PUBLICIDADE
Enviada em 20/11/2008 às 13h58min

Com problemas estruturais, aeroporto de Mossoró pode perder vôos de grande porte

Associações empresariais reivindicam inclusão da cidade como destino aéreo.
Marília Rocha
Secretários discutem solução para aeroporto de Mossoró
Na próxima semana, o aeroporto de Mossoró será vistoriado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para proibição de vôos comerciais de grande porte. A notícia foi dada pelo secretário municipal de Turismo, Gabriel Barcellos, em reunião com os participantes do projeto Pólo Costa Branca na manhã dessa quinta-feira (20), em Mossoró.

Durante a reunião, o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, anunciou que o governo do Estado já enviou a proposta de devolver a administração do aeroporto à ANAC, por falta de estrutura para manter o funcionamento. Os motivos são os altos custos de manutenção e a dificuldade de pessoal para operações técnicas.

Fernando Fernandes afirmou que, pelas novas normas de segurança da ANAC, “o aeroporto de Mossoró não tem condições de operar com aviões de grande porte”. Para solucionar o problema, o secretário tem participado de reuniões com empresas aéreas com objetivo de tornar o aeroporto de Mossoró um destino comercial atrativo.

Até agora, o governo já esteve reunido com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (ABAV), as empresas Trip, Taf e Azul apresentando prospostas comerciais.

Segundo ele, o governo já sinalizou uma solução alternativa: a compra de assentos para o destino Mossoró e incentivos para empresas como Petrobras para ter o mesmo procedimento. “Estamos buscando junto com as entidades soluções para pressionar as companhias”, afirma o Fernando Fernandes.

O secretário de Turismo de Mossoró, Gabriel Barcellos, apresentou os números que justificam a atividade no município. “No período de 2002 a 2006, embarcaram mais de 14 mil pessoas e desmbarcaram quase 10 mil só em Mossoró”.

Os dados da Secretaria de Turismo de Mossoró mostram que 45% dos embarcados residem em municípios do Oeste, 35% em Mossoró, 8% na região serrana, 4% em Angicos e Aracati, 3% em Tibau, Grossos e Areia Branca, e o restante é de outros lugares.

Para Vilmar Pereira, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Mossoró (ACIM), existem outras soluções para o aeroporto, como o deslocamento para a área da antiga Maisa. “O grande problema do aeroporto é a falta de vontade política”, diz.

Ele explica que é possivel a desapropriação de terreno para aumentar a área de pouso, para que ANAC aprove vôos para Mossoró. “O aeroporto é prioridade para a Associação. Estamos elaborando um projeto de viabilidade para pressionar o poder público a solucionar o problema”, declara.

PUBLICIDADE

Palavras-chave

Mais notícias

Comentários enviados



Nenhum comentário enviado no momento.

© 2007. Todos os direitos reservados ao Nominuto.com.
O portal de notícias mais completo e atualizado do RN.