Codern: Emerson Fernandes assume com vários desafios pela frente

Além de ter que conquistar mais recursos para estruturas melhor portos do RN, ele tentará solução para terminal de passageiros em Natal.
Vlademir Alexandre
Solenidade de posse da nova diretoria da Codern aconteceu no início desta tarde.
Finalmente. O ministro da Secretaria Especial de Portos anunciou: o novo diretor geral da Companhia Docas do Rio Grande do Norte é o engenheiro de carreira, Emerson Fernandes. Já esperado, porém não confirmado antes, o profissional fez um discurso aclamado, principalmente, por ser o primeiro do quadro a assumir o cargo maior.

No auditório da Secretaria de Educação, com a presença da governadora Wilma de Faria, do presidente da Câmara Municipal de Natal, Dickson Nasser, da deputada federal Sandra Rosado, entre várias autoridades, o engenheiro de carreira foi colocado no posto maior ao lado dos já integrantes das diretorias técnica e administrativa, Hanna Safieh e Gustavo Henrique.


Émerson declarou ser espinhosa e delicada sua missão, ainda mais diante das execuções trabalhistas cíveis que a Codern enfrenta. Mas, humildemente, solicitou dos companheiros compreensão e apoio para gerir a companhia e tentar ampliar os movimentos de importação e exportação dos portos do estado.

O ministro Pedro Brito, por sua vez, destacou que a nova diretoria tem o desafio de usar o turismo como produto para desenvolvimento do Porto de Natal, a exemplo do que acontece em Barcelona, o mais importante em faturamento do mundo atualmente. “Por que Natal não pode se credenciar para tanto?”, disse.



Brito destacou ainda a importância do terminal salineiro de Areia Branca para o governo federal, onde mais de 25 mil empregos são gerados, e que, mesmo tendo sido re-potencializado neste momento – com investimento de mais de R$ 27 milhões – ainda serão necessários mais recursos para ter capacidade de armazenamento. Segundo frisou, não basta ter capacidade para receber navios de mais de 74 mil toneladas. “É um desafio dessa nova diretoria e vão precisar de força política”, avisou.

Contudo, o ministro elegantamente fez questão de ressaltar o valoroso trabalho de Renato Fernandes à frente da Codern, que, mesmo sabendo de sua saída, em momento algum voltou atrás no seu propósito de dirigir bem a companhia, sendo sempre zelosos e dedicado ao trabalho – por vezes o próprio interrompia falas, para dizer que projetos solicitando recursos para investimentos no RN já estavam prontos à espera da liberação do governo federal.

Sobre a indicação de Emerson, o ministro fez questão de enfatizar que se trata de uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocar nas diretorias das Codern´s funcionários de carreira. “Mostra também meu empenho de valorizar o profissional da casa”, comentou, dizendo que essa é uma prática que está acontecendo em todo o país.

O ministro Pedro Brito ressalta que não basta investir em novos equipamentos, mas no pessoal que trabalha. Ele também ressaltou que não há necessidade de privatizar portos, uma vez que os mais bem sucedidos do mundo, os europeus, são estatais.

Investimentos
O ministro fez questão de frisar que sabia que precisaria continuar investindo no porto de Areia Branca, mesmo com uma obra de dragagem em fase de finalização – prevista para fevereiro de 2008. Tendo, portanto, que investir em áreas de armazenamento de produtos.

Ele também frisou que o trabalho da prefeitura de Natal para relocar a comunidade do Maruim é um passo fundamental para que o terminal pesqueiro seja consolidado (Wilma de Faria garantiu já ter recursos alocados através de emendas parlamentares para ser iniciado em 2008) e também espera que o porto de Natal entre definitivamente na rota de cabotagem nacional.

A governadora Wilma de Faria fez questão de dar suas alfinetadas – lembrando que além do compromisso de investir nos portos do RN, também leve à frente a construção terminal intermodal aeroportuário de São Gonçalo do Amarante.

Ela solicitou ainda empenho do ministro para tornar real o novo terminal graneleiro, um sonho do Rio Grande do Norte, estado que exporta camarão, sal, produtos têxteis, além de criar terminal de passageiros para o Porto de Natal.

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