Flip 2008: Livros, idéias e diversidade cultural

Primeiro dia do evento já conta com bom público e grande procura por ingressos para os debates.
Fotos: Luciana Gutiérrez
Tenda armada às margens do rio que corta a cidade,
Uma vez por ano, a cidade litorânea de Paraty, no Rio de Janeiro, veste-se de capital nacional da literatura. Aberta oficialmente nesta quarta-feira (2), a 6º Festa Literária Internacional de Paraty tem enchido as ruas do centro histórico da cidade com gente de todas as nacionalidades, interesses e idades.

Sediada numa grande tenda, armada às margens do rio que corta a cidade, o evento não se limita às 19 mesas que compõem os quatro dias de programação. Por toda a cidade, encontros e debates paralelos se encarregam de manter ocupados todos os visitantes.

Para os menores, há a Flipinha, com brincadeiras e rodas de contação de histórias. Para os alternativos, o caminho é a OFF Flip, que traz mesas com autores de fora do circuito das grandes editoras. 

Existe opção até para quem não dá a mínima para literatura: os bares ficam abertos das primeiras horas da manhã até a alta madrugada. E, entre um drinque e outro, o cliente ainda pode ser surpreendido por uma apresentação de música ao vivo na calçada ou uma performance circense.

Independente de toda a agitação paralela, o centro das atenções é mesmo a Flip. Após a abertura do evento, na noite de quarta (2), a procura por ingressos na manhã desta quinta-feira (3) já era grande.

Quem queria conferir os debates tinha duas opções: ou enfrentar a fila e torcer para que ainda houvesse vagas para a Tenda dos Autores, ou tentar a sorte com os cambistas.

Caso não desse sorte, o jeito era investir no ingresso para a Tenda do Telão e acompanhar tudo pela tela grande montada nas proximidades da tenda principal. A qualidade do som, pelo menos, ajudava bastante nessa hora.

Qualquer que fosse a solução adotada, a grande procura era para as mesas da parte da tarde e da noite.

O primeiro dia da Flip 2008 começou com três autores novos: Adriana Lunardi, Emílio Fraia, Michel Laub e Vanessa Bárbara discutiram, sob mediação de João Moreira Salles, as possibilidades e os caminhos dos escritores iniciantes no mercado editorial dos dias de hoje.

Em seguida, a francesa Elizabeth Roudinesco discorreu sob as diversas formas da perversidade, tema abordado em seu livro mais recente O Lado Obscuro de Nós Mesmos.

A programação segue pela tarde e pela noite, com a presença, em mesas diferentes, do músico Carlos Lyra, lançando sua auto-biografia Eu Sou a Bossa, do jornalista e escritor cearense Xico Sá e da inglesa Zoë Heller, autora do romance Anotações Sobre Um Escândalo, que deu origem ao filme com Cate Blanchett.

Na sexta-feira (4), a programação traz nomes diversos como Modesto Carone, Caco Barcellos e o humorista americano David Sedaris.

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