Novidades na comercialização de mel do Rio Grande do Norte
Produtores de mel formam consórcio para exportação e dobram o valor da venda.
Por Marília Rocha
Marília Rocha
O mel passa por várias análises antes de ser exportado
Na tentativa de driblar a crise e garantir a venda da produção, os produtores de mel do Rio Grande do Norte se uniram e criaram o consórcio de exportação de mel. O negócio ainda está em fase experimental, mas foram exportados 6 conteineres de 20 toneladas cada.
Os produtores, associações, cooperativas e assentados juntos, comercializaram quase 2 milhões de dólares e o mel, ocupou a 26ª posição na pauta da exportações de outubro, sendo exportado principalmente para os Estados Unidos.
A negociação para exportação é feita em reunião com os produtores, onde é apresentada a quantidade de mel que cada produtor vai oferecer para atingir um lote de exportação com 20 toneladas. Durante a reunião é apresentada também a planilha de custos e a operação, com data e valor final do produto.
No projeto de consórcio, os produtores eliminam os “atravessadores” que encarecem a comercialização. Segundo o diretor do projeto, Wagner de Araújo, a comercialização é mais rentável através do consórcio. “Os produtores que não têm acesso aos mercados internacionais, podem participar do consórcio, agregar valor ao produto e até dobrar o valor da produção”.
Antes de ser enviado aos mercados internacionais, o mel passa pelos processos de análises e certificacão da qualidade, e são classificados em dois tipos para exportação: o mel claro (usado na gastronomia) e o mel escuro (para fins industriais).
“O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de mel do Nordeste e pode ampliar a producão com a participação no consórcio”, afirma Wagner. “Qualquer apicultor pode entrar no consórcio e exportar sua producão”, diz.
As vantagens para os produtores é a certeza da venda, aumento do lucro e o pagamento imediato. A meta até o final do ano é exportar 20 toneladas do produto e aumentar a quantidade de mel dos pequenos produtores.