Morre escritora Zélia Gattai

A escritora está internada desde uma cirurgia para retirada de um tumor benigno no intestino realizada em 17 de abril.
Epitácio Pessoa/Agência Estado
Zélia Gattai era membro da Academia Brasileira de Letras.
A escritora Zélia Gattai, 91, que estava internada desde 17 de abril em razão da retirada de um tumor benigno no intestino, morreu na tarde deste sábado (17).

O quadro clínico de Zélia Gattai era terminal, segundo informou João Jorge Amado, filho da escritora, nesta tarde. 

Pela manhã, o Hospital da Bahia, de Salvador, divulgou um boletim médico em que confirmava que o estado de saúde de Zélia havia piorado muito em relação a ontem (16). 

Segundo João Jorge, antes da cirurgia, Zélia estava bem humorada e fazia brincadeiras com a equipe do hospital. 

"Ela estava com um pouco de medo da cirurgia, o que é normal pois há sempre riscos quando a pessoa tem uma certa idade. Mas pouco antes, ficou tranqüila e bem humorada", afirmou. A escritora estava internada desde então.

Zélia Gattai estava sedada e respirava com a ajuda de aparelhos. O boletim médico adiantou que o quadro clínico da escritora era irreversível.

Trajetória

Zélia Gattai era membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira 23, que pertenceu a Jorge Amado e cujo fundador é Machado de Assis, com José de Alencar como patrono.

A escritora completaria 92 anos no dia 2 de julho deste ano. Filha dos imigrantes italianos Angelina e Ernesto Gattai, ela foi autora do livro de memórias "Anarquistas, Graças a Deus", lançado em 1979 e que virou minissérie na Globo em 1984, com direção de Walter Avancini. 

O livro contava a infância da autora, na casa da alameda Santos, em São Paulo, onde nasceu e foi criada.

Em 2002, lançou o livro "Jorge Amado - Um Baiano Romântico e Sensual", que escreveu com os filhos Paloma e João Jorge Amado, em homenagem ao marido. 



Com informações da Folha Online.

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