Colocando a roda pra girar

Carlos Alberto,

Não está sendo fácil, mas a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), era sabedora disso. Contudo, nesses nove primeiros meses de governo, tempo de uma gestação difícil, até pelo quadro de caos encontrado, Fátima Bezerra está dando respostas aos desafios.

Primeiro pagando o salário dentro do mês trabalhado aos servidores, que vinham recebendo atrasado desde os governos passados com a promessa de que assim que o estado tiver um desafogo, pagará os atrasados deixados pelo seu antecessor, inclusive o 13º salário de 2018. Promessa de campanha!

A governadora dentro destes nove meses de gestão já vem cumprindo também outras promessas de campanha, como a destinação de quase R$ 11 milhões para a UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), recursos esses oriundos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, que pela primeira vez beneficiará a Universidade. Diga-se de passagem, durante a campanha Fátima Bezerra, que é professora, sempre enfatizou a necessidade de valorizar a UERN.

Não custa lembrar ainda que nestes nove meses de governo, Fátima já assegurou a retomada da obra de Nova Barra de Santana, construída para abrigar os moradores do distrito que será alagado pela construção da Barragem de Oiticica. A obra foi paralisada por conta do distrato com a empresa que a executava, no caso o Consórcio Solo/Penascal, no governo passado.

A Nova Barra de Santana está com percentual de execução de quase 60%. No final de julho, a governadora Fátima Bezerra assegurou, junto ao Ministério de Desenvolvimento Regional, a liberação de R$ 56 milhões para obra de Oiticica. O aporte irá manter o ritmo das atividades na parede da barragem, que se encontra com 74% de execução.

Não só isso, a então candidata Fátima Bezerra enfatizou na campanha a necessidade de se implantar no Rio Grande do Norte, os consórcios interfederativos de Saúde para melhorar os serviços prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) à população. Como governadora, Fátima Bezerra já encaminhou projeto de Lei para a criação dos Consórcios.

O documento segue os termos da Lei Federal nº 11.107, de 6 de abril de 2005, visando à cooperação técnica e financeira na área de saúde entre estado e municípios das oito Regionais de Saúde, além da promoção de ações de saúde pública assistenciais, prestação de serviços especializados de média e alta complexidade, entre outros serviços relacionados à saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo Fátima não inventou a roda, mas ao contrário de outros governos colocou a roda pra girar.

Para quem não entende ou finge não entender, os consórcios interfederativos de saúde implementarão, em especial, serviços de urgência e emergência hospitalar, pré-hospitalar, unidades de pronto atendimento de natureza regional e centros de especialidades odontológicas (CEOS), entre outros serviços relacionados à saúde, em consonância com o Plano de Regionalização da Saúde do Estado do Rio Grande do Norte.

A expectativa com os Consórcios de Saúde é ampliar a capacidade de gestão pública e potencializar as ações de saúde, favorecendo o atendimento das demandas da população, sendo espaço para articulação de parcerias, convênios, contratos e outros instrumentos similares, facilitando o financiamento e a gestão associada ou compartilhada dos serviços públicos de saúde numa perspectiva territorial. O Governo espera agora a tramitação e aprovação do projeto na Casa Legislativa. 

A estratégia de cooperação é uma solução prática e efetiva em situações em que uma única esfera da federação não consegue atuar sob uma ou mais demandas relacionadas a serviços e programas para a sua população. Estados como Bahia, Pernambuco e Ceará já adotaram com êxito medidas legislativas semelhantes.

Os críticos de plantão criticam por criticar. Não a toa, única mulher a se eleger governadora nas últimas eleições, eleita por um estado pobre e sem força política nacional, Fátima Bezerra está dando respostas aos desafios. Ainda nesta segunda-feira (16), Fátima Bezerra, na condição de anfitriã, reunirá em Natal todos os governadores do Nordeste que dão sustentação ao recém-criado Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, para discutir o projeto Nordeste Conectado e a captação de investimentos para a região. O evento servirá ainda para debater as propostas de reforma tributária, concessões e a situação da Petrobras.

Como se observa, o governo Fátima não inventou a roda, mas ao contrário de outros governos colocou a roda pra girar. 

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A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção

Carlos Alberto,

É de causar perplexidade a qualquer ser humano que tenha um mínimo de sentimento o fato ocorrido num supermercado da Rede Ricoy, em São Paulo, quando um jovem morador de rua de apenas 17 anos, foi açoitado e humilhado por seguranças despreparados por ter furtado uma barra de chocolate.

Assim como é da mesma forma de causar perplexidade fazendeiros da região Norte do Brasil anunciar em redes sociais o que eles convencionaram chamar o Dia do Fogo, quando atearam fogo na floresta amazônica chamando a atenção de todo o mundo com grande repercussão negativa, obviamente.

Idem, a medida adotada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que determinou o recolhimento de livros na Bienal tido como "impróprios para menores" na sua visão, claro.

Que tempos sombrios o país vive. A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção, ou seja, uma situação oposta ao Estado Democrático de Direito.

Casa Grande e Senzala, livro do sociólogo Gilberto Freyre, publicado em 1933, ou seja, no século passado, onde expressa o modo social e político do Brasil, está mais vivo do que nunca.

Da mesma forma, me parece, alguns governantes detestam literatura, sobretudo aquele tipo de literatura que vai contra os seus princípios e faz lembrar Adolf Hitler, que durante o Terceiro Reich mandou queimar livros que eram contra o regime.

Isso é reflexo de um governo sem compustura, sem princípios como disse o jornalista Guga Chacra, colunista da GloboNews: "em um país com governantes extremistas, atrasados e mal-educados, o presidente da República celebra uma ditadura sanguinária responsável pela morte de milhares de pessoas e ataca a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cujo pai foi torturado e morto por este mesmo regime ditatorial”. 

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Queiroz manda recado: 'não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar'

Carlos Alberto,

Queiroz reapareceu! Eis a manchete de capa da Revista Veja deste fim de semana. No entanto, o que me chamou a atenção foi outra reportagem, a da Época, em que relata não o fato de Fabrício Queiroz está morando no luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo, e está fazendo tratamento médico no Hospital Albert Einstein, um dos mais caros do país. Não, não foi isso que despertou uma leitura mais aguçada minha sobre o fato em si. O que me chamou a atenção foi uma declaração dele na sua conta no twitter, reportada pela Época, em que o ex-segurança de Flávio Bolsonaro, se queixa da ausência de apoio e critica falta de empenho em investigação sobre autor de ataque a Jair Bolsonaro.

Neste sábado (31), Bolsonaro disse em contato com a imprensa, após ser abordado se sabia onde o seu amigo se encontrava, que desconhecia o paradeiro de Queiroz. "Eu não sei do Queiroz, cara. Eu não sei do Queiroz". Certamente e obviamente, a queixa de Fabrício Queiroz sobre a falta de apoio procede, já que o próprio Bolsonaro disse desconhecer o paradeiro do amigo, embora, um outro fato intrigante foi levantado pelo ex-candidato a Presidência da República, e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Acharam o Queiroz. E não foi a Polícia Federal do Moro. A questão agora é quem paga sua estadia no Morumbi e suas consultas no Albert Einstein. Com a palavra, a família Bolsonaro”, escreveu o ativista no Twitter.

Além disso, uma outra coisa me chamou a atenção nas palavras de Fabrício Queiroz, reportadas pela Época. Na conversa por áudio via WhatsApp obtida por Época, Queiroz também criticou os rumos da investigação sobre Adélio Bispo relacionada ao atentado contra o presidente Jair Bolsonaro, no período da campanha eleitoral.

Sintomático Fabrício Queiroz lamentar na redes sociais ter sido abandonado por algumas pessoas de sua confiança e ao mesmo tempo fazer cobranças sobre as investigações sobre o atentado contra Bolsonaro na campanha presidencial.

Queiroz, segundo a Época, segue acreditando que alguém contratou Adélio para cometer o crime no ano passado — apesar de a investigação da Polícia Federal ter concluído que ele agiu sozinho. Tem algo no ar e não é avião de carreira.

Aliás, o ex-presidente Lula colocou em dúvida em entrevista à BBC Brasil a facada em Bolsonaro. "Mas você garante a mim o direito da dúvida? Veja, eu tenho suspeitas (de que não ocorreu). Agora, se aconteceu, aconteceu" , disse.

Lembro que Fabrício Queiroz desde que passou a ser investigado por peculato e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público do Rio de janeiro, o ex-segurança de Flávio Bolsonaro, fez questão de sumir do radar.

O sumiço dele não era por acaso. Está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Assembleia Legislativa do Rio quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A conferir!

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O panelaço da classe média não foi pela devastação da Amazônia. O egoísmo falou mais alto, certamente!

Carlos Alberto,

Enganam-se os que pensam que o panelaço ocorrido na última sexta-feira (23), em algumas cidades brasileiras, na hora em que o presidente Jair Bolsonaro estava fazendo um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão sobre as medidas que o governo adotaria para combater os incêndios na região Amazônica devido, sobretudo, a devastação, foi pensando na floresta que está sendo dizimada, nos animais que estão morrendo queimados e até mesmo nos índios que estão perdendo suas terras. Ledo engano se pensar isso, quando esse tipo de manifestação partiu dos terraços gourmests da classe média.

Esse panelaço tinha um único objetivo: a preocupação da classe média e da elite principalmente paulistana, com as sequelas que as queimadas na Amazônia podem trazer à saúde, como, por exemplo, problemas respiratórios. O sinal vermelho foi aceso na chuva que caiu sobre São Paulo na quarta-feira (21), quando o céu escureceu por volta de 15h, e a água escura da chuva caiu sobre as cabeças dos paulistanos. Ninguém da classe média foi para a sua varanda gourmet bater panela, quando a Alemanha e a Noruega anunciaram o fim do Fundo Amazônico, criado em 2008 e administrado atualmente pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), devido a falta de uma política de sustentação do meio ambiente do governo Bolsonaro.

Mas, bastou pesquisadores afirmarem que análises confirmaram presença de partículas de queimadas maior do que o normal em água de chuva preta em São Paulo, que a burguesia tirou as penelas dos armários. Menos mal, só assim tomam conhecimento do desastre ambiental que o governo Bolsonaro está provocando no Brasil. E, não pra menos, Bolsonaro tremeu nas bases com as manifestações de rua também, a ponto de convocar duas reuniões ministeriais urgentes, urgentíssimas, uma na sexta à noite e outra no sábado pela manhã, para discutir e "tomar" providências para combater o desastre ecológico que o seu governo vem promovendo.

Aliás, desastre ecológico com manifestações em todo o mundo, que vai de líderes políticos, passando por artistas famosos e a sociedade de um modo geral, merecendo editoriais na imprensa internacional.

Fato é que a toxicidade do governo se confirma — não só porque em cem dias autorizou o uso do número recorde de 152 novos agrotóxicos no Brasil. Mesmo antes de assumir o posto de presidente, Jair Bolsonaro já ameaçava acabar com o Ministério do Meio Ambiente e submetê-lo ao Ministério da Agricultura. Por pressão, acabou voltando atrás, mas nomeou para a pasta o advogado Ricardo Salles, condenado por fraude na elaboração de plano de manejo em uma Área de Proteção Ambiental em favor de empresas mineradoras

Mas, como eu disse, embora os panelaços, sobretudo, os de São Paulo tenham caráter egoísta, ou seja, a burguesia só está pensando na saúde dela, e não no Planeta, pode-se tirar um proveito disso. Dizia o ex-deputado Ulysses Guimarães - já falecido -, "político só tem medo do povo na rua". E isso já começa a ocorrer de uma maneira mais homogênea. Bolsonaro sabe disso!

A conferir!

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Aparelhamento bolsonarista

Carlos Alberto,

A coluna republica um artigo do sociólogo Celso Rocha de Barros que traduz o aparelhamento que o presidente Jair Bolsonaro vem fazendo neste país varonil, e que muitos incautos acham que não ou fazem questão de não enxergar. Segue o texto:

por Celso  Rocha de Barros

Aparentemente, a maneira de parar a Lava Jato era fazê-la de otária. Nada dessa coisa da esquerda de confrontá-la abertamente, nada de tentar desmontá-la em silêncio, como tentou Temer: *o negócio era se eleger como campeão da luta contra os corruptos, colocar Moro no Ministério da Justiça, prometer-lhe uma vaga no STF, convocar passeata todo domingo contra a corrupção, e, enquanto isso, aparelhar os tribunais, a polícia, a Receita, o Coaf, todos os órgãos que foram responsáveis pelas investigações de corrupção da última década.*
Bolsonaro conseguiu que Toffoli neutralizasse o Coaf, e não deixou que Moro nomeasse gente sua para o órgão. Fez tudo isso enquanto convocava manifestações dizendo que o Coaf era a coisa mais importante de todos os tempos, que se o Coaf não ficasse com Moro o mundo acabaria. *No fim, quem tirou o poder de Moro sobre o Coaf foi o próprio Bolsonaro.*
Bolsonaro já deixou claro que só nomeará para procurador-geral da República quem aceitar ser submisso ao presidente. A tradição de escolher o mais votado da lista tríplice, defendida pela turma da Lava Jato, acabou, não tem mais, morreu, vai ver era comunismo aquilo.
E qual vai ser a desculpa para descartar todo e qualquer nome que não aceite acobertar esquemas? A moral, é claro.
Cada vez que um candidato der sinais de que tem alguma mínima restrição às picaretagens dos bolsonaristas, eles vão inventar algum esquerdismo para o sujeito. Lembrem-se: o perfil oficial do presidente da República compartilhou um texto que diz que Deltan Dallagnol é tão de esquerda quanto o PSOL. *Se você for honesto, não se candidate à PGR sob Bolsonaro: em 15 minutos, sua tia vai receber mensagem no WhatsApp dizendo que você defende distribuir mamadeira de pinto em creche.*
*E deixo aqui meus parabéns para quem foi domingo protestar contra o STF: começou a dar certo, o Toffoli já parou a investigação do Flávio.*
Na semana  passada, o desmonte se acelerou na Receita e na Polícia Federal.
O superintendente da Receita no Rio de Janeiro, Mário Dehon, foi atacado por autoridades investigadas e prontamente afastado por Bolsonaro, que também declarou que a Receita persegue sua família.
*O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, foi afastado por não interferir nas investigações sobre Flávio Bolsonaro.* Bolsonaro achou que houve abusos na investigação, foi lá, afastou o cara —tudo isso enquanto seus apoiadores estão nas redes sociais pedindo para fechar o Congresso por causa da lei do abuso de autoridade.
E o Moro? Essa é a jogada mais impressionante, pela ousadia. *Vários políticos tentaram neutralizar Moro, mas só Bolsonaro foi arrojado o suficiente para neutralizá-lo dando-lhe um cargo.*
Desde então, Moro só perdeu poder, teve que silenciar sobre o caso Queiroz e é ridicularizado pelo presidente da República sempre que possível. Pare de prestar atenção no Lula, Moro, esqueça o Greenwald: quem está te derrubando é o Jair.
*Ainda não  se sabe se o aparelhamento bolsonarista será bem-sucedido.* A Polícia Federal, a Receita, os procuradores vão reagir. E parece cada vez menos provável que Moro termine o ano no cargo de ministro. Mas, em termos de popularidade presidencial, talvez não dê em nada: talvez a indignação toda tenha sido mesmo só cinismo.
*Celso Rocha de Barros é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford 

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O bolo da vovó

Carlos Alberto,

Lá se vão 55 anos que a minha avó me ensinou essa receita de bolo. Naquela época era muito comum se publicar em jornais. Nem todos liam, até porque não se interessavam muito. Outros não sabiam o por quê de uma receita de bolo ser publicada na mídia impressa. Bom, mas isso não vem ao caso agora. O que interessa é o Bolo da Vovó. Então vamos lá:

Pegue três ovos, leve-os a frigideira e os faça estrelado. Depois pegue a farinha de trigo, passe o rolo de fazer pastel três, quatro, cinco vezes sobre a farinha de trigo, ao ponto que se forme uma massa densa e tenra.

Em seguida, coloque sobre a massa os três ovos estrelados até que a massa absolva bem os estrelados (ovos). Feito isso, leve ao forno até que a massa de farinha de trigo crie uma textura leve de modo que não deixe dúvidas de que o bolo está fermentando e crescendo.

Aconselha-se antes de colocar a farinha de trigo no forno, colocar azeite de oliva na forma em substituição a manteiga e depois deixar em fogo brando. Quando estiver no forno, bom observar o comportamento da massa pra não deixar ela crescer muito. Mantenha o controle, é recomendável, segundo minha avó.

Bolo crescido, fermentado ao ponto, é hora do acabamento. Minha avó dizia que um bolo bem feito a massa não pode desfigurar. Se desfigurar é porque a massa não foi bem batida e, sendo assim, da próxima vez tem que se bater mais na massa pra ela ficar bem assentada.

Essa receita de bolo, que muitos chamam de Bolo da Vovó, alguns até de Bolo Estrelado, certamente por causa dos ovos estrelados, vez por outra é lembrado por alguém da família, digamos, aqueles saudosistas, e tem muitos.

Hoje não faltam bolos da vovó!

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Um governo de farsas

Carlos Alberto,

O governo do presidente Jair Bolsonaro é um governo que tenta acobertar a realidade. Um governo de farsas, diria, a começar por sua eleição. Bolsonaro quer e determina seus auxiliares a esconder a realidade sobre o país. Não obstante os arroubos anti-republicanos do presidente dia sim outro sim, o governante de ultra-direita quer porque quer esconder o desastre de sua gestão ainda oito meses incompletos.

Vejamos: na semana passada o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, que denunciou ao mundo dados que mostram alta do desmatamento da Amazônia, foi exonerado do cargo.

Desde que Bolsonaro assumiu em janeiro, os pesquisadores do Brasil tem enfrentado cortes de financiamentos e repetidas tentativas dessa administração em retroceder nas leis de proteção ao meio ambiente e às populações Indígenas. Funcionários do governo impediram a comunicação de um relatório ministerial sobre uso de drogas no Brasil. E eles tem questionado outros trabalhos feitos por cientistas das instituições públicas, incluindo, mais recentemente, o relatório de desmatamento feito por uma Agência Nacional estatal. O presidente dessa instituição foi, então, exonerado, relata em artigo a publicação internacional científica Nature.

Alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos ( CEMDP) teve quatro de seus integrantes trocados na quinta-feira, 1º de agosto. Em decreto publicado no Diário Oficial da União, assinado também pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o governo designou para presidente da comissão Marco Vinícius Pereira de Carvalho.

Bolsonaro quer esconder a verdade sobre a ditadura militar do qual fez parte.

Com medo da verdade, o governo Bolsonaro editou portaria que prevê regras para proibir a entrada de pessoas no Brasil que tenham “praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. Isso, com o claro objetivo de prejudicar o jornalista americano do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, que reside no Brasil e vem publicando diálogos poucos republicanos entre o então juiz federal, Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e membros da Força Tarefa da Lava Jato.

Em nota, Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) afirmou entender que a portaria “tem desvio de finalidade” e “promove intimidação” uma vez que a medida foi publicada na mesma semana em que a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades.

Durante visita á Israel, mês passado, Bolsonaro criticou o método usado pelo IBGE para apurar a taxa de desemprego no Brasil. "Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta", declarou à imprensa.

O instituto defendeu a metodologia que utiliza para aferir a taxa de desemprego no país. Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), 13,1 milhões de pessoas estavam desempregadas no trimestre encerrado em fevereiro. “A metodologia adotada segue as recomendações dos organismos internacionais, em especial a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o intuito de garantir a comparabilidade com outros países”, informou o IBGE, em nota.


Um detalhe importante a ser observado: a política recessiva adotada pelo governo Jair Bolsonaro fez com que o número de famílias endividadas alcançasse o maior patamar em três anos, segundo dados do Banco Central. De acordo com o levantamento, a taxa de endividamento em relação à renda acumulada em 12 meses chegou a 44,04%, maior nível desde abril de 2016 (44,2%). Uma outra pesquisa, feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta que 64,1% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho, maior percentual desde maio de 2013 (64,3%).

Será que o presidente Jair Bolsonaro vai mandar demitir o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que divulgou os dados sobre o endividamento das famílias ou o ministro Paulo Guedes?

A conferir!

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Umberto Eco tinha razão. A internet deu voz aos imbecis!

Carlos Alberto,

 “Fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham suas visões de mundo.” 

A declaração acima é atribuída ao escritor e filósofo italiano Umberto Eco, falecido em 2016. E se encaixa perfeitamente no momento pelo o qual o Brasil passa, sobretudo, no que diz respeito ao radicalismo que se estabeleceu após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Ruosseff.

Aliás, Eco tinha uma maneira ímpar e singular de dizer as coisas. Certa vez declarou que “alguém já disse que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas: quem não tem princípios morais costuma se enrolar em uma bandeira, e os bastardos sempre se reportam à pureza da sua raça. A identidade nacional é o último recurso dos deserdados. Muito bem, o senso de identidade se baseia no ódio, no ódio por quem não é idêntico.” 

Perfeito!

O que se observa no Brasil de hoje é que indivíduos que não querem enxergar a realidade que estamos vivendo, apelam para agressões por não terem argumentos para se contrapor as ideias ou pensamentos contrários.

Devo dizer que, como afirmou também Umberto Eco, “nem todas as verdades são para todos os ouvidos. Nem todas as mentiras podem ser suportadas.”  Isso certamente é um antídoto para àqueles que são de certa forma ingênuos ou melhor dizendo, incautos que preferem a farsa do que a verdade.

Estes preferem se iludir com a farsa de um governo que foi eleito sob a égide do ódio, do revanchismo, da intolerância, e por que não dizer da barbárie que no sentido mais amplo da palavra é a condição daquilo que é selvagem, cruel, desumano e grosseiro.

A legião de imbecis que antes só falava em uma mesa de bar, quando muito, teve voz com as redes sociais, já dizia Umberto Eco. E eu completo: essa mesma legião de imbecis, muitos dos quais se escondendo atrás de um pseudônimo, teve voz também com a oportunidade que a Internet concedeu de fazer comentários de artigos postados por jornalistas, muitos dos quais agressivos por falta de embasamento.

E não se diga que não falei de flores!

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O ignóbil presidente

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro não merece ocupar o cargo para qual foi eleito. Despreparado e desrespeitoso é o mínimo que se pode atribuir a sua pessoa. Aliás, na agenda de seu governo, desde que assumiu, só se levanta assuntos medíocres para a pauta de um presidente da República, como bem falou Arnaldo Jabor, que completou: "porque este homem propõe tantos absurdos? Por que? É de propósito. O Trump faz a mesma coisa. É uma estratégia para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico, sendo uma maneira de nos habituar ao que se chama de "nova normalidade". Aos poucos vamos aceitando estes delírios de um desgoverno "como normais". Aliás é a vitória de um slogan já usado durante a campanha: é melhor jair se acostumando.

O jornalista Kennedy Alencar usou sua conta no tweet para sintetizar as asneiras e aberrações da falta de preparo de Jair Bolsonaro para exercer a Presidência da República: "Chamar de polêmicas ou de críticas o que Bolsonaro diz está ficando insustentável. Normalizar absurdos é como as democracias morrem". Aliás, uma amiga minha indagou num grupo a que pertenço na rede social, por que ninguém ainda havia levantado a bandeira #ForaBolsonaro. Lhe respondi que a sociedade está inerte e só vai pra rua na hora que doer no bolso. Falo principalmente dos que votaram em Jair Bolsonaro, não por achar ele preparado para presidir o país, mas por ódio ao PT. Mas, estas mesmas pessoas quando sentirem os efeitos do desgoverno Bolsonaro, vão sim empunhar a bandeira do Fora Bolsonaro, pena que tardiamente.

Repito aqui o que já dizia Ulysses Guimarães, de que político só tem medo do povo na rua. E é verdade. As reações contra Bolsonaro são pontuais. O Brasil continua literalmente dividido, apesar dos absurdos cometidos por este governo, um governo revanchista e que espelhou a sua campanha na revolta e no ódio. Bolsonaro traiu e enganou quem nele votou. Já confessou que não nasceu pra ser presidente e sim da caserna, de onde nunca deveria ter saído. O seu ódio ao PT e a esquerda contaminou pobres eleitores despolitizados e o resultado está aí.

Não nos enganemos. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro semana sim outra sim solta a sua metralhadora de mentiras e impropérios, o Brasil vai se esfacelando. Como disse Jabor, trata-se de uma estratégia de marketing, diria, para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico. Não a toa a maioria dos seus ministros se utilizam da mesma ferramenta.

Não pra menos a taxa de investimentos no Brasil caiu para o menor nível em mais de 50 anos. Levantamento do economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), mostra que a taxa de investimentos públicos caiu de 4,06% em 2013 para 1,85% em 2017 (nível mais baixo já registrado no país), passando para 2,43% em 2018. Já a taxa de investimentos privados caiu nos últimos 5 anos, recuando de 16,85% em 2013 para 13,39% em 2018.

Claro está que isso se deve em parte a insegurança dos investidores de fora quanto a governabilidade do governo Bolsonaro. Além disso, a insegurança institucional que o Brasil vive, agora mais ainda com o vazamento de diálogos entre o ex-juiz-federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e promotores da força tarefa da Lava Jato, diálogos pouco republicanos com citações até de alguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que precisam e devem ser apurados e esclarecidos.

Mais do que nunca é preciso está atento e se conscientizar de que o revanchismo e o ódio não levam a nada, ao contrário, só destroem os avanços conseguidos nos últimos anos, sobretudo, os avanços sociais e colocam em xeque a democracia.

A conferir!

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A classe 'C' vai eleger a Dilma e depois o Berlusconi?

Carlos Alberto,

A coluna publica, excepcionalmente, em seu espaço, um texto do jornalista Paulo Henrique Amorim, falecido recentemente, até como forma de homenageá-lo, que retrata de forma cirúrgica e, diria, perfeita e com uma certa premonição o que ocorreria no Brasil pós-golpe contra a presidenta Dilma Ruosseff. A seguir o texto:

por Paulo Henrique Amorim, publicado em 09/08/2010 no Conversa Afiada

"Um fenômeno que os tucanos de São Paulo não perceberam foi, ao lado da ascensão das classes “D” e C” a partir de 2002, a despolitização dessa trajetória.

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política. Não foi a uma reunião de sindicato. Não foi a uma reunião da associação dos moradores. Não fez panelaço. Não fez greve geral. Não fechou o Palácio dos Bandeirantes. Não cercou o Congresso. Não botou a Globo para correr. Os argentinos morrem de rir.

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste. Pagou um salário mínimo mais decente. Remunerou os aposentados. Fez o crédito consignado. Pagou o Bolsa Família. Botou a criançada para estudar. Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni. Abriu universidades. Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente). Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).
O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

O Lula foi um paizão. Reproduziu o Vargas. E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo. Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo. E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana (o bolinho de bacalhau quica). O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil. Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany - que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitoria política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta. Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo. Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece? Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão... 

O que acontece?

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi. Aliás, a classe média é a massa que o Berlusconi faz a pizza. E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica. Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo. E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides. (Seria exigir demais, não, amigo navegante?)

Ou seja, o carisma do Lula passará a ser by proxy. E quando o Golpe vier? Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem. 
E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário? Quem é que vai para a rua defender a Dilma? A Classe Média? Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua? Tudo isso, se a Dilma não fizer nada." 

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Submissão ou a serviço dos yankes mesmo?

Carlos Alberto,

O governo Bolsonaro é submisso ou está mesmo a serviço dos yankes? A pergunta é pertinente porquanto os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato - ou seria Vaza Jato? - se mobilizaram para expor informações sigilosas sobre corrupção na Venezuela após receber uma sugestão do então juiz federal Sergio Moro em agosto de 2017, segundo mensagens privadas trocadas pelos procuradores na época e reveladas pela Folha numa parceria com o site The Intercept Brasil. Essa mesma força-tarefa que trabalhou para eleger ele presidente. Ah, não custa lembrar que Bolsonaro bate continência para a bandeira americana e que visitou a CIA em companhia de Moro na última visita aos EUA sem, sequer, tá na agenda presidencial.

Os diálogos indicam que o objetivo principal da iniciativa era dar uma resposta política ao endurecimento do regime imposto por Nicolás Maduro ao país vizinho, mesmo que a ação não tivesse efeitos jurídicos. As mensagens mostram que a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba dedicaram meses de trabalho ao projeto, chegaram a trocar informações com procuradores venezuelanos e vasculharam contas usadas pela Odebrecht para pagar supostos subornos a autoridades do regime na Suíça.

Os procuradores começaram a debater o assunto na tarde do dia 5 de agosto de 2017, depois que Moro escreveu ao chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, no aplicativo Telegram. Lembro que hoje Sergio Moro é ministro da Justiça do governo Bolsonaro, a quem lhe agraciou com o cargo.

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela”, disse o então juiz federal. “Isso está aqui ou na PGR?”

A pergunta que não quer calar: e o respeito a soberania da Venezuela, onde ficou? Pelo visto foi pro espaço. Aliás este governo já conta com um astronauta, bom que se diga, que já foi ao espaço levado pela NASA, sem trocadilhos. Rsrsrs

Em 2016, quando decidiu colaborar com a Lava Jato, a Odebrecht reconheceu ter pago propina para fazer negócios em 11 países além do Brasil, incluindo a Venezuela, mas as informações fornecidas pela empresa e por seus executivos foram mantidas sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Só pra ilustrar o meu questionamento, o jornalista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, escreveu: "a inclusão da Venezuela nos interesses de Sérgio Moro e Deltan Dallangnol, como demonstram os vazamentos mais recentes do The Intercept Brasil, reforça, de maneira definitiva, a relação da Lava Jato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos".

E completa: "a hipótese de que Moro seja um agente da CIA é, na verdade, um elogio disfarçado ao ex-juiz, porque essa seria uma posição formal inaceitável para o contribuinte americano. Ainda mais com o codinome “Russo”.

A conferir!

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The Intercept & conspiracy theory

Carlos Alberto,

Não precisa ser nenhum expert em ordenamento jurídico para se concluir que houve, sim, um conluio para alijar Lula do processo eleitoral no Brasil na última eleição. A Lava Jato usou indevidamente o aparato jurídico para atender interesses políticos. Repito o que já dissera antes: o Código de Ética do Ministério Público, o Estatuto da Magistratura e a Constituição Federal foram afrontados de forma vil. Basta analisar os diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Sejamos franco, caros leitores, não há diferenças de opinião sobre a parcialidade do então juiz federal, Sergio Moro, mas para alguns esta é a sua principal virtude.

As novas revelações sobre diálogos entre promotores do MPF que conduzem a Lava Jato, só fazem confirmar a teoria da conspiração que levou o ex-presidente Lula à cadeia. Prova maior disso é que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, só passou a ter crédito em suas delações após mudar a narrativa sobre o triplex do Guarujá em São Paulo.

Não custa lembrar que na sentença do então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, em 12 de julho de 2017, ele escreveu: “ainda que tardia e sem o acordo de colaboração, é forçoso reconhecer que o condenado José Adelmário Pinheiro Filho [Leo Pinheiro] contribuiu nesta ação penal para o esclarecimento da verdade”.

O empreiteiro apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017 quase um ano após o início das investigações.

Pois muito bem: o empresário só passou a ter credibilidade para a força-tarefa da Lava Jato depois que mudou sua versão e passou a acusar o ex-presidente Lula.

Os diálogos divulgados pelo The Intercept Brasil revelam que os relatos apresentados pelo empreiteiro sofreram diversas mudanças no período de um ano.

No parecer de 22 de agosto de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou: “eventuais tratativas preliminares não interessam à defesa de qualquer acusado – aí incluindo o reclamante [Lula], tanto porque, neste momento, ainda não se tem certeza acerca do fornecimento de informações incriminadoras, quanto pela possibilidade de que essas tratativas subsidiem a realização de diligências investigativas, das quais o sigilo seja condição necessárias de exequibilidade e eficácia”.

“O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso que o levou à prisão sem provas foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações”, reveladas pela pela Folha de S. Paulo neste domingo (30).

Pinheiro só passou a ser considerado merecedor de crédito depois de mudar pelo menos duas vezes sua versão sobre o apartamento do Guarujá (SP), que a empresa afirmou ter reformado para o ex-presidente, de acordo com novas mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações e divulgadas pela Folha, em parceria com o The Intercept Brasil.

Já há prova suficiente para anular o processo contra Lula independente dos novos diálogos a serem apresentados pelo site The Intercept Brasil ou qualquer outro órgão de imprensa. Existe uma prova cabal para que Lula seja solto, o que muitos não atentaram. Nos primeiros diálogos divulgados pelo The Intercept, o Sérgio Moro disse que uma deputada do PSDB falou pra indicar uma testemunha de acusação. Veja que um juiz não pode indicar uma testemunha de acusação, mas o Moro fez isso para o Dallagnol. Isso é crime e o Sergio Moro confessou isso. Ele confessou que foi um descuido formal numa das mensagens encaminhadas a Dallagnol. Tem vídeo dele confessando. Clique aqui para conferir.

Bom que se diga que o décano do STF, ministro Celso de Mello, fez questão de frisar no julgamento do habeas corpus da defesa de Lula, que argumenta que o então juiz Sergio Moro agiu de forma parcial ao julgar o ex-presidente, no dia 25 de junho, que não estava votando o mérito do caso, apesar de já ter o voto pronto, o que levantou especulações de que ele poderia julgar diferente - e pró-Lula - caso o Supremo julgasse o mérito do caso. O principal motivo era um voto anterior de Celso de Mello, de 2013, quando considerou o Sergio Moro parcial no caso Banestado.

Ainda não há data para a retomada do caso relativo a Moro. De todo modo, isso só ocorrerá após o fim do recesso do Judiciário. Entre os dias 2 e 31 de julho os ministros do STF estarão em férias. Já o site The Intercept e agora também a Folha prometem seguir publicando mais reportagens com base nas mensagens trocadas pelo procurador Dallagnol e por Moro.

A conferir!

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Vaza Jato: caso Watergate é fichinha

Carlos Alberto,

O caso Watergate que derrubou o presidente Nixon nos EUA em 1974, é fichinha frente aos diálogos da Vaza Jato revelados pelo The Intercept Brasil.

Só pra relembrar aos leitores mais antigos e relatar aos mais jovens o que foi o Caso Watergate:

Watergate foi um escândalo político que manchou para sempre a história política dos Estados Unidos e a reputação do então presidente Richard Nixon.

Isso resultou na acusação e eventual convicção de vários dos conselheiros mais próximos do presidente e induziu a demissão de Nixon no cargo em 9 de agosto de 1974.

O escândalo começou realmente ao longo de dois anos anteriores à renúncia de Nixon. Em junho de 1972, cinco homens foram presos por tentar entrar na sede do Comitê Nacional Democrata, localizado no complexo de escritórios Watergate, em Washington.

Virgilio Gonzalez, Bernard Baker, James W. McCord Jr., Eugenio Martinez e Frank Sturgis foram acusados de tentativa de roubo e a tentativa de intercepção de telefone e outras comunicações.

Após extensas investigações do Bureau Federal de Investigações (FBI), do Comitê Judiciário da Câmara, do Comitê Watergate do Senado e da imprensa nacional, tornou-se evidente que a invasão provavelmente era apenas a ponta do iceberg de questionável ou ilegal atividades realizadas pelos funcionários da administração Nixon.

Quarenta e sete anos se passaram, quase meio século, e temos no Brasil um escândalo, certamente, muito maior do que o ocorrido nos EUA, porque envolve um ex-juiz federal, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, procuradores do Ministério Público Federal, e porque não dizer, até o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Faltava o baton na cueca não falta mais. A Lava Jato, após as revelações do site Intercept Brasil dos diálogos proporcionados pelo então juiz federal Sérgio Moro e procuradores federais que trabalham nas investigações, se maculou de vez.

A Lava Jato, ou seria melhor chamar de Vaza Jato usou indevidamente o aparato jurídico para atender interesses políticos. O Código de Ética do Ministério Público, o estatuto da magistratura e a Constituição foram todos burlados.

De acordo com os diálogos, não desmentidos, é bom ressaltar, durante o processo que levou um ex-presidente para a cadeia, no caso Lula, o juiz orientou, recomendou alterações de estratégias, antecipou uma decisão e até indicou uma testemunha para acusação.

O que mais falta para esse ex-juiz, hoje ministro da Justiça renunciar ao cargo? O que mais falta para o atual presidente da República, beneficiado diretamente pelas ações anti-republicanas renunciar ao cargo?

A conferir!

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Moro e os meninos da Lava Jato estão mais sujos do que pau de galinheiro, o que sugere cenas patéticas

Carlos Alberto,

Por mais que o governo tente amenizar as revelações feitas pelo site Intercept Brasil de diálogos pouco republicanos entre o então juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol, o estrago já foi causado e arranhou muitíssimo não só o auxiliar direto do presidente Jair Bolsonaro, mas como também a ele próprio, tendo em vista que pelo conluio montado a intenção era mesmo evitar uma possível candidatura de Lula - a qualquer custo - e eleger Bolsonaro ao Planalto, conluio esse que passou, conforme o próprio Bolsonaro, dias atrás, por uma possível indicação de Moro para o STF, a pedido do então juiz.

A propósito dos diálogos entre Moro e Dallagnol revelados mundialmente, o editor do The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu as afirmações do ministro Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, que insistem na tese de que os conteúdos revelados pelo site foram adulterados.

"Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que 'poderiam ser alteradas'", acrescentou Glenn.

Fato é que faltava o baton na cueca, não falta mais. A Lava Jato usou o Judiciário para fins políticos, conforme texto publicado no Blog Viomundo assinado por João Filho, The intercept.

O ex-juiz federal "todo poderoso" da Lava Jato já não tem moral mais pra nada. Está literalmente mais sujo do que pau de galinheiro assim, como bem disse o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, "o bobo do Dallagnol".


Bolsonaro e Moro devem é tá preocupados com os vazamentos dos diálogos entre o ex-juiz e o procurador da Lava Jato Dallagnol, pra proporcionar uma cena patética como a que ocorreu na semana passada em um jogo do Flamengo em Brasília, onde o ministro da Justiça foi induzido pelo patrão a vestir a camisa do time rubronegro para parecer que está tudo tranquilo no governo. Visivelmente constrangido com um sorriso amarelo no rosto, o ex-juiz federal foi induzido a vestir a camisa do time rubronegro. Talvez nunca tenha entrado num estádio de futebol, mas "para o bem da Nação", todo o esforço é válido.

Moro e os procuradores dizem não reconhecer os conteúdos das conversas secretas e ilegais mantidas por eles que revela um conluio para construir provas contra o ex-presidente Lula. Apesar de afirmar que foram alvos de hackers, os procuradores não entregaram seus celulares para perícia da Polícia Federal.

O editor-executivo do Intercept, Leandro Demori, da equipe liderada por Glenn Greenwald, afirma que os arquivos obtidos pelo site contêm "centenas e centenas de áudios, mensagens e vídeos", que constituem "um arquivo colossal". Demori diz que não há dúvida em relação à autenticidade dos arquivos que causaram a liquidação da reputação de Sérgio Moro e Deltan Dallagnon e devem enterrar a Operação Lava Jato.

A conferir!


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Estão querendo fazer da Saúde o 'bode expiatório' do governo Fátima

Carlos Alberto,

Interesses contrariados alimentados por alguns profissionais da imprensa
alinhados com o governo retrógrado do presidente Jair Bolsonaro, e de algumas vivandeiras do poder no Rio Grande do Norte, e que não engolem a vitória da professora Fátima Bezerra (PT) ao governo do estado, leva a crer que tudo estão fazendo para promover a Saúde como o “bode expiatório” do governo petista.

Em momento algum a pasta falou em fechar o Hospital Ruy Pereira, referência em cirurgias vascular no estado. Ocorre que com base em laudos do Corpo de Bombeiro apontando problemas estruturais na unidade hospitalar, até por precaução e visando o bem-estar dos pacientes, a pasta vem realizando estudos para aplicar a melhor solução ao problema, o que não ocorreu em gestões passadas que não estavam preocupadas com o bem-estar dos usuários do SUS. O próprio secretário de Saúde, Cipriano Maia, tem ressaltado em suas entrevistas que qualquer tomada de decisão só ocorrerá quando estiver assegurada a atenção e o atendimento integral à população assistida.

A bem da verdade, o último laudo técnico no Ruy Pereira, que, inclusive a coluna teve acesso, realizado no governo Robinson Faria, datado de 25 de outubro de 2018, fruto de uma solicitação de vistoria para prevenção, incêndio e pânico, realizado pelo Corpo de Bombeiro nos últimos governos cujo resultado consta uma determinação do TCE (Tribunal de Constas do Estado), processo número 18277/2013, no sentido de que a Secretaria Estadual de Saúde providenciasse a regularização do funcionamento do Ruy Pereira, inclusive, com a regularização de licenças e certidões dos órgãos públicos fiscalizadores,  nunca foi levado em consideração pelo governo passado. Tanto assim, que faltando dois meses e meio para o término do governo Robinson o resultado do laudo saiu e nenhuma providência foi tomada.

Não custa salientar que o proprietário do prédio onde funciona o Hospital
Ruy Pereira, conforme o laudo do Corpo de Bombeiros, também foi notificado das irregularidades existentes na edificação na época.

Ressalte-se que a Comissão de Gerenciamento de Contratos sugere em laudo
técnico, datado de 28 de fevereiro de 2019, portanto, já na atual gestão, a não renovação do contrato do prédio, bem como a imediata avaliação pela Secretaria Estadual de Saúde, quanto ao impacto diante da possibilidade de transferência para outra (as) unidade (es) hospitalar (es), sem risco de solução de continuidade dos serviços prestados.

Dizer que o governo pretende fechar o hospital, jogando para a população que os serviços não terão continuidade, é uma mentira deslavada e ma-fé de quem não está acostumado lidar com a verdade ou tem interesses contrariados, ou no mínimo criar factóides.

Tenho dito!

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As vivandeiras do poder estão incomodadas com o governo do PT

Carlos Alberto,

Única mulher a ser eleita governadora na eleição passada e ainda por cima de um partido de esquerda, a professora Fátima Bezerra (PT), tem deixado as vivandeiras do poder decepcionadas.

Certamente deve-se a esta insatisfação os 55% de aprovação que o Governo Fátima teve na pesquisa Consult encomendada pela Fiern (Federação das Indústrias do Estado) e divulgada dias atrás.

Diga-se de passagem, a governadora do Rio Grande do Norte em menos de seis meses no cargo já começa a implementar o que fora prometido na campanha, e isso, reflete na opinião pública. O governo do estado, a título de exemplo, lançou a Consulta Popular para a construção coletiva do Plano Plurianual do Estado 2020-2023 (PPA). A consulta promove a participação da sociedade civil nos debates junto as secretarias e órgãos do Executivo na definição dos objetivos e metas do governo para os próximos quatro anos.

“Discutir o PPA significa reafirmar o compromisso de uma gestão verdadeiramente de perfil popular. Significa implementar o conceito dos territórios como espaços de entendimento de pactuação social. Significa administrar com transparência, ética, com seriedade, zelo e eficiência”, disse a governadora Fátima Bezerra no ato de lançamento da Consulta Popular.

No último dia de maio o governo, conforme o prometido, concluiu o pagamento integral da folha salarial de maio e depositou ainda a primeira das duas parcelas referentes à dívida do décimo terceiro salário de 2017 - uma das quatro folhas deixadas como passivo pela última gestão.

Não custa lembrar também que o governo do PT garantiu a manutenção dos repasses em dia para as farmácias de atenção básica dos municípios e o programa de transporte escolar.

Certamente por isso e outras coisas mais, o governo da professora Fátima Bezerra esteja incomodando os saudosistas do poder. Que se lamba os dedos.

A conferir!

Única mulher a ser eleita governadora na eleição passada e ainda por cima de um partido de esquerda, a professora Fátima Bezerra (PT), tem deixado as vivandeiras do poder decepcionadas. Que chupem os dedos.

Certamente deve-se a esta insatisfação os 55% de aprovação que o Governo Fátima teve na pesquisa Consult encomendada pela Fiern (Federação das Indústrias do Estado) dias atrás.

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Quem apoia Bolsonaro apoia o retrocesso e não é contra a corrupção

Carlos Alberto,

O governo Bolsonaro continua com a retórica conservadora que marcou a sua campanha e que o levou a ser presidente da República com votos de uma massa marionetada por robôs em redes sociais, o que continua a ocorrer.

Embora tenha prometido descartar o que define como “viés ideológico”, Bolsonaro impõe aos poucos, com a prerrogativa que o cargo garante, sua visão de mundo na administração federal. 

Em seus discursos de posse, os ministros indicados para evitar o toma-lá-da-cá com o Congresso e atender as demandas das bancadas temáticas vocalizaram suas ambições e deixaram claras quais suas intenções. Para tentar aprovar a reforma da previdência, por exemplo, o governo sugere ratear cargos no governo com a criação de novos ministérios, o que foi recusado pela chamada bancada do centrão devido as repercussões negativas. Não mais que isso.

Enquanto reduz as verbas destinadas as universidades públicas e institutos federais de Educação, alegando contingenciamento e não corte de verbas, o governo Bolsonaro, bem ao estilo da caserna, definiu a estrutura do Ministério da Educação, determinando que caberá à pasta promover o modelo de escolas “cívico-militares” nos sistemas de ensino municipais. Falta definir como a ideia irá funcionar na prática.

Na contra-mão da história, por outro lado, o governo belicista declara-se favoravelmente a liberação do porte de armas para a sociedade, como se isso significasse o combate à violência ou quando muito a proteção do cidadão de bem contra o banditismo. Tal medida é tão esdrúxula que um
parecer da Consultoria Legislativa do Senado mostra que o decreto de Bolsonaro que libera a posse e o porte de armas, apesar das alterações, atropela o Estatuto do Desarmamento e é inconstitucional.

Para a Consultoria Legislativa do Senado, o novo decreto não tem nenhuma “modificação substancial” em relação ao anterior, mantendo suas inconstitucionalidades.

Não só isso: os seus ministros também acompanham as aberrações de pensamento de seu patrão. O ministro da Justiça, ex-juiz federal, Sérgio Moro, que trocou o cargo de juiz por uma vaga de ministro do Supremo, conforme declaração do próprio presidente Jair Bolsonaro, embora negado, óbviamente, por Moro, sugere que se reduza os impostos sobre cigarros fabricados no Brasil para combater a entrada de cigarros falsificados no país, sobretudo, do Paraguai. Como se isso trouxesse alguma benesse à saúde dos fumantes.

A título apenas de informação:

  • A queda no Brasil é expressiva: o país já bateu a meta global, que é reduzir o percentual de fumantes na população para 15%.
  • Em 2017, o total de fumantes na população brasileira era de 10,1% (2017), segundo o Ministério da Saúde. Em 1989, 34,8% da população brasileira fumava, segundo a OMS.
  • Uma estimativa publicada em estudo na revista "PLOS Medicine", em 2012, aponta que cerca de 420 mil mortes foram evitadas no Brasil por políticas públicas implementadas entre 1989 e 2010.
  • OMS estima que um em cada 10 cigarros consumidos globalmente sejam comprados no comércio ilegal.
  • O Instituto Nacional do Câncer (INCA) diz que aumento de preços na ordem 10% seria capaz de reduzir o consumo em cerca de 8% em países como o Brasil.

Não bastasse, o governo Bolsonaro para agradar ao governo Trump isentou cidadãos americanos da obrigatoriedade de visto de entrada no Brasil. Pergunta-se: e o brasileiro quando vai aos Estados Unidos terá o mesmo tratamento? Claro que não, lógico. Sob o governo Bolsonaro, que bate continência para a bandeira americana, somos um país submisso aos EUA. Isso sem falar na Base de Lançamento de Foguetes de Alcântara (MA), que foi liberada aos americanos para fazer suas experiências espaciais sem nenhum ônus para os yankes.

Agora, como a sua mais última aberração, o presidente disse que a Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis, 'não preserva absolutamente nada' e falou em fazer um decreto para alterá-la. No entanto, a Constituição só permite mudanças em unidade de conservação por meio de leis. Em 2012, Bolsonaro foi multado por pescar em área preservada.

Vou ficar por aqui, porque se fosse falar das besteiras que o governo Bolsonaro tem cometido não teria espaço o suficiente. Alerto apenas aos que ainda acreditam neste governo, que é hora de repensar os seus conceitos sobre Jair Bolsonaro que está entregando e acabando com o Brasil.

Não se trata aqui de ser ou não de esquerda ou de direita, até porque ideologia não cabe nesta discussão, apenas para alertar enquanto ainda é cedo àqueles que estão sob o ópio da raiva contra a esquerda e, sobretudo, o PT. O ódio não leva a nada e o que está em jogo é o nosso país varonil. A continuar o descaso deste governo as futuras gerações vão pagar um preço muito alto por isso.

A conferir!

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Tal qual Jânio, Bolsonaro só falta agora proibir o uso do biquini

Carlos Alberto,

Qualquer semelhança é pura coincidência. Mas Jair Bolsonaro tal qual Jânio Quadros que renunciou à Presidência da República com apenas 7 meses no cargo, se assemelham no discurso "moralizador". O perfil conservador e autoritário do então presidente, que surpreendeu o país ao renunciar no dia 25 de agosto de 1961 é tão igual quanto ao de Bolsonaro. A atrapalhada manobra política de Jânio, que imaginava com a renúncia voltar ao cargo a pedido do povo, ajudou a pavimentar o caminho que, três anos depois, culminaria na implantação da ditadura militar no país, que se estendeu até 1985.

Como bem disse o ex-ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes,  " o texto apocalíptico encampado por Bolsonaro guarda inquietante analogia com a carta da renúncia, verdadeiro manifesto em prol de autogolpe, em que Jânio pretextava ação de ‘forças terríveis’ para justificar o fracasso de seus projetos”, escreveu Nunes no Twitter.

Só falta agora Bolsonaro proibir o uso de biquini no Brasil, tal qual Jânio.

Pra dizer que o povo está ao seu lado, os adeptos do bolsonarismo estão convocando pelas redes sociais manifestações em todo o Brasil.
A mensagem apocalíptica de Bolsonaro foi interpretada como uma tentativa de incendiar a convocatória que circula nas redes bolsonaristas para ato em defesa dele, contra o Congresso e o Supremo, dia 26. Em áudio que chegou ao Planalto, um caminhoneiro fala em mostrar força à Câmara, ao Senado e “àqueles 11 togados de merda”.

Lembrai-vos caros leitores da convocatória feita pelo então presidente Fernando Collor, quando já em processo de desgaste perante a opinião pública, conclamou as pessoas a colocar nas janelas a bandeira do Brasil e fitas verdes e amarelas em seus carros. O resultado todos conhecemos.

Segundo a Folha, pessoas próximas à família atribuem os últimos gestos do presidente ao combo de derrotas no Congresso e a ofensiva do Ministério Público sobre Flávio Bolsonaro. A devassa nas contas do filho, com implicações para outros integrantes do clã, o abalou.

" Ou a democracia barra Bolsonaro ou Bolsonaro barra a democracia", disse o jornalista Alex Solnik, colunista do site Brasil 247 e membro do Jornalistas pela Democracia.

Até Lobão não acredita mais neste governo!

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Apesar dos corvos, governadora vem cumprindo o que prometeu

Carlos Alberto,

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), apesar das dificuldades enfrentadas pela crise financeira que toma conta do estado e do país, e dos corvos de plantão que torcem para tudo dar errado, vem cumprindo o que prometeu. 

No dia 31 deste mês, por exemplo, o governo vai depositar cerca de R$ 15,62 milhões nas contas de servidores que ainda não receberam o 13º salário de 2017. Nessa data, receberão aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 12 mil líquidos: 6.378 beneficiários. Quem ganha abaixo disso já teve essa folha quitada.

Não só isso. O governo Fátima, conforme o prometido em campanha vem pagando os salários dos servidores rigorosamente dentro do mês, embora que parcelado, mas vem pagando.

Não custa relembrar que a governadora Fátima Bezerra pegou quatro folhas de salários atrasados, R$ 2 bilhões e 400 milhões em dívidas de anos anteriores, queda nos repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e na arrecadação.

Na Assembleia Legislativa o governo conseguiu uma importante vitória: Aprovou Projeto de Lei Complementar nº 009/2019, que trata da reorganização administrativa da estrutura do Executivo do Rio Grande do Norte, com 17 votos a favor e apenas duas abstenções. A mudança, necessária para atender as diretrizes do novo governo, não implica ônus para o erário, como destacou o secretário chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves. “A reorganização traz um remanejamento de cargos entre as secretarias. Não foi criado nenhum cargo novo e, portanto, não haverá nenhuma despesa a mais para o estado”. 

Com a aprovação, ocorrerá a transformação da Secretaria de Assuntos Fundiários de Apoio à Reforma Agrária (Seara) em Secretaria do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), a qual o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ficará subordinado.
Outra alteração será o desmembramento da Sejuc (Justiça e da Cidadania) em duas estruturas: Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH). Além disso, as atribuições da Secretaria de Esportes e Lazer (SEEL) passarão a integrar a Secretaria de Educação, a ser denominada Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC).

Os corvos de plantão dirão: Mas a Segurança e a Saúde? Respondo: na Segurança Pública a governadora colocou os salários e as diárias em dia, e o policiamento nas ruas se ver de forma ostensiva. É claro que pontuais registros da criminalidade ainda são observados, mas isso não diz respeito apenas ao Rio Grande do Norte. O Brasil hoje virou uma crônica policial, a começar por Brasília.

Na Saúde, com apenas cinco meses de gestão, o governo, através da Secretaria Estadual de Saúde, já vem trabalhando para implantar os consórcios interfederativos, o que não depende apenas do estado, mas, sobretudo, da cooperação dos municípios no sentido de aderirem a proposta como ocorreu no vizinho estado do Ceará – aliás, governado também pelo PT – e que vem obtendo êxito. 

Outro ponto positivo da professora Fátima Bezerra. Apesar de ter sido eleita governadora, a petista não esqueceu sua categoria. Na reunião do Fórum de Governadores em Brasília com o presidente da República Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e o ministro chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni a governadora Fátima Bezerra entregou a Proposta de Emenda constitucional – PEC que cria o novo Fundeb. Lembro que Fátima Bezerra enquanto senadora foi relatora da PEC.

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O governo Bolsonaro quer acabar com as universidades públicas e formar um país de idiotas

Carlos Alberto,

O corte de verbas nas universidades federais e nos institutos federais de educação representa um verdadeiro retrocesso no ensino técnico e superior no país. O governo Bolsonaro quer acabar com as universidades públicas e formar uma legião de idiotas no país.

Pra se ter uma ideia do desastre que o governo fascista está promovendo na educação pública, o Ministério da Educação cortou 36% da verba do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, única escola federal de ensino básico no Brasil fundada em 1837. O corte ultrapassa R$ 18 milhões e terá implicações devastadoras atingindo 13 mil alunos.

Em Nota sobre o bloqueio orçamentário do governo bolsonaro, a direção da UFRN (Universidade Federal do Rio grande do Norte) expôs a situação caótica que a universidade passará a ter a partir de agora. Diz o texto:

-A Universidade Federal do Rio Grande do Norte informa que verificou, na última quinta-feira (2), um bloqueio orçamentário no sistema eletrônico de gestão financeira de parte dos recursos a ela destinados para o ano de 2019, na ordem de R$ 60 milhões. Os dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), indicam, desta forma, um bloqueio na ordem de 30% nas ações destinadas à manutenção/custeio da Universidade e nas ações de investimentos, dentre as quais o fomento às ações de graduação, pós-graduação e pesquisa e à capacitação de servidores.

Além disso, já haviam sido realizados bloqueios de todas as emendas parlamentares autorizadas na Lei Orçamentária Anual. Entretanto, não foram objeto de bloqueio o orçamento destinado à assistência estudantil, despesas com pessoal e recursos de arrecadação própria. Ainda assim, considerando as restrições orçamentárias já impostas às IFES nos últimos anos, este bloqueio da ordem de 30% informado agora no início do quinto mês do ano, se transformado em corte, terá um impacto expressivo no funcionamento da instituição.

Com 116 cursos de graduação e cerca de 40.000 alunos matriculados, oferecendo também 94 programas de pós-graduação, os quais contemplam aproximadamente 5.500 estudantes em todas as áreas do conhecimento, a Universidade mantém uma ampla rede de equipamentos para oferta de serviços públicos, dentre os quais três hospitais universitários, museus, núcleo de educação infantil, parque poliesportivo e capacitação de professores na educação básica. Recentemente, a Universidade alcançou a liderança na Região Nordeste na concessão de cartas-patentes, o que atesta seu compromisso com a pesquisa, inovação, empreendedorismo e aproximação com o setor produtivo.

Só no Rio Grande do Norte incluindo a UFRN, a Universidade Federal da Região do Semi-Árido e o Instituto Federal de Educação, os cortes totalizam mais de R$ 70 milhões. Lamentável que isso esteja ocorrendo. É mais um descaso não só com a educação, mas principalmente com o povo brasileiro.

Somos um país onde os livros estão sendo trocados por armas e o pensamento trocado pelo rigor da caserna.

Triste Brasil varonil!

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1-20 de 1909