“A crise chegará com menos intensidade no RN”, analisa vice-presidente da FIERN
Empresários e representantes de 27 sindicatos da indústria potiguar se reúnem na sede da entidade para discutir estratégias de fortalecimento do setor.
Amaro Sales disse não ter dúvidas que o Estado será atingido, “porém com menos intenside".
Há dois meses começou a organização do Encontro de empresários aberto hoje (10) na sede da Fiern. O evento será conclusivo. Os representantes dos sindicatos da indústria já vinham discutindo estratégias para melhorar seus negócios e agora elas serão apresentadas e aprovadas.
A categoria está preocupada com os efeitos da crise norte-americana que hoje, já pode ser chamada de mundial. O vice-presidente da entidade, Amaro Sales disse não ter dúvidas que o Rio Grande do Norte será atingido, “porém com menos intensidade”. Segundo ele, isso se deve a distribuição dos setores no estado que “atua em vária frentes”.
Mas outro assunto tem preocupado os empresários potiguares: a carga tributária. O Brasil possui a maior do mundo. “A gente sentou com os representantes dos 27 sindicatos, e ficou claro que todos entendem, que sempre cabe um desconto. O imposto é muito alto”, ele diz.
De acordo com Amaro Sales a arrecadação do país chega a R$ 380 bilhões por ano, “é muito dinheiro”. Ele reclama que os governos não fazem o dever de casa e por isso, os empresários ficam “espremidos entre a concorrência e a própria competitividade. A nossa sorte é que o Rio Grande do Norte tem uma indústria diversificada”.
Além de lutar pela reforma tributária, neste encontro entra na pauta outros temas como os direitos trabalhistas, a inserção industrial no mercado internacional, inovações tecnológicas e o meio ambiente.
“Os empresários vão apresentar propostas para redução da carga tributária. Elas serão apresentadas a CNI para que traga uma proposta concreta a ser apresentada ao Congresso Nacional”.
Alerta
O novo Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante é a esperança dos empresários para melhorar a infra-estrutura do Rio Grande do Norte, mas o vice-presidente da Fiern faz um alerta:
“Se a gente for esperar pelo dinheiro da Infraero esqueça esse aeroporto. A agora se trouxermos a iniciativa privada para financiar isso aí, ele sai”.