RN livre da aftosa: portaria que muda classificação do Estado será publicada domingo
O anúncio da mudança de status será feita pela governadora e pelo secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.
Gabriela Duarte
Mesmo com mudança de classificação, animais precisam ser vacinados.
Parece que dessa vez vai. A governadora Wilma de Faria, segundo sua assessoria de imprensa, recebe no domingo (12), durante a abertura da Festa do Boi, a portaria do Ministério da Agricultura que reclassifica o Rio Grande do Norte de território de risco desconhecido para território livre de médio risco da febre aftosa.
O anúncio da mudança de status será feita pela governadora e pelo secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. A nova classificação abrirá mercados para o agronegócio potiguar, uma vez que a carne produzida no Estado a partir de agora poderá ser comercializada para outros estados e países.
A reclassificação do Rio Grande do Norte foi um dos principais pleitos que a governadora Wilma de Faria levou ao Ministério da Agricultura desde que assumiu o mandato.
"O Governo do Estado fez todo o esforço necessário para que pudéssemos sair da zona de risco desconhecido da aftosa, investindo quase R$ 5 milhões para atender às exigências dos órgãos sanitários", destaca a governadora.
Uma dessas ações foi a criação do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), pré-requisito indispensável para a mudança de status.
Além da criação do Idiarn e das sistemáticas campanhas de vacinação contra a febre aftosa, o Governo do Estado duplicou de seis para 12 o número de unidades de sanidade animal, informatizou os cadastros das propriedades rurais e do sistema de retirada de Guia de Transporte Animal (GTA) e realizou concurso público para contratação de novos agrônomos, veterinários, zootecnistas e outros técnicos agrícolas. Os investimentos foram decisivos para que o Estado, que há mais de dez anos não possui registro de casos de aftosa, tenha conquistado a reclassificação.
A governadora salienta que a mudança de classificação não elimina a importância dos criadores continuarem participando das campanhas de vacinação.
"Temos certeza e convicção que os criadores do Rio Grande do Norte, que sempre colaboram estreitamente com as campanhas de vacinação, irão redobrar as suas atenções para que nossos animais fiquem o mais próximo possível dos 100% de animais vacinados até o final desta 2ª etapa da campanha, a ser concluída agora em 31 de outubro", destaca Wilma de Faria. A meta do governo é vacinar 900 mil animais.