O Estado e a barbárie que toma conta do país

Carlos Alberto,

O que ocorreu neste sábado (15) na Penitenciária de Alcaçuz, município de Nísia Floresta (RN), com uma grande rebelião de presos onde o saldo até agora são dezenas de mortos e feridos é uma repetição que já vem ocorrendo desde o início deste ano em algumas localidades do Brasil, onde apenados se confrontam e o resultado é uma carnificina com algumas degolas.

E o Estado - Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - tem sua parcela de culpa no que está acontecendo. Bem disse a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ministra Carmém Lúcia dias atrás quando afirmou: "estamos maquiando um Estado que já morreu. Não dá conta de responder à sociedade de maneira eficiente", afirmou. Sem o Estado, no entanto, disse a ministra, instala-se "a barbárie".

E é isso que vemos, a barbárie.

Carmém Lúcia de maneira lúcida e sensata disse que "a morosidade custa caro ao Poder Judiciário. É preciso acabar com a hipocrisia", afirmou.

Cármen Lúcia citou dados do Conselho Nacional de Justiça, segundo o qual há 95 milhões de processos em andamento no País, o equivalente a um processo para cada 2,12 brasileiros. Ela lembrou que há 18 mil juízes no Brasil. A ministra defendeu a tese de que é preciso "uma transformação e não uma reforma" no Poder Judiciário.

Citei as palavras da ministra Carmém Lúcia para dizer que o problema do sistema prisional no país não se resolve apenas com construção de novas cadeias. É muito mais complexo. Construir cadeias só vai protelar o problema sem resolvê-lo.

É preciso a Justiça fazer também um mutirão para julgar processos. Muitos destes "bandidos" que estão sendo mortos nas cadeias públicas cometerem crimes não hediondos, como não pagar pensão, por exemplo, e foram assassinados por está preso ao lado de marginais de alta periculosidade. Não estou aqui defendendo bandido, mas acho que você colocar numa mesma cela 30, 40 presos onde era pra caber cinco, isso é desumano. Além do que você junta bandido perigoso com ladrão de galinha. Dá no que dá.

A sociedade está refém dos bandidos e o Estado, na melhor acepção da palavra, idem. A criminalidade se tornou um poder paralelo no Brasil. A coisa tá fora de controle. Ou a Justiça dá celeridade aos processos que se amontoam nas mesas de juizes ou a situação tende a piorar com prisões e mais prisões sem que as cadeias públicas, por mais que se construam, possam dar conta do recado.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


A título apenas de reflexão!

Carlos Alberto,

Quando a ex-presidenta Dilma Ruosseff sofreu o golpe, os que defendiam o seu afastamento diziam nas redes sociais e até a própria imprensa, que a situação política-econômica no país iria melhorar com Michel Temer na Presidência. Passados mais de seis meses a situação só fez piorar. Algumas ideias do governo golpista não correspondem aos fatos.

Veja caro leitor que acusavam os governos petistas - Lula e Dilma - de beneficiar empreiteiras com dinheiro liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fazer obras em outros países. Pois muito bem: o referido banco anunciou na última terça-feira (3) que liberou um empréstimo de US$ 145 milhões para financiar uma obra executada pela construtora Queiroz Galvão, na primeira operação do tipo para uma empresa investigada pela operação Lava Jato desde maio.

Em comunicado, o banco de fomento afirmou que o empréstimo, liberado em 28 de dezembro, será para a construção do Corredor Logístico que liga Puente San Juan I a Goascorán, em Honduras.

O presidente Michel Temer, por sua vez, assinou às vésperas do fim do ano um decreto que reajusta o salário mínimo dos atuais R$ 880 para R$ 937 (aumento equivalente a 6,47%) a partir de 1º janeiro de 2017. O valor estipulado no decreto presidencial é R$ 8,8 menor do que os R$ 945,8 que haviam sido propostos em agosto pelo governo federal.

Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos), desde 1998 os reajustes autorizados vinham garantindo aumento real no salário mínimo. A última vez que a correção ficou abaixo do INPC foi em 1997, quando foi registrada perda real de 0,98%, segundo o Dieese. Em 2016, o ganho foi de 0,36% acima do INPC. Estudo do Dieese mostra que, de 2002 a 2016, o salário mínimo aumentou 77,18% acima da inflação, passando de R$ 200 para R$ 880. Agora o reajuste do mínimo foi menor do que o percentual da inflação.

Por outro lado, num estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego atingiu 12,1 milhões de pessoas em 2016, maior valor contabilizado desde o começo da série histórica produzida pelo instituto, em 2012. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar só a partir de meados do ano. Eu disse expectativa.

Ainda no fim de dezembro o governo anunciou que comerciantes podem cobrar preços diferentes para compras feitas em dinheiro, cartão de débito ou cartão de crédito. A Medida Provisória 764, que autoriza a prática, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 27 de dezembro ao apagar das luzes de 2016.

E aí eu pergunto: houve melhoras? O trabalhador está com o seu emprego garantido? O salário melhorou? A perspectiva de emprego cresceu? A classe média está satisfeita em pagar agora valores diferenciados nos cartões no caso da compra à vista ou no crédito?

Ah, esqueci de perguntar. A propina deixou de existir, ou os mesmos que estão aí não são os mesmos de antes?

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Começo 2017 dizendo "Fora Temer"

Carlos Alberto,

Não à toa o meu primeiro artigo do ano leva o título acima. Senão vejamos: o presidente da República deve está muito preocupado com os imprevisíveis desdobramentos das delações premiadas dos executivos da Odebrecht, com o processo em andamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar o seu mandato e principalmente com os baixíssimos índices de popularidade que ele tem registrado nos últimos meses. Não custa lembrar que Temer foi citado no pré-acordo de delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo o ex-dirigente da empreiteira, o presidente pediu, em 2014, R$ 10 milhões para campanhas do PMDB. Os fatos são investigados pela Lava Jato.

Com os índices de popularidade entre 10%, segundo o Datafolha, e 13%, segundo o Ibope, pesquisas estas publicadas ao apagar das luzes de 2016, e embora o presidente Michel Temer diga que isso não o abala, penso o contrário. Qualquer governante com índices de popularidade em queda tem motivos de sobra para se preocupar. E já dizia o saudoso Ulysses Guimarães que político só tem medo do povo nas ruas, e isso, embora que de forma pontual, já começa a ocorrer contra o presidente Temer e seu governo, ainda mais num tempo destes, de desemprego e queda na renda, direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados, vida apertada e ambiente social envenenado. Ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

Preço da gasolina subindo quase que semanalmente - só em dezembro foram três reajustes -, o número de desempregados crescendo - aumentou em mais de 2 milhões em 2016 e chegou a 12 milhões de brasileiros. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar a partir de meados do ano. Analistas destacam, entretanto, que a taxa de desemprego ainda tende a subir mais antes de começar a cair.  A propalada reforma da previdência, que Temer quer que seja votada ainda no primeiro trimestre do ano é, na verdade, abordada de forma tradicional e conservadora. Vista como prioridade por Temer, a reforma tributária é um outro tema polêmico, mesmo sendo um dos assuntos mais debatidos no Congresso, mas também o que tem menos consenso entre os parlamentares.

Talvez e certamente a maior prova de fogo do governo Temer seja sem dúvida nenhuma a reforma trabalhista. O objetivo é flexibilizar as leis trabalhistas, principalmente a partir de acordos coletivos, sem perder de vista os direitos assegurados pela Constituição Federal. O plano é restringir as negociações coletivas à redução de jornada e de salários, deixando de fora dos acordos normas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores. O objetivo maior das mudanças, no entanto, é reduzir os custos para os empresários, razão pela qual a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) deu total apoio ao golpe contra a presidenta Dilma.

Pontuei aqui algumas das dificuldades a serem enfrentadas por Michel Temer, mas falemos também das pisadas de bola do governo golpista como, por exemplo, o seu ministério onde políticos denunciados na Lava Jato compõem o seu grupo de auxiliares diretos.

Em dezembro, em matéria assinada por Conceição Lemoes e publicada no Blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, mais uma denúncia contra o governo golpista e pouco divulgada. O Palácio do Planalto já havia agendado uma grande cerimônia para a entrega do presente de Natal jamais visto no planeta em tempo algum: a “doação” R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia que atuam no Brasil — as famosas teles. Porém, um mandado de segurança ajuizado no Supremo Tribunal Federal na terça-feira (20 de dezembro) pode colocar fim à aprovação imediata do projeto de lei, que altera a Lei Geral de Telecomunicações. Tratava-se de um escândaloPassou de forma muito rápida na Câmara e para o Senado foi para uma comissão especial sem que os senadores sequer no plenário soubessem o que estava acontecendo.

O cantor e compositor Aldir Blanc em artigo publicado no jornal O Globo disse:

Fala-se em perdão de 19 bilhões, ou seja, mais do que as vendas entreguistas do pré-sal para empresas da França pelo tucano Pedro Parente.

Só que o TCU disse que a conta verdadeira vai a quase 100 bilhões. Há mais um  probleminha:  se  levarmos  em consideração que as teles ganham de lambuja o que é patrimônio do povo brasileiro, cabos subterrâneos, fiações, torres, antenas, toda essa parafernália, a negociata sobe para duzentos bilhões, quatro anos de “Bolsa Roubada às Famílias”, “Minha Casa, Meu Desabamento”, uma roubalheira de provocar aplausos em Wall Street.

Portanto, caro leitor, temos aí ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


2016 Será o Ano que Não Vai Acabar

Carlos Alberto,

Me inspiro no livro "1968: o Ano Que não Terminou" que retrata, em estilo jornalístico, os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no Brasil e no mundo do jornalista Zuenir Ventura para escrever o artigo da coluna nesta última semana de 2016. Diante dos fatos ocorridos e já me antecipando a 2017, posso dizer que "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar". Digo isso porquanto a crise política e econômica certamente continuará neste país varonil, infelizmente.

A Lava Jato certamente deverá ter novos e emocionantes capítulos. Quem sabe o juiz Sério Moro não protagonizará, assim que voltar de suas férias, novas seções de fotos sorrindo ao lado de réus como foi o caso da famosa foto tirada lado-a-lado do senador Aécio Neves numa premiação da revista IstoÉ? Sim, porque a bela juiza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba cobrirá as férias de Sergio Moro e zelará pelo andamento da Operação Lava Jato até 20 de janeiro.

Quem sabe Marcelo Odebrehct - como alguns esperam - resolve delatar Lula, porque até agora o que existe são muitas acusações contra o ex-presidente mas nada que pudesse ter levado o juiz Sérgio Moro, encarregado da Lava Jato, lhe dar ordem de prisão. Tudo na base das ilações. Nem mesmo o terreno que a Odebrecht teria oferecido a Lula para a construção da sede do Instituo Lula pode servir de prova contra o ex-matalúrgico, até porque ele não aceitou. Portanto, não existe nenhum documento de que o terreno pertence a Lula ou ao seu instituto.

Quem sabe o triplex do Guarujá, mesmo não estando no nome da família Silva, Moro ache um jeito de colocar, sem falar no sítio de Atibaia? Segundo reportagem da Veja - veja caro leitor, sem trocadilho, eu citando a Veja - Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal comprovam que o então assessor do gabinete pessoal do então presidente Lula, Rogério Aurélio Pimentel, coordenou as obras da reforma do sítio em Atibaia. Lula responde a inquérito por ter recebido benesses de empreiteiros que reformaram o imóvel, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho de Lula.

Quem sabe a delação bombástica de um ex-executivo da Odebrecht que tomou conta do noticiário do dia 13 de dezembro lançando dúvidas sobre a última denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça de Brasília contra o ex-presidente Lula, por tráfico de influência não seja reavaliada como muitos esperam?

Sem apresentar provas, a força-tarefa da Zelotes diz que Lula tentou influenciar na aprovação da Medida Provisória 627/13 para favorecer montadoras que, em troca, pagariam propina a um lobista. Este, por sua vez, faria acertos com um dos filhos do ex-presidente.

Mas os documentos da Odebrecht mostram que quem participou diretamente da “venda” dessa MP ao empresariado foi Romero Jucá (PMDB), que teria falado em nome de Renan Calheiros (PMDB). Do lado da Câmara, a articulação foi feita com Eduardo Cunha (PMDB).

As informações que põem em xeque a tese da Zelotes contra Lula estão na página 48 da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília. Os dados, que foram colhidos pela Lava Jato e aguardam homologação do Supremo Tribunal Federal, mostram que a Odebrecht desembolsou sozinha R$ 5 milhões por causa dessa MP. O cobrador e destinarário dos recursos foi Jucá, mas o delator acredita que ele distribuiu a propina entre aliados.

Quem sabe documentos do acordo de leniência assinado pela Odebrecht e pela Braskem com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça não irão revelar novos detalhes do esquema de corrupção que durou mais de uma década, e movimentou bilhões de reais?

As transações aconteceram entre 2001 – durante o governo Fernando Henrique – e 2016 – durante o governo da presidente Dilma. Um esquema complexo que usava bancos em paraísos fiscais.

Nesse período, a empresa pagou mais de R$ 2,5 bilhões em propinas. Em troca, conseguiu uma centena de contratos que geraram lucros de mais de R$ 10 bilhões.

Quem sabe a Lava Jato entra agora nos governos FHC, pois que como diz o título do Editorial "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar".

Não estou aqui defendendo Lula, apenas constatando fatos e jornalismo é fato. Quem contestar o que estou a dizer é só pesquisar.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Pelo script do golpe o negócio é evitar que Lula volte

Carlos Alberto,

A confirmar-se o que diz o jornalista Ricardo Noblat em seu blog nesta terça-feira, 20 de dezembro de 2016fica caracterizado o propósito do golpe para tirar Dilma Ruosseff do governo e banir o PT da vida pública e, claro, junto com ele o seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva. Veja, caro leitor, o que diz Noblat

Se achasse necessário prender Lula, o juiz Sérgio Moro já o teria feito. Se não o fez até agora foi porque Lula não representa nenhuma ameaça às investigações dos seus supostos crimes. Nem à ordem pública. Uma prisão dele que parecesse precipitada, isto sim, poderia pôr a ordem pública em risco.

Moro caminha na direção prevista por oito de cada dez advogados que acompanham de perto a Lava-Jato: condenará Lula ao fim de vários processos, mas não o prenderá. Lula só será preso se a segunda instância da Justiça, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirmar a decisão de Moro e mandar prendê-lo.

E finaliza:

É provável que Lula se torne réu em outros processos. Para que ele fique impedido de disputar as eleições de 2018, basta que seja condenado uma única vez. E que a condenação seja confirmada pela segunda instância da Justiça. Os advogados dele estão certos de que isso ocorrerá até o final do próximo ano. Lula está entre a fuga e a prisão.

Não à toa Noblat faz as afirmações acima. A grande preocupação da direita e da elite brasileira, tendo sob o seu comando a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), simbolizada no famoso "Pato Amarelo", que encampou os movimentos de rua pelo impeachment da presidenta Dilma, é de Lula voltar a presidir o Brasil.

Mesmo sendo investigado em vários processos que lhe imputam supostos crimes, Lula em todas as pesquisas realizadas pelo Datafolha em simulações para as eleições presidenciais de 2018, figura em todas elas em primeiro lugar. Só perderia num hipotético segundo turno porque a direita se uniria para tentar evitar o ex-metalúrgico chegar ao poder pela terceira vez.

Para evitar que Lula seja candidato a presidente o script já está montado. Sangrá-lo até 2018. Disso não tenho dúvida. Mas, corre-se o risco da cobra jararaca resistir.

Como bem disse o jornalista Élio Gaspari, "a Jararaca está viva e fabrica postes". Ou seja, Lula até pode não ser candidato em 2018, mas o poste que apoiar poderá vencer a eleição.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


A semelhança entre o Papai Noel e a "Ponte para o Futuro" de Temer

Carlos Alberto,

O brasileiro caiu literalmente na história da carochinha. Assim como o Papai Noel, que tem uma origem muito mais comercial - a figura de um velhinho com roupa vermelha e branca foi criada e difundida pela publicidade da Coca-Cola no século XIX -, o programa intitulado "Ponte para o Futuro", do governo Temer, não passa de um engodo. E o pior, tudo começou com um golpe.

Senão vejamos; Dilma não cometeu crime algum, não enriqueceu ilicitamente, não recebeu propina e foi, em nome do "conjunto da obra" golpeada pelo Congresso Nacional. Os que a afastaram e assumiram o poder há seis meses estão, a cada semana, mais complicados (pelo conjunto da obra) e denunciados por receber propina entre outras coisas. Michel Temer que assumiu à Presidência já fez muito mais do que as pedaladas fiscais que diziam ser crime dela [Dilma] e que todos os presidentes  anteriores fizeram e ninguém, absolutamente ninguém diz ou faz nada.

Fato é que a popularidade de Temer está em queda livre. O governo do presidente Michel Temer foi avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos brasileiros entrevistados na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope, divulgada na sexta-feira (16). O percentual de pessoas que consideram o governo regular é de 35% e os que avaliaram como ótimo ou bom somam 13%. Outros 6% não sabem ou não responderam. Entre os entrevistados, 26% aprovam a maneira do presidente Temer governar e 64% desaprovam. E ainda: entre os entrevistados, 34% consideram a gestão de Temer pior do que a de Dilma, contra 31% da pesquisa anterior.

Como se observa, Papai Noel e Ponte para o Futuro são criações publicitárias para ludibriar o consumidor e o eleitor, no caso, que foi as ruas pedir o "Fora Dilma". Estas mesmas pessoas começam a enxergar agora que Temer foi um engodo golpista. Além de popularidade, Michel Temer perde credibilidade.

Lembro que há um ano e três meses, quando a aprovação de Dilma estava em 7%, Temer disse: “ninguém vai resistir três anos com esse índice baixo.” Hoje, a aprovação de Temer está em 13%. Se continuar caindo, Temer terá de lutar não pela reforma da previdência, mas pelo próprio mandato.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Perdeu Temer!

Carlos Alberto,

Se alguma dúvida ainda existia ou até mesmo falta de credibilidade na versão do ex-executivo da Odebrecht,  Cláudio Melo Filho, de que o PMDB recebeu um pagamento de R$ 10 milhões feito a pedido do presidente Michel Temer, agora não existe mais. O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, confirmou à força-tarefa da Lava Jato a versão do colega de empresa.

Marcelo começou a depor nesta semana em Curitiba, segundo a Folha de S. Paulo. Ele fechou um acordo de delação premiada com a Justiça. De acordo com o empresário, o jantar no Palácio do Jaburu, realizado em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, realmente aconteceu e nele foi fechado o pagamento de R$ 10 milhões para a campanha do partido naquele ano.

Aliás, em março deste ano eu já havia cantado a bola. Em Editorial sob o sugestivo título "Marcelo Odebrecht, o verdadeiro homem-bomba´da República, este escriba dizia que o mundo político pode ser varrido se Marcelo Odebrecht resolver falar tudo o que sabe. Aí sim, não vai sobrar pedra sobre pedra. Trata-se de um arquivo vivo e muita gente deve tá com as barbas de molho. Seria, digamos, uma delação suprapartidária, não tenho a menor duvida disso. Contudo, eu dizia que achava difícil ele aceitar a delação premiada. Errei, confesso. O leitor que quiser conferir o que disse é só clicar aqui.

Fato é que o presidente Michel Temer e o seu governo se vêem cada vez mais enrascados na Lava Jato. Além de alguns ministros já citados na Lava Jato, agora o assessor especial de Michel Temer no Palácio do Planalto, José Yunes, entregou nesta quarta-feira (14) sua carta de demissão à Presidência da República. Yunes foi citado na delação premiada de um executivo da Odebrecht e estava no cargo desde o início da gestão Temer. Ele é considerado um dos homens de confiança de Temer.

Nuvens sombrias rondam o Planalto, e não são de chuvas não. São de tempestades políticas envolvendo o governo e o Congresso Nacional. Temer está em maus lençóis e deve tá com muito medo do povo nas ruas. O castelo ruiu e o Rei está Nú.

É como bem disse o jornalista Josias de Souza:

"Temer poderia ter dado alta a Yunes há mais tempo. O risco de contágio ficou evidente há 17 dias, quando o juiz Sergio Moro vetou parte das perguntas que o preso Eduardo Cunha endereçara a Temer, arrolado por ele como testemunha de defesa.

Numa das questões vetadas pelo juiz da Lava Jato, Cunha perguntava se Yunes intermediara o recebimento de dinheiro para campanha de Temer ou para as arcas do PMDB. Se recebeu, foi “de forma oficial ou não declarada?''. A delação de Claudio Melo Filho mostrou que havia incêndio atrás da fumaça levantada por Cunha.

Moro rejeitara a pergunta de Cunha porque só o Supremo Tribunal Federal tem poderes para tratar de suspeitas relacionadas a Temer. “Não tem ainda este juízo competência para a realização, direta ou indiretamente, de investigações em relação ao Exmo. Sr. Presidente da República”, anotou o juiz da Lava Jato em seu despacho.

Perdeu Temer!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Qual moral Temer tem para continuar como presidente?

Carlos Alberto,

A pergunta acima se faz necessária porquanto o presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi citado pelo ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em delação à Lava Jato, de ter  pedido e recebido R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht em 2014. Segundo o delator, esse valor foi pago, em dinheiro vivo, a pessoas da estrita confiança de Temer, como Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e José Yunes, amigo há cinquenta anos de Temer e assessor especial do presidente.

Temer não tem mais moral para continuar como presidente. Aliás, o presidente e alguns ministros citados também na delação não têm mais a menor condição de estarem a frente dos destinos de nosso país. O governo do PMDB ruiu como que um castelo de areia e junto com ele alguns governistas encastelados no Congresso Nacional. Me diga, caro leitor, se estes políticos inseridos na relação abaixo têm moral para criticar os governos de Dilma e de Lula? É verdade que no meio deles existem alguns petistas, mas a maioria faz parte da base aliada do governo golpista.

Veja os nomes dos polítícos que Cláudio Melo Filho disse que receberam doações não declaradas, os valores e a situação do pagamento:

– Adolfo Viana (PSDB-BA), deputado estadual. Recebeu R$ 50 mil não declarados.

– Aécio Neves (PSDB-MG), senador. Pediu R$ 1 milhão para o DEM, não declarados.

– Anderson Dornelles, ex-assessor de Dilma Rousseff. Recebeu R$ 350 mil não declarados.

– Antonio Brito (PSD-BA), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados, R$ 200 mil indefinidos e R$ 130 mil declarados.

– Arthur Maia (PPS-BA), deputado federal. Recebeu R$ 250 mil não declarados e R$ 350 mil declarados.

– Arthur Virgílio (PSDB-AM), prefeito eleito de Manaus. Recebeu R$ 300 mil não declarados.

– Ciro Nogueira (PP-PI), senador. Recebeu R$ 300 mil não declarados e R$ 1,8 milhão declarados.

– Colbert Martins (PMDB-BA), ex-deputado federal. Recebeu R$ 150 mil não declarados e R$ 441 mil declarados.

– Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados.

– Delcídio do Amaral (sem partido-MS), ex-senador. Recebeu R$ 500 mil não declarados.

– Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito eleito de Ribeirão Preto. Recebeu R$ 350 mil não declarados e R$ 300 mil declarados.

– Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-deputado federal. Recebeu R$ 10,5 milhões, não determinado.

– Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro-chefe da Casa Civil. Recebeu R$ 10 milhões a pedido de Temer, não determinado.

– Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador. Recebeu R$ 2,1 milhões não declarados.

– Francisco Dornelles (PP-RJ), vice-governador do Rio de Janeiro. Recebeu R$ 200 mil não declarados.

– Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro da Secretaria de Governo. Recebeu R$ 1 milhão não determinados, R$ 1,5 milhão não declarados e R$ 2,380 milhões declarados.

– Gim Argello (PTB-DF), ex-senador. Recebeu R$ 1,5 milhão não determinados, R$ 300 mil declarados e R$ 1 milhão não declarados.

– Heráclito Fortes (PSB-PI), R$ 200 mil não declarados e R$ 50 mil declarados.

– Hugo Napoleão (PSD-PI), ex-senador. Recebeu R$ 100 mil declarados e R$ 100 mil não declarados.

– Inaldo Leitão, ex-deputado. Recebeu R$ 100 mil não declarados.

– Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro. Recebeu R$ 3 milhões não determinados e R$ 7,5 milhões não declarados. Cláudio Melo diz acreditar que foram repassados R$ 10 milhões para a candidatura de Rui Costa em 2014, a pedido de Wagner.

– José Agripino (DEM-PI), senador. Recebeu R$ 1 milhão, a pedido de Aécio Neves, não determinados.

– José Carlos Aleluia (DEM-BA), deputado federal. Recebeu R$280 mil declarados e R$ 300 mil não declarados.

– Jutahy Magalhães (PSDB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 350 mil sem declaração e R$ 500 mil declarados.

– Lídice da Mata (PSB-BA), senadora. Recebeu R$ 200 mil não declarados.

– Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado federal. Recebeu R$ 400 mil declarados e teria recebido R$ 1,5 milhão não declarados.

– Marco Maia (PT-RS), deputado federal. Recebeu R$ 1,35 milhão não declarados.

– Michel Temer (PMDB-SP), presidente da República. Pediu repasse de R$ 10 milhões.

– Moreira Franco (PMDB-RJ), secretário do PPI. Pediu recursos para o PMDB, mas o recebimento foi feito através de Eliseu Padilha.

– Paes Landim (PTB-PI), deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados e R$ 80 mil declarados.

– Paulo Henrique Lustosa (PP-CE), ex-deputado federal. Recebeu R$ 100 mil não declarados e R$ 100 mil declarados.

– Paulo Magalhães Junior (PV-BA), vereador eleito de Salvador. Recebeu R$ 50 mil não declarados.

– Paulo Skaf (PMDB-SP), presidente da Fiesp. Recebeu R$ 6 milhões dos R$ 10 milhões negociados por Michel Temer.

– Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. Beneficiado com os R$ 22 milhões repassados ao grupo do PMDB na Casa (doações declaradas e não declaradas).

– Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Recebeu R$ 600 mil não determinados.

– Romero Jucá (PMDB-RR), senador. Beneficiado com os R$ 22 milhões repassados ao grupo do PMDB do Senado (doações declaradas e não declaradas).

– Rui Costa (PT-BA), governador da Bahia. Teria recebido R$ 10 milhões a pedido de Jaques Wagner (não determinado).

Só mesmo quem não quer enxergar concorda que a causa da corrupção foi o PT. Não, a causa não foi o PT, mas sim os políticos que há muito fazem do Congresso Nacional uma casa de negócios espúrios.

Está na hora do povo ir às ruas e gritar “Fora Temer”, pois que o seu prazo de validade se expirou.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Pegou mal, Sr Juiz!

Carlos Alberto,

moro-aecio-temer-alckmin.jpeg

Não poderia ser pior ou melhor a intimidade entre acusado e "acusador". Fica a critério de cada leitor.

Alvo de dois inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) com base em delações da Lava Jato, o senador tucano Aécio Neves (MG) trocou gargalhadas com o magistrado que preside os processos da operação, o juiz federal Sérgio Moro. À frente deles, com expressão fechada, estava o presidente Michel Temer, premiado como “O brasileiro do ano” pela revista IstoÉ. Pegou mal, Sr Juiz! A foto já está sendo considerada a "Foto do Ano". Não pela revista, claro.

Imagina, caro leitor, um magistrado que investiga a maior operação de corrupção no Brasil envolvendo políticos e empresários pousar lado a lado, ainda mais dando gargalhadas, com um dos investigados? Como diria o jornalista Bóris Casóy, "isso é uma vergonha".

Detalhe: Sérgio Moro foi condecorado como o “Brasileiro do Ano na Justiça”, pela revista. Ah, sei!

Bom que se diga e pra refrescar a memória de alguns incautos que o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves foi citado por pelo menos cinco delatores na Lava Jato como beneficiário do esquema de corrupção: o doleiro Alberto Youssef e seu colaborador Carlos Alexandre de Souza Rocha, o ex-deputado Pedro Corrêa,  o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Machado relatou, em delação premiada, que participou da captação de recursos ilícitos para bancar a eleição do hoje senador Aécio Neves à presidência da Câmara em 2001. O tucano é também investigado em dois inquéritos abertos a partir da delação de Delcídio. O primeiro caso trata da suspeita de que o presidente do PSDB recebeu propina de Furnas e outro quer avaliar a suspeita de maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro. O senador do PSDB nega as irregularidades, obviamente.

Será que a foto explica porque não tem tucano preso, apesar das delações?”

A conferir!

Foto: Diego Padgurschi/Reprodução

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br



Os políticos descobriram um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a

Carlos Alberto,

A sociedade aos poucos está tomando consciência de que a corrupção não foi efeito e causa dos governos do PT, ainda que tardia. O povo começa a entender que políticos desonestos - e isso serve à todos os partidos - descobriram um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a. É isso que está se observando.

Não adianta ir as ruas apenas pelo combate à corrupção. É preciso se mobilizar por muito mais pedindo o impeachment não só do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como também do presidente Michel Temer (PMDB-SP). Além disso é preciso ainda um grande movimento nacional em torno de Eleições Direta Já.

Não só isso. É preciso uma varredura ainda no Judiciário. Senão vejamos: um juiz roubou R$ 600 mil e um carro do empresário Eike Batista durante um processo. Este mesmo magistrado foi condenado a uma aposentadoria compulsória.

Uma juiza colocou uma adolescente presa junto com 30 marginais numa cela. Ela, a juiza, foi condenada, da mesma forma que o juiz, a uma aposentadoria integral. Um promotor sacou uma arma e baleou um rapaz numa festa. Foi condenado a uma pena administrativa recebendo salário. Uma magistrada na Bahia foi pega negociando  com um narcotraficante internacional, foi condenada a aposentadoria integral de R$ 20 mil.

As informações acima foram repassadas pelo colega Ailton Medeiros, que resolvi acrescentar no Editorial.

Pois é, o projeto de abuso de autoridade também deveria fazer parte das manifestações de rua que recomeçam a ocorrer país afora.

Não sejamos inocentes e achar que o Judiciário é imune a corrupção. Não meu caro leitor. Se o Brasil precisa ser limpo tem que colocar sob a mira da vassoura todos os três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Tá na hora da sociedade voltar às ruas

Carlos Alberto,

O saudoso deputado Ulysses Guimarães, o "Senhor Diretas" costumava dizer que "político só tem medo do povo nas ruas". Pois é chegada a hora da sociedade deixar a comodidade da poltrona ou das varandas gourmets e voltar as ruas não só pelo "Fora Temer", mas também para cobrar dos nossos congressistas ética e moralidade na política, o que me parece tá faltando. E quando falo em sociedade não estou aqui falando só dos que são contra o governo Temer, mas também os que defenderam o impeachment da presidenta Dilma.

Fatos relevantes ocorreram nos últimos meses no governo Temer, motivos pelos quais são de sobra para levar o povo as ruas. Veja caro leitor que em menos de seis meses de governo Temer foi "obrigado" a exonerar seis ministros - uma média de um auxiliar por mês - devido a envolvimento em algum tipo de irregularidade que foge a ética. São eles:

Romero Jucá – Planejamento
Uma semana e meia após ser nomeado ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB) anunciou sua saída do cargo no dia 23 de maio. A saída ocorreu no mesmo dia em que o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou uma conversa em que Jucá sugere um “pacto” para barrar a Lava Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Fabiano Silveira – Transparência
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, deixou o cargo no dia 30 de maio também por causa das gravações de Sérgio Machado. A decisão do ministro de sair do governo foi tomada um dia depois da divulgação de uma conversa sua com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele criticou a condução da Operação Lava Jato pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Henrique Eduardo Alves – Turismo
Após ser citado no acordo de delação premiada de Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo no dia 16 de junho. Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro relatou ter repassado a Henrique Alves R$ 1,5 milhão em propina entre 2008 e 2014.

Fábio Medina Osório – AGU
O Palácio do Planalto informou no dia 9 de setembro que o presidente Michel Temer tirou do cargo o até então advogado-geral da União, Fábio Medina Osório. Segundo a GloboNews, Medina teria tido uma discussão com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, um dia antes. Após o desentendimento, Padilha teria demitido Medina. Padilha indicou Medina para a pasta, mas, segundo a GloboNews, estaria insatisfeito com uma sucessão de ações consideradas erráticas pelo Planalto por parte do ministro no comando da AGU.

Marcelo Calero – Cultura
O ministro da Cultura, Marcelo Calero, pediu demissão do cargo no dia 18 de novembro. Posteriormente, acusou Geddel de tê-lo pressionado a conceder a licença de construção de um prédio de luxo localizado em um bairro nobre de Salvador, que havia sido barrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Geddel Vieira Lima – Secretaria de Governo
Acusado de ter pressionado Calero para liberar uma obra em Salvador, Geddel Vieira Lima pediu demissão nesta sexta-feira. A turbulência política provocada pela denúncia chegou ao gabinete presidencial na quinta, quando veio à tona o teor do depoimento prestado nesta semana por Calero à Polícia Federal (PF). Calero disse aos policiais que, durante uma audiência no Palácio do Planalto, Temer interveio em favor dos interesses do ministro da Secretaria de Governo.

Não só isso: para tentar abafar a crise moral e ética que o seu governo enfrenta, acompanhado dos presidentes das duas casas legislativas, o presidente Michel Temer disse, em coletiva de imprensa convocada para o último domingo (27), que foi feito um acordo institucional entre Executivo e Legislativo para garantir que não prosperará qualquer tentativa de anistiar crimes de caixa dois.

Na noite desta terça-feira (29), na calada da noite a Câmara mudou o teor do pacote anticorrupção. Foi traçado o roteiro para a votação do pacote das dez medidas de combate à corrupção, com mudanças significativas no texto proposto pelo relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). As mudanças vieram na madrugada – ao contrário do que haviam prometido antes, de que nada fariam “na calada da noite”. Uma clara resposta aos passos da Operação Lava-Jato que agora chega ao mundo da política.

Ficou preservado apenas o artigo que trata da criminalização do caixa dois de campanha, tal como o presidente Michel Temer, ao lado dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, prometeu à nação: sem anistia para os chamados crimes correlatos. Ou seja, tudo nos conformes e como combinado na coletiva que Temer concedeu à imprensa.

No primeiro instante, emendas para anistiar crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro estavam sendo preparadas para alterar o substitutivo de Lorenzoni. Mas foram deixadas de lado depois da entrevista de Temer no último domingo, que sentiu a pressão da sociedade pelas redes sociais. A hastag #anistiaaocaixadoisnão foi um dos assuntos mais comentados desde a última semana.

As dez medidas de combate à corrupção que viraram apenas quatro, foram aprovadas às vésperas da assinatura da delação premiada da Odebrecht, que cita algo em torno de 200 políticos que receberam recursos para suas campanhas.

Tá na hora da sociedade voltar às ruas, pois, como dizia Ulysses Gumarães, "político só tem medo de povo nas ruas".

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Algo de muito errado tá acontecendo no governo Temer. Para um ex-ministro...

Carlos Alberto,

Quando um ex-ministro de Estado afirma em carta tornada pública que "no episódio que agora se torna público, cumpri minha obrigação como cidadão brasileiro que não compactua com o ilícito e que age respeitando e valorizando as instituições”, algo de muito errado está ocorrendo no governo. Me refiro a demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, por divergências com o também ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), que recebeu o apoio do presidente Michel Temer (PMDB) no mais novo imbróglio ministerial.

O jornalista Ricardo Noblat escreveu em seu blog que "Temer não tratou Geddel e Calero como iguais. Claramente deu razão a Geddel. Quis, sim, induzir Calero a tomar uma decisão que feria suas convicções". O que Noblat afirma com isso? Afirma, caro leitor, que o presidente da República foi conivente com os caprichos de Geddel e queria porque queria que o ex-ministro da Cultura cedesse nas suas convicções.

Em nota, o Planalto disse que "Temer sempre endossou caminhos técnicos para solução de licenças em obras ou ações de governo. Reiterou isso ao ex-ministro em seus encontros e refirmou essa postura ao atual ministro Roberto Freire, que recebeu instruções explícitas para manter os pareceres técnicos, que, reitere-se, foram mantidos".

E aí Noblat indaga:

"Se sempre endossou por que se meteu no assunto? Já havia um “caminho técnico” percorrido pelo órgão do Ministério da Cultura que embargou a construção do prédio em Salvador onde o ministro Geddel comprou um apartamento. Tal caminho fora endossado por Calero".

Pois é, caro leitor. Quando um ex-ministro fala que "que não compactua com o ilícito", é bom que os órgãos competentes como o Ministério Público e a Procuradoria Geral da República fiquem atento para esta declaração que julgo ser bombástica, partindo de um ex-auxiliar de governo. Não foi a oposição, não foi nenhum juiz e muito menos um cidadão comum que fez esta declaração, foi sim um ex-ministro de Estado.

E mais: A nota oficial diz que "o presidente buscou arbitrar conflitos entre os ministros e órgãos da Cultura sugerindo a avaliação jurídica da Advocacia Geral da União, que tem competência legal para solucionar eventuais dúvidas entre órgãos da administração pública, como estabelece o decreto 7392/2010, já que havia divergências entre o Iphan estadual e o Iphan federal. Em seu artigo 14, inciso III, o decreto diz que cabe à AGU "identificar e propor soluções para as questões jurídicas relevantes existentes nos diversos órgãos da administração pública federal".

Já Noblat analisa que "não havia conflitos entre ministros ou “órgãos da Cultura” por conta de assunto relevante que exigisse uma avaliação jurídica da Advocacia Geral da União. A seção baiana do Patrimônio Histórico liberara a construção do prédio. A nacional vetara. Prevalece a decisão da última, mantida por Calero. Geddel, advogando em causa própria, cobrou de Calero que mudasse a decisão final do comando do Patrimônio Histórico. Calero recusou-se a fazê-lo.

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Temer e o `Cavalo de Tróia´oferecido aos governadores

Carlos Alberto,

Para tirar os estados da crise em que se encontram o presidente Temer ofereceu aos governadores um verdadeiro “Cavalo de Tróia”, ou seja, surpreendeu a todos numa reunião no Palácio do Planalto com propostas “indecentes”. Não foram soldados dentro do cavalo, mas um pacote de medidas amargas em troca dos  R$ 5 bilhões da divisão dos recursos da multa da repatriação de recursos. A ideia é que os valores sejam pagos ainda neste ano, mas isso ainda não está confirmado.

Mas, para ter acesso aos benefícios, porém, os governadores deverão apoiar a PEC do teto de gastos públicos e promover uma reforma da Previdência Social em nível estadual. “Na medida em que isso seja apresentado no Congresso e aprovado, torna-se uma obrigação dos estados”, disse o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Os estados também não poderão realizar contratações de servidores, ou dar aumentos, pelos próximos dois anos, e deverão reduzir em 20% o valor das despesas com cargos comissionados, temporários e gratificações. Ainda há outras exigências tais quais, limite para o crescimento dos gastos públicos dos estados; eles [os estados] deverão reduzir em 20%, em relação a 2015, o valores dos cargos comissionados, temporários e gratificações; os estados apresentarão ao Congresso Nacional emendas de reformas de suas previdências estaduais nos mesmos termos da proposta de reforma federal – que ainda será encaminhada ao Legislativo. Será apresentada uma emenda à PEC da reforma da previdência federal e; os governadores deverão apoiar projeto de lei que regulamenta o teto regulatório do serviço publico.

Como se observa o toma lá da cá continua na Republiqueta chamada Brasil. Contudo, nem o governo nem os nossos congressistas esboçam nenhum esforço para reduzir suas despesas. Em menos de dois meses o Planalto promoveu dois grandes regabofes para seduzir deputados e senadores a aprovarem a PEC do Arrocho sem nenhuma cerimônia. O próprio Temer disse no jantar oferecido a senadores que “muitas vezes é preciso tomar medidas amargas”, mas parece que estas “medidas amargas” não atingem a classe política.

Aliás, vale relembrar o discurso do deputado tucano – sim, eu disse tucano – Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), em 2 de maio no Plenário da Câmara quando da discussão da proposta de reajuste dos servidores do Judiciário Federal em 41% dos seus vencimentos, que deve resultar num impacto de R$ 1,4 bilhão só este ano, mas que está previsto no Orçamento Geral da União (OGU). Disse o parlamentar:

“Caros colegas, hoje eu quase me arrependo de ter votado sim no impeachment, porque acho que V.Exas. não perceberam que nós não chegamos ao fundo do poço. Não chegamos ao fundo do poço porque o salário de V.Exas. está em dia, porque o salário dos milhares de servidores desta Casa está em dia. O salário do Judiciário está em dia. Os salários do Ministério Público estão todos em dia. O salário dos nossos vizinhos aqui do Tribunal de Contas da União estão todos em dia. O salário de juízes e promotores de 150 mil, 200 mil está em dia.

Realmente, o setor público brasileiro não abriu os olhos para a crise em que nós estamos. A crise não chegou aqui. E para nós, os marajás do serviço público, os salários mais altos do serviço público, a crise não chegou.

Ninguém aqui se deu conta da crise. Ninguém aqui se deu conta das 200 mil empresas fechadas no Brasil. Ninguém aqui anda na rua e vê o número de zumbis andando de madrugada, porque estão perdendo suas casas, perdendo sua fonte de renda. Ninguém se deu conta de nada. Os senhores vivem onde? Os senhores são alienígenas ou alienados?

Como de costume a crise só chegou ao cidadão comum. Aos “imortais” da política tupiniquim “crise” é uma palavra que não existe no dicionário.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Para a choldra incauta espernear

Carlos Alberto,

Dedico o texto hoje à choldra incauta que vive a "secar" o ex-presidente Lula para que ele seja preso pelo todo poderoso juiz Sérgio Moro. Para estes que não lêem ou fingem não saber das coisas, digo que duas ações de indenização por dano moral marcam o início de uma ofensiva dos advogados do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva contra seus acusadores.

A primeira trata-se de uma ação de indenização por danos morais – no valor de R$ 1,5 milhão –  contra o ex-senador Delcídio do Amaral por este ter mentido em “delação premiada” procurando envolver Lula na tentativa dele próprio de manter em silêncio Nestor Cerveró, seu  amigo e ex-subordinado na Petrobras.

Como Cerveró e todas as demais pessoas citadas por Delcídio disseram em depoimentos desconhecerem  qualquer ação de Lula para favorecer negócios ou mesmo para obstruir as investigações do caso e o ex-senador não apresenta prova alguma de suas acusações – embora a Justiça Federal tenha achado que isso basta para tornar alguém réu em um processo – terá de responder por isso, senão na esfera criminal, ao menos na cível, numa vara do Fórum de São Bernardo do Campo, local de moradia de Lula e foro adequado para ação de danos morais.

A segunda, que ainda será apresentada, é contra a publicação semanal IstoÉ que antecipou sua edição para dizer que, na delação de Marcelo Odebrecht, este teria dito que Lula recebeu dinheiro dele, em espécie.  Não diz, entretanto, nem quanto, nem a que título e nem dizem a razão, até porque não haveria ato de ofício que pudesse ser praticado por Lula dois anos ou três depois de ter saído da Presidência.

No seu site, o ex-presidente reclama que  a “má-fé da revista é tão evidente que os autores sequer procuraram a defesa ou a assessoria do ex-presidente antes de publicar a mentira”e que não a publicação não apresentou quaisquer documentos, referindo-se a uma suposta delação que estaria em absoluto sigilo e que, por isso, nem mesmo se pode saber o que nela se contém.

E, contendo algo, o que se tem para provar o que se diz, porque para sair da cadeia depois de quase dois anos, ou para livrar dela o filho ou para salvar um império empresarial diz-se qualquer coisa se isto lhe é exigido.

Pergunto a choldra: se Lula estivesse mesmo envolvido em qualquer destas denúncias que estão mais para ilações do que para a verdade, ele já não estaria atrás das grades não? Sim, porque nem foro privilegiado Lula tem mais. Não é presidente, nem tem mandato parlamentar. O que estaria faltando então para Lula ser preso? Alguém com imaginação fértil saberia dizer?

Ora,ora,ora, Srs, deixemos de ser hipócritas. Deixemos de bater palmas para os barões famintos.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Tuas ideias não correspondem aos fatos

Carlos Alberto,

Cada vez mais estou convicto de que a sociedade é mesmo hipócrita. Vai as ruas pedir o impeachment de Dilma mas esquece que não cumpre o dever de casa. Está envolta em corrupção, mas diz que o governo petista é corrupto. Veste a camisa de “Fora Dilma”, mas frequenta sinecuras de poderes públicos.

Tuas ideias não correspondem aos fatos e as piscinas estão cheias de ratos.

Vamos fazer uma reflexão do que pode ser e não pode ser corrupção neste país de falsos moralistas e de falsos paladinos da ética. Aliás, nós jornalistas que reportamos todos os dias notícias de corrupção, que não fogem a pauta, deveríamos fazer isso. Não custa fazermos uma auto-avaliação.

A gente que tanto critica o corporativismo de outras classes, passemos a enxergar um palmo diante do nosso nariz, pois que muitos de nós frequentam sinecuras com ideias que não correspondem aos fatos.

Antes de vestir qualquer camisa com “Fora Fulano” deveríamos observar o espelho. Aliás, bom que se diga que quando se fala em corrupção se envolve corrupto e corrompido.

Ser funcionário “fantasma” de um órgão público é tão igual a um político corrupto. É dinheiro público que paga pessoas que não trabalham. Daí dizer que isso é anti-ético, é imoral é igual a corrupção.

Se é pra gritar “Fora” alguém, eu grito “Fora as Sinecuras”.

Pensar diferente é querer tapar o sol com a peneira. E se existem sinecuras no serviço público, é porque os políticos patrocinam isso.

Tenho dito!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Como é difícil acordar calado...

Carlos Alberto,

“Como é difícil acordar calado/ Se na calada da noite eu me dano/ Quero lançar um grito desumano/ Que é uma maneira de ser escutado”. Me utilizo de um refrão da música “Cálice” de Chico Buarque e Milton Nascimento para me reportar a pelo menos duas notícias veiculadas na manhã desta sexta-feira (4).

A primeira trata de um “regabofe” para juizes em um resort cinco estrelas em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, na Bahia. O lugar é paradisíaco. Detalhe: o evento tem como um dos seus patrocinadores a Veracel Celulose, empresa dos grupos brasileiro Fibria e sueco-finlandês Stora Enso, instalada no Sul da Bahia. Ela já foi condenada na primeira instância do Judiciário nas áreas ambiental, trabalhista e fiscal, e em segunda instância por causa de imposto devido ao miserável município baiano de Belmonte.

A segunda notícia diz que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte terá que decidir se as investigações contra deputados estaduais potiguares com “fortes indícios de envolvimento delitivo” irão transcorrer em 1ª ou em 2ª instância. A determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin se refere ao processo decorrente da Operação Dama de Espadas, deflagrada pelo Ministério Público do RN em agosto de 2015 para investigar um esquema de desvios de recursos na Assembleia Legislativa.

O curioso é que de acordo com a decisão proferida pelo desembargador Cornélio Alves, relator do caso, como um grande número de desembargadores – 9 dos 15 que compõem a Corte de Justiça – alegaram suspeição, ou seja, não se julgaram neutros para julgar o caso, a remessa dos autos foi feita ao STF. E agora retorna ao TJRN. Na decisão da Ação Ordinária 2.038, Fachin determina que todo o material de cunho criminal da Dama de Espadas seja remetido ao TJ “para análise e decisão acerca da pertinência ou não da cisão dos autos investigativos”.

Como se observa, caro leitor, o título da música “Cálice”, que quando foi lançada era um protesto velado contra a ditadura militar e que é um jogo de palavras que mostra a ambiguidade entre “cálice” e “cale-se”, retrata bem a realidade de hoje quando, da mesma forma que a música de Chico e Milton era um protesto contra os governos militares, como cidadão e jornalista devo protestar também contra os equívocos da Justiça.

Finalizo com outro refrão de “Cálice”:

De muito gorda a porca já não anda

De muito usada a faca já não corta

Como é difícil, pai, abrir a porta

Essa palavra presa na garganta

Esse pileque homérico no mundo

De que adianta ter boa vontade

Mesmo calado o peito, resta a cuca

Dos bêbados do centro da cidade

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


O Brasil optou pelo conservadorismo

Carlos Alberto,

O resultado das urnas deste domingo, quando parte do eleitorado brasileiro voltou as cabines de votação em segundo turno, demonstrou claramente que o Brasil optou pelo conservadorismo. O segundo turno, como bem lembrou o articulista Leandro Colon, na Folha, confirmou a preferência do eleitor de capitais e dos grandes centros por candidatos conservadores e com discurso político à direita.

Para se ter uma ideia melhor do mapa político que o país passará a ter a partir de 2017, registre-se que o PSDB vai governar 34,4 milhões de eleitores a partir do p´roximo ano, segundo levantamento do G1 com base nos dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A soma equivale a 24% do total do eleitorado, de 144 milhões. Em seguida aparecem o PMDB, com 20,6 milhões, o PSB, com 11,8 milhões, e o PSD, com 9,72 milhões de eleitores. Juntos, os quatro partidos governarão 53% do eleitorado brasileiro.

A esquerda foi fragorosamente derrotada. Citando ainda Colon, a votação deste domingo ratificou uma tendência que ainda merece ser totalmente decifrada. Seria consequência da crise política que tirou o PT do Palácio do Planalto este ano? Ou uma reação em cascata nos municípios à crise econômica no país, fruto de erros de gestões petistas no governo federal? Ou os dois fatores, político e econômico?

Fato é que o eleitor tupiniquim esqueceu os avanços sociais promovidos pela esquerda, sobretudo, pelos governos petistas. A crise bateu no bolso do brasileiro e isso é condição sine qua non para mandar qualquer político ou qualquer partido as favas, mesmo que se reconheça os avanços sociais obtidos nos 13 anos em que o PT esteve no governo.

Bom que se diga que ao deixar o cargo de presidente, Lula deixou um legado de oito anos de governo, com avanços nos setores da economia e inclusão social. Índices históricos de crescimento econômico e redução da pobreza garantiram ao ex-metalúrgico 83% de aprovação popular – o maior patamar entre presidentes desde o fim da ditadura.

O PIB (Produto Interno Bruto), que representa a soma de todas as riquezas de um país, teve um crescimento médio anual de 4,0% nos dois mandatos. O índice é quase o dobro do registrado no período de 1981 a 2002 (2,1%). Assim, o Brasil passou de 12º lugar para 8º no ranking das maiores economias do mundo.

Neste contexto, a redistribuição de renda foi o principal destaque. Programas sociais como o Bolsa Família, a expansão do crédito e o aumento de empregos formais e do salário mínimo (que passou de R$ 200 em 2002 para R$ 510, em 2010) permitiram a ascensão de classes mais pobres.

O efeito também foi sentido no setor empresarial: a maior renda do trabalhador converteu-se em compras. A alta no consumo, por sua vez, estimulou investimentos no comércio e na indústria, inclusive em contratações, realimentando o ciclo. O resultado foi a redução em 43% do número de pobres (brasileiros com renda per capital mensal inferior a R$ 140), que caiu de 50 milhões para 29,9 milhões desde 2003.

Mas bastou a crise econômica se abater sobre o governo da sua sucessora, Dilma Ruosseff (PT), que o legado dos governos de Lula foram esquecidos. Ou melhor, provocados a serem esquecidos pelas classes política conservadoras e pela elite brasileira representada na poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Corrupção, comunismo, projeto de manutenção no poder, foram alguns dos artifícios usados pelas castas de poderosos citados para levar ao golpe contra a presidenta Dilma.

Detalhe: corrupção sempre existiu neste país varonil e não foi o PT que inventou. Os governos petistas, isto sim, contribuíram para que o Ministério Público e a Polícia Federal pudessem investigar e prender. Em governos passados nunca um empresário foi preso e muito menos um político.

Comunismo. Essa palavra é direcionada ao PT e em especial a Lula. Mas isso é dito por quem não se aprofunda nos livros e não sabe o que é comunismo. Não diria nem que nunca leu o filosofo, sociólogo e jornalista Karl Marx. Lula nunca foi comunista, nunca foi socialista. Lula foi e é um líder idealista que sempre pensou no social e o PT nunca pensou em implantar o comunismo no Brasil e muito menos uma ditadura socialista. Isso quem prega são pessoas que não sabe o que é um livro de cabeceira. Sobre o projeto de manutenção no poder, isso cabe ao povo e mais de 52 milhões de brasileiros ao reelegerem Dilma queriam que o PT ficasse no poder, não fosse o golpe.

Contudo, ao contrário dos tucanos, vencedores nas últimas eleições municipais, deve-se respeitar a vontade popular. Que os prefeitos eleitos do PSDB, do PMDB, do DEM e outros tantos mais consigam tirar as prefeituras do caos econômico e financeiro que se encontram, Afinal, seguindo o raciocínio do articulista Leandro Colon relatado no início deste texto,  a votação deste domingo ratificou uma tendência que ainda merece ser totalmente decifrada. Seria consequência da crise política que tirou o PT do Palácio do Planalto este ano? Ou uma reação em cascata nos municípios à crise econômica no país, fruto de erros de gestões petistas no governo federal? Ou os dois fatores, político e econômico?

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Nunca na história deste país se viu....

Carlos Alberto,

Nunca na história deste país varonil se viu um político se rebelar contra a Justiça a ponto de escancarar as mazelas dos nossos magistrados, tais como o fim da aposentadoria integral como "punição" para juizes, pois que o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), como retaliação a operação que varreu o Senado na semana passada à procura de informações que comprometem ele e mais alguns senadores, na Lava Jato, resolveu assumir uma postura ofensiva.

Decidiu o senador alagoano que “recomendará” ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 505/2010) que acaba com a “punição disciplinar” reservada aos magistrados e membros do Ministério Público acusados de cometerem delitos graves: a aposentadoria compulsória com recebimento dos vencimentos. À espera de votação na Câmara (PEC 89/2003, na origem, de autoria da então senadora Ideli Salvatti), a matéria pretende alterar a Carta Magna “para excluir a aposentadoria por interesse público do rol de sanções aplicáveis a magistrados e para permitir a perda de cargo, por magistrados e membros do Ministério Público”.

“Estou recomendando também à Câmara dos Deputados priorizar uma Proposta de Emenda à Constituição que aprovamos aqui em 2013 e que definitivamente acaba com o prêmio da aposentadoria para o Ministério Público e para o Judiciário por improbidade. É um absurdo que essa prática continue a acontecer no Brasil”, disse Renan, que abriu ordem do dia em plenário apenas para receber a proposta do teto de gastos (no Senado, PEC 55/2016) –aprovada ontem (terça, 25) na Câmara, em segundo turno – e anunciar a articulação sobre a PEC 505/2010.

O curioso é que isto só está acontecendo após os governos petistas, sim, porque nunca antes na história do Brasil se viu algo semelhante. O MP e principalmente o Judiciário sempre foram caixas de pândoras, mas que ninguém ousou ou ousava abrir. Agora, acoçado pelo MP e pela Justiça e com receio de ter seu nome figurando na lista de réus da Lava Jato, Renan Calheiros, que um dia fez parte da República das Alagoas no tempo de Collor presidente da República, ameaça com retaliações aos que estão no seu encalço. Menos mal. Só assim a sociedade toma conhecimento do que acontece nos três podres poderes.

A roupa suja está sendo lavada na Lava Jato. Pensava-se atingir só o PT, Eis que a cada lavagem de roupa suja o mundo político treme como uma peça de roupa sendo lavada numa máquina de lavar. O que Renan Calheiros ameaça todos sabiam, mas nunca ninguém teve a coragem de, sequer, abordar. Claro, o presidente do Senado só está fazendo isso como revanche. E que não passe apenas de uma ameaça.

E dentro do bojo das ameaças falando da Mesa em plenário nesta quarta-feira (26), o peemedebista anunciou que ingressaria ainda hoje (26) com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam estabelecidos “os limites e as competências dos Poderes do Estado”.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


O caso Senadogate

Carlos Alberto,

Em 1972 o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon renunciou ao cargo devido ao escândalo conhecido como Watergate envolvendo o seu nome. O caso Watergate foi a invasão aos escritórios do Partido Democrata americano em Washington, no conjunto de edifícios Watergate. Após dois anos de investigação, culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon. A invasão rolou durante a campanha eleitoral e, mesmo com evidências ligando o episódio ao comitê de Nixon, o presidente foi reeleito com larga margem de votos.

Pois muito bem: no Brasil o caso Senadogate, assim que vou chamar os grampos autorizados pela Justiça em gabinetes de deputados e senadores culminou com uma operação da Polícia Federal na última sexta-feira (21) no Congresso Nacional. Ao contrário do Watergate os grampos no Senado foram autorizados pela Justiça, bom que se diga.

Em uma ação de enorme repercussão política, a PF, obedecendo ordens de um juiz, prendeu quatro integrantes da polícia legislativa que obedeciam ordens do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusados de atrapalhar investigações da Operação Lava Jato.

O impacto político do que aconteceu é bastante claro: o juiz que mandou prender integrantes da Polícia Legislativa os acusa de terem formado uma associação criminosa que foi usada por parlamentares para, de alguma maneira, se proteger de investigações da Lava Jato.

Eles citaram os lugares onde esse trabalho foi feito dentro e fora do Congresso e de Brasília. Também que foi depois que os senadores passaram a ser investigados na Lava Jato, no ano passado, é que o Senado comprou equipamentos de última geração para varrer escutas e também para fazer interceptações. Um gasto de mais de R$ 400 mil.

No pedido de autorização encaminhado à Justiça, o Ministério Público afirma que “a deliberada utilização de um equipamento sofisticado, de propriedade do Senado, utilizando recursos públicos, passagens aéreas custeadas pelo erário e servidores concursados, em escritórios ou residências particulares, não possui outro objetivo senão o de embaraçar a investigação que envolve organização criminosa”.

Não à toa os equipamentos de última geração para varrer escutas foram comprados pelo Senado após os senadores passarem a ser investigados na Lava Jato. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi citado em delação premiada de Felipe Parente, um dos assessores de campanha do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, a procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com informações divulgadas pela revista Época, em sua edição neste final de semana, Parente se encontrava com Iara Jonas, assessora do Senado, para fazer repasses de valores desviados de empresários que mantinham contratos com a Transpetro. Ainda segundo a publicação, Parente ficou conhecido como “o homem das malas do PMDB”.Renan Calheiros e membros do PMDB teriam recebido mais de R$ 5 milhões em propina, segundo reportagem da Época.

E como dizia Cazuza,

E assim nos tornamos brasileiros 
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro 
Transformam o país inteiro num puteiro 
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos 
Tuas ideias não correspondem aos fatos 
O tempo não pára

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br


Acunharam Cunha. E as varandas gourmets vão bater panela, será?

Carlos Alberto,

O termo acunhar é um termo muito usado, sobretudo, no Nordeste para dizer que uma pessoa meteu com força o membro masculino na mulher. Me desculpem os leitores, mas o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi literalmente acunhado pelo juiz "todo poderoso" Sérgio Moro, da Lava Jato. Antes tarde do que nunca.

Pesa contra Cunha requerimentos no TCU e à Câmara sobre a empresa Mitsui para forçar o lobista Julio Camargo a pagar propina; requerimentos contra o grupo Schahin, cujos acionistas se tratavam de inimigos pessoais do ex-deputado e do seu operador, Lucio Bolonha Funaro; convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras; contratação da KROLL pela CPI da Petrobras para tentar tirar a credibilidade de colaboradores da Operação Lava Jato; pedido de quebra de sigilo de parentes de Alberto Youssef, o primeiro colaborador a delatar Eduardo Cunha; apresentação de projeto de lei que prevê que colaboradores não podem corrigir seus depoimentos, como fez o lobista Julio Camargo, ao delatar Eduardo Cunha (refere-se ao projeto de lei de autoria do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos membros da tropa de choque que o ex-deputado federal Eduardo Cunha liderava).

Além destes fatos, a demissão do servidor de informática da Câmara que forneceu provas que evidenciaram que os requerimentos para pressionar a empresa Mitsui foram elaborados por Cunha, e não pela então deputada “laranja” Solange Almeida; a suspeita do recebimento de vantagem indevida por emendas para bancos e empreiteiras; manobras junto a aliados no Conselho de Ética para enterrar o processo que pedia a cassação do deputado; ameaças relatadas pelo ex-relator do Conselho de Ética, Fausto Pinato (PRB-SP); relato de oferta de propina a Pinatto, ex-relator do processo de Cunha no Conselho de Ética, além da conta mantida na Suíça confirmada pelo Ministério Público daquele país.

Um dos tópicos do pedido de prisão fala sobre um empréstimo que, segundo o MPF, teria sido fraudado entre Claudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, e Francisco Oliveira da Silva, presidente da Igreja Evangélica Cristo.

De acordo com os procuradores, Claudia Cruz declarou empréstimo de R$ 250 mil em 2008. Entretanto, a partir de quebra de sigilo bancários de ambos, não foram identificados relacionamento financeiro.

Portanto, motivos não faltam para que as varandas gourmets do bairro do Morumbi em São Paulo batam panelas hoje. A não ser que acreditem ser injusta a prisão de Eduardo Cunha.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br

1-20 de 1763