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Ciência e Olimpíadas

Globo.com
Instituto Nacional de Esporte, em Sidney.
Assistindo hoje ao Esporte Espetacular, vi na matéria “As Superpotências Olímpicas: Austrália” que o que torna o país uma potência esportiva é o tripé: talentos, investimento e pesquisa científica. Por coincidência, também lendo hoje a edição número 100 da revista ComCiência, li a matéria “Falta ciência no esporte brasileiro”. A matéria mostra que os principais comitês olímpicos do mundo desenvolvem pesquisas aplicadas a atletas, o que garante a qualidade técnica no esporte. Já no Brasil, atletas, treinadores, preparadores físicos e o próprio Comitê Olímpico Brasileiro (COB) dão pouco valor à teoria e aos trabalhos científicos desenvolvidos na área do esporte. O resultado é que  apesar dos talentos, o país ainda fica para trás nas grandes competições esportivas.

A revista mostra ainda que um dos únicos atletas que treinam com apoio científico é o nadador Tiago Pereira, que estará Olimpíadas de Pequim. Análises biomecânicas apontaram que o atleta apresenta uma deficiência no nado livre: sua braçada esquerda é superior à direita e quando ele respira para um lado, ocorre uma queda de resistência na braçada do lado oposto. Com a descoberta, os treinos do atleta foram direcionados para a correção desse desequilíbrio de forças, melhorando seu desempenho.

Ciência e Olimpíadas II


Uma semana antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, a China será sede também da Convenção Internacional de Ciência, Educação e Medicina do Esporte (ICSEMS, na sigla em inglês) que acontece a cada 4 anos. O evento tem por objetivo construir uma ponte entre a ciência e o esporte. Os participantes discutem os resultados de suas pesquisas e trocam informações sobre novas tecnologias, fármacos e técnicas de treinamento e preparação dos atletas.

Bolsas


A Fapern adiou para o próximo dia 1º de agosto a divulgação dos alunos de mestrado e doutorado classificados no Edital 002/08, programado para 01/07. O alto número de inscritos, 148 no total, inviabilizou o cumprimento do prazo inicial. Com recursos de R$ 300 mil, o Programa Fapern Geração do Conhecimento irá selecionar alunos de pós-graduação, mestrado e doutorado, para concessão de bolsas e auxilio a trabalhos de conclusão de cursos. Para os alunos de mestrado, as Bolsas de Estudo serão de dez parcelas de R$ 940 e para os de doutorado, dez parcelas de R$ 1.394.

Graduação em C & T


A UFRN irá oferecer a partir do Vestibular deste ano o curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, que abrirá 500 vagas no segundo semestre de 2009, para o turno diurno e noturno, sendo 250 para cada horário.

Diferente das demais graduações, o curso terá duração de três anos. Nos três primeiros semestres, o aluno receberá a formação comum a todas as ciências e tecnologias e ao final escolhe se ingressa na área tecnológica ou na científica. Do quarto ao sexto período, o estudante terá aulas da especialidade que optou. Depois de formado, o aluno ainda poderá fazer reingresso em uma engenharia ou ciência, se formando em dois anos.
 
As opções de cursos são: as Engenharias Ambiental, Biomédica, de Redes de Comunicação, Petróleo, Mecatrônica, Materiais e Mecânica, Ciências Atuariais, Estatística, Física ou Matemática. De acordo com a vice-reitora da UFRN, Ângela Paiva, a inovação do curso está na formação em dois ciclos, uma tendência no mundo inteiro. 

*Coluna atualizada aos domingos.


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