Enviada em 13/07/2007 às 15h56min
A cidade e a serra
Hoje, essa coluna vem direto da Serra de Martins. Saímos logo cedo, às 7h30, e por volta de 10h, eu já me encontrava em plena serra. Calma, não fui voando nem estava acompanhado de um motorista irresponsável. Na verdade estava na boa companhia de Manoel Onofre Jr. e seu singelo livro Martins, A Cidade e a Serra, numa segunda edição subrepticiamente roubada da biblioteca de meu pai, uma vez que nos últimos anos a memória dele (ou melhor, a falta de) tem sido minha aliada.
Pois bem. Foi pelo livro de Onofre que fiquei sabendo, bem antes de pisar o chão de Martins, o que é e onde fica o Diadema. Ou do semblante de Cristo engastado na Pedra Rajada. Fui apresentado à Casa de Pedra, o palacete construído em mármore e granito pela natureza para Jesuíno Brilhante, que aterrorizou os colonos da região nas primeiras décadas do século passado.
Foi Manoel Onofre quem me contou que o casarão onde hoje funciona a casa de cultura da cidade foi o maior com dois pavimentos já construído por estas bandas.
Ou que o fundador do povoado, Antônio Martins, perdeu a esposa. Desesperado, procurou por ela, vasculhando toda região e prometeu erigir uma igreja para Nossa Senhora do Rosário caso a localizasse. E que o cadáver foi encontrado alguns dias depois, carcomido pelos urubus, à beira da Lagoa do Ingá. Lá, ele construiu a Igreja do Rosário para pagar a promessa.
E que a cidade era berço de republicanos empertigados, tendo sido a terceira comarca criada no Estado.
Quem viaja com livros está sempre bem acompanhado.
Bancada
Olha aí, finalmente descoberto um representante da classe artística na Câmara Municipal. E cantor!
Concurso
A garagem Hermética Quadrinhos, tema de matéria em nossa editoria nesta sexta (13/7), está promovendo a segunda edição do concurso “Desenhe a prosa e a poesia potiguar contemporânea”. São três textos de autores potiguares (Carlos Fialho, João Batista Xavier de Sousa e José Severino Neto), que devem ser adaptados para os quadrinhos, em qualquer formato ou mídia em enviados para a loja.A iniciativa é uma parceria com a editora Conrad. Informações pelo e-mail.
Bronca
Paulo Varela desfiou um rosário de reclamações contra a Prefeitura de Natal. Para o poeta do Vale do Assu, a Capitania está mais interessada em trazer artistas de fora a peso de ouro, enquanto os daqui bóiam. Ele disse já estar perto das três centenas de apresentações pelo mundo afora, mas até agora nada de um convite para vir a Natal.
Xau
Lembra ainda como é uma árvore? Pois então desmonta o teclado de cima da pança e vai para o Parque das Dunas curtir pelo menos a edição deste domingo do Som da Mata.
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