Deputado tucano Rogério Marinho, o algoz dos trabalhadores

Carlos Alberto,

O deputado tucano Rogério Marinho (PSDB-RN), como relator da reforma trabalhista, foi alçado a algoz da classe trabalhadora brasileira ao rasgar, literalmente, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), conquista essa ainda do governo do presidente Getúlio Vargas em 1943, quando destacados juristas se empenharam em criar uma legislação trabalhista que atendesse à necessidade de proteção do trabalhador.

Rogério Marinho derrubou, na condição de relator, conquistas na área trabalhista que agora só vai beneficiar os empresários. Prova maior disso é que o site The Intercept Brasil examinou as 850 emendas apresentadas por 82 deputados durante a discussão do projeto na comissão especial da Reforma Trabalhista. Dessas propostas de “aperfeiçoamento”, 292 (34,3%) foram integralmente redigidas em computadores de representantes da CNT (Confederação Nacional do Transporte), da CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística).

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma na comissão especial formada em fevereiro para discutir a proposta do governo, decidiu incorporar 52,4% dessas emendas, total ou parcialmente, ao projeto substitutivo. Elas foram apresentadas por deputados do PMDB, PSDB, PP, PTB, SD, PSD, PR e PPS – todos da base do governo de Michel Temer. Reforçando o artificialismo das emendas, metade desses parlamentares que assinaram embaixo dos textos escritos por assessores das entidades sequer integrava a comissão especial, nem mesmo como suplente.

Ou seja, o "Pato Amarelo" que patrocinou o golpe contra Dilma, mais uma vez marca presença contribuindo sobremaneira para tirar conquistas dos trabalhadores. Alega o governo e os representantes do "Pato Amarelo" que há necessidade de se promover as reformas trabalhista e da previdência porque se não o Brasil quebra. Pura balela. Aliás, Rogério Marinho tirou da gaveta a reforma trabalhista que Fernando Henrique Cardoso queria por em prática no país e recuou. Marinho aperfeiçoou o seu relatório com as emendas apresentadas por lobistas de entidades empresariais.

As propostas encampadas pelos deputados modificam a CLT e prejudicam os direitos dos trabalhadores. O texto original enviado pelo governo alterava sete artigos das leis. O substitutivo do tucano Rogério Marinho, contando com as emendas, mexe em 104 artigos, entre modificações, exclusões e adições.

O tom geral da reforma é que o que for negociado entre patrões e empregados passa a prevalecer sobre a lei. O texto original enviado pelo governo, no entanto, não deixava isso explícito. Falava que o acordado teria “força de lei”, mas as empresas conseguiram emplacar emenda para deixar essa força do negociado mais evidente. Com isso, a redação nesse ponto passou a ser que os acordos “têm prevalência sobre a lei”, diz o site The Intercept Brasil.

Fato é, caro leitor, que as propostas agora defendidas pelos deputados provavelmente não estarão em seus palanques ou santinhos nas eleições do ano que vem, mas certamente poderão ser lembradas nas conversas de gabinete para acertar apoio a suas campanhas. Embora o financiamento empresarial tenha sido eliminado, pessoas físicas ligadas ao setor podem doar e, embora seja crime, ainda é difícil imaginar um cenário próximo sem o caixa 2.

O eleitor tem memória curta, mas certamente o trabalhador não. No próximo ano teremos eleições e certamente o julgamento das urnas será cruel nobre deputado.

A conferir!

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Caramba, esse Lula é esperto demais!

Carlos Alberto,

Transcrevo um texto que recebi num grupo nas redes sociais. Desconheço o autor, mas é o texto que gostaria de ter escrito. Aí segue:

– A Lava Jato quer nos convencer de que todos os políticos que receberam dinheiro de empreiteiras  preferiram salvaguardar seus milhões em contas offshore ou em bens e ativos suntuosos, em seu nome.

Menos Lula!

Mais esperto que todos os demais, Lula é o único que preferiu deixar o dinheiro “dele” com eles: ou seja, Odebrecht e OAS guardavam o butim de Lula em suas próprias contas empresariais ou em imóveis em seu nome (dos quais inclusive podiam dispor para dar em garantia, etc).

Além de espertíssimo, Lula também deve ter poderes hipinóticos pois assim que começam a investigar e achar todo tipo de propina comprovadamente entregue a cada cardeal da República (inclusive muitos que ainda governam), Lula vai lá e pede que destruam provas que o incriminem e, pasmem, não é queo corruptor faz exatamente o que ele pede?

Só com as provas dele as demais não, incrível, não? Ou seja, as mais poderosas empresas brasileiras detinham todas as provas para ter o principal personagem da República na mão e simplesmente as destroem, sob seu comando!

Lula é o sujeito mais “esperto” da República. E a Odebrecht é uma confiável e fiel guardiã do dinheiro escuso de seus “sócios”.

PS: Se você realmente acredita nesta história, não se preocupe que com essa “esperteza ‘ toda, Lula já foi punido: será o único que não concretizará sua almejada fortuna, uma vez que estava toda consignada junto aos próprios corruptores em quem ele confiou tanto.

Agora, se você não acredita nesta história sem pé nem cabeça, concentre-se em cobrar provas da La Jato. Provas reais contra o líder nas pesquisas eleitorais. Afinal, ele pode tererrado ao compor o seu governo com gente podre, mas ainda é o Lula que quer redimir sua biografia, recuperar o Brasil que a maioria do povo merece e, quem sabe, ter a chance de governar sem essa gente por perto.

Além disso, confira mais atentamente quem são os que governam e legislam hoje, contra os seus direitos e a favor das grandes corporações que, não por acaso, não apareceram até agora na Lava Jato – porque um esquemão desses tinha toda condição de funcionar sem bancos, sem mídica e sem Judiciário, não é mesmo?

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Insatisfação com ameaças de mudanças nas leis trabalhistas vai além mar

Carlos Alberto,

A insatisfação com relação as mudanças que estão sendo propostas nas leis trabalhistas não ocorre somente no Brasil. Tive a oportunidade de conhecer Portugal e constatei que além mar há também um clima de insatisfação com relação ao assunto. Não só isso. Existe uma preocupação dos patrícios também em relação ao euro devido a saída da Inglaterra da União Europeia.

Há informação também que existe uma linha política em Portugal que começa a defender o retorno do país à Monarquia, seguindo o modelo espanhol. Fato é que, apesar de Portugal viver um momento muito bom, sobretudo, no que diz respeito ao turismo, já que lá não há qualquer tipo de violência e muito menos terrorismo, os portugueses temem um retrocesso na economia com a instabilidade do euro em função da decisão tomada pela Inglaterra e ameaças de outros países como França e Alemanha.

Uma das coisas observadas principalmente em Lisboa, capital lusitana, é que aluguel de imóveis subiu a estratosfera. Algumas pessoas que trabalham em Lisboa estão preferindo morar em cidades próximas para pagar um alugeul mais em conta.

Portugal, como porta de entrada da Europa tem atraído muito o turismo internacional, mas sua economia ainda é instável, isso dito pelos próprios portugueses com quem tive oportunidade de conversar.

No retorno ao Brasil percebo que a coisa aqui tá preta. A República tá caindo feito um castelo de areia com as denúncias dos Odebrecht, pai e filho. Emílio Odebrecht declarou em delação que a corrupção no Brasil existe há mais de 30 anos. Eu diria que existe desde quando Cabral aportou em terras tupiniquins.

No entanto, assim como no Brasil, no país amigo, também existe corrupção, só que lá, eles não têm o complexo de vira-latas como nós brasileiros temos de achar que isso só existe apenas na linha abaixo do Equador e que foi o PT que inventou.

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A coluna faz uma pequena pausa

Carlos Alberto,

A coluna dá uma pausa até o dia 17 para ir em busca de novas informações além mar. Espero neste curto intervalo voltar revigorado para novos embates na área da notícia.

Aqui desta trincheira a batalha continuará pelo fortalecimento da democracia e por uma imprensa livre e sem amarras.

Aos leitores um até breve!

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De joias e de constrangimento ao high society

Carlos Alberto,

Podem falar o que quiser, mas temos hoje o antes e o depois dos governos petistas onde o Ministério Público denuncia, a Polícia Federal prende e a Justiça julga, haja vista a Lava jato, que muitos políticos gostariam de abafar mas não conseguiram devido a repercussão negativa. Hoje temos um ex-todo-poderoso Eduardo Cunha preso com pena de 15 anos de prisão, temos empresários presos, como Marcelo Odebrecht e nem o high society escapa das investigações. Exemplo disso a exposição de jóias promovida e frustrada pela jornalista Laurita Arruda, mulher do ex-ministro Henrique Alves, investigado na Lava Jato.

Diz-se que uma mostra de joias de alto luxo acabou em tensão na tarde desta quinta-feira (29) em Natal. Motivo: a jornalista resolveu organizar uma exposição de joias de uma design famosa no eixo Rio-São Paulo sem os produtos darem entrada contabilmente no estado, consequentemente sem nota fiscal.

O blogueiro Bruno Geovanni afirma que as joias apreendidas pelos fiscais foram todas catalogadas e por motivo de segurança levadas para serem guardadas na Caixa Econômica, onde se guarda as joias do penhor do banco.

A jornalista apagou das suas redes os posts divulgando a exposição.

Constrangimento também para quem foi conhecer a cara mostra, já que estas pessoas foram informadas que por motivo de fiscalização tributaria não aconteceria mais.

Como se observa, o Brasil mudou. Hoje sonegar impostos dá cadeia, antes só existia isso na lei. Agora não. Tanto é que as joias apreendidas pelos fiscais foram todas catalogadas e por motivo de segurança levadas para serem guardadas na Caixa Econômica, onde se guarda as joias do penhor do banco.

Imagina, caro leitor, o constrangimento, o high society tendo suas joias no penhor.

É, ninguém escapa mais.

A propósito, por falar em joias, a diretora comercial da joalheria H.Stern, Maria Luiza Trotta, prestou depoimento dias atrás ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, sobre a compra de joias pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e sua mulher, Adriana Ancelmo. Segundo Maria Luiza, o casal comprou 40 peças na joalheria. Em apenas 20 joias, o ex-governador e a mulher dele pagaram R$ 6 milhões. “Eu vendi pessoalmente em torno de R$ 6 milhões, por aí”, revelou.

Detalhe, apenas!

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Reforma da Previdência: quem paga o pato? Ou seria, a quem o pato paga?

Carlos Alberto,

O "rombo" da Previdência é usado como artifício para que modificações que venham a prejudicar os trabalhadores sejam, de fato, efetivadas numa reforma que, sequer, atinge a classe política, estas sim, merecedoras de reformas. Sinto a falta do povo nas ruas e avenidas em protestos. Por enquanto apenas manifestações pontuais, mas cadê aqueles que foram pras ruas para pedir o impeachment da presidenta Dilma? Cadê o Pato Amarelo postado na frente da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na avenida Paulista, símbolo maior das manifestações contra Dilma?

"Sustentar a Previdência passa necessariamente por manter altos os níveis e formalização do emprego. Aprovaram agora o Projeto de Lei da terceirização: imaginemos um mundo de trabalhadores contratados como empreendedores individuais, contribuindo com apenas 5% sobre o salário mínimo para a Previdência. E o empregador, nada.

Em meio a todo esse debate, um Projeto de Lei que pode reduzir a base de arrecadação do sistema previdenciário e elevar o tal "rombo" na Previdência no curto prazo. Interessante isso!"

Vi essas considerações acima nas redes sociais. Pertinentes quando a gente sabe que o "rombo" na Previdência tá no fato de que muitas empresas, muitas delas grandes, recolhem a contribuição previdenciária do trabalhador e não repassam à Previdência. Aliás, algumas até empresas governamentais.

Fato é, caro leitor, que a reforma da Previdência que o governo Temer quer fazer não passa de balela. A "reforma" não vai fazer fazer com que a Previdência arrecade mais, ao contrário. Ela vai apenas oficializar a que as empresas deixem de repassar as contribuições dos trabalhadores, já que com o projeto de terceirização o trabalhador vai contribuir com 5%, e as empresas ficam isentas de recolher e repassar a contribuição ao sistema previdenciário.

Portanto, tá mais do que na hora de se voltar a ocupar ruas e avenidas nos quatro cantos deste país contra a reforma da previdência. Não só isso, contra este governo que a cada dia acaba mais com o Brasil e com a classe trabalhadora.

Daí a pergunta: quem paga o pato? Ou seria, a quem o pato paga para que se promovam estas "reformas"?

Ou vamos pras ruas contra o Pato e contra os corruptos, ou vamos chorar o leite derramado.

A conferir!

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O que o leitor tem a dizer sobre isto?

Carlos Alberto,

Antes que me crucifiquem por dizer que até prova em contrário até agora não tem nada de concreto que prove que o ex-presidente Lula esteja envolvido na Lava Jato, ou que tenha cometido algum crime que desabone a sua conduta, gostaria que o leitor refletisse sobre o que vem abaixo:

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, determinou o arquivamento das investigações de uma acusação contra o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB. Fachin seguiu a recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que concluiu que o crime atribuído pelo ex-senador Sérgio Machado (CE) a Aécio prescreveu. Ou seja, o Estado perdeu o prazo para julgá-lo. O caso ficou parado nas gavetas de Janot por meses.

Em depoimento prestado em maio, Sérgio Machado acusou Aécio de ter recebido dinheiro ilícito entre 1998 e 2000, quando ainda era deputado federal. O procurador-geral pediu autorização do Supremo para apurar a denúncia em 4 de outubro. No mesmo dia, o tribunal pediu a Janot que se pronunciasse sobre o assunto. Só no início deste mês ele se manifestou. Avisou à corte que o crime de corrupção passiva atribuído ao senador prescreveu, só poderia ter sido punido até 2016.

Outra:

O desembargador do Tribunal Federal da 1ª Região Ney Bello acatou o habeas corpus apresentado pelos advogados de defesa do ex-deputado Henrique Eduardo Alves e do corretor Lúcio Bolonha Funaro e paralisou o processo que apurava o suposto pagamento de propina na liberação de recursos do fundo de investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

A decisão do desembargador foi fundamentada em um pedido feito anteriormente pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha. O processo contra Cunha havia sido desmembrado para evitar que todo o restante do processo fosse paralisado.

A defesa alega que a paralisação é necessária para que sejam juntados nos autos do processo as mídias com os depoimentos dos delatores Fabio Cleto e Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior. Com a decisão, o processo fica paralisado pela quarta vez desde a sua abertura.
 
E mais:
 
Ex-executivo da Odebrecht em Alagoas, Ariel Parente afirmou à Força Tarefa da Lava Jato que negociou pessoalmente propina para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Em 2010, segundo o delator, Renan reclamou que R$ 500 mil era pouco dinheiro.

Ariel Parente trabalhou na Odebrecht deste 1970. Aos investigadores, ele contou que Renan ficou irritado ao ser comunicado que a Odebrecht teria liberado R$ 500 mil em dinheiro vivo para o senador usar em sua campanha em 2010. “Ele achou pouco o valor”, afirmou Parente.

E pra concluir:

Relatos históricos apontam que caixa dois já abastecia o golpe militar de 1964. Senão vejamos: "Cada um trazia duas maletas, uma em cada braço. No total, seis maletas. (...) Mandei abrir. Começou uma briga, mas olhei e vi que era só dólar, dólar, dólar. Todas elas cheias de dólares. Amarradinhos do banco, aqueles pacotes de depósito bancário. Um milhão e 200 mil dólares".

A declaração acima foi dita pelo coronel reformado Elimá Pinheiro Moreira à Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo em 18 de fevereiro de 2014. De acordo com ele, o dinheiro -uma quantia que ajustada para os valores de hoje estaria em mais de R$ 10 milhões - fora levado em 30 de março de 1964 pelo então presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Raphael de Souza Noschese, para financiar o apoio do general Amaury Kruel, que havia sido chefe do Gabinete Militar e ministro da Guerra de João Goulart e comandava o 2º Exército, em São Paulo.

Como se observa, nem o PT criou caixa 2 nem Lula muito menos. E quanto aos dois pesos e duas medidas referente a outros políticos, fica a critério do leitor.

A conferir!

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Quem está mentindo nas delações do grupo Odebrecht?

Carlos Alberto,

Na semana passada o jornalista Josias de Souza, que escreve para a Folha de S. Paulo levantou um questionamento pertinente. Disse ele em artigo publicado em seu blog sob o sugestivo título "Há um mentiroso entre os delatores da Odebrecht" que num acordo de colaboração judicial, pode-se desconfiar das verdades dos delatores. Mas uma mentira deslavada, quando apanhada no pulo, revela-se sempre rigorosamente verdadeira. Por isso, um dedo-duro jamais deve dizer uma mentira que não possa provar. Do contrário, prêmios judiciais como a redução da pena podem ser anulados e convertidos em castigos mais severos.

Continuando, Josias de Souza afirmou que a Justiça Eleitoral intimou três delatores da Odebrecht para uma acareação. Entre eles o príncipe-herdeiro Marcelo Odebrecht e o ex-executivo da construtora Claudio Melo Filho. Um dos dois mentiu ao ministro Herman Benjamin, do TSE, sobre o jantar ocorrido em 2014, no Palácio do Jaburu —aquele rumoroso repasto em que Michel Temer mordeu uma doação de R$ 10 milhões da Odebrecht para o PMDB.

Pois muito bem caro leitor: nesta segunda-feira (13) a coisa parece ter se repetido nos depoimentos do empresário Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, e do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria, em depoimentos prestados sobre a Operação Lava Jato.

No depoimento de hoje, o empresário Emílio Odebrecht disse que o apelido Italiano era usado para identificar diversas pessoas e que, portanto, não pode apontar que Palocci é aquele da planilha. Já Márcio Faria declarou não conhecer Palocci e a sua  afirmativa se deu por ouvir  dizer de terceiros.

Faria foi ouvido por videoconferência, com São Paulo (SP), na manhã desta segunda-feira (13), em ação da Operação Lava Jato. O G1 teve acesso ao depoimento, sob sigilo, em razão de uma falha técnica no site da Justiça Federal.

O ex-executivo afirmou que Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, era quem tratava dos pagamentos ilegais com Palocci.

(sic) lembro apenas que Márcio Faria declarou não conhecer Palocci e a sua  afirmativa se deu por ouvir  dizer de terceiros.

“O ex-ministro Palocci era do contato do Marcelo, que eu entendo que tinham formulado vários projetos que a empresa estaria participando, principalmente onde era investidora”, disse.

Já Emílio Odebrecht afirmou em depoimento ao juiz Sérgio Moro que jamais tratou de pagamentos ilícitos com Antonio Palocci, mas “não tem dúvidas” de que ele pode ter sido um dos operadores do PT e recebido recursos em favor do partido.

“Existem muitos apelidos na organização, eu seria leviano. (…) Não sei dizer se efetivamente era o doutor Palocci, mas com certeza ele também era identificado como ‘italiano'”, afirmou Emílio.

Como disse Josias de Souza, "Quem está mentindo nas delações do grupo Odebrecht?

Há um mentiroso ou muitos mentirosos nas delações da Odebrecht.

A conferir!

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"A coisa aqui tá preta, muita careta pra engolir a transação"

Carlos Alberto,

Nestes tempos em que um presidente da República sem notáveis para por em seu ministério se ver obrigado a indicar investigáveis e que um governo golpista ameaça extinguir programas sociais se reforma da Previdência não for aprovada, usando para isso, inclusive, sua conta no Facebook, e que filiados do seu partido, o PMDB, se diz desconhecer milhões de dólares depositados em suas contas em paraísos ficais, caso de Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Alves (RN), me vejo no dever de transcrever aqui um texto que corre nas redes sociais sob o sugestivo título “Obrigado juiz Sérgio Moro”.

Diz o texto:

– Confesso que durante muito tempo desconfiei realmente que o ex-presidente Lula estava pesoalmente implicado nessa roubalheira que tem acometido o Brasil desde sempre, mas que recrudesceu do governo FHC para cá – não em quantidade, mas em visibilidade.

A contribuir para tal desconfiança – quase convicção – havia aquela sensação difusa de que todp político é desonesto, somada ao fato de que Lula fechou os olhos para os esquemas de corrupção de sua base aliada. Mídia e vários colegas da vida real e do Facebook só ajudaram a reforçar cada vez mais essa desconfiança:

“Como pode todo mundo roubar e só o comandante maior não?” Enfim, a desconfiança foi ficando tão forte que não seria fácil demovê-la. Somente as ações de um obstinado juiz para conseguir me provar que o ex-presidente não roubou junto com sua base aliada.

Sempre ajudado por aloprados delegados da PF e membros do Ministério Público, o incansável juiz  em uma verdade cruzada ideológica proporcionou, ao vivo, em cores e muitas vezes em tempo real, uma devassa geral na vida do ex-presidente. 

Hoje, após três anos de muitos confiscos de computadores, quebras de sigilo fiscal, telefônico e bancário, grampos ilegais, condução coercitiva e até depoimentos de delatores de várias estirpes, nenhuma única prova encontrada para incriminá-lo. Ma realidade, o mais perto que chegaram foi um conjunto de lâminas do mais tosco powerpont, repletas de convicções, mas zero provas.

No rastro dessa devassa iam-se descobrindo, meio a contragosto da PF, MP e do próprio Moro, contundentes provas de existência de alguns icebergs da corrupção política nacional, cujas pontas são R$ 23 milhões de um Serra aqui, R$ 10 milhões de um Cunha e família acolá, além do indefectível Aécio, que conseguiu a proeza de estar em todas as delações.

Assim, agradeço o infatigável juiz pelas robustas provas da inocência do Lula e, consequentemente, por ter restabelecido em mim a confiança de que meu voto em 2018 com ele como meu coração vermelho sempre pediu.

Confesso que subscrevo este texto, embora desconheça o autor ou autora. Sempre disse que se ao longo destes três anos da Lava Jato alguma coisa de concreto pesasse sobre Lula ele certamente já estaria atrás das grades como está o próprio presidente da Odebrecht, Marcelo, que chegou a afirmar que era ele o “bôbo da corte”.

Ora,ora, ora. O que se observa, caro leitor, é que a coisa aqui tá preta. É como diz a letra “Meu Carro Amigo, de Chico Buarque

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

A conferir!

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"Carnaval multicultural" com segregação social, prefeito?

Carlos Alberto,

A prefeitura de Natal anuncia um "carnaval multicultural" com atrações nacionais mas, no entanto, destoa promovendo uma segregação social num dos pólos do Reinado de Momo. Falo do pólo Petrópolis. Aliás, em artigo anterior já havia chamado a atenção pra isso que já vinha ocorrendo nas prévias carnavalescas na capital dos Reis Magos.

Nesta sexta-feira (24) qual a minha surpresa diante do que tinha me garantido em conversa o secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão. O auxiliar do prefeito Carlos Eduardo Alves me disse na quinta-feira (23), num bate-papo informal enquanto aguardava ser entrevistado na 96FM, que o alcaide natalense não iria permitir que se fizesse da via pública espaço privado para serem ocupados por foliões de blocos, como eu já havia denunciado. Chegou, inclusive, a me dizer que um dos organizadores do "Grandes Carnavais" havia pedido ao prefeito para que os foliões de blocos ocupassem um espaço privê junto ao palco montado na praça Cívica, o que Carlos Eduardo lhe teria negado.

Infelizmente não foi isso o que constatei. Os blocos que formam o chamado "Grandes Carnavais" ocuparam uma espécie de curral ao lado do palco onde se apresentou a banda Bangalafumenga. Além do espaço privê os organizadores do "Grandes Carnavais" ainda cobram R$ 50,00 para ter direito a uma pulseira de acesso. Outra: o espaço, privilegiado para os "foliões vips" que ocupam um espaço público, têm ainda mesas à disposição de um quiosque de lanches (Passaporte). O folião que não é "vip" e que fica de fora do curral tem acesso ao quiosque pela lateral num espaço reduzido e tem que comer em pé, se quiser degustar alguma coisa.

Detalhe: o Procon Natal, Sr prefeito, determinou que "áreas vips" ou cordões de isolamento estão proibidos no carnaval de Natal.

De acordo com reportagem do G1 RN, publicado no último dia 22, organizadores de blocos de rua em Natal estão proibidos de fazer áreas vip ou diferenciadas por cordas nos festejos em espaços públicos da cidade. A medida foi publicada pelo Procon Natal e, em caso de descumprimento, a organização pode ser punida.

O isolamento só poderá ser feito para proteger crianças, idosos, portadores de necessidades especiais e grávidas, além de pessoas diretamente ligadas à organização e dos músicos que estiverem tocando nos blocos.

O decreto não proíbe a venda de camisetas dos blocos – muitas vezes usada como forma de arrecadar fundos para a festa.

Caso haja indícios de demarcação de áreas vips, poderá eventualmente ser caracterizado como infração, passível de autuação por parte do Procon Natal, nos termos da legislação específica. (clique aqui para ver a reportagem no G1).

O prefeito descumpre determinação de um órgão que pertence a prefeitura. Curioso isso, não?

E mais: se existe alguma parceria entre a prefeitura e blocos para trazer atrações nacionais para o carnaval em Natal, isso não dá o direito para se privatizar locais públicos como ruas e praças para serem transformadas em camarotes, até porque o principal parceiro da prefeitura não são empresas e sim os contribuintes que pagam seus impostos, aliás, muito alto, caso do IPTU, Sr prefeito. Se o alcaide permitiu isso que reveja sua posição para este domingo (26), quando a banda Monobloco se apresenta no pólo Petropólis, e os blocos que formam os "Grandes Carnavais" estarão presentes conforme programação oficial.

Uma pergunta: por que é que nos outros pólos não existem "áreas vips, caso de Ponta Negra, por exemplo? Será que a segregação social só ocorre em Petrópolis? Moro no Tirol, pago meus impostos e, portanto, sou parceiro da prefeitura no carnaval quando com o dinheiro do meu imposto a prefeitura contrata as grandes atrações, Sr prefeito.

Outra pergunta: a prefeitura do Natal durante o período natalino também traz atrações nacionais, pago com o dinheiro do contribuinte. E neste período não há segregação social. Será devido ao espírito natalino? Acorda Sr prefeito!

Alô Procon de Natal, a determinação não está sendo cumprida.

Alô Ministério Público, onde está o direito de ir e vir do cidadão, quando uma parte de uma praça é ocupada sem que se possa ter acesso a um local, digamos, privilegiado, para ver um show pago com os impostos arrecadados pela prefeitura.

Carnaval Multicultural com segregação social não é carnaval. É discriminação e isso só se ver em Natal, cidade dos Reis Magos.

Pense prefeito Carlos Eduardo. Reveja sua posição de permitir áreas vips para "foliões vips". Quem quer área privê deve procurar um clube para brincar carnaval e não usar indevidamente um espaço público. Os organizadores dos "Grandes Carnavais" se quiserem ganhar dinheiro também não devem usar um espaço público onde a pessoa para ter acesso tem que desembolsar R$ 50,00.

A conferir!

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Carnaval de rua não pode ter 'currais' transformados em áreas vips. Alô prefeito!

Carlos Alberto,

Sou um apaixonado por carnaval e tenho participado de algumas prévias de blocos em Natal. Confesso que tô vendo muita organização, sem brigas, policiamento ostensivo e muita tranquilidade para se brincar. No entanto, percebi que alguns blocos, caso do "Segura que Deu Onda", que trouxe na semana passada o famoso Patusco de Olinda, e neste final de semana o bloco "Enquanto Campos corre Sales só caminha", privatizaram um pedaço do Largo do Atheneu onde ocorreram os shows patrocinados pelos dois blocos. Nada contra os blocos promoverem os shows, mas privatizar a via pública colocando grades de proteção como uma espécie de área vip para quem comprou abadá, isso é um absurdo.

Chamo a atenção do prefeito da capital potiguar, Carlos Eduardo Alves, e até do Ministério Público, que o direito de ir e vir do cidadão tem que ser respeitado. Não se pode privatizar vias públicas. Há alguns anos a prefeitura do Natal já foi objeto de questionamento no mesmo local. Antes colocavam tapumes. E quem não comprava a camisa dos blocos não tinha acesso ao local do show. Agora estão colocando grandes, uma espécie de área vip disfarçada para que ninguém ouse dizer que não vê o show. Ora, não se trata de ver ou não ver o show, ocorre que quem compra o abadá tem visão privilegiada num local que é público e que todos têm direito a esta visão privilegiada.

Caro prefeito, se o Sr quer mesmo revitalizar o carnaval de rua não pode permitir isso. Temo que qualquer bloco que contrate um show se veja no direito de privatizar a via pública também durante o carnaval e não só nas prévias. Acho que o bloco tem todo direito de promover um show com a arrecadação das vendas de camisas, mas desde que seja num local privado, tipo o América como era nos carnavais de antigamente. A rua é do povo, no melhor sentido da palavra. Como já dizia aquela música interpretada por Moraes Moreira: " a praça Castro Alves é do Povo". Aqui serve dizer que o Largo do Atheneu é do povo.

Não vejo isso em lugar algum do Brasil. Olinda, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, carnaval de rua se faz sem privatizar as vias públicas, do contrário o carnaval ficará elitizado. A prefeitura e o MP têm que tá atento a isso. O Largo do Atheneu, especificamente, está sendo privatizado nestas prévias de carnaval. Até o acesso aos bares está difícil. Espero e desejo que não ocorra isso durante o período de Momo.

Repito, nada contra os blocos que promovem shows, mas que faça isso num local privativo em que só tenha acesso quem comprou abadá. Levar o show pra rua e transformar pedaços da via pública em áreas vips é que não pode.

A título de exemplo de como deve ser feito, os organizadores dos Grandes Carnavais, no final de janeiro realizaram uma prévia na praia de Pirangi, litoral sul do estado. Lá, colocaram a banda para percorrer a praia e ao final, como ia ter shows fizeram isso num casarão a beira mar. Isso, sim, está correto. O que deveria ser feito aqui em Natal também.

A conferir!

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Temer blinda ministros sim e, claro, a ele mesmo na Lava Jato

Carlos Alberto,

Faço minhas as palavras da repórter Delis Ortiz, do Jornal Nacional, sobre o fato do presidente Michel Temer, ter anunciado regras para ministros citados na Lava Jato

“Nesta segunda-feira (13) o presidente Temer disse que o objetivo do governo não é blindar ninguém”, disse Ortiz na reportagem.

E seguiu:

– A declaração foi rápida e pontual sobre a relação do governo com a Lava Jato. Michel Temer reafirmou que o governo não vai interferir na operação e anunciou regras para a permanência no ministério de envolvidos na operação.

“Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Aí depois, se acolhida a denúncia, e aí sim, a pessoa, no caso, o ministro se transforma em réu, estou mencionando os casos da Lava Jato, e se transformando em réu, o afastamento é definitivo”, disse Temer.

Segundo o Planalto, ministro que for afastado temporariamente continuará recebendo salário e manterá o foro privilegiado.

Na conta do Planalto, cinco ministros e o próprio presidente Temer estão citados por delatores na Lava Jato em situações de suspeitas de irregularidades.

Três ministros foram citados pelo delator Cláudio Mello Filho, da Odebrecht. O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, do PMDB, teria solicitado contribuições para campanhas do partido. Segundo o delator, em 2014, pediu R$ 10 milhões para a campanha de Temer. Segundo Cláudio, Padilha teria recebido R$ 4 milhões.

O secretário-geral da presidência, Moreira Franco, teria pedido dinheiro para PMDB, mas o recebimento foi através de Padilha, segundo o delator.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, do PSD, estaria em uma planilha de recebimento de caixa dois – propina.

Outro delator da Odebrecht, o ex-diretor Carlos Paschoal, contou que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, do PSDB, teria recebido R$ 23 milhões para a campanha presidencial em 2010. Parte do dinheiro teria sido redistribuída para outras candidaturas.

O acordo de leniência da Carioca Engenharia cita uma empresa controlada pelo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, do PMDB, e a família dele. A empresa teria feito negócios fraudulentos com a Carioca.

Uma vez que um ministro é citado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ou não uma investigação. O ministro relator da Lava Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin, decide se autoriza ou não a abertura do inquérito, mas o entendimento é de sempre autorizar quando há pedido da PGR.

Depois, se os fatos forem comprovados na investigação, o procurador formaliza uma denúncia. Aí, a decisão é da Segunda Turma do Supremo. Se a maioria dos cinco ministros entender que as acusações procedem, o ministro vira réu.

A iniciativa de Michel Temer é uma resposta à desconfiança de que ele apoiaria um complô contra a Lava Jato. Ele tem aliados no comando da Câmara e do Senado, que têm feito manobras tentando sair da mira da Lava Jato. Aliados dominando a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que vai sabatinar Alexandre de Moraes, indicado para o Supremo.

Criou um ministério para Moreira Franco, recém citado em delação premiada, dando a ele foro privilegiado. Isso tudo somado, foi muito negativo para a imagem do governo. Por isso, Temer decidiu estabelecer um limite.

Como disse no início, faço minhas as palavras da repórter Délis Ortiz quando afirma que “na conta do Planalto, cinco ministros e o próprio presidente Temer estão citados por delatores na Lava Jato em situações de suspeitas de irregularidades”.

Portanto, caro leitor, ao anunciar regras para ministros citados na Lava Jato, Temer, claro e óbviamente, se inclui também nestas regras.

Detalhe: o pronunciamento de Temer, sem abertura para perguntas de jornalistas, durou cerca de 8 minutos.

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Só falta agora culparem o PT pela desordem social no país

Carlos Alberto,

Não custa muito vão culpar o PT e os governos Lula e Dilma pela desordem social que o Brasil enfrenta. Não bastassem a crise política e econômica, que muitos dizem foi herança do PT, agora vem a bagunça generalizada com rebeliões em cadeias públicas pipocando país afora e policiais militares se recusando a ir as ruas, caso do Espírito Santo, e já aflorando no Rio de Janeiro. Sim, sem falar nos salários atrasados de servidores públicos, muitos dos estados pagando parceladamente. Diga-se de passagem estados governados pelo PMDB do presidente Michel Temer.

Vão culpar também o PT, Lula e Dilma pelo fato do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ter atendido pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autorizando abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por tentativa de obstrução da Operação Lava Jato?

Bom que se diga que Janot pediu aval para investigar os quatro por entender que houve embaraço à investigação de organização criminosa em razão dos fatos revelados na delação premiada de Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos. Numa das gravações, Jucá sugere “pacto” para barrar a Lava Jato.

Foi o primeiro inquérito aberto pelo novo relator da Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki – Fachin substituiu Zavascki na relatoria. Depois da investigação, que não tem prazo para terminar, o procurador-geral tem que decidir se denuncia os suspeitos ou se pede arquivamento do caso.

Vão dizer também que o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, arrolado como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e réu por crime de lavagem de dinheiro, ao ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro, e ao ser questionado pelo advogado de Lula se tinha conhecimento de pagamento de propinas pagas na Petrobras durante seu governo, e que FHC respondeu que “o presidente da República não pode saber o que está acontecendo com muitas pessoas”, está comunado com Lula

Diga-se que a suspeita surgiu quando o ex-diretor da estatal disse ter recebido vantagens indevidas nos anos 1990, na gestão tucana. Fernando Henrique, porém, afirmou que “nunca ouviu falar” de Cerveró. Ou seja, vão dizer que assim como Lula, FHC também não sabia de nada e que, portanto, está comunado com o ex-presidente petista.

Portanto, caro leitor, para essas pessoas que ocupam as redes sociais, muitas delas desocupadas, tudo de ruim que ocorre neste país varonil é herança maldita do PT. Ora,ora,ora.

Acaso, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney, Moreira Franco, Edson Lobão e tantos outros menos votados são petistas?

Com a palavra o leitor!

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Para que servem os impostos que pagamos, tão caros? Alô prefeito!

Carlos Alberto,

Não gosto de utilizar o espaço que tenho para escrever no meu blog e em colunas que assino no portal Nominuto.com e no site RioGrandedoNorte.net para fazer cobranças principalmente aos poderes públicos, a quem pagamos impostos e muitas vezes não são correspondidos. Mas, diante do descaso da prefeitura do Natal, em especial, a Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos), que entre outras coisas cuida da iluminação pública da cidade, não tenho outra alternativa, já que nem mesmo apelando ao Papa resolve o problema a que vou me referir.

Moro no Tirol, bairro onde se tem um dos IPTUs mais caros da cidade e, claro, cobrança de taxas de iluminação pública. Pois muito bem, caro leitor: há cerca de três meses - sim, eu falei três meses - o síndico do meu edifício e eu, vimos solicitando uma simples reposição de lâmpada de um poste que fica enfrente ao nosso condomínio - cito à rua Cap Abdon Nunes, 871 - e nada. Apelamos à Cosern (Companhia Energética do Rio Grande do Norte), uma empresa privada, que imediatamente se deslocou ao local e constatou que o problema não competia a ela, já que se trata de troca de lâmpada. Insistimos então com a Semsur, que "cuida" disso.

Há cerca de duas semanas voltei a intensificar o pedido. Protocolei a reclamação com o número 17012906. Os funcionários da Semsur que me atenderam foram atenciosos. Me disseram que iriam registrar o pedido como de urgência. Dei o número do poste - 05166 - e até agora, sequer, a Semsur teve a atenção de mandar uma equipe ao local. Todos os dias quando chego em casa pergunto ao porteiro do meu condomínio. A Semsur esteve aqui? A resposta é a mesma. Não Sr Barbosa!

Como disse no início, como não posso apelar ao Papa estou usando os meios que disponho para tornar a reclamação pública, assim como é a iluminação pública, quem sabe, surte efeito.

Alô prefeito Carlos Eduardo Alves. Assim como a sua gestão aumenta impostos, caso do IPTU, cobre de seus auxiliares mais atenção com os cidadãos que pagam seus impostos em dia. A frente do meu condomínio está um breu só, inclusive, perigoso à noite devido a possíveis assaltos.

Espero que com a reclamação tornada pública a Semsur vá ao local para verificar o problema e se for o caso troque a lâmpada. Para que não esqueçam, o poste de número 05166 fica na rua Cap Abdon Nunes enfrente ao Condom´[inio Flamingo.

A conferir!

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Para muitos, a "morte cerebral" virou epidemia

Carlos Alberto,

As pessoas - não todas, claro - não estão se dando conta de que as eleições presidenciais já passaram e que quem governa o país hoje é o PMDB. No entanto, a ira contra o PT permanece aflorada, e nem mesmo o respeito ao ser humano se conserva mais, haja vista a notícia da morte da ex-primeira dama do país, Marisa Letícia Lula da Silva, comemorada em redes sociais.

Até uma médica do Hospital Sírio-Libanês foi demitida após compartilhar dados sigilosos sobre o estado de saúde da Dona Marisa Letícia em um grupo de WhatsApp, horas depois dela ser internada em São Paulo, como se estivesse comemorando o fato.

O nome dela? Gabriela Munhoz, de 31 anos. O Hospital lamentou o ocorrido.

Um "buzinaço" na frente do Sírio-Libanês comemorando o falecimento de Dona Marisa também foi organizado. As pessoas estão perdendo o senso. É como eu já dissera, o Mundo vive um retrocesso político e social, onde se elege políticos populistas e nacionalistas, que ludibriam o povo com promessas absurdas, e onde matar e trucidar pessoas como ocorreram em penitenciárias do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, além de se comemorar a morte de um ser humano, caso de Dona Marisa, virou banalidade.

Aonde vamos chegar? A ira humana seja por qualquer motivo é preocupante. Tenho filhos, já sou avô, e esse certamente não é o Mundo que quero pra eles, e claro, acredito que para muitos dos leitores, senão todos. Estou cansando de repetir aqui neste espaço que a diversidade de pensamentos e opiniões faz parte da democracia, mas ao que parece muitos ainda não conseguem entender isso.

Não podemos confundir as coisas. Lamentavelmente pessoas insanas, caso dessa médica que citei no início do texto, têm comportamento que não condiz com a profissão, já que parece que ela esqueceu que em nome de Hipócrates jurou lutar em prol da vida.

Lendo comentários nas redes sociais é que a gente percebe que a morte cerebral virou epidemia para alguns.

Vamos usar as redes sociais por um Mundo melhor. Chega de ódio.

A conferir!

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O Mundo vive um retrocesso político e social

Carlos Alberto,

Desde a queda do muro de Berlim que não se via coisa igual. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (25) uma ordem executiva para iniciar a construção de um muro na fronteira com o México, uma das principais e mais polêmicas promessas de campanha do republicano.

Trump também assinou uma ordem executiva para bloquear fundos federais para as chamadas "cidades-santuário", que protegem imigrantes sem documentos da deportação. Os fundos federais serão abolidos para cidades que se recusem a fornecer informações às autoridades federais sobre o status de imigração de pessoas detidas nessas localidades, entre as quais estão Chicago, Nova York e Los Angeles.

Não só isso: no Brasil se vivencia uma verdadeira barbárie com brigas de facções criminosas que fogem ao controle do Estado. Aliás, o Estado Islâmico parece fez escola por estas terras de Tupy-Guarany, com corpos sendo decapitados e mostrados em vídeos nas redes sociais como se fosse um prêmio. Meu Deus o Mundo está de cabeça virada. Onde vamos parar?

Não, não podemos encarar isso com naturalidade. Muros sendo erguidos para dividir nações, pessoas sendo mortas e retiradas suas cabeças. Nem na época da Idade da Pedra. O que se observa é que a sociedade está paralisada diante de tantas sandices. Aqui e acolá algum tipo de manifestação, mas o Planeta Terra virou um pandemônio.

Não, não quero isso para os meus filhos e netos. Continuo sonhando o sonho sonhado de um Mundo melhor para se viver. Um Mundo onde todos tenham o direito a um lugar ao sol, um Mundo de paz e de eterna confraternização. Não quero um Mundo em que nações sejam separadas por muralhas, não quero um mundo em que a criminalidade comece a fazer das pessoas reféns.

Discriminação e terrorismo são duas palavras que devem ser banidas de qualquer dicionário.

O papa Francisco afirmou ainda em 2013 que entre a "indiferença egoísta e o protesto violento" sempre está a opção do diálogo.

Sim, o papa Francisco estava certo!

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O Estado e a barbárie que toma conta do país

Carlos Alberto,

O que ocorreu neste sábado (15) na Penitenciária de Alcaçuz, município de Nísia Floresta (RN), com uma grande rebelião de presos onde o saldo até agora são dezenas de mortos e feridos é uma repetição que já vem ocorrendo desde o início deste ano em algumas localidades do Brasil, onde apenados se confrontam e o resultado é uma carnificina com algumas degolas.

E o Estado - Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - tem sua parcela de culpa no que está acontecendo. Bem disse a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ministra Carmém Lúcia dias atrás quando afirmou: "estamos maquiando um Estado que já morreu. Não dá conta de responder à sociedade de maneira eficiente", afirmou. Sem o Estado, no entanto, disse a ministra, instala-se "a barbárie".

E é isso que vemos, a barbárie.

Carmém Lúcia de maneira lúcida e sensata disse que "a morosidade custa caro ao Poder Judiciário. É preciso acabar com a hipocrisia", afirmou.

Cármen Lúcia citou dados do Conselho Nacional de Justiça, segundo o qual há 95 milhões de processos em andamento no País, o equivalente a um processo para cada 2,12 brasileiros. Ela lembrou que há 18 mil juízes no Brasil. A ministra defendeu a tese de que é preciso "uma transformação e não uma reforma" no Poder Judiciário.

Citei as palavras da ministra Carmém Lúcia para dizer que o problema do sistema prisional no país não se resolve apenas com construção de novas cadeias. É muito mais complexo. Construir cadeias só vai protelar o problema sem resolvê-lo.

É preciso a Justiça fazer também um mutirão para julgar processos. Muitos destes "bandidos" que estão sendo mortos nas cadeias públicas cometerem crimes não hediondos, como não pagar pensão, por exemplo, e foram assassinados por está preso ao lado de marginais de alta periculosidade. Não estou aqui defendendo bandido, mas acho que você colocar numa mesma cela 30, 40 presos onde era pra caber cinco, isso é desumano. Além do que você junta bandido perigoso com ladrão de galinha. Dá no que dá.

A sociedade está refém dos bandidos e o Estado, na melhor acepção da palavra, idem. A criminalidade se tornou um poder paralelo no Brasil. A coisa tá fora de controle. Ou a Justiça dá celeridade aos processos que se amontoam nas mesas de juizes ou a situação tende a piorar com prisões e mais prisões sem que as cadeias públicas, por mais que se construam, possam dar conta do recado.

A conferir!

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A título apenas de reflexão!

Carlos Alberto,

Quando a ex-presidenta Dilma Ruosseff sofreu o golpe, os que defendiam o seu afastamento diziam nas redes sociais e até a própria imprensa, que a situação política-econômica no país iria melhorar com Michel Temer na Presidência. Passados mais de seis meses a situação só fez piorar. Algumas ideias do governo golpista não correspondem aos fatos.

Veja caro leitor que acusavam os governos petistas - Lula e Dilma - de beneficiar empreiteiras com dinheiro liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fazer obras em outros países. Pois muito bem: o referido banco anunciou na última terça-feira (3) que liberou um empréstimo de US$ 145 milhões para financiar uma obra executada pela construtora Queiroz Galvão, na primeira operação do tipo para uma empresa investigada pela operação Lava Jato desde maio.

Em comunicado, o banco de fomento afirmou que o empréstimo, liberado em 28 de dezembro, será para a construção do Corredor Logístico que liga Puente San Juan I a Goascorán, em Honduras.

O presidente Michel Temer, por sua vez, assinou às vésperas do fim do ano um decreto que reajusta o salário mínimo dos atuais R$ 880 para R$ 937 (aumento equivalente a 6,47%) a partir de 1º janeiro de 2017. O valor estipulado no decreto presidencial é R$ 8,8 menor do que os R$ 945,8 que haviam sido propostos em agosto pelo governo federal.

Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos), desde 1998 os reajustes autorizados vinham garantindo aumento real no salário mínimo. A última vez que a correção ficou abaixo do INPC foi em 1997, quando foi registrada perda real de 0,98%, segundo o Dieese. Em 2016, o ganho foi de 0,36% acima do INPC. Estudo do Dieese mostra que, de 2002 a 2016, o salário mínimo aumentou 77,18% acima da inflação, passando de R$ 200 para R$ 880. Agora o reajuste do mínimo foi menor do que o percentual da inflação.

Por outro lado, num estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego atingiu 12,1 milhões de pessoas em 2016, maior valor contabilizado desde o começo da série histórica produzida pelo instituto, em 2012. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar só a partir de meados do ano. Eu disse expectativa.

Ainda no fim de dezembro o governo anunciou que comerciantes podem cobrar preços diferentes para compras feitas em dinheiro, cartão de débito ou cartão de crédito. A Medida Provisória 764, que autoriza a prática, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 27 de dezembro ao apagar das luzes de 2016.

E aí eu pergunto: houve melhoras? O trabalhador está com o seu emprego garantido? O salário melhorou? A perspectiva de emprego cresceu? A classe média está satisfeita em pagar agora valores diferenciados nos cartões no caso da compra à vista ou no crédito?

Ah, esqueci de perguntar. A propina deixou de existir, ou os mesmos que estão aí não são os mesmos de antes?

A conferir!

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Começo 2017 dizendo "Fora Temer"

Carlos Alberto,

Não à toa o meu primeiro artigo do ano leva o título acima. Senão vejamos: o presidente da República deve está muito preocupado com os imprevisíveis desdobramentos das delações premiadas dos executivos da Odebrecht, com o processo em andamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar o seu mandato e principalmente com os baixíssimos índices de popularidade que ele tem registrado nos últimos meses. Não custa lembrar que Temer foi citado no pré-acordo de delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo o ex-dirigente da empreiteira, o presidente pediu, em 2014, R$ 10 milhões para campanhas do PMDB. Os fatos são investigados pela Lava Jato.

Com os índices de popularidade entre 10%, segundo o Datafolha, e 13%, segundo o Ibope, pesquisas estas publicadas ao apagar das luzes de 2016, e embora o presidente Michel Temer diga que isso não o abala, penso o contrário. Qualquer governante com índices de popularidade em queda tem motivos de sobra para se preocupar. E já dizia o saudoso Ulysses Guimarães que político só tem medo do povo nas ruas, e isso, embora que de forma pontual, já começa a ocorrer contra o presidente Temer e seu governo, ainda mais num tempo destes, de desemprego e queda na renda, direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados, vida apertada e ambiente social envenenado. Ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

Preço da gasolina subindo quase que semanalmente - só em dezembro foram três reajustes -, o número de desempregados crescendo - aumentou em mais de 2 milhões em 2016 e chegou a 12 milhões de brasileiros. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar a partir de meados do ano. Analistas destacam, entretanto, que a taxa de desemprego ainda tende a subir mais antes de começar a cair.  A propalada reforma da previdência, que Temer quer que seja votada ainda no primeiro trimestre do ano é, na verdade, abordada de forma tradicional e conservadora. Vista como prioridade por Temer, a reforma tributária é um outro tema polêmico, mesmo sendo um dos assuntos mais debatidos no Congresso, mas também o que tem menos consenso entre os parlamentares.

Talvez e certamente a maior prova de fogo do governo Temer seja sem dúvida nenhuma a reforma trabalhista. O objetivo é flexibilizar as leis trabalhistas, principalmente a partir de acordos coletivos, sem perder de vista os direitos assegurados pela Constituição Federal. O plano é restringir as negociações coletivas à redução de jornada e de salários, deixando de fora dos acordos normas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores. O objetivo maior das mudanças, no entanto, é reduzir os custos para os empresários, razão pela qual a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) deu total apoio ao golpe contra a presidenta Dilma.

Pontuei aqui algumas das dificuldades a serem enfrentadas por Michel Temer, mas falemos também das pisadas de bola do governo golpista como, por exemplo, o seu ministério onde políticos denunciados na Lava Jato compõem o seu grupo de auxiliares diretos.

Em dezembro, em matéria assinada por Conceição Lemoes e publicada no Blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, mais uma denúncia contra o governo golpista e pouco divulgada. O Palácio do Planalto já havia agendado uma grande cerimônia para a entrega do presente de Natal jamais visto no planeta em tempo algum: a “doação” R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia que atuam no Brasil — as famosas teles. Porém, um mandado de segurança ajuizado no Supremo Tribunal Federal na terça-feira (20 de dezembro) pode colocar fim à aprovação imediata do projeto de lei, que altera a Lei Geral de Telecomunicações. Tratava-se de um escândaloPassou de forma muito rápida na Câmara e para o Senado foi para uma comissão especial sem que os senadores sequer no plenário soubessem o que estava acontecendo.

O cantor e compositor Aldir Blanc em artigo publicado no jornal O Globo disse:

Fala-se em perdão de 19 bilhões, ou seja, mais do que as vendas entreguistas do pré-sal para empresas da França pelo tucano Pedro Parente.

Só que o TCU disse que a conta verdadeira vai a quase 100 bilhões. Há mais um  probleminha:  se  levarmos  em consideração que as teles ganham de lambuja o que é patrimônio do povo brasileiro, cabos subterrâneos, fiações, torres, antenas, toda essa parafernália, a negociata sobe para duzentos bilhões, quatro anos de “Bolsa Roubada às Famílias”, “Minha Casa, Meu Desabamento”, uma roubalheira de provocar aplausos em Wall Street.

Portanto, caro leitor, temos aí ingredientes perfeitos para fazer o povo voltar as ruas.

A conferir!

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2016 Será o Ano que Não Vai Acabar

Carlos Alberto,

Me inspiro no livro "1968: o Ano Que não Terminou" que retrata, em estilo jornalístico, os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no Brasil e no mundo do jornalista Zuenir Ventura para escrever o artigo da coluna nesta última semana de 2016. Diante dos fatos ocorridos e já me antecipando a 2017, posso dizer que "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar". Digo isso porquanto a crise política e econômica certamente continuará neste país varonil, infelizmente.

A Lava Jato certamente deverá ter novos e emocionantes capítulos. Quem sabe o juiz Sério Moro não protagonizará, assim que voltar de suas férias, novas seções de fotos sorrindo ao lado de réus como foi o caso da famosa foto tirada lado-a-lado do senador Aécio Neves numa premiação da revista IstoÉ? Sim, porque a bela juiza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba cobrirá as férias de Sergio Moro e zelará pelo andamento da Operação Lava Jato até 20 de janeiro.

Quem sabe Marcelo Odebrehct - como alguns esperam - resolve delatar Lula, porque até agora o que existe são muitas acusações contra o ex-presidente mas nada que pudesse ter levado o juiz Sérgio Moro, encarregado da Lava Jato, lhe dar ordem de prisão. Tudo na base das ilações. Nem mesmo o terreno que a Odebrecht teria oferecido a Lula para a construção da sede do Instituo Lula pode servir de prova contra o ex-matalúrgico, até porque ele não aceitou. Portanto, não existe nenhum documento de que o terreno pertence a Lula ou ao seu instituto.

Quem sabe o triplex do Guarujá, mesmo não estando no nome da família Silva, Moro ache um jeito de colocar, sem falar no sítio de Atibaia? Segundo reportagem da Veja - veja caro leitor, sem trocadilho, eu citando a Veja - Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal comprovam que o então assessor do gabinete pessoal do então presidente Lula, Rogério Aurélio Pimentel, coordenou as obras da reforma do sítio em Atibaia. Lula responde a inquérito por ter recebido benesses de empreiteiros que reformaram o imóvel, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho de Lula.

Quem sabe a delação bombástica de um ex-executivo da Odebrecht que tomou conta do noticiário do dia 13 de dezembro lançando dúvidas sobre a última denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça de Brasília contra o ex-presidente Lula, por tráfico de influência não seja reavaliada como muitos esperam?

Sem apresentar provas, a força-tarefa da Zelotes diz que Lula tentou influenciar na aprovação da Medida Provisória 627/13 para favorecer montadoras que, em troca, pagariam propina a um lobista. Este, por sua vez, faria acertos com um dos filhos do ex-presidente.

Mas os documentos da Odebrecht mostram que quem participou diretamente da “venda” dessa MP ao empresariado foi Romero Jucá (PMDB), que teria falado em nome de Renan Calheiros (PMDB). Do lado da Câmara, a articulação foi feita com Eduardo Cunha (PMDB).

As informações que põem em xeque a tese da Zelotes contra Lula estão na página 48 da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília. Os dados, que foram colhidos pela Lava Jato e aguardam homologação do Supremo Tribunal Federal, mostram que a Odebrecht desembolsou sozinha R$ 5 milhões por causa dessa MP. O cobrador e destinarário dos recursos foi Jucá, mas o delator acredita que ele distribuiu a propina entre aliados.

Quem sabe documentos do acordo de leniência assinado pela Odebrecht e pela Braskem com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça não irão revelar novos detalhes do esquema de corrupção que durou mais de uma década, e movimentou bilhões de reais?

As transações aconteceram entre 2001 – durante o governo Fernando Henrique – e 2016 – durante o governo da presidente Dilma. Um esquema complexo que usava bancos em paraísos fiscais.

Nesse período, a empresa pagou mais de R$ 2,5 bilhões em propinas. Em troca, conseguiu uma centena de contratos que geraram lucros de mais de R$ 10 bilhões.

Quem sabe a Lava Jato entra agora nos governos FHC, pois que como diz o título do Editorial "2016 Será o Ano que Não Vai Acabar".

Não estou aqui defendendo Lula, apenas constatando fatos e jornalismo é fato. Quem contestar o que estou a dizer é só pesquisar.

A conferir!

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