Natal está no limite entre ter ou não segundo turno na escolha para prefeito. As pesquisas mostram que o quadro está em aberto e que é arriscadíssimo apostar tanto no fim do pleito em primeiro turno quanto na realização do segundo. O suspense vai até a abertura das urnas.
Santo de casa
A campanha eleitoral terminou e, em Natal, deixou mais uma vez a constatação de que valorizar a “prata da casa” em termos de marketing é um bom negócio. Os candidatos Micarla de Sousa (PV), Fátima Bezerra (PT) e Wober Júnior (PPS), resolveram apostar nos profissionais da terra e fizeram boas peças de propaganda e divulgação. Não à toa, são, nesta ordem, os três primeiros colocados nas pesquisas.
Meritocracia
Não se quer aqui exaltar sentimentos ufanistas, nem tampouco xenófobos. Definitivamente, não é o caso. O que se louva é a competência. Vale lembrar também que, nas últimas campanhas, já havia ficado demonstrado que a contratação de marqueteiros dos grandes centros — que não conhecem a fundo realidade e costumes locais — na imensa maioria das vezes não produziu resultados práticos.
Vergonha
A candidata Micarla de Sousa disse em seu programa eleitoral que sentiria “vergonha” se contasse com o apoio político dos gestores da Saúde “em Natal e no Estado”, diante do quadro verificado na área. Nem parecia a mesma Micarla que, até momentos antes do início da campanha, tentou angariar o apoio da governadora Wilma de Faria (principalmente) e até do prefeito Carlos Eduardo.
Joio e trigo
Candidato é o que não falta. Só no Rio Grande do Norte, são 6.608, sendo 409 a prefeito e 6.199 a vereador espalhados pelos 167 municípios potiguares. Caberá ao eleitor separar o joio do trigo. Vale a pena, portanto, se deter na análise da experiência, do histórico de trabalho, das propostas e da seriedade dos candidatos. Como diz a propaganda do TSE, são os próximos quatro anos que estão em jogo.
PARLAMENTO
“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento”.
De Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo do jornalista Sérgio Porto), em frase sempre atual. Ainda mais em época de eleição.
Anotações
Anotado o pouco empenho de alguns secretários de Estado na campanha de Natal, este ano. E, em outros casos, o empenho de alguns. Não necessariamente em favor da candidatura defendida por Wilma.
Confiança em alta
Micarlistas mais eufóricos já discutem a formação do Secretariado. Há até entidades de classe já alardeando que indicarão os titulares de algumas pastas, em caso de vitória de Micarla. Será?
Cesta básica
As cestas básicas ficaram na berlinda no fim de campanha em Natal. Outros itens, porém, deveriam despertar a mesma atenção das instituições responsáveis pela fiscalização eleitoral.
Cegueira
Há óticas em Natal que ficaram sem armação de óculos em estoque. Venderam tudo para alguns candidatos a vereador. Somente um deles adquiriu 25.000 armações. Parece história do escritor José Saramago. Mas não é, infelizmente. É a vida real mesmo.
Ponto final
Eleitor, responsabilidade na hora de votar e consciência de que a decisão está em suas mãos.
* Esta coluna também é publicada no jornal Nasemana.
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