Economia Enviada em 04/12/2008 às 07h02min
Queda no preço do barril do petróleo não afetará investimentos da Petrobras
A afirmação foi feita nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.
A queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, que passou de cerca de US$ 140 para US$ 50 o barril, é pontual e não afetará os planos de investimento e a carteira de projetos da companhia – que trabalha com uma perspectiva de investimento de longo prazo.
A afirmação foi feita nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella para quem o plano de negócios da estatal para o período 2009/2013, que está em fase de elaboração, não passará por modificações para se adequar ao quadro de redução de investimentos externos causado pela crise financeira internacional.
De acordo com o diretor Guilherme Estrella, “a Petrobras não está pensando e não trabalha com a premissa de diminuição de investimentos e, tampouco, a exclusão e a não realização de projetos para o plano de negócios 20009 /2013”. Estrella foi categórico ao afirmar que os projetos para o pré-sal irão se acrescentar à perspectiva de novos investimentos da empresa.
Para Estrella, exatamente por ser pontual, a recente variação do preço do petróleo não será determinante para a tomada de decisões da estatal ao estipular o volume de investimentos para o novo plano de negócios.
"O petróleo se comporta assim mesmo: de forma cíclica – com variações. E a empresa pensa sempre no longo prazo”, disse, ao descartar a possibilidade de que a empresa reveja valores de contratos em razão da retração no preço do barril no mercado internacional.
“Não há essa possibilidade, os contratos estão assinados, muitos em execução e não tem essa de rever preços. Os agentes internacionais prevêem para 2020 uma demanda diária será de 110 milhões de barris - dos quais cerca de 60 milhões de barris por dia serão oriundos de projetos que não existem atualmente”, justificou.
O diretor disse não ter informações [conforme divulgado na Imprensa] de que algumas empresas fornecedoras de equipamentos á estatal estejam enfrentando dificuldades de conseguir financiamento para seus investimentos.
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo federal estão atentos ao problema de crédito e vem fazendo esforços para garantir recursos para o setor produtivo nacional”, disse, para depois acrescentar: não faltará dinheiro para que nós venhamos a dar prosseguimento aos novos projetos.
Estrella também afirmou que os prazos para a entrega das 12 sondas já contratadas pela Petrobras no mercado externo para perfuração em águas ultraprofundas serão respeitados.
"Eles [os prazos] estão garantidos e os equipamentos entrarão em operação no tempo previsto: a partir de 2012”.
* Fonte: Agência Brasil.
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