Enviada em 15/01/2008 às 10h12min
Início dos trabalhos
Os papangus ficaram todos bestas quando receberam o convite do portal Nominuto.com para manter uma coluna, que será semanal, nesse grande veículo de informação do nosso Estado.
Queremos agradecer a confiança de todos do portal e dizer aos milhares de leitores do Nominuto.com que faremos um “arrumadinho” nesse espaço para não deixar ninguém em paz – no bom sentido, claro.
Mas, o problema é que, sem muito por fazer nesse começo de ano, o papangu-móvel estacionou pelo litoral potiguar e aproveitou para observar algumas peculiaridades. “Entonce”, para iniciarmos, já que o período é de férias, não muito convidativo ao trabalho, segure aí:
AG Sued

Pirangi do Norte
Enquanto os papangus tomavam uma cerveja para aliviar a quentura (nada comparado ao clima mossoroense), um montão de marmanjo jogava um esporte que até agora nós não descobrimos o nome. Inicialmente achei que se tratava de rugby. Depois imaginei ser aquele agarrado todo futebol americano. Se já estivesse na quarta cerveja, certamente diria se tratar das prévias da eleição deste ano. Pense num cacete e correria!
Pirangi do Sul
Em Pirangi, as casas desocupadas esperando os veranistas estão por todos os lados. Nunca na história daquele litoral houve tão poucos turistas e veranistas. Os comerciantes locais estimam que o movimento esteja 30% menor do que no ano passado. A esperança é que o carnaval agite aquele lugar, trazendo confetes e serpentinas para o bolso daqueles que exploram o verão. Nem “vale” os homens do poder vão lá fazer.
Ponta Negra
O Morro do Careca continua atraindo gente de todo lado para se banhar nas suas águas mornas, apesar dos hotéis, restaurantes e casas continuarem jogando dejetos na praia. Para quem ainda não conhece a área, os papangus podem indicar um passeio noturno em Ponta Negra, onde gringos endinheirados, turistas ocasionais, prostitutas rampeiras, camelôs vendendo bugigangas e damas da sociedade natalense desfilam faceiramente pelo calçadão, procurando por aventuras descabidas. Nós juramos de pés-juntos que só a freqüentamos durante o dia e não fomos lá nessa hora pra ver.
Praia do Meio
Decadente e vazio, o centro de artesanato da Praia do Meio está perto de fechar suas portas por falta de incentivo ao turismo no local. Os comerciantes reclamam que a praia foi esquecida pela Prefeitura de Natal, que não fez nada para atrair os turistas àquela plaga. A decadência da praia é visível aos domingos, quando os farofeiros invadem esse beiço de mar natalense.
Ponte Forte-Redinha
Quem passa pela Ponte Newton Navarro pode observar alguns motoristas abestalhados parando seus carros no meio da ponte para “observar o visual” e atrapalhar o trânsito. O danado é que as placas “proibido estacionar” estão espalhadas, de cinco em cinco metros, ao longo da travessia. Cadê a STTU e o Detran que não vêem esses absurdos? No final das contas, o mossoroense é que é matuto?
E na Redinha
Dois meses depois da inauguração da ponte, os comerciantes que atuam no mercado aumentaram o preço da “ginga com tapioca” em 50%. A cerveja também aumentou. Nenhum boteco reieira vende uma cerveja por menos de R$ 3. Agora, imaginem só se a ponte de Miguel Mossoró chegasse a Fernando Noronha o preço que cobrariam por lá???
Genipabu
No intervalo da gravação de DVDs, os dromedários de Genipabu não param de carregar turistas para cima e para baixo das dunas de areia escaldante. Com o advento da ponte, a praia vem recebendo um número considerável de turistas. Os barraqueiros estão fazendo a festa e aproveitaram para aumentar o preço dos tira-gostos. Por um pratinho de batatas fritas, as barracas de beira de praia estão cobrando de R$ 6 em diante. Doido é quem não volta pro interior para comer carne assada com batata-doce lá em Zé Leão, na Cobal de Mossoró.
Por falar na cidade dos “Crazy Frogs”...
O povo daqui está na vizinha cidade de Tibau. Para quem não sabe, a Praia de Tibau é reduto de endinheirados e de outros nem tanto assim, que apenas posam para sair em coluna social. Como também de figurões da nossa política, que se encontram essa época do ano para falar de assuntos de interesse do povo. Não devemos esquecer que a preocupação é contida com um belo 12 anos. Ah, ia esquecendo: a sujeira por lá vai muito bem, obrigado!
Quem é o candidato?
Já prestaram atenção que agora só se fala em sucessão municipal? Enquanto muitos se esbaldaram na Praia de Graçandu - nós, não, mas muita gente - pretensos candidatos que ficaram de fora da festança vão tomando na rima. O povo então... Urgh!

Revista Papangu
A revista Papangu, editada em Mossoró (com circulação em todo o Estado), foi aprovada pela Comissão Gerenciadora da Lei Câmara Cascudo para o ano de 2008. A revista lança este mês sua edição de quarto aniversário, a de número 48. Os que fazem a Papangu trabalham com afinco para fazer jus ao apoio recebido. E, para a torcida do contra — cá pra nós, não são poucos —, só resta tirar as calças e pisar em cima. Deixem os Papangus trabalhar, cambada...
Até terça!
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