“Controle Absoluto” (Eagle Eye/EUA/2008), em cartaz no país desde 26 de setembro, é o que podemos chamar de thriller: um filme de ação de tirar o fôlego.
Produzido por Steven Spielberg, com direção de D. J. Caruso (“Paranóia” – 2007), e escrito por John Glenn, Travis Wright, Hillary Seitz (“Insônia”, 2002) e Dan McDermott, a partir de idéia original concebida pelo próprio Spielberg, “Controle Absoluto” insere o espectador no drama dos personagens Jerry Shaw (Shia LeBeouf – “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, 2008) e Rachel Holloman (Michelle Monaghan – “O Melhor Amigo da Noiva”, 2008).
O primeiro, um jovem simples, que trabalha na copiadora “Copy Cabana” (dãaa!) e sem dinheiro nem pra pagar o aluguel do quartinho acanhado em que vive. A segunda, uma divorciada, com problemas com o ex-marido, que tenta se virar para criar o filho Sam.
Duas pessoas comuns que, de repente, recebe uma chamada anônima do celular. Uma voz feminina (Julianne Moore) passa a dar instruções e ordenar que façam uma série de coisas, sob pena de morte em caso de desobediência.
Lembrou de “Por um Fio” (2002)? Pois é... Este não é o único filme que “Controle Absoluto” faz lembrar (como veremos mais em frente).
Jerry, então, começa a ser perseguido pelo FBI sob acusação de terrorismo, enquanto Rachel tem a vida do seu filho constantemente ameaçada de morte. Até que eles se encontram e, juntos, vão tentando seguir o que a voz misteriosa os ordena enquanto tentam escapar da polícia.
Detalhe: Não é apenas através do celular que eles recebem ordens. O computador de bordo do carro, letreiros eletrônicos de rua, computadores, rádios, televisores, etc... E depois percebe-se que tudo que é eletrônico (e passível de interação através de rede ou remotamente) parece se submeter à vontade da “voz”.
Com o intuito de não deixar que essa boa idéia se esgotasse em pouco tempo, o longa é recheado de ótimas e muito bem dirigidas cenas de ação. Só que, infelizmente, em alguns momentos optaram por aquela edição cheia de cortes mais rápidos do que o cérebro, que deixa todo mundo sem entender nada da cena e até dá dor de cabeça.
E isso consegue funcionar bem até o momento em que as revelações começam a surgir (principalmente quanto à origem da “voz”), porque depois, quando (e se) o espectador começar a analisar os fatos ocorridos e os que se seguirem, à luz da justificativa proposta pelo filme, perceberá as inúmeras falhas do roteiro, e sua mente se encherá de “por quês”.
Embutido na intensa correria, explosões, tiros e escorregadas na maionese, o filme lança ao público o problema da total vigilância em que somos (ou podemos) ser submetidos, tanto através das câmeras de segurança espalhadas por todos os lugares, quanto ao risco do desrespeito ao nosso sigilo de comunicação (telefone, e-mail, SMS, etc. O assunto está em pauta no país após o recente caso dos grampos telefônicos não-autorizados, feitos pela Abin), sendo a “segurança nacional” usado como desculpa, como também nos faz refletir sobre recorrente discussão sobre a evolução tecnológica (até quando isso deixa de ser vantajoso para o homem e passa a ser prejudicial?), bem como o pânico do terrorismo que o próprio governo americano difundiu no país.
Agora vamos à lista de alguns dos filmes que “Controle Absoluto” nos remete à lembrança: a trilogia Bourne, “Inimigo do Estado”, “A Conversação”, “Jogos de Guerra”, “Operação França”, “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, “Eu, Robô”, “O Homem que Sabia Demais”... ufa!
O que esperar por um filme com todos esses clássicos como referência, numa direção excelente e o dedo criativo de Spielberg?
Só assistindo pra saber.
Ficha Técnica
Título Original: Eagle Eye Gênero: Ação Tempo de Duração: 117 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2008 Estúdio: DreamWorks SKG Distribuição: Paramount Pictures Direção: D. J. Caruso Roteiro: John Glenn, Travis Wright, Hillary Seitz e Dan McDermott Produção: Steven Spielberg, Pete Chiarelli, Pat Crowley, Alex Kurtzman, Edward McDonnell e Rizelle Mendonza Música: Bryan Tyler Fotografia: Dariusz Wolski Desenho de Produção: Thomas E. Sanders Direção de Arte: Sean Haworth, Kevin Kavanaugh e Naaman Marshal Figurino: Marie-Sylvie Deveau Edição: Jim Page
Elenco
Shia LeBeouf (Jerry Shaw)
Michelle Monaghan (Rachel Hollonan)
Billy Bob Thornton (Morgan)
Ethan Embry (Grant)
Erica Olsen (Craig)
William Sadler (William Shaw)
Julianne Moore (“voz”)
Trailer
SUPER-HERÓIS: A LIGA DA INJUSTIÇA
Cotações Direção:3
Atuações:2
Roteiro:1
Fotografia/Edição: 4
Direção de arte/Figurino:5.5
Trilha sonora/Canções:4
Efeitos Visuais/Maquiagem/ Som/Edição de Som: 5
COTAÇÃO GERAL:
3,5
O que leva uma pessoa a assistir o novo filme dos mesmos criadores de três bombas consecutivas: “Uma Comédia Nada Romântica” (2006), “Deu a Louca em Hollywood” (2007) e “Espartalhões” (2008)?
Pois é! Até agora procuro uma razão para eu ter gastado dinheiro para ver “Super-heróis: A Liga da Injustiça” (Disaster Movie/EUA/2008), em cartaz desde sexta-feira retrasada (03/10) nos cinemas do país.
Escrito e dirigido pela dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer, que nos projetos anteriores satirizaram filmes de terror, filmes românticos e filmes épicos, agora o alvo (na verdade o pano-de-fundo) são os tantos filmes sobre desastres naturais (tornados, meteoros, tempestades, etc.).
E põe desastre nisso!
Mas na verdade, tudo é desculpa (inclusive a historinha ridícula que inventaram para tentar dar algum ritmo narrativo – e sentido – ao filme. Sem sucesso, vale salientar!) para satirizar os mais diversos filmes, personagens e celebridades em destaque na atualidade.
Não diferente dos demais da mesma espécie, este filme segue confiando que o simples fato do espectador identificar a cena ou personagem satirizado é suficiente para arrancá-lo gargalhadas.
Como se não bastasse, ainda oferece humor pastelão e de excrementos (fezes, arrotos e líquido amniótico... e até leite materno!), longas e tediosas cenas de lutas (ridiculamente coreografadas) e danças (idem), e diálogos sem a menor criatividade (e sem a menor graça).
Apesar do razoável “Super-Herói: O Filme” (2008), este tipo de comédia demonstra estar esgotada. Basta comparar a bilheteria americana de “Todo Mundo em Pânico” (2000), que arrecadou mais de 156 milhões de dólares, enquanto "Super-Heróis: A Liga da Injustiça" não chegou a 15 milhões (embora este tenha estreado por aqui liderando a bilheteria nacional. Dá pra entender?)
Sei que o humor é muito pessoal. Mas, pelo menos, na sala onde eu assisti, foram raros os risos que ouvi. E, ao término do filme (relativamente curto, por sinal: apenas 1 hora e meia. Um verdadeiro alívio!), as pessoas pareciam sair da sala frustradas, decepcionadas ou chateadas.
Portanto, NÃO ASSISTA! (Depois não diga que não avisei...)
OBS: Pra variar, durante os créditos finais são exibidas cenas cortadas e erros de gravação.
Ficha Técnica
Título Original: Disaster Movie
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Estúdio: Grosvenor Park Media
Distribuição: Imagem Filmes
Direção: Jason Friedberg e Aaron Seltzer
Roteiro: Jason Friedberg e Aaron Seltzer
Produção: Jason Friedberg, Aaron Seltzer, Jarry P. Jacobs e Peter Safran
Música: Christopher Lennertz
Fotografia: Shawn Maurer
Desenho de Produção: William A. Elliot
Direção de Arte: Kenneth Brown, Eddie Burcham e Daniel Coe
Figurino: Frank Helmer
Edição: Peck Prior
Elenco
Matt Lanter (Will)
Vanessa Minnillo (Amy)
G. Thang (Calvin)
Nicole Parker (Princesa Encantada/Sósia de Amy Winehouse/Sósia de Jessica Simpson)
Crista Flanagan (Juney/Hannah Montana)
Kimberly Kardashian (Lisa)
Ike Barinholtz (Wolf/Sósia de Javier Bardem/Policial/Hellboy/Batman/Beowulf/Príncipe Caspian)
Carmen Electra (Assassina bonita)
Tony Cox (Indiana Jones)
Trailer
Enquanto isso...
Nada de "Ensaio Sobre a Cegueira" estreiar por aqui. Vamos aguardar.
NOVIDADES
A Guerra dos Rocha
Em Cartaz: Cinemark (Midway Mall) e Moviecom (Praia Shopping)
Elenco: Ary Fontoura , Diogo Vilela , Giulia Gam , Lucio Mauro Filho , Marcelo Antony e Taís Araújo
Direção: Jorge Fernando
Gênero: Comédia (Nacional)
Distribuidora: Fox Film
Guerra dos Rocha é um filme sobre a simpática e desastrada velhinha Dina Rocha e seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo - que vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e quando os filhos percebem a ausência da mãe, parece que já é tarde demais. No IML, os filhos recebem a trágica notícia de que dera a entrada uma velhinha atropelada por um ônibus cuja descrição é igual as de sua mãe. Enquanto os irmãos preparam o velório, eles mal poderiam imaginar que na verdade a mãe fora seqüestrada por dois desastrados e divertidos ladrões na casa ao lado junto com sua amiga Nono.
Roteiro escrito por Maria Carmen Barbosa, com colaboração da atriz Carol Castro.
Em Cartaz: Cinemark (Midway Mall) e Moviecom (Praia Shopping)
Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, 50 Cent, Carla Gugino e John Leguizamo
Direção: Jon Avnet
Gênero: Policial
Distribuidora: Califórnia Filmes
Depois de 30 anos como parceiros na panela de pressão que é o Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk e Thomas Cowan deveriam estar aposentados, mas não estão. Antes de fazer suas malas, eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão que parece ter ligação com um caso resolvido por eles anos atrás.
Como no crime original, a vítima é um criminoso suspeito cujo corpo é encontrado junto com um poema justificando o assassinato. Quando outros crimes acontecem, começa a ficar claro que os detetives estão às voltas com um serial killer, alguém cujos crimes se perderam nos porões do sistema judicial e cuja missão é fazer o que os policiais não conseguiram - acabar com os culpados e limpar as ruas.
As semelhanças entre as mortes recentes e seus casos anteriores trazem à tona uma desconfortável questão: será que eles colocaram o homem errados atrás das grades?
Em Cartaz: Cinemark (Midway Mall) e Moviecom (Praia Shopping)
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace e Famke Janssen
Direção: Pierre Morel
Gênero: Ação
Distribuidora: Fox Film
Um espião aposentado tem que utilizar todas as suas antigas habilidades para resgatar sua filha que foi sequestrada e obrigada a realizar trabalhos forçados. Ele tem apenas poucos dias ou jamais irá rever sua jovem filha.
Roteiro de Luc Besson e Robert Mark Camen, os mesmos de “O Quinto Elemento” (1998)
Em Cartaz: Cinemark (Midway Mall) e Moviecom (Praia Shopping)
Elenco: Richard Gere, Diane Lane, James Franco e Scott Glenn
Direção: George C. Wolf
Gênero: Drama
Distribuidora: Warner Bros.
Adrienne (Diane Lane) é uma mulher que tentar decidir se deve ou não permanecer no seu casamento. Sua vida muda quando conhece Paul (Richard Gere), um médico que está viajando para tentar se reconciliar com o seu filho, durante um fim de semana na pousada em uma praia da Carolina do Norte.
Uma animação protagonizada por três jovens e curiosas mosquinhas, que estão em busca de novas aventuras e embarcam na lendária viagem da nave Apollo 11 para a Lua.
Detestei "Controle Absoluto"!! Odeio filmes mentirosos! Se fosse menos absurdo, seria massa. A idéia do filme é até bacana.
Enquanto a "Super-heróis-A liga da injustiça", não lembro de ter dado uma única risada. Só com a doidinha de Juno se gesticulando...igualzinho. Os erros de gravação não eram nada engraçados... grande "besteirol".
Lícia Raquel (postado no dia 15 de outubro de 2008, às 13h04min)
Fiquei curiosa de ver esse de de niro e alpacino.. mas naum curto eles como policiais, num sei porque! hehehe
a mafia sim! ah, saudades dos bons filmes!
essa semana bateu uma nostalgia e eu baixei aquele stallone cobra e conan, o barbaro. ri demais!
sinto falta de cenas com uns V8!
Gabi (postado no dia 13 de outubro de 2008, às 15h12min)