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Enviada em 20/11/2008 às 14h36min

Bacia Potiguar é a mais visada pelos participantes da décima rodada de licitações da ANP

Na manhã desta quinta-feira, na Fiern, foi realizado o Fórum da 10ª Rodada de Licitações para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, que acontecerá em 18 e 19 de dezembro.
Vlademir Alexandre
Diretor da ANP, Nelson Narciso Filho (de terno escuro): otimismo em relação à 10ª Rodada.
A 10ª Rodada de Licitações para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, que será realizada nos dias 18 e 19 de dezembro, no Rio de Janeiro, já é a terceira maior em termos de participação de empresas.

De acordo com o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso Filho, 45 empresas se inscreveram para participar da concorrência. Estão sendo oferecidos 130 blocos de exploração, dos quais 35 estão na Bacia Potiguar (Rio Grande do Norte e Ceará).

O Fórum para esclarecer os detalhes da 10ª Rodada de Licitações da ANP aconteceu na manhã desta quinta-feira em Natal, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). Na ocasião, o diretor da ANP, Nelson Narciso Filho, falou que a Bacia Potiguar é uma das mais visadas pelos investidores.

“Das 45 empresas inscritas, em torno de 30 têm interesse na Bacia Potiguar”, disse Nelson Narciso Filho. O que explica esse interesse, segundo ele, é o fato de o potencial dessas áreas já ser conhecido. A essas bacias, a ANP dá o nome de bacias maduras. E aquelas cujo potencial é pouco conhecido são chamadas bacias de novas fronteiras. A Bacia Potiguar está incluída no primeiro grupo, e bacias como a Amazonas, Paraná e Parecis estão no segundo.

Da área em bacias de novas fronteiras do conhecimento, a oferta é de 67 mil km2, em 30 blocos. Com a 10ª Rodada de Licitações para Exploração de Petróleo e Gás Natural, a ANP pretende incentivar a atividade exploratória nessas bacias, com o objetivo de atrair investimentos para regiões ainda pouco conhecidas geologicamente, no intuito de identificar novas bacias produtoras.

A finalidade é também dar continuidade ao processo exitoso de licitações públicas para concessões, responsável pelo expressivo crescimento do setor nos últimos dez anos e pelos avanços que resultaram nas recentes e promissoras descobertas em camadas do pré-sal.

Já os cem blocos em bacias maduras compõem uma oferta de aproximadamente 3 mil km2. Sua inserção na 10ª Rodada tem por objetivo dar oportunidades para que pequenas e médias empresas possam investir no setor, em áreas já exploradas. De acordo com o diretor da ANP, essa é uma forma de incentivar a exploração e produção em regiões em que a atividade exerce importante papel econômico e social. 

"Vamos elevar essa produção para o nível desejado dentro de um curto prazo”, disse Nelson.
Nelson Narciso Filho não tem dúvidas de que a 10ª Rodada de Licitações para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural ajude a recuperação da produção de petróleo e gás natural. “Vamos elevar essa produção para o nível desejado dentro de um curto prazo”, disse.

As empresas que ganharem as licitações terão de três a cinco anos para realizar os estudos e mais 27 anos para explorar e produzir. Segundo o diretor da ANP, cada um dos blocos só pode ter uma empresa, ou então um consórcio, desde que se defina o operador.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Flávio Azevedo, acredita que a Bacia Potiguar possa interessar aos industriais norte-rio-grandenses. “É possível, sim, diante de dois fatores: os investimentos são menores e o grau de certeza é maior”. Para Azevedo, o Fórum da 10ª Rodada da ANP desmistifica a idéia de que petróleo é negócio apenas para grandes empresas. “Fiquei sabendo que é possível participar de exploração com um investimento de R$ 140 mil a 240 mil”.

O diretor da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Nelson Freire, esteve no Fórum representando a governadora do Estado, Wilma de Faria, e o secretário estadual de Energia, Jean-Paul Prates. Para ele, a realização do evento em Natal é mais uma prova da força do RN como produtor de petróleo. “O Fórum é um ato democrático da ANP e serve para expor as regras do leilão”.

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