A fragilidade de Rejane Medeiros nesse retorno a Natal contrasta com a força de sua imagem no cinema. O jornalista Renato Fernandes, que está preparando a biografia da atriz, foi muito feliz em compará-la a Brigitte Bardot, a musa francesa que preferiu a reclusão quando estava no auge da fama e da beleza.
Rejane não escondia o nervosismo e o espanto em estar recebendo tanta atenção aqui na cidade. Parou a coletiva de imprensa da última segunda-feira para ir ao banheiro. Foi chorar. Ao mesmo tempo, não se envergonhou de falar sobre episódios traumáticos na sua vida, como a prisão na Itália e o envolvimento com a cocaína.
Isso mostra que ela é capaz de encara a vida de frente, como o fez com as câmeras. Ao assistir a algum filme dela, é impossível não ficar impressionado com a força de seu olhar. Um olhar que até hoje ela mantém no rosto expressivo e forte de seridoense.
Cascaviei esse trechinho de A Noite do Espantalho, uma viagem que os moderninhos de hoje diriam ‘feérica’ sobre a realidade social nordestina. Uma espécie de Jesus Cristo Superstar de Nova Jerusalém. Não reparem muito nas presepadas de Alceu Valença. O close no rosto de Rejane, logo no começo da cena, já pagaria o filme.
DoSol
Anderson Foca envia um editorial indignado com o fato de o DoSol ter sido preterido no edital para os Pontos de Cultura. Não desmereço os projetos selecionados, mas realmente o DoSol é uma força produtiva em nosso parco mercado cultural. Para conferir o texto, clique aqui.
Comentário
No entanto, acho que Foca se equivocou em sua argumentação ao comparar o trabalho desempenhado pelo seu centro e com o que presenciou na Casa de Cultura de Santa Cruz. Até os tijolos da parede lá de casa sabem que as Casas tinham já reservadas para si a instalação de Pontos de Cultura. Foi a maneira encontrada pela Fundação José Augusto para torná-las em um espaço efetivo de movimentação cultural nas cidades do interior, no que fez muito bem. As instituições privadas concorreram entre si por outros 30 Pontos.
Mistério?
A prefeita Micarla pode não aparecer nos eventos culturais da prefeitura, mas o médico Iaperi Araújo estava ontem (2) no lançamento do Goiamum Audiovisual. E daí? Sei lá. Mas pode significar alguma coisa. Ele batia um papo muito animado com Carlos Tourinho, que estava feliz feito pinto no lixo com a seleção do ITEC no edital dos pontos.
Alto lá
Quem manda notícias é o rapper Neguedmundo, que deve desembarcar por aqui nas festas de fim de ano. Mas antes, no dia 4, o cabra faz uma apresentação ‘pocket’ no show de Monjolo, lá em Sampa.
Biscoito fino
Vlamir Cruz desengaveta a Poética Sonora, no site da Mudernage. O resgate é de poemas de autores potiguares oralizados pelo professor Tarcísio Gurgel, com trilha de Manoca Barreto. Dá para escutar e baixar. Não perca.
Mobister
O futuro está logo ali na esquina. Já ouviu falar em Mobister? Então, espere até o Carnatal. Ou você ainda é do tempo de anúncio em jornal?
Musga
Precisa perder o medo da musga. Vi essa fuleragem lá no Cidade dos Reis, de Mário Ivo, e resolvi imitar. Essa trilha sonora é a que anda assombrando meus ouvidos nos últimos dias – e findou por fazer minhas pazes com o Radiohead, banda com quem andava cismado desde o Kid A.