o senador Bernie Sanders, político mais popular dos Estados Unidos, entre tantas outras personalidades mundiais do mundo político e artístico.

O que se observa claramente é uma orquestração para aniquilar Lula da política, pois que sabem se ele puder ser candidato ganha em primeiro turno, tal a popularidade do petista. É por isso que digo, Lula é igual a fermento pra fazer massa de pão, quanto mais a "artilharia pesada" da imprensa golpista mira nele e quanto mais tentam impedir Lula de ser candidato, mais o petista cresce.

A conferir!

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A indústria das delações para manter Lula preso e `amenizar´ prisões de pulhas não tem limite

Carlos Alberto,

Em maio deste ano o jornal espanhol El País publicou reportagem sobre a "indústria das delações" na Lava Jato com o título Especialistas em delação fecham acordos antes de cliente ser investigado. Seus métodos de defesa, que se valem de instrumentos relativamente novos e ousados para o padrão do direito brasileiro, como a colaboração premiada, formam o que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou pejorativamente, de “novo direito de Curitiba”. “É um grupo muito coeso”, disse o ministro.

Jovens (a maioria tem menos de 45 anos) e ambiciosos, dizia o El País na matéria, os profissionais se tornaram referência para aquilo que os investigados buscam no momento do desespero de uma potencial prisão repentina: são profundos conhecedores dos métodos, preferências e gostos do juiz Sérgio Moro, autor da maioria dos comandos da Lava Jato, e dos procuradores que integram a força-tarefa da operação.

Advogados que atuam na Lava Jato, afirmavam nos bastidores, que quem entrega políticos com “valor de mercado”, como os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ou o presidente Michel Temer (MDB), acabaria ganhando mais benefícios do que aqueles que entregavam esquemas relativamente desconhecidos, mesmo que envolvessem grandes quantias de desvio de dinheiro público. Um exemplo citado é o do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), que ao citar Lula e figurões da Petrobras obteve a permissão para manter o mandato de senador, o parcelamento de multa de R$ 1,5 milhão em até 10 vezes e o limite de no máximo 15 anos de prisão ao fim do processo. O MPF, porém, pediu a suspensão dos benefícios porque Delcídio teria mentido sobre fatos que levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas, incluindo Lula. Para o MPF, o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não foi encomendado ou interessava a Lula, como disse Delcídio, mas sim ao próprio senador.

Apesar de não dizerem valores, a estimativa é que cada causa que aceitam gire em torno de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. O valor seria quase o mesmo que o cobrado por advogados experientes do mundo político, como Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Compartilhando o internauta que assina como Zeli Dalosto, nas redes sociais, percebe-se claramente que Moro vazou todas as informações - digo, delações - com o nome de Lula, e a Globo tratou de divulgar em horário nobre no Jornal Nacional, onde todos, absolutamente todos, inclusive o X-9 do Pallocci, diziam que Lula roubou, sem provas. Foram procurar contas em paraísos fiscais de Lula e encontraram contas de Eduardo Cunha e até de empresários. De Lula nada. O que encontraram foram empresas off-shore da Globo, FHC, Serra, Aécio, e de Lula nada. Foram à operação Zelotes e encontraram a Gerdau, Itaú, Volswagen, Bradesco, e Lula nada.

Foram ao triplex do Guarujá, verificaram que não existiu nenhuma reforma e tampouco o imóvel pertencia a Lula, como descobriram que o resto do prédio é da Mossak, lavanderia internacional que presta serviços a empresários. Foram atrás de um sítio e em nenhum cartório, gaveta, cofre ou caixa de laranjas há documentos afirmando que Lula é dono da propriedade.

De Lula só descobriram que é torcedor roxo do Corínthians.

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Se Lula é "ladrão" como alguns acreditam, por que não tentou obstruir a Lava Jato?

Carlos Alberto,

A título de curiosidade, apenas: se o ex-presidente Lula é “corrupto”, como alguns até o chamam de “ladrão”, por que é que danado não tentou obstruir a Lava Jato, como tentou a cúpula do MDB, antigo PMDB, como mostrou gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, indicação do partido, levadas ao ar em horário nobre no Jornal Nacional?

Pergunto porque a Justiça do Distrito Federal absolveu na última quinta-feira (12), o ex-presidente da acusação de obstrução de Justiça. Bom que se diga que o juiz que tomou a decisão [Ricardo Augusto Soares Leite, da 10º Vara Federal de Brasília] foi o mesmo que havia mandado suspender as atividades do Instituto Lula - por suspeita de as instalações do local terem sido utilizadas para a prática de crimes. A decisão foi tomada justamente no âmbito da acusação de obstrução de Justiça contra Lula - e que da mesma forma determinou que se recolhesse o passaporte de Lula em janeiro último com receio dele fugir do Brasil. Aliás, o mesmo magistrado em sua decisão afirmou que  "há deficiência probatória para sustentar qualquer juízo penal reprovável". Parte dos indícios contra Lula vieram da colaboração premiada de Delcídio com a Justiça. Bom que se diga que o magistrado não é petista e nunca foi filiado ao PT, antes que algum aventureiro faça insinuações maldosas.

O juiz citou o artigo 17 do código Penal, que fala sobre flagrante preparado, e o artigo 4º, da Lei 12.850/13, que diz que sentenças não podem ser proferidas com fundamento apenas em delação premiada, que ao que parece alguns dos seus colegas desconhecem. Preciso desenhar quem são os colegas, não né, tá claro e óbvio.

Não só isso: se o ex-presidente tem mesmo culpa no cartório, como também alguns acreditam, por que é também que não fugiu do país, sim, porque oportunidade teve, inclusive na caravana que realizou ao “Sul Maravilha”. Podia ter se refugiado no Uruguai do seu amigo socialista José Mujica, por exemplo.

Bom que se diga que a Veja chegou ao rídiculo de publicar em março de 2016 uma reportagem de capa insinuado que Lula planejava se refugiar na Itália para não ser preso: a Embaixada da Itália emitiu um comunicado para desmentir as informações veiculadas pela publicação brasileira de que o ex-presidente estaria planejando secretamente fugir para aquele país a fim de evitar a prisão no Brasil.

A propósito, no dia seguinte após a prisão de Lula, a sua assessoria divulgou um vídeo gravado pelo ex-presidente durante a resistência na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC onde ele dizia que não fugiria do Brasil, mas se apresentaria à Polícia Federal para cumprir pena em um processo injusto, porque ele não tem medo. “Eu não quis fugir porque quem é inocente não corre. Eu quero provar a minha inocência”.

Como disse certa vez o jornalista Kennedy Alencar, “em 1954, Vargas havia escrito que seu nome seria uma bandeira de luta. Agora, Lula à sua maneira, repete a mesma mensagem quando disse que cada um que defende ele será um “Lula’ em cada canto deste país.

A conferir!

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Após chicanas e casuísmos presidente do TRF-4 decide manter Lula preso, mesmo estando em recesso forense

Carlos Alberto,

Foram de causar espanto as chicanas e casuímos promovidas pelo juiz federal Sérgio Moro, que está de férias, e o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal, 4ª Região), relator dos processos da Lava Jato no referido tribunal, e que da mesma forma que Moro se encontra em recesso forense. Me refiro a decisão do desembargador plantonista do TRF-4, Rogério Fraveto, que mandou soltar o ex-presidente Lula, preso desde abril por determinação de Moro, e que os dois magistrados anteriormente citados se posicionaram contra, mesmo estando em recesso.

Houve uma verdadeira queda de braço no já desgastado Poder Judiciário onde a ditadura da toga impera. Mesmo sendo um leigo no assunto, mas as perguntas se fazem pertinentes: O Judiciário não tá de recesso? Como pode o juiz federal Sérgio Moro emitir despacho para o presidente do TRF-4 se pronunciar sobre a não soltura de Lula, tendo em vista que a decisão de soltar Lula partiu de um desembargador de plantão? Como pode Gebran, o relator da Lava Jato no TRF-4, em recesso, que não está no plantão e portanto não tem autoridade para determinar qualquer ação judicial em manter Lula preso, determinar o descumprimento de um colega que está de plantão, portanto trabalhando? Ei, pra que serve um desembargador de plantão, hein? Como pode à Polícia Federal obedecer ordens de um juiz em férias, caso de Sérgio Moro? Dir-se-á que neste caso foram rompidas as garantias constitucionais e do direito porquanto a chicana e o casuísmo judiciário para manter Lula preso.

Não obstante, o desembargador plantonista em pleno exercício de suas funções se manifestou sobre o posicionamento do colega João Pedro Gebran Neto e afirmou que "deliberou sobre fatos novos relativos à execução da pena".

"Desse modo, já respondo a decisão do eminente colega, desembardador João Pedro Gebran Neto, que este magistrado não foi induzido em erro, mas sim deliberou sobre fatos novos relativos à execução da pena, entendendo por haver violação ao direito constitucional de liberdade de expressão e, consequente liberdade do paciente, deferindo a ordem de soltura", diz trecho da decisão publicada por Rogério Favreto.

Como bem disse o jornalista Kennedy Alencar, no Blog O Cafezinho, “não cabe ao juiz federal Sergio Moro se insurgir contra essa decisão. Tampouco pode agir para atrasar a ordem de soltura devido à orientação do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, para consulta ao desembargador Pedro Gebran Neto, que seria o relator natural do caso do ex-presidente da República”.

Para corroborar com o circo, Carlos Eduardo Thompson determinou que o ex-presidente Lula continue preso e que o processo retorne ao relator da Lava Jato na Corte.

Detalhe: ele também se encontra em recesso forense.

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O porquê de Lula ser um preso político

Carlos Alberto,

O ex-presidente Lula é sim um preso político quer alguns não queiram. Isso ficou demonstrado na decisão do ministro do Supremo, Edson Fachin, na semana passada ao questionar recurso da defesa do petista que pedia que a 2ª Turna do STF julgasse pedido de liberdade de Lula. Fachin deixou a decisão para o Plenário da corte que só volta a se reunir em agosto devido ao recesso. E qual foi a surpresa? O ministro colocou em questão a inelegibilidade do Lula. A defesa do ex-presidente explicou, no entanto, que "não foi colocado em debate - e nem teria cabimento neste momento - qualquer aspecto relacionado à questão eleitoral”. Isso caberia ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Não faz tanto tempo assim outro ministro do STF, Gilmar Mendes, declarou que não vê “possibilidades de que possa prosperar no Supremo Tribunal Federal um recurso que habilite Lula para disputar as eleições.” Em abril, a revista Época chegou a entrevistar Mendes sobre Lula, o que ele teria falado:

"Lula só vai deixar a cadeia quando se declarar fora do páreo presidencial". Com Lula fora da eleição, prevê Mendes, é possível que a pena do ex-presidente, condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 12 anos e um mês de detenção por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, seja diminuída pelo Supremo. Mendes tem alardeado sua tese de que o Supremo deve rever a pena por lavagem de dinheiro aplicada a Lula, crime que, na visão de alguns juristas, não estaria caracterizado no caso do tríplex. “É preciso discutir se os dois crimes pelos quais ele foi condenado são realmente dois crimes”, disse à Época.

Artistas e intelectuais têm se manifestado por Lula livre. Chico Buarque, Gilberto Gil, Martinho da Vila entre tantos outros, assim como juristas renomados têm falado publicamente sobre isso. Só não enxerga quem não quer ou tem raiva do Lula por ter sido o primeiro operário a chegar ao Poder. Isso a sociedade conservadora e os políticos arcaicos não aceitam jamais.

Como se observa, caro leitor, a senha para soltar Lula é sua desistência de se candidatar novamente à Presidência da República. Mas Lula não quer isso. Tem reiterado sempre que pode, através de interlocutores que o visitam na prisão que quer sim ser candidato outra vez a presidente da República, amparado que está nas pesquisas de intenção de voto que o colocam como primeiro lugar podendo ganhar já no primeiro turno.

Por mais que alguns não concordem, Lula é sim um preso político e o grande medo das oligarquias políticas e da elite brasileira amparadas pela ditadura da toga é que ele seja libertado e possa registrar sua candidatura e concorrer ao Planalto, porque sabem que no voto dificilmente Lula perderá a eleição.

A conferir!

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Os processos artificiosos para evitar que Lula seja solto e concorra à Presidência

Carlos Alberto,

É notório a chicana que o Judiciário está fazendo para evitar que Lula, preso político do juiz federal Sérgio Moro, possa ter a sua liberdade e possa concorrer as eleições presidenciais de outubro. Depois do presidente da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, confirmar para esta terça-feira (26) o julgamento de um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente, eis que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, arquivou na última sexta-feira (22) o pedido de liberdade apresentado pela defesa do petista. Fachin decidiu pelo arquivamento após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região), responsável pela Lava Jato em segunda instância, enviar o caso de Lula para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), e não para o STF.

Para o ministro, desta forma, o pedido de liberdade ficou “prejudicado”. Ah sei!

Segundo o ex-ministro da Justiça José Aragão, "o Brasil foi surpreendido com uma repentina guinada processual no calvário imposto ao presidente Lula por conta da quimera do Guarujá. Estava o TRF-4 há mais de cinquenta dias, a atrasar o juízo de admissibilidade sobre os recursos especial e extraordinário, interpostos ao STJ e ao STF, respectivamente, do julgamento fulminante da apelação em janeiro passado. Só com muita grita, o presidente daquela corte resolveu, depois de mais de quarenta dias com a papelada dormitando em seu disco virtual, abri-la ao ministério público para seu óbvio parecer, pela recusa do seguimento dos recursos, é claro. E, agora, já pautado pedido cautelar na 2.ª Turma do STF, para antecipar o longevo juízo de admissibilidade, a vice-presidente do TRF-4 resolve acordar de seu longo sono de bela-adormecida e, ainda bocejante, proferir sumário despacho de não admissão do recurso extraordinário. O recurso especial, é verdade, foi admitido, pois, no STJ, ao qual se destina, a mesma cautelar de antecipação do juízo de admissibilidade havia sido já barrada monocraticamente pelo relator".

E completa:

"Impressionam essas andanças do TRF-4. Em janeiro, às carreiras, em pleno recesso das cortes superiores que pudessem exercer alguma ação disciplinadora, o tribunal resolve pautar a apelação da sentença condenatória, proferida sem qualquer prova robusta, no já famigerado caso do Tríplex do Guarujá. Passa o processo à frente de algumas dezenas de outros, sugerindo que o interesse público demandaria fosse o feito julgado sem delonga. Acertados os votos dos julgadores na turma – tão ajustados que, no dizer do jornalista Luís Nassif, pareceriam jogral dos três sobrinhos do Pato Donald – agravou-se a pena do Presidente Lula. Houve embargos. Houve pedidos às cortes superiores para impedir a quase certa prisão. Houve ouvidos moucos. Ninguém queria ou ousava impedir essa prisão, calcada numa agressão evidente à Constituição, que determina a presunção de inocência até o esgotamento de todos os recursos. E, como era prevista, a prisão se deu a toque de caixa, tão logo rejeitados os embargos e antes mesmo de sua publicação. No melhor estilo bá-buf!"

E sentenciou:

"O TRF-4 esticou a corda ao máximo. Segurou o juízo de admissibilidade pelo tempo que pôde e só soltou a rapadura quando se abriu a perspectiva de o STF tomar a si a competência. Aí, novamente, como menino travesso, o tribunal a quo aumentou o ritmo para não levar bronca do professor."

Me reporto ao artigo de Aragão para reforçar o quão a Justiça brasileira vem usando de processos artificiosos para evitar que Lula seja solto e se candidate novamente à Presidência da República com, digamos, hoje, 90 por cento de chances de se eleger. É a ditadura da toga mostrando suas garras. Querem impedir a qualquer custo que Lula volte a presidir o Brasil. Isso não interessa as classes dominantes, embora pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo na semana passada registre que 32% dos entrevistados (ou 40% dos que deram resposta à pergunta) acham que o ex-presidente é a pessoa mais capacitada a recuperar o crescimento econômico do país, mesmo com todas as distorções para menor que o bombardeio de notícias de que ele não poderá ser candidato.

A Justiça brasileira está indo na contra-mão do que pensa a maioria dos brasileiros, ou seja, evita que Lula seja libertado de sua prisão política e que, portanto, não possa concorrer ao cargo de presidente da República. Portanto, quem afirma que a credibilidade da liderança política é essencial para a mobilização dos agentes econômicos, no caso a pesquisa, está na obrigação de reconhecer que existe uma disposição de grande parte da população em confiar nele e responder de forma positiva a medidas de saneamento da economia brasileira.

Fato!

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O perigo do discurso `nacionalista e ultra-conservador´ de Bolsonaro

Carlos Alberto,

O deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, um partido nanico sem expressão nenhuma na política brasileira, tem a tiracolo um discurso "nacionalista e ultra-conservador", o que tem levado a figurar em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto só perdendo para Lula, preso político do juiz federal Sérgio Moro. Mas isso não vem ao caso agora.

Fato é que Bolsonaro tem conquistado a simpatia de eleitores. Deputado federal desde 1990, o pseudo-nacionalista até pode ser interessante como presidente da República para um ou outro brasileiro, mas certamente ele não serve à toda nação. Para estes que o vêm como "Salvador da Pátria", o militar da reserva transparece a "Ordem e Progresso" transcrito na bandeira brasileira, mas, no fundo no fundo trata-se de um entreguista das riquezas brasileiras, sobretudo, aos americanos. Ele mesmo já disse que sua política econômica consistiria em “se livrar das amarras do Mercosul” e, em um evento em Miami, onde prestou continência à bandeira norte-americana, afirmou que Donald Trump teria nele “um grande aliado no hemisfério sul”.

Mas o problema não está tão somente aí: Jair Bolsonaro é homofóbico assumido. A tônica de seu discurso tem sido declarações preconceituosas que demonstram claramente que um possível governo seu não atenderia a demanda de brasileiros negros ou indígenas, muito menos de brasileiras mulheres. Não é de hoje que o deputado dá declarações públicas puramente machistas, racistas e homofóbicas, sempre, é claro, amparado pela imunidade parlamentar.

Bolsonaro também é contra o trabalhador. Já demonstrou que, caso ganhe, não deve governar para a classe trabalhadora brasileira. O deputado já afirmou publicamente que o trabalhador teria que decidir entre “menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Na prática, ele votou a favor da esdrúxula reforma trabalhista que teve como relator o deputado tucano Rogério Marinho (RN), outro algoz da classe trabalhadora, além de se abster, por medo, na votação pela terceirização (mas seu filho acabou entregando a posição da família ao votar favoravelmente).

O pior é que toda essa "credibilidade" depositada ao deputado Jair Bolsonaro por alguns eleitores incautos está, sobretudo, no seu discurso contra a violência. Ele já colocou que se eleito Presidente irá revogar o Estatuto do Desarmamento e que dará carta branca para o policial matar. Já ouvi gente dizer que vai votar nele porque com Bolsonaro "bandido bom é bandido morto".

Caro leitor, sei que hoje a grande preocupação dos brasileiros é a questão da insegurança que reina em nosso país, Aliás, essa passou a ser a preocupação número um, ficando Saúde e Educação para segundo plano. Entendo perfeitamente essa razão de ser, contudo, o discurso de Bolsonaro não resolve o problema. Acaso ele sendo eleito, que espero que isso não aconteça, e se vier mesmo a colocar em prática o que apregoa, a situação só tende a piorar. Violência gera violência.

Muitos dirão: Barbosa qual a solução então para acabar com a bandidagem? Difícil responder. Bom seria que esse problema pudesse ser resolvido com educação, melhores condições de vida para os menos favorecidos, etc e tal. Mas, estaria aqui filosofando tal o grau que o crime organizado alcançou. Isso é um problema de Estado, sei perfeitamente disso, mas também não é agindo com truculência que a solução será encontrada.

Bom que se diga que a violência hoje é mundial. Se não se tem a violência urbana com quadrilhas especializadas, se tem o terrorismo, se tem as guerras civis, problemas estes que até hoje não foram resolvidos, ao contrário, se agravam ainda mais mundo afora.

É por isso que eu digo que o discurso "nacionalista e ultra-conservador "de Jair Bolsonaro é um engodo eleitoral. Só os incautos acreditam que o ex-militar irá solucionar todos os nossos problemas, inclusive, o da corrupção e acabar com o alto índice de criminalidade no país. Já nem digo que vou pagar pra ver, até porque como disse anteriormente, espero que ele não se eleja.

Financial Times sintetizou bem o que significa o militar da reserva:

- Para um eleitorado irado, o feroz Bolsonaro pode ser o candidato perfeito – uma granada humana sem o pino, pronta para ser jogado no sistema político moribundo do Brasil.

A conferir!

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Vamos falar de Lula, o texto que gostaria de ter feito

Carlos Alberto,

por Gustavo Conde

"Dia pródigo para falar de Lula. Todo mundo só pensa em Lula, seja para odiar, seja para amar. Eu tento pensá-lo como um homem, um político, um estrategista, um formulador, um ex-presidente. Sem ele, não existe história do Brasil de 1978 para cá.

Odiar Lula é um grande e infame exercício de nulidade mental, preguiça intelectual, má fé existencial e mau-caratismo eleitoral. Critique Lula, mas argumente. Não deixa a baba escorrer pelo canto da boca.

Algo muito singelo que posso prospectar da leitura burra que se faz de Lula desde os anos 2000 é que muita gente acha que ele é socialista. A esses, eu só posso lançar um olhar de comiseração. Até a resposta retórica de Lula os ofendia: "sou metalúrgico" (e eles continuavam não entendendo). Chato explicar. Chato desenhar.

Basta dizer que a origem política de Lula é o sindicato. Não tem nada de romântico, nem de intelectual, nem de salvacionismo, nem de utopia. O socialismo é que foi atrás de Lula, porque Lula o aceitou e o compreendeu melhor que os próprios socialistas.

Qual socialista no mundo produziu uma política pública como a do bolsa-família (que, mais do que sua função ética de levar comida na mesa do pobre, ainda incendiou a economia, fazendo o país sair daquele marasmo econômico da era FHC)?

Qual socialista no mundo foi tão absurdamente democrático, perdendo três eleições majoritárias e, ainda assim, submeteu-se a mais um processo eleitoral?

Qual socialista no mundo teve 258.823.579 de votos ao longo de 30 anos de vida pública (e, pasmem, continua liderando pesquisas de opinião)?

Qual socialista no mundo foi tão perseguido pela imprensa, pela elite, pelo racismo, pela justiça e pelo ódio?

Qual socialista no mundo dialogou com tantas forças do tecido democrático com tanta desenvoltura e resultados: empresariado, movimentos sociais, entidades religiosas, sindicatos, imprensa, organizações não governamentais, sociedade civil, estudantes?

Qual socialista no mundo acumulou 300 bilhões de dólares de reservas internacionais?

Qual socialista no mundo pagou uma das maiores dívidas externas do planeta?

Qual socialista no mundo emprestou dinheiro ao FMI?

Qual socialista no mundo criou um banco para fazer frente ao FMI?

Qual socialista no mundo teve um Celso Amorim como chanceler?

Não se trata de colocar o socialismo em xeque, mas apenas de restituir alguma cifra de realidade ao argumento. Todo intelectual sério sabe que Lula nunca foi socialista e que isso é um dado fantástico: não é preciso ser socialista para lutar pela igualdade e pela democracia.

Lula é a prova de que a gestão pública não aceita a burocracia do pensamento acadêmico como elemento irradiador de políticas. Isso não é o papel de um líder histórico. Um acadêmico no poder é um desastre da natureza.

Cargos da dimensão de uma presidência de um país continental em desenvolvimento não é um trampolim carreirista qualquer: é uma responsabilidade que transcende as ambições mesquinhas de toda e qualquer classe média semi letrada. Compreender essa dimensão é tarefa hercúlea para a classe média, cognitivamente falando.

Essa faixa 'pequeno-burquesa' - só para evocar e agradar os socialistas remanescentes - ainda fantasia que Lula deveria ter sido um Fidel Castro. Ele deveria ter "eliminado" seus adversários políticos.

Ora, ora, ora. Curioso ver como o caudilho autoritário não está em Lula, mas em seus críticos. Reclamam que Lula fez alianças com coronéis, mas o que afinal eles queriam? Que Lula matasse os coronéis? Os coronéis do PMDB?

Sim, era o que eles achavam razoável. A solução dessa turma para os adversários é ELIMINAR o adversário. É a sofisticação estratégica deles. É por isso que a democracia não é para fracos. É por isso que a democracia exige coragem e humildade ao mesmo tempo. É por isso que eles não entendem a democracia.

Lula é uma esfinge para esses anti-analistas, mestres da não argumentação. Para eles, tudo é rótulo, tudo é estereótipo, tudo é frase feita, tudo é comunismo. Eles mal conseguem entender o que é racismo, quanto mais o que é política.

Pena que a história não seja uma donzela recatada e do lar. Ela não segue a lógica primitiva dos seres não argumentativos. A história gosta de conteúdo.

Para a história, o golpe é só um elemento narrativo extremamente poderoso. Um antissujeito, uma perturbação, um "tranco" semiótico que prepara a retomada da progressão e dos protagonismos das personagens principais.

E uma personagem de narrativa histórica que se preze não pode ser "transparente", visível a todo e qualquer leitor. Ela exige uma face enigmática, esfíngica, caso contrário anula-se o elemento de suspense.

Tudo isso só para dizer o seguinte: continuem não compreendendo o Lula. Ele se alimenta da não compreensão de vocês."

*Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247

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Os verdadeiros motivos que levaram Parente a pedir exoneração

Carlos Alberto,

O que levou o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, a pedir exoneração do cargo não tem nada a ver com a paralisação dos caminhoneiros e a pressão para que a estatal baixasse o preço do diesel, o que estaria relacionado com a política de preços adotada pela estatal. Em carta, o executivo disse que  sua permanência ‘deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas’.

Na verdade, e isso a mídia tradicional não diz, está no fato de que o jornalista Filipe Coutinho, da publicação eletrônica Crusoé, denunciou em reportagem dias atrás que o empresário Odilon Nogueira Junior, sócio de Pedro Parente, então presidente da Petrobras, tem um contrato de R$ 11 milhões, sem licitação com a Petrobras. Com receio da denuncia se tornar num grande escândalo, Parente preferiu entregar a carta de demissão. Usou a missiva, a meu ver,  mais como um subterfúgio

Segundo o repórter, Nogueira Junior firmou o contrato para prestar serviços de pesquisa e gestão em março de 2017. Cinco meses depois, ele passou a ser sócio de Pedro Parente. O empresário é dono da Dana Tecnologias, cujo endereço é a casa dele. À época da assinatura do contrato da Dana com a Petrobras, Parente já presidida a estatal. O mesmo repórter publicou na semana retrasada outra denúncia contra Pedro Parente, a de que o banco JP Morgan no Brasil recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo o jornalista, José Berenguer, que preside o banco no Brasil, é sócio de Parente.

Depois de a Crusoé revelar que Pedro Parente mantém sociedade com um empresário com contrato de R$ 11 milhões com a Petrobras, a empresa enviou uma nota para negar que haja conflito de interesses e chama a notícia da revista de “insinuação”. A “insinuação”, contudo, foi enviada para um comitê interno da Petrobras.

Este o verdadeiro motivo do pedido de exoneração de Pedro Parente do cargo de presidente da Petrobras.

Aliás, Parente tem um histórico digno de um executivo que, digamos, nunca deu sorte com o zodíaco, certamente. Senão vejamos:

Na época do governo Sarney, Pedro Parente era funcionário da área contábil do Banco Central e foi convidado por Andrea Calabi, então secretário do Ministério do Planejamento, para assumir à recém-criada Secretaria do Tesouro Nacional e estava no governo quando estourou a hiperinflação no país; quando Collor confiscou a poupança dos brasileiros, Pedro Parente era secretário de planejamento do então Ministério da Economia; quando Itamar Franco assumiu à Presidência da República após o impeachment de Collor, Pedro Parente se encontrava num cargo no FMI (Fundo Monetário Internacional); quando do apagão no governo FHC, Pedro Parente estava exatamente como chefe do Gabinete Civil da Presidência; agora, com a crise no preço dos combustíveis no governo golpista de Michel Temer, onde estava Pedro Parente? Na Petrobras.

Como se observa, Pedro Parente nunca teve sorte com o zodíaco!

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