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Enviada em 04/09/2007 às 15h37min

Renato Fernandes: “Não sou homem de entregar missões no meio do caminho”

Diante de sua possível saída da Codern, diretor afirma que gostaria de pelo menos inaugurar o terminal salineiro de Areia Branca.
Diante das especulações de sua possível saída da diretoria da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) para ceder espaço a uma indicação do PSB, Renato Fernandes afirma que ainda não foi comunicado nem pelo Governo do Estado, nem pela Secretaria Nacional dos Portos. Mas, declara que “não é homem de entregar missões no meio do caminho”, referindo-se ao desejo de inaugurar o terminal salineiro de Areia Branca, obra que encampou e está 70% concluída. Segundo Fernandes, esta vontade, inclusive, já foi externada à governadora Wilma de Faria.

A criação da Secretaria Nacional dos Portos, com status de Ministério, em maio deste ano, que foi assumida por Pedro Brito (PSB), abriu brecha para o partido pleitear a indicação da diretoria no Estado. Como Renato Fernandes foi indicado pelo PR, deverá ser substituído por alguém do próprio PSB.

Os outros diretores Gustavo Faria (PSB) e Hanna Safieh (PT) permaneceriam nos cargos. No entanto, a alegação para mudança é de que o cargo deveria ser assumido por alguém técnico e o principal cotado é o engenheiro de Portos e Vias Navegáveis, Josenilson Dantas.

Enquanto o anúncio oficial não sai, Renato Fernandes diz estar aguardando a decisão da Secretaria dos Portos ou da governadora. “Ainda não soube de nada, estou esperando o que vai ser feito”, afirma.

Fernandes assegura que não vai pedir para ficar, mas comenta que já conversou com a governadora para ver a possibilidade de poder inaugurar o terminal salineiro. “Sou egresso da indústria salineira e o terminal pesqueiro é uma obra que gostaria muito de inaugurar, já que comecei. Essa é a única obra do PAC que está rigorosamente dentro do cronograma”, justifica. E acrescenta que a perspectiva de inauguração é para segunda quinzena de janeiro.

A cabotagem é também outro trabalho que vem sido desenvolvido por Fernandes e que ele gostaria que tivesse continuidade. “Quem assumir vai ter que concluir”, salienta, explicando que para ser efetivada estão sendo negociadas as cargas de chegada, estando garantidas as de saída.

Sobre a possível substituição por um técnico, Fernandes ressalta que se considera técnico na função que desempenha. “Sou formado em administração de empresas e a Codern é uma empresa. Procurei usar minhas ferramentas como administrador, claro, que com o auxílio da equipe técnica”, argumenta.

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