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Enviada em 26/04/2008 às 11h55min

Movimentos estudados

Encontro de Dança Contemporânea do RN discute linguagens e técnicas de dança a partir desta segunda (28).
Divulgação
Encontro conta com participação de companhias locais e de outros estados.
Com o objetivo de ampliar a discussão sobre a dança contemporânea em toda sua diversidade no estado, começa nesta segunda-feira (28), o II Encontro de Dança Contemporânea do Rio Grande do Norte, que será realizado em três cidades do RN.

Composta por oficinas, palestras e apresentações de espetáculos, a programação do encontro se divide entre Natal, Caicó e Mossoró, com tempo de permanência de uma semana em cada cidade.

De acordo com este calendário, a maratona começa em Caicó nesta segunda (28) e prossegue até o dia 4 de maio. Em seguida, é a vez de Mossoró, do dia 05 ao dia 11 de maio, e de Natal, que sedia a reta final do encontro entre os dias 12 e 18.

“Na primeira edição do encontro, realizada ano passado, verificamos uma grande incidência de pessoas do interior. Por isso, decidimos espalhar a programação deste ano nestas três cidades, que são, cada uma a sua maneira, pólos dentro do estado”, afirma a coreógrafa Diana Fontes, uma das organizadoras do Encontro.

Aproveitando esse interesse, o Encontro promove oficinas ministradas por convidados como o músico e ator Hélder Vasconcelos, a coreógrafa e diretora do grupo Experimental de Pernambuco, Mônica Lira, e o grupo mineiro Movasse.

Participam da programação também as companhias potiguares Espaço Gaya Cia. De Dança, Grupo Gira Dança, Gesto Cia. de Dança, Balé da Cidade do Natal, Cia. de Dança do Teatro Alberto Maranhão e Espaço Vivo Cia. de Dança.

Ao fazer um balanço do cenário atual da dança contemporânea no Rio Grande do Norte, Diana Fontes avalia como satisfatória a produtividade dos grupos locais, mas alerta para uma deficiência no quesito qualidade.

“O estado está num momento fértil, porém os grupos precisam se preocupar menos com resultados e mais com conteúdo. Tradicionalmente, as companhias locais sempre conquistam muitos prêmios, mas isso não é o mais importante para a realização de um bom trabalho”, aponta.

Pesquisa
Fechando a programação do Encontro, será apresentado o seminário “O Gestual Nordestino como base para uma movimentação contemporânea”.

Fruto de uma pesquisa coordenada por Bianca Dores e Diana Fontes em conjunto com Danielle Flor, Giovana Araújo e Joana Fontes, o trabalho teve como fonte as cidades de Caicó, Currais Novos, Mossoró, Natal e Ceará-Mirim e foi contemplado com o Prêmio Klaus da Funarte, no valor de R$ 30 mil.

Segundo explica Diana Fontes, a pesquisa foi motivada pela falta de identidade presente na maior parte dos trabalhos executados no campo da dança contemporânea, que se prendem muito à técnica pré-estabelecida.

“Quando o bailarino se prende a passos certos, pré-estabelecidos ele priva o seu trabalho de identidade. Nossa pesquisa trata dessa questão, sem querer regionalizar a dança, mas sim impedir que a identidade se cale por falta de movimentação”, explica Diana Fontes.

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